Mas então ela o viu.
O rapaz desceu do carro com uma caixa nos braços, camiseta branca suada colada ao corpo magro e definido, cabelo escuro bagunçado. Devia ter uns dezoito, dezenove anos no máximo. Aline sentiu algo que não sentia há muito tempo — aquele formigamento no baixo ventre, aquele calor que sobe pelo pescoço.
Que bobagem, pensou, rindo de si mesma. Ele tem idade pra ser meu filho.
Aos 48 anos, divorciada há três, Aline havia se conformado com a vida quieta. Tinha suas curvas generosas, seu corpo de mulher BBW que já não cabia nos padrões que a sociedade impunha, mas que ela havia aprendido a amar — ou quase. A solidão, porém, era uma companheira difícil de suportar.
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Foi na terceira semana que Mozai bateu à sua porta.
— Oi, vizinha. Desculpa incomodar, é que a internet aqui não tá funcionando e eu preciso entregar um trabalho da faculdade. A senhora poderia me dar a senha do Wi-Fi?
Aline sorriu, apoiada no batente.
— "A senhora" me faz sentir velha. Pode me chamar de Aline.
Ele riu, um sorriso fácil que iluminou o rosto jovem.
— Desculpa, Aline. Eu sou o Mozai.
— Eu sei. Vi você chegando.
Ela notou o olhar dele — rápido, mas não rápido o suficiente. Ele havia descido os olhos pelo seu corpo, pela camisola larga que ela ainda usava às onze da manhã, pelo decote que revelava mais do que devia. Aline sentiu o rosto esquentar.
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A partir daí, Mozai passou a aparecer com frequência. Um dia era um ovo que faltava para o bolo, no outro era ajuda com uma caixa pesada. Aline sabia que ele não precisava de nada daquilo. E ela não se importava nem um pouco.
— Você cozinha muito bem — ele disse certa vez, sentado à sua mesa, devorando um pedaço de bolo de chocolate.
— Anos de prática. Casamento ensina.
— Você foi casada?
— Fui. Por vinte anos. Depois ele arrumou uma novinha e eu fiquei com a casa e a dignidade.
Mozai riu, mas havia algo nos olhos dele. Algo que fazia o coração de Aline disparar.
— Ele era um idiota — disse o rapaz.
— Por quê?
— Porque te trocou.
Aline ficou sem palavras. O ar entre eles ficou denso, carregado. Ela viu quando Mozai engoliu seco, os olhos fixos nos lábios dela.
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Foi numa noite de sexta. Mozai apareceu com uma garrafa de vinho.
— Comprei pra gente. Se você quiser.
Aline riu.
— Você tem dezoito anos, Mozai. Nem deveria estar bebendo.
— Então me denuncia.
Eles beberam na varanda, a noite quente abraçando os dois. A conversa fluiu fácil, como sempre, mas havia uma tensão no ar que nenhum dos dois conseguia ignorar. Aline sentia o olhar dele em sua pele, sentia o próprio corpo responder — os seios pesados, o calor entre as coxas.
— Aline... — ele começou, a voz mais rouca.
— O quê?
— Posso te perguntar uma coisa?
— Pode.
Mozai se aproximou. O joelho dele tocou o dela.
— Você me acha atraente?
Aline sentiu o mundo parar. Olhou para ele — para a juventude estampada no rosto, para o corpo que ela tanto havia admirado escondida.
— Mozai, eu tenho idade pra ser sua mãe.
— Não respondi minha pergunta.
Ela suspirou.
— Acho. Muito. E é exatamente por isso que isso não pode acontecer.
— Por quê?
— Porque... — Ela procurou as palavras. — Porque eu não sou o que você quer. Eu sou gorda, tenho quarenta e oito anos, sou divorciada...
Mozai se inclinou e a beijou.
Foi um beijo suave no começo, quase uma pergunta. Aline ficou paralisada por um segundo — o segundo em que todos os seus medos gritaram dentro dela. Mas então o corpo dela respondeu, e ela beijou de volta. Beijou como não beijava há anos. Beijou com fome.
A mão dele subiu para o rosto dela, depois para o cabelo. A dela agarrou a camiseta dele, puxando-o para perto.
— Mozai... — ela murmurou contra os lábios dele. — A gente não devia...
— Eu quero você — ele disse, a voz tremendo. — Quero desde o primeiro dia.
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Aline o levou para dentro. O quarto estava escuro, apenas a luz da lua entrando pela janela. Ela se sentiu vulnerável quando ele a deitou na cama, quando começou a beijar seu pescoço, sua clavícula.
— Você é linda — ele sussurrou.
— Não precisa mentir pra mim.
