Eu, Mozai, 18 anos, estava lá como sempre. E foi lá que tudo começou.
Minha prima Fernanda chegou sem o marido. Disse que ele tinha ficado na cidade, trabalhando. Casada há dois anos, mas parecia sempre um pouco distante dele. Ninguém deu muita bola — o importante era a festa.
À tarde, o calor apertou. A família toda foi pro rio que ficava atrás do sítio. Água limpa, correnteza calma, aquela paz. Eu entrei e fiquei por ali, boiando, relaxando.
Foi quando Fernanda entrou na água.
Ela estava de biquíni. Preto. Pequeno. O corpo dela era bonito — não sei por que eu nunca tinha notado antes. Seios firmes, quadril redondo, pernas grossas de quem faz academia. O cabelo molhado escorrendo pelos ombros.
Ela nadou até perto de mim. Do meu lado.
— Tá bom aqui? — ela perguntou.
— Tá. Água gelada.
— Melhor assim.
Ela ficou ali. Perto. Muito perto. A água era clara e eu podia ver o corpo dela por baixo. Quando ela se movimentava, os seios balançavam de leve. Eu desviei o olhar, mas não antes de notar que ela tinha visto.
Fernanda sorriu.
— Que foi? — ela perguntou.
— Nada.
— Você ficou olhando.
— Não fiquei.
— Ficou.
Ela se aproximou mais. O joelho dela encostou na minha perna. Debaixo d'água, o toque foi elétrico.
— Mozai... — ela disse, baixinho.
— O quê?
— Nada.
Mas ela não se afastou. Ficamos ali, os dois, o resto da família a poucos metros, rindo, conversando, sem notar nada. E eu sentia o corpo dela a poucos centímetros do meu, sentia o cheiro de shampoo misturado com rio, sentia o coração dela batendo acelerado.
Ou seria o meu?
— Tá me deixando nervoso — eu admiti.
— Também tô nervosa.
— Por quê?
Fernanda olhou para mim. Os olhos escuros, brilhando.
— Você sabe por quê.
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Naquela noite, dormi mal. Não conseguia parar de pensar nela. No biquíni, no toque, no olhar. Fernanda era minha prima. Era casada. Era errado.
Mas o corpo não entende de certo e errado.
No dia seguinte, a família foi pra cidade — mercado, essas coisas. Eu, Fernanda e meu primo Dedé saímos pra passear, beber uma cerveja, conversar. Dedé era o irmão dela, gente boa, mas naquele dia eu queria que ele não estivesse ali.
A gente sentou num barzinho, tomando cerveja, rindo. E a conversa foi fluindo. Em algum momento, Dedé foi ao banheiro. Ficamos sozinhos.
— Mozai — Fernanda começou, olhando pro copo.
— Fala.
— Desde o sítio... desde o rio... eu não consigo parar de pensar em você.
Meu coração parou.
— Também não.
— Quando eu tava do seu lado na água... — ela engoliu seco. — Eu tava muito excitada. Muito mesmo.
— Fernanda...
— Eu sei que é errado. Eu sou casada. Você é meu primo. Mas...
— Mas o quê?
Ela olhou nos meus olhos.
— Eu quero você.
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Marquei pra ela ir em casa. Não sei como consegui disfarçar. Não sei como ninguém desconfiou. Mas dois dias depois, ela apareceu.
Minha mãe me chamou:
— Mozai! A Fernanda tá aqui!
Desci as escadas. Ela estava no sofá da sala, vestido leve, sorriso nervoso. Meu pai estava na cozinha, minha mãe terminando de arrumar algo.
— Oi, prima — eu disse.
— Oi, Mozai.
Sentei ao lado dela. Conversamos sobre bobagem — a viagem, o sítio, a família. Mas o ar estava carregado. Cada olhar durava um segundo a mais. Cada toque acidental queimava.
Então meus pais foram pro quarto. Disseram que iam descansar. A porta se fechou.
Ficamos sozinhos.
— Eles vão dormir? — Fernanda perguntou, a voz baixa.
— Acho que sim.
— Mozai...
— Eu sei.
Eu me inclinei e a beijei.
Foi um beijo urgente, faminto. Fernanda agarrou minha camisa, me puxando para perto. A língua dela invadiu minha boca, o corpo dela colando no meu.
— Eles tão no quarto — ela sussurrou, nervosa.
— Então vamos pro meu.
Subimos as escadas devagar, cada degrau rangendo como se fosse um alarme. No quarto, fechei a porta.
— Agora — eu disse.
Tirei a roupa dela. Devagar primeiro, depois com pressa. O vestido caiu, revelando o corpo que eu tanto tinha desejado. Sutiã preto, calcinha preta. Os seios transbordando, o quadril largo.
— Você é linda — eu disse.
— Cala a boca — ela riu, nervosa.
Beijei cada pedaço dela. O pescoço, a clavícula, o meio dos seios. Desci pelo abdômen, sentindo ela tremer. Quando tirei o sutiã, os seios dela saltaram, os mamilos duros.
— Mozai... — ela gemeu.
Eu a empurrei na cama. Ela caiu de costas, os cabelos espalhados no travesseiro. Abri as pernas dela. A calcinha estava molhada.
— Tá vendo o que você faz comigo? — ela disse.
Eu não respondi. Apenas abaixei e lambi.
Fernanda gritou. Um grito abafado pela mão dela mesma, que ela levou à boca. Eu chupei, lambi, explorei cada canto. Ela se contorcia, os quadris subindo, as mãos agarrando meus cabelos.
— Ai... ai meu Deus... Mozai...
Eu continuei. Lambi o clitóris dela em movimentos circulares, depois desci para a entrada, depois voltei. Fernanda gemia, tremia, os dedos cravando no lençol.
— Eu vou gozar... — ela avisou.
— Goza.
Ela gozou. O corpo dela se arqueou, as pernas fecharam ao redor da minha cabeça, o gemido longo e profundo. Eu não parei. Continuei lambendo até ela me empurrar, sensível demais.
— Chega... chega... — ela riu, ofegante.
— Já?
— Você é louco.
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Mas não acabou ali.
Eu subi sobre ela. Fernanda abriu as pernas, me envolvendo. O pau estava duro, pulsando. Ela olhou para mim.
— Vem — ela disse.
Eu entrei.
Devagar no começo. Ela era quente, apertada. Cada centímetro era um paraíso. Fernanda gemeu, os olhos fechando, a boca aberta.
— Ai... Mozai...
— Tá tudo bem?
— Sim... continua...
Eu comecei a me mover. Devagar, depois mais rápido. O corpo dela respondia ao meu, os quadris subindo para me encontrar. Pele contra pele. Suor. Gemidos.
— Mais forte — ela pediu.
Eu obedeci. Meti com força, segurando as pernas dela abertas. A cama rangia. O quarto inteiro parecia tremer.
— Assim... — ela gemia. — Assim... não para...
O tempo todo eu pensava nos meus pais no quarto. No risco. Na loucura. Mas o prazer era maior. Fernanda era maior.
— Vira — eu disse.
Ela obedeceu. Ficou de quatro, o rosto no travesseiro, o quadril empinado. Eu entrei de novo, agora mais fundo. Ela gritou no travesseiro.
— Mozai... pelo amor de Deus...
Eu segurei a cintura dela e meti. Forte. Rápido. O som dos corpos se chocando enchia o quarto. Fernanda começou a tremer de novo.
— Eu vou... de novo...
— Goza comigo.
— Goza dentro... eu quero sentir...
Eu gozei. E ela também. Juntos. O corpo dela se apertando ao redor do meu, o meu pulsando dentro dela. Ficamos ali, ofegantes, suados, destruídos.
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Fernanda ficou mais alguns dias. Dias que passamos transando como se fosse acabar o mundo.
Na cozinha, quando todos saíam. No banheiro, com a desculpa de um banho. No carro, num lugar afastado. Na varanda, de madrugada. Cada momento era aproveitado.
— Você tá viciada em mim — eu brinquei uma vez.
— Cala a boca — ela riu, puxando minha camisa.
No penúltimo dia, ela gozou tanto que se mijou toda. Estávamos na cama, ela por cima, cavalgando. O prazer subiu, subiu, e quando ela gozou, um jato quente escorreu. Ela ficou vermelha, envergonhada.
— Desculpa... — ela murmurou.
— Não tem problema.
— Foi muito... eu não consegui segurar.
Eu a beijei.
— Foi lindo.
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O dia da viagem chegou. Fernanda ia voltar pra cidade, pro marido, pra vida dela. Nos despedimos na frente da família, um abraço casto, um beijo no rosto.
Mas quando ela entrou no carro e partiu, eu vi o olhar dela pelo retrovisor.
Era um olhar que dizia tudo.
Que aquilo não tinha acabado. Que ia continuar acontecendo. Que sempre que ela pudesse escapar, ela voltaria.
E eu estaria esperando.



