Assim que a minha namorada dorme, eu me levanto quietinho, pego o isqueiro e o baseado que já está pronto na gaveta. Acendo, abro a janela do banheiro e fumo devagar, sentindo a fumaça preencher os pulmões enquanto a cabeça começa a ficar leve e o corpo quente. Depois de uns dez minutos, o desejo sobe forte.
Não é desejo por ela. É desejo por mais.
Sento na privada com o celular na mão e abro os sites de contos eróticos. Começo com algo “leve”. Uma história de sexo em público, ou de um cara sendo dominado. Mas logo não basta. Preciso de algo mais pesado. Procuro por fetiches que antes eu achava estranhos: cuckold, dominação, inversão, forced bi, coisas que eu nunca faria na vida real. Quanto mais sujo, mais a minha pica lateja.
Fumo o resto do baseado, abro o X e começo a rolar o feed. Tem contas especializadas em pornô hardcore, vídeos curtos de mulheres sendo dominadas, threads de fetiches que eu nem sabia que existiam. Eu salvo, eu reposto, eu assisto em loop enquanto a mão sobe e desce no pau. Às vezes fico quase uma hora assim, batendo uma, parando, lendo mais um conto, voltando pro X, batendo de novo. Quando finalmente gozo, é uma gozada farta, enorme.
No dia seguinte, quando a minha namorada tenta deita em cima de mim pedindo sexo, eu sinto o corpo travar. Não é que eu não a ache gostosa. Ela é. Mas o tesão não sobe do mesmo jeito. Parece que o meu cérebro já se acostumou com estímulos “extremos” demais. O sexo real fica… sem taaanta graça. E isso me deixa com culpa pra caralho.
Eu sei que tô viciado. Em contos, em pornô no X, em masturbação sob efeito de maconha.
Alguém já passou por isso? Como vocês lidaram?
helio1990