Ela se virou quando ouviu o clique da porta sendo fechada. Seus olhos castanhos, levemente marcados pelos anos, encontraram os meus ainda do outro lado da carteira. Uma sobrancelha arqueou-se elegantemente.
— ¿Se te olvidó algo, cariño? — sua voz tinha aquele timbre colombiano, macio como veludo, mas autoritário de quem dava aula há décadas.
Não respondi de imediato. Caminhei devagar entre as carteiras, o coração batendo forte mas o semblante mantendo aquele sorriso malicioso típico de quem sabe que tem a faca e o queijo na mão. Parei ao lado da mesa dela, apoiei a mão na madeira lascada e deslizei o celular na direção dela, a tela virada para cima.
O vídeo começou sozinho. Ali estava ela, em outro contexto, outro universo. Não a professora séria de cardigã e óculos de aro fino, mas uma mulher em lingerie vermelha de renda, rebolando lentamente em frente a uma câmera caseira, aqueles mesmos seios pequenos mas firmes escapando do tecido, a barriga lisa e madura contraída, e aquela bunda... aquela bunda colossal sendo massageada por mãos que não eram as dela, enquanto ela olhava para a lente com uma expressão que misturava vergonha e provocação.
O áudio baixinho saía do alto-falante do celular — gemidos contidos, instruções em espanhol sussurradas para os assinantes.
O rosto de Dona Morales perdeu a cor. Não um branco pálido de medo, mas um rubor intenso que subiu rapidamente do decote até as têmporas. Ela olhou para o celular, depois para mim, os lábios entreabertos numa tentativa falha de formar palavras.
— Onde... ¿cómo...? — ela gaguejou, a mão trêmula indo para o aparelho, desligando a tela abruptamente.
— Relaxa, professora — falei, inclinando-me, apoiando as duas mãos na mesa agora, invadindo o espaço dela. — Seu segredo tá seguro comigo. Mas... — dei uma pausa, deixando o silêncio pesar — ...acho que a gente pode chegar num acordo.
Ela recuou um passo, as costas batendo no quadro negro, aquele perfume barato mas intenso de gardenia subindo entre nós. Seus olhos varreram meu rosto, procurando algum sinal de bluff, mas eu mantive o olhar firme, percorrendo deliberadamente seu corpo da forma como ela sabia que os homens faziam, mas que ela fingia não notar.
— Você é um estudante — sussurrou ela, mais para si mesma do que para mim. — Isso é... esto es incorrecto...
— Eu tenho dezoito, Morales — respondi, tirando o crachá escolar do bolso e jogando sobre a mesa. — Maior de idade. E você... você tá precisando de alguém que cuide desse seu segredinho, né? Não ia querer que o diretor descobrisse que a substituta de espanhol também dá aula de... educação sexual online.
Ela engoliu em seco. A garganta subindo e descendo naquele pescoço aveludado. Eu podia ver o conflito se desenhando em seu rosto — o pânico profissional misturado com algo mais antigo, mais visceral. A mulher que se exibia naqueles vídeos não tinha desaparecido; ela apenas estava adormecida sob a farda de professora.
— O que você quer? — perguntou finalmente, a voz saindo mais rouca do que antes, quase um suspiro.
— O que eu quero? — repeti, dando a volta na mesa, aproximando-me cada vez mais, sentindo o cheiro do suor feminino misturado ao perfume. — Quero ver se a realidade é tão boa quanto a fantasia, professora. Quero saber se essa bunda colombiana é tão macia quanto parece. Se essa boca que ensina verbos irregulares sabe fazer outras coisas...
Ela tentou se mover para o lado, mas eu bloqueei o caminho, uma mão apoiada no quadro ao lado de sua cabeça. Estávamos tão próximos agora que eu podia ver as pequenas sardas no nariz dela, os poros dilatados da pele madura, a pulsação acelerada na jugular.
— Por favor — sussurrou ela, mas não havia convicção na súplica. Seus olhos desceram involuntariamente para a minha calça, onde o contorno da ereção era inconfundível contra o jeans.
