— Mozai, vai ser massa. Meu pai tá viajando, minha mãe fica sozinha lá. A gente faz companhia pra ela, pesca, bebe, relaxa. Você vai curtir.
Eu aceitei. Não tinha nada melhor pra fazer mesmo.
A ilha era um paraíso. Pequena, isolada, só a casa da família e mais uns dois casebres de pescadores. O mar batia manso na areia, os coqueiros balançavam ao vento. O tipo de lugar que a gente esquece que existe.
Chegamos numa sexta à tarde. Deixei minhas coisas na ponte que dava acesso à casa e fui cumprimentar a dona Silvana.
Ela estava na cozinha, de vestido leve, o cabelo moreno preso num coque. Quando me viu, abriu um sorriso.
— Mozai! Que bom te ver, meu filho!
Ela me abraçou. E naquele abraço, eu senti.
Dona Silvana tinha um corpo que fazia qualquer homem perder a linha. Madura, na casa dos quarenta, mais ela era daquelas mulheres que o tempo só melhorou. Seios grandes, que o vestido mal conseguia conter. Quadril largo, culote grande, um corpo de mulher de verdade. E uma coroa que chamava atenção — o rosto bonito, os olhos castanhos, a boca carnuda.
— Você cresceu — ela disse, me olhando de cima a baixo.
— A senhora tá linda, dona Silvana.
— Ah, para com isso, menino. Já falei pra me chamar de Silvana só.
Ela riu, mas eu vi que corou.
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Altei minha rede na ponte, como sempre fazia quando visitava. Depois foi o jantar — peixe fresco, arroz, farofa. Comemos juntos, Sal, dona Silvana e eu. Rimos, conversamos, a noite foi passando.
Eu não conseguia parar de olhar para ela. O vestido subia quando ela se mexia, revelando as coxas grossas. Os seios balançavam de leve quando ela ria. E o cheiro dela — floral, sensual — ficava no ar muito depois de ela sair.
Sal não percebia nada. Ou fingia não perceber.
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No sábado, o dia foi tranquilo. Pescamos, tomamos banho de mar, almoçamos. Mas no domingo, tudo mudou.
Sal acordou inquieto.
— Mozai, tem uma festa na cidade hoje. Vou dar um pulo lá. E a mãe tá sem feijão, aproveito e trago.
— Agora? — perguntei.
— É rapidinho. Volto antes da noite.
Ele pegou a voadeira e partiu. Eu fiquei na ilha. Com dona Silvana.
O tempo foi passando. Uma hora. Duas. Três. Sal não voltava.
Dona Silvana ficou irritada. Andava de um lado para o outro, resmungando.
— Esse menino... falