Tesudo Mundo Novo - Capítulo 10



Hoje é dia da Graça, aniversário da revolução.
Nesta noite sonhei com Nestor, peludo, musculoso, quente, eu o penetrava, entre os grandes lábios que ele chamava de saco, como até então nunca pudera sonhar em fazer... Mas hoje é dia da Graça, aniversário da revolução, quando todo mundo, em gratidão mútua, compactua em ceder às insinuações e servir sexualmente a quem lhe desejar.
Um dia de calor, como são todos os dias neste tesudo mundo novo. As pessoas dão atenção especial à cumprimetação sexual, ao invés de simples toque corriqueiro no sexo de quem encontramos por aí, cheiramos por mais tempo, damos lambidinhas, ficando aquela tensãozinha no ar se seremos desejados ou com quem escolheremos extravasar nossas energias sexuais. Apesar de existir a tradição há anos de não negar um pedido qualquer, é raro o momento que alguém se insinua para quem não está confortável, e mais raro ainda quem fique desconfortável ao receber uma insinuação. Acontece meio que um alívio, pois é um pouco constrangedor terminar o dia da Graça sem ter sido desejado por ninguém, e um motivo de orgulho transar muito, principalmente com os tipos exóticos que em outros tempos eram chamados de feios e eram rejeitados pela sociedade, no dia da graça eles se tornam uma iguaria amplamente procurada para degustação.
Desde a manhã todos olham para mim e me comprimentam com dobrada cortesia, como um herói que fui pela minha participação do que talvez tenha sido a parte mais decisiva, que foram as ações de erradicação das doenças do sexo (Sífils, HIV, estupro, etc). Inclusive hoje também oficializamos a derrota do último núcleo organizado dos filhos de Epstein, e a reorganização do nosso laboratório para um serviço de pesquisa e vigilância constante, para detecção precoce e plano de ação imediato de eventuais novas doenças que possam surgir.
E com muito respeito percebem que estou procurando alguém, Nestor Makhno, e gentilmente me abrem espaço sem insinuações dado meu desconforto claro vagando pelas ruas, olhando para todos os cantos. Havia outros como eu, muitos na verdade nessa primeira parte do dia que alguns chamam de caçada.
Esbarro com Emma num beco, recebendo uma surra de pica num grupal com cinco homens, entre gemidos ela me diz que nestor está da praça do dildo.
Corro para lá.
Uma praça linda, um ponto especial de fuga da heteronormatividade, o que aumenta minhas chances.
Lotada de gente se pegando, geralmente em grupos de três a quatro pessoas, quase todo mundo penetra e é penetrado. Há voluntários no chafariz limpando e redistribuindo cintas penianas, inclusive pego uma para pessoas com pênis, que me deixa com um pau de borracha acima do meu. Cinta muito realista, com pentelho, testículo e tudo. A mulher que me entrega faz questão de colocar e me comprimenta com uma garganta profunda em cada pês, mas me deixa quando nota que estou procurando um lugar para subir, diz:
- Sobe aqui na mesa. Procurando Nestor né? Quem não... deve estar lá pelo jatobazeiro...
Subo na mesa e olho para o jatobazeiro, sobre um mar de gente transando vejo Nestor encostado numa árvore, comendo uma gostosa com a sinta. para isso apoia uma das pernas numa raiz alta da grande ávore, permitindo a outra mulher chupar seus lábiossacos, e de cada lado de seu corpo uma mulher a se efregar nele com tesão, passando a xota nele como se ele fosse um pau gigante. Desço da mesa e corro para lá.
A vida é muito linda, mesmo sem transar com ele, vê-lo transar com aquelas mulheres, neste dia tão especial, forma uma paisagem perfeita. Fico a alisar meus dois pênis com uma mão em cada, lentamente para não gastar o tesão, enquanto admiro com calma a foda dele. Conheço bem Nestor, que não gosta de ser interrompido quando está a dar prazer às suas mulheres.
Enquanto espero, um casal se aproxima devagar e se abraça a mim, o homem à esquerda e a mulher à direita, ela diz:
- São lindos né?
Concordo com a cabeça. O homem complementa, ao ver que Nestor reparou nossa presença a admirá-los:
- Acho que ele vai te aceitar depois sim, se você conseguir esperar.... Pois essas daí são de múltiplos orgasmos e demoram para cansar.
Respondo com um brilho no olhar de esperança. A mulher fala de novo:
- Vamos ficar para ver querido, de repente tem espaço para gente.... Posso? - pergunta ela acariciando minhas bolas verdadeiras - Melhor você ser pego por ele depois da primeira gozada, pois a segunda vai demorar mais tempo e vai poder aproveitar melhor, não acha?
Ela tem razão... E assim, assistindo a Nestor foder em várias posições com aquelas quatro mulheres, me sirvo de marmita para aquele casal. O homem, indígena, alto, sem pêlos e corpo pintado com temáticas festivas, me pega com força. A mulher uma negra de curvas suaves e sensuais, e muita habilidade, nos conduz ao chão. Deito em cima de seu marido que arde meu cu, penetrando com sua rola grossa quente e pulsante, lubrificada com algum óleo vegetal, algo com jambu que me faz estremecer e perder as forças nas pernas, algo naquele óleo relaxa minha musculatura anal como nunca imaginei ser possivel, e fico lisinho e escorregadio naquela rola enorme que me aperta ao limite até estocar minha próstada, enquanto rebolo minha bunda suada em sua virilha sem pelos. Sua esposa senta em mim, devagar, encaixando o pênis preto da cinta em seu cuzinho arrombado, e o meu em sua Vagina também recheada e óleos vegetais com Jambu e outras especiarias.
Vejo Nestor rir de como desfaleci entre aqueles dois, sendo fodido por baixo e acima com agilidade. Tal habilidosos casal, fez questão de me dar prazer por todo o tempo que Nestor dá àquelas mulheres, quando notam que eu vou gozar, fazem pausas, esperam, depois continuam mais devagar.
Assim como você que lê este conto pode escolher para um pouco e não gozar já junto a nós agora e deixar para o final. Assim Nestor entra enfim num clímax e começa a urrar como um cavalo, o casal nota minha excitação, e desistem de segurar meu gozo, e gozamos assim juntos os oito.
Nos minutos seguintes lentamente as mulheres vão saindo e o casal também, eu, com o corpo todo mole, engatinho até Nestor, que deitado no chão olha para mim com carinho.
Chego ao pé dele, e toco com a língua, e vou subindo lentamente por sua perna cabeluda até a fende entre seus lábiossacos, aquela energia de um sonho sendo realizado. Minha mente se dilui no espaço tempo, sou apenas uma língua a navegar naquele espaço como uma espaçonave navega as vastidões do espaço sideral. Sou um filósofo absorto em mistérios, a saborear seus líquidos lubrificantes. Meu pênis lateja de tesão mas não ouso encostar nele, vai que não gosta.
Mas da chupada ele gosta, e empurra minha cabeça com força em seu orifício que mata minha sede com uma gozada poderosa. Ele está asso, deitado, com tremelique nas pernas, entregue. Puxa minha cabeça com força, segurando os cabelos da minha nuca, e beija minha boca se deliciando com o sabor de seu próprio gozo. Pega minha bunda com a outra mão, e numa surpresa me direciona para sua fenda mágica e me deixa penetrar onde pelo menos no último ano ninguém penetrou. Apertado, quente, molhado, ele consegue ter controle da musculatura apertando meu pau com força. Me segurando pelao pau em seu buraco, ele retira o pênis da sinta que estava a bater em sua barriga, e enfia no próprio cu, sinto através das mucosas, aquele volume plástico tocar a ponta do meu pau nele penetrado até sentir o seu fundo. Beijo sua boca apaixonado.
Depois do beijo ele me diz:
- Hoje... você pode fazer de mim sua homem ou sua mulher... - enquanto rebola na minha rola, relaxando os braços e as pernas.
Tomo o controle e apoio suas pernas cabeludas em meus braços, degustando cada centímetro de sua caverna dos prazeres. E ele começa a gemer com voz aguda, sem saber que dita assim o ritmo das minhas estocadas.
Quanto tempo passo...? nem sei... o tempo, o resto da vida, do mundo, não importa. Só eu e ele ali, fodendo, suados, entre beijos e estocadas. E quando minha mente mais uma vez se perde no tempo espaço se dissolve no maior orgasmo da minha vida. Sinto aquele buraco apertado se inundar de esperma que jorra pelas laterais.
Este poderá ser o nosso futuro e tesudo mundo novo. Pense nisso, escreva contos sobre isso, leve estas palavra a quem não tiver fé. Mergulhe nesse mar de prazer fazendo uma ideia virar um movimento, a revolução acontecerá por si.
Se não formos nós, quem será?
Se não for aqui, onde será?
Se não for hoje, quando será?
Precisaremos estar vivos para gozar.

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Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico bakunin

Nome do conto:
Tesudo Mundo Novo - Capítulo 10

Codigo do conto:
273540

Categoria:
Bissexual

Data da Publicação:
30/09/2026

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