Eu vivia brincando assim; comecei a soltar esse tipo de piada sempre que tinha oportunidade. "Amor, será que, se eu tomar mais sol, meu pau aumenta?" E ela dava risada. Kkkk
Aquilo foi ficando cada vez mais comum. Chegou ao ponto de que, quando aparecia um homem negro — na TV, num filme ou até no dia a dia —, eu olhava pra ela com um sorrisinho. Ela já emendava: "Ai, amor, para." E eu ria.
Enfim… fui insistindo nisso, até que pensei: agora dá pra aumentar a dose. Na hora de ir pra cama, eu falei: "Tá pronta pro seu negão aqui, amor? Hoje eu vou te arrebentar. Kkkk" Ela ria: "Então vem, amor."
E fui lapidando aquilo, melhorando. Outro dia, de novo: "Vai, amor, se apronta, que o seu negão vai judiar de você hoje." E ela: "Então vem, amor…" Eu: "Amor não. NEGÃO. Me chama de seu negão." E ela dava risada.
Na hora, insisti: "Vai, amor, me chama de seu negão, vai." E ela: "Vai, amor, não para." Percebi que ela estava com mais tesão. Reforcei: "Vai, amor, me chama de negão." E ela: "Vai, amor… para de falar." Aí ela me prendeu com as pernas, disse "não para, não para" e gozou deliciosamente.
Eu nem estava me esforçando tanto — era uma vez das mais simples. Fiquei pasmo. Como assim, ela gozou fácil desse jeito? Será que ela estava imaginando alguma coisa? Comecei a ficar feliz, desconfiado, pensando mil coisas ao mesmo tempo.
Aí pensei: preciso tirar a prova. Preciso descobrir de onde veio esse tesão todo dela. Então, na vez seguinte, falei: "Amor, quero você quietinha, tá? Pode dormir." Ela respondeu: "Tá bom, amor."
Comecei como de costume — daquele jeito de sempre, que só eu curtia e ela quase dormia. Só que dessa vez passei a falar baixinho no ouvido dela: "Olha que esposinha branquela… olha a diferença de cor pra esse marido negão. Esse negão ganhou na loteria de ter uma esposinha tão gostosa. E a sua sorte é que ele é paciente, tá indo bem devagar pra não te machucar — porque, senão, você já estaria aos gritos, ia ficar rouca e amanhã acordava toda dolorida."
Ela, que sempre ficava em silêncio total, já estava ofegante, mexendo o corpo, gemendo bem baixinho, quase um grunhido. Eu provoquei: "Ué, deveria ficar quieta, ficar dormindo! Deixa esse negão te usar. Você é só um objeto dele — e a sua sorte é que ele é gente boa e te usa com calma."
E ela foi se contorcendo cada vez mais, me apertando com as pernas, até que começou a gemer alto e a pedir: "Amor, não para, não para, não para." E chegou ao fim, gozando e se contorcendo, ficou completamente mole.
Então eu tive certeza: minha mulher estava, sim, imaginando um negão. Que orgulho, que felicidade. Fiquei em êxtase. Cuidei dela, fiquei ali amando ela — como se ela realmente tivesse ficado com outro e eu tivesse que cumprir o meu papel de corno: cuidar, dar carinho. Ela ficou toda entregue comigo, meio pensativa, mas não comentou nada.
Eu, doido pra saber mais, mas pensei: calma, logo a gente chega lá. Ela já pensa e imagina estar com outro. Que orgulho, que felicidade. Eu já começava a sonhar: agora sim, vou ser um corno de verdade. Só preciso fazer a minha esposa se viciar nisso, a ponto de não conseguir mais negar. Precisa virar algo natural entre nós.
Porque eu senti que ela tinha ficado meio sem graça — acho que o mesmo sentimento que o meu. Depois que a gente goza, fica aquela vergonha. Ela sabia que eu percebi o que a tinha levado até ali; que foi eu falando do negão que a fez chegar lá. Isso estava claro entre nós — do mesmo jeito que ela sabia que eu era fraco, que ela tinha me dominado desde o começo, mesmo sem nunca ter dito uma palavra. Ela sabia que falar de um homem bem dotado e negro tinha mexido com ela, tinha feito ela saborear aquele momento lento, enquanto só viajava nos próprios pensamentos e eu sussurrava no ouvido dela.
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