A figura dela era muito diferente do lugar e das pessoas, parecia que era alguém que se perdera, mas não, ela não se perdera de verdade. Escolhera aquela fazenda de cavalos de propósito, depois de pesquisar. Isolada. Poucos funcionários. Perfeita.
Queria fazer algo mais sujo, se é que existia depois de tudo que fez.
Quando parou o carro perto da cerca, dois homens se aproximaram.
João, por volta dos quarenta, alto, corpo marcado pelo trabalho pesado, barba por fazer e olhar desconfiado. Pedro, mais novo, uns trinta, magro e nervoso, já engolindo em seco só de ver as pernas dela.
— Boa tarde, moça. Tá perdida? — perguntou João, a voz rouca.
Sabrina sorriu, aquela mistura perigosa de doçura e malícia. Desceu do carro devagar, esticando as pernas, o shortinho subindo propositalmente.
— Um pouco — respondeu, a voz baixa, quase um ronronar.
— Vi os cavalos da estrada… fiquei curiosa. Posso ver de perto?
Os dois se entreolharam. Pedro abriu a boca para falar, mas João apenas abriu o portão.
— Vem. Mas não faz barulho demais.
O estábulo cheirava a feno, suor animal e terra quente. A luz da tarde entrava em feixes dourados. Os cavalos estavam ali, poderosos, os músculos sob a pelagem brilhante, os paus pesados balançando entre as pernas traseiras. Sabrina parou na frente de um alazão preto e lambeu os lábios sem disfarce.
— Meu Deus… — murmurou, a voz embriagada.
Ela fez um olhar, olhar safado e de desejo, quase salivando e disse:
— Que bichos lindos. E que paus…
Pedro engasgou.
— Moça…
— Adoro olhar para paus, especialmente grandes como esses.
Ela se virou para eles, o sorriso já sem nenhuma inocência. Puxou a blusinha para cima num único movimento e tirou, jogando no chão de terra. Os seios pesados balançaram livres, mamilos rosados e duros. Depois deslizou o shortinho pelas coxas e ficou completamente nua.
Sabrina não era de conversa, mas sim de ação. Não dava opção. Não queria perder tempo.
— Eu não vim ver os cavalos só por fora — disse, a voz rouca, provocante.
— Vim chupar esses paus. Quero lamber, engolir, sentir o gosto. E quero que vocês assistam. Depois… eu dou pra vocês dois. Do jeito que quiserem.
O silêncio que se seguiu foi pesado.
Pedro recuou um passo, o rosto vermelho.
— Você tá maluca. Isso é… porra, isso é errado pra caralho. E perigoso.
— Adoro o errado e sujo. Adoro demais.
— Mas chupar pau de animais....não dá...
João não se mexeu. Os olhos desceram pelo corpo nu dela, pela buceta já brilhando de tesão, e voltaram para o rosto.
— Você fala sério — constatou, a voz baixa.
— Completamente — Sabrina se aproximou, roçando os seios no peito de João.
— Eu passei anos engolindo regra de pai e mãe. Anos fingindo que era uma menina certinha. Agora que posso, eu quero o que é sujo. O que choca. O que ninguém faz. E eu quero plateia.
Ela deslizou a mão pela calça de João, sentindo o volume já duro.
— Vocês me comem primeiro. Bem. Com força. Depois eu ajoelho na frente do cavalo e chupo enquanto vocês olham. Trato feito?
Pedro ainda hesitava, mas o pau marcava a calça de forma quase dolorosa.
— E se o bicho reagir? E se alguém aparecer?
— Ninguém vai aparecer — ela ronronou, já ajoelhando na frente de João.
— E não ligo se alguém ver. Quando ao bichinho, vou ter muito carinho com ele, se for reagir será gozando.
João xingou baixo, abriu a calça e tirou o pau grosso e cabeçudo. Sabrina não esperou. Engoliu fundo de uma vez só, a garganta apertando, saliva escorrendo pelo queixo e pingando nos seios. Gemeu ao redor da rola, os olhos verdes cravados nos dele.
— Porra… — João segurou os cabelos dela.
— Que boca de vadia.
Pedro cedeu. Abriu a calça com mãos trêmulas e se aproximou. Sabrina tirou a boca do pau de João só o suficiente para puxar o de Pedro e chupar os dois alternadamente, babando, engasgando de propósito, se exibindo. Cada vez que engolia fundo, olhava para cima como se quisesse gravar a expressão de choque e tesão nos rostos deles.
Quando se cansou de chupar, empinou o rabo no meio do estábulo.
— Me fode. Os dois. Agora.
João não precisou ser convidado duas vezes. Segurou os quadris dela e enterrou o pau de uma vez só. O gemido que saiu da boca de Sabrina foi alto, sujo, deliberado. Ela empurrou o rabo para trás, pedindo mais fundo, enquanto puxava Pedro pela roupa e engolia o pau dele outra vez.
— Isso… fode essa buceta de puta… — ela gemia entre uma chupada e outra. — Olha pra mim. Olha como eu gozo sendo comida igual animal.
Eles trocaram de posição várias vezes. Pedro metendo com força enquanto ela chupava João. João enfiando até o talo enquanto ela masturbava Pedro e olhava para o cavalo. O estábulo encheu de sons molhados, gemidos e xingamentos. Sabrina gozou primeiro, esguichando nas coxas, o corpo inteiro tremendo, mas não pediu para parar. Queria mais. Sempre mais.
Quando os dois gozaram — um na boca, outro escorrendo pela buceta — ela se levantou com as pernas trêmulas, o corpo coberto de suor e porra, e caminhou até o alazão preto.
Ajoelhou-se debaixo do animal.
— Agora chega a parte boa — murmurou, quase para si mesma.
Os olhos dela estavam vidrados. Sabrina quando decidia fazer o que era errado parecia viver em outro mundo. Não dava um passo para trás, seguia em frente.
Segurou o pau pesado do cavalo com as duas mãos e passou a língua devagar pela extensão inteira, da base até a cabeça. Gemeu alto, o som vibrando contra a carne quente e áspera. Não havia disfarce. Era fome pura. Necessidade do sujo. Do errado. Do que não deveria ser feito.
Ela chupou com dedicação obscena, a boca esticada, saliva escorrendo, os olhos voltados para João e Pedro o tempo todo. Quanto mais eles olhavam, mais ela se excitava. Quanto mais o choque se misturava ao tesão nos rostos deles, mais fundo ela ia.
— Tá vendo? — falou com a boca cheia, a voz embargada.
— Eu preciso disso. Do que é nojento. Do que é proibido. E adoro que vocês estejam assistindo.
— Não irão esquecer de mim seus safados. Sei que irão contar, para todo mundo... e não ligo.
Ela se tocou enquanto curtia o animal. Gozou novamente ali mesmo, ajoelhada, dois dedos enterrados na própria buceta enquanto chupava o cavalo, o corpo inteiro sacudindo.
Quando finalmente se afastou, ofegante, o queixo brilhando de saliva, olhou para os dois homens. Eles estavam em silêncio. Impressionados. Confusos. Como se tivessem acabado de ver algo que não conseguiam encaixar na cabeça.
Sabrina se vestiu devagar, sem pressa, ainda sentindo o gosto estranho na boca e a porra escorrendo pelas coxas. Pegou o celular no bolso do short e viu a tela acender com uma ligação da mãe.
Atendeu.
A voz do outro lado era embargada, chorosa. O avô tinha morrido naquela manhã. O mesmo avô da Bahia. O mesmo que ela usara como plateia meses antes.
Sabrina ficou em silêncio por alguns segundos, ouvindo.
— Eu vou pra lá — disse por fim, a voz controlada.
— Estou saindo agora.
Desligou.
Ficou olhando para a tela preta do celular por um instante. Depois um sorriso lento, satisfeito, se abriu em seus lábios. A herança. O dinheiro. A liberdade completa. Sem precisar de família, sem precisar pedir, sem precisar esconder.
Ela olhou uma última vez para João e Pedro, ainda parados no estábulo, ainda tentando processar o que tinham acabado de ver e fazer.
— Foi gostoso — disse simplesmente.
— Talvez eu volte um dia.
Não não iria voltar, não era novidade. Apenas queria deixar a ansiedade e desejo na mente deles. Afinal quem não iria querer mais disso.
Entrou no carro, ligou o motor e partiu pela estrada de terra, já pensando no que poderia fazer a seguir. Algo pior. Algo maior. Algo que fizesse aquela tarde no estábulo parecer só um aquecimento.
O tédio de anos engolindo regra tinha acabado.
Agora era só fome.