Mozai parou. Olhou nos olhos dela.
— Eu não estou mentindo.
Ele deslizou a alça da camisola dela para baixo, revelando um seio. Aline prendeu a respiração, esperando o momento em que ele se afastaria, em que perceberia que ela não era o que ele imaginava.
Mas Mozai apenas abaixou a cabeça e levou o mamilo à boca.
Aline gemeu. Um som que parecia vir de um lugar profundo, adormecido há muito tempo. As mãos dele percorriam seu corpo, explorando cada curva, cada centímetro que ela tantas vezes odiou. E ele não parava. Não recuava.
— Você é tão gostosa — ele murmurou contra a pele dela.
Aline sentiu as lágrimas arderem nos olhos. Não de tristeza, mas de alívio. De desejo.
Ela o puxou para si, tirou a camiseta dele, sentiu o peito jovem contra o seu. A pele dele era quente, o coração batia acelerado.
— Eu quero te ver — ele disse.
Aline hesitou, mas então se levantou e tirou a camisola. Ficou nua diante dele — o corpo cheio, as curvas generosas, as estrias que contavam a história de uma vida.
Mozai a olhou como se ela fosse a coisa mais bonita que ele já tinha visto.
— Vem aqui — ele disse.
Ela se deitou ao lado dele. As mãos dele desceram pela barriga dela, pelas coxas, até chegarem onde ela mais queria. Aline abriu as pernas para ele, sem vergonha, sem medo.
Quando os dedos dele a tocaram, ela quase chorou de prazer. Estava tão molhada, tão pronta. Mozai explorou devagar, aprendendo o que fazia ela gemer mais alto, o que fazia o corpo dela tremer.
— Assim? — ele perguntou.
— Sim... aí... não para...
Ele não parou. Aline sentia o prazer crescer, subir como uma onda. As pernas dela tremiam, as mãos agarravam o lençol.
— Mozai... eu vou...
— Vai. Eu quero ver.
E ela foi.
Aline gozou com um gemido longo, o corpo arqueando na cama, as unhas cravando no colchão. Foi uma onda atrás da outra, um prazer que ela achava que nunca mais sentiria.
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Quando ela abriu os olhos, Mozai estava sorrindo.
— Você é linda quando goza.
Ela riu, sem fôlego.
— Você... isso foi...
— Ainda não acabou.
Ele se posicionou sobre ela. Aline sentiu a ereção dele contra sua coxa, dura, quente.
— Você tem certeza? — ela perguntou.
— Sempre tive.
Ele entrou devagar. Aline prendeu a respiração — ele era mais do que ela esperava, e cada centímetro a preenchia de um jeito que ela havia esquecido.
— Tá tudo bem? — ele perguntou, preocupado.
— Sim... só... vai devagar.
Mozai obedeceu. Moveu os quadris lentamente, os olhos fixos nos dela. E Aline o envolveu com as pernas, puxando-o mais fundo.
— Agora... mais rápido.
Ele acelerou. O som dos corpos se encontrando encheu o quarto, junto com os gemidos dela, os grunhidos dele. Aline sentia cada estocada como se fosse a primeira, como se o corpo dela estivesse redespertando.
— Aline... — ele gemeu. — Eu não vou aguentar muito...
— Aguenta... quero gozar com você...
Ele segurou as mãos dela acima da cabeça, entrelaçando os dedos. Olhou nos olhos dela.
— Juntos.
Aline sentiu o prazer subir de novo, ainda mais forte. E quando Mozai gemeu o nome dela, quando o corpo dele tremeu contra o seu, ela se deixou ir também.
Gozaram juntos, os corpos colados, o suor misturando-se, os corações batendo no mesmo ritmo.
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Depois, ficaram deitados no escuro. Mozai acariciava o braço dela.
— Você tá quieta.
— Tô pensando.
— No quê?
Aline virou a cabeça para olhá-lo.
— Em como isso não devia ter acontecido.
— Mas aconteceu.
— E agora?
Mozai sorriu, aquele sorriso que fazia o coração dela derreter.
— Agora a gente repete. Quantas vezes você quiser.
Aline riu, um riso solto, jovem. Sentiu-se leve de um jeito que não sentia há anos.
— Você é louco.
— Louco por você.
Ela o beijou. E naquela noite, e em muitas outras que se seguiram, Aline descobriu que a vida não acabava aos quarenta e oito. Que o corpo dela, com todas as suas curvas, ainda podia dar prazer. E receber.
Mozai não a via como uma mulher mais velha, gorda, divorciada. Ele a via como Aline. Simplesmente Aline.
E isso, ela percebeu, era tudo o que sempre quis.



Tesao de gordinha amoooo