— Você gosta de ser vista, não gosta? — continuei, a voz baixa, quente no ouvido dela. — Gosta de provocar. De deixar os homens malucos. Eu vi seus vídeos, Morales. Vi como você gosta de mostrar. De ser desejada.
Minha mão livre desceu, hesitante no início, tocando a curva do quadril dela. Ela estremeceu, um arquejo curto escapando entre os lábios, mas não me empurrou. Pelo contrário, seu corpo inclinou-se quase imperceptivelmente para frente, buscando o calor.
— Não... aqui... — ela murmurou, mas a mão dela subiu, agarrando meu pulso, não para afastar, mas para guiar, pressionando minha palma contra a carne macia da cintura. — A escola... alguém pode entrar...
— Então a gente tem que ser rápido — respondi, e antes que ela pudesse protestar novamente, minha boca encontrou a dela.
O beijo não foi gentil. Foi faminto, possessivo, uma tomada de posse. Ela resistiu por exatos dois segundos — rigidez nos ombros, mãos em punhos contra meu peito — antes de derreter. Um gemido profundo, gutural, subiu de sua garganta enquanto seus braços envolviam meu pescoço, os dedos enterrando-se nos meus cabelos, puxando com urgência.
Ela sabia beijar. Não da forma inexperiente de uma garota da minha idade, mas com a confiança de quem conhece o próprio corpo e o dos homens. A língua dela dançava com a minha, provocando, sugando, enquanto seu corpo se pressionava contra o meu, sentindo minha dureza contra a barriga.
— Maldito... — ela respirou entre beijos, mordiscando meu lábio inferior. — Maldito estudante brasileiro...
— Você gosta — provoquei, as mãos descendo agora sem cerimônias, agarrando aquelas nádegas volumosas, afundando os dedos na carne macia, levantando o vestido para cima.
Ela gemeu alto quando minhas mãos encontraram a pele nua, sem calcinha, apenas uma tanga de renda fina deslizando entre as nádegas. A pele estava quente, úmida de suor, e tão macia quanto eu imaginava.
— Por trás... — ela ordenou, virando-se de costas para o quadro, apoiando as mãos na superfície fria, arqueando as costas e projetando aquela bunda monumental em minha direção. — Rápido... antes que alguém...
Não precisei de mais incentivo. Desabei o zíper do jeans, libertando meu pênis duro, pulsando na mão. Ela olhou por cima do ombro, os olhos vidrados, a boca entreaberta, e quando viu meu tamanho, um sorriso perverso, nada inocente, se desenhou em seus lábios.
— Ay, Dios mío... — ela suspirou. — Vocês brasileiros...
Posicionei-me atrás dela, levantando o vestido até a cintura, expondo aquela visão: as nádegas redondas e pesadas, separadas pela renda fina, as coxas grossas e firmes. Puxei a calcinha para o lado, revelando a boceta madura, escura, já brilhando de excitação.
— Você tá molhada, professora — constatei, deslizando a ponta do pênis entre os lábios, sentindo o calor escaldante.
— Siempre... — ela arquejou, empurrando o quadril para trás, buscando. — Sempre pronta para uma verga grande...
Enterrei-me nela de uma vez só, um movimento firme e profundo. Ela gritou, abafando o som com a mão na boca, o corpo se curvando para frente, as unhas arranhando o quadro. Ela era apertada, quente, escorregadia, e aquela pressão envolvendo meu pênis era indescritível.
— Mais forte... — ela ordenou, olhando por cima do ombro, o rosto vermelho, o cabelo escuro solto agora. — Fode essa professora safada... essa puta colombiana...
As palavras saíam em espanhol misturado com português, uma cadência erótica que me enlouquecia. Segurei seus quadris com força, as digitais marcando aquela pele morena, e comecei a meter com o ritmo desesperado de quem sabe que o tempo é curto.
O som das nossas peles batendo ecoava na sala vazia — slap, slap, slap — misturado aos gemidos abafados de Dona Morales e às minhas respirações ofegantes. Ela rebolava contra mim, encontrando cada estocada, aquela bunda enorme amortecendo o impacto e devolvendo em ondas de prazer.
— Assim... assim, cariño... — ela gemia, uma mão descendo entre as pernas, massageando o clitóris enquanto eu a penetrava. — Dá essa pica de estudante pra professora... dá tudo...
Eu estava perdendo o controle. A visão dela curvada, o vestido amassado na cintura, as coxas trêmulas, a forma como ela se apertava ao redor de mim — tudo conspirava para me levar ao limite. Mas eu queria mais. Queria ver aquele rosto sério de professor derretido em prazer.
Puxei-a para trás, saindo de dentro dela rapidamente. Ela protestou com um gemido de frustração, mas eu a virei, sentando-a na borda da mesa dela, abrindo suas pernas grossas. Seus seios pequenos saltaram para fora do decote, os mamilos escuros e duros apontando para cima.
— Olha pra mim — ordenei, entrando nela novamente, agora de frente, vendo cada expressão de seu rosto.
Ela obedeceu, os olhos marejados, a boca aberta em um "O" perfeito. Envolvi seu pescoço com uma mão, não apertando, apenas dominando, enquanto a outra agarrava um seio, torcendo o mamilo entre os dedos.
— Você vai gozar pra mim, professora — grunhi, acelerando o ritmo, a mesa rangendo sob nós. — Vai gozar com a pica do seu aluno dentro dessa boceta de coroa...
— Sim... sim... — ela balbuciava, as pernas envolvendo minha cintura, me puxando para dentro. — Me llena... me llena de leche, maldito...
Senti as paredes internas dela começarem a pulsar, apertando em espasmos ritmados. Ela arqueou as costas, a cabeça jogada para trás, e soltou um grito abafado, contorcendo-se enquanto o orgasmo a tomava. A visão dela se desfazendo, aquela mulher séria e respeitada transformada em uma criatura de primitivo desejo, foi demais para mim.
Enterrei-me até as bolas nela e explodi, jorrando profundamente, pulsada após pulsada, enchendo-a enquanto ela gemia meu nome misturado com palavrões em espanhol.
Ficamos ali, ofegantes, suados, imóveis por um momento eterno. O suor escorria pelo decote dela, misturando-se ao meu. Lentamente, ela abriu os olhos, aqueles olhos castanhos agora brilhando com uma malícia renovada.
— E agora, cariño? — ela perguntou, uma mão subindo para acariciar meu rosto. — Você vai me chantagear? Vai me fazer seu brinquedinho toda semana?
Sorri, ainda dentro dela, sentindo o calor residual.
— Eu penso que a gente pode negociar... umas aulas particulares de espanhol — respondi, beijando seu pescoço. — Depois do expediente, é claro.
Ela riu, aquele som grave e sensual que eu já sabia que ia me viciar.
— Ay, esses cariocas... — ela suspirou, apertando-me entre suas pernas. — Vocês são todos uns malandros.
— E você — respondi, saindo lentamente dela e ajudando-a a ajeitar o vestido — é a professora mais gostosa que essa escola já teve.
Ela me olhou, ajustando os óculos que tinham caído durante a transa, e pela primeira vez, vi um brilho de algo mais perigoso em seu olhar. Algo que dizia que aquilo não seria a última vez. Que Dona Morales tinha encontrado em mim não apenas um amante jovem, mas alguém que entendia o jogo.
— Próxima aula — ela disse, recolhendo os livros com as mãos trêmulas, mas a voz firme — você vai sentar na primeira carteira. E vai trazer... dever de casa.
Saí da sala primeiro, verificando se o corredor estava vazio. Quando me virei para dar uma última olhada, ela já estava de costas, apagando o quadro, aquela bunda imensa balançando sob o tecido do vestido como se nada tivesse acontecido.
Mas eu sabia. E ela sabia.
O terceiro ano estava prestes a ficar muito mais interessante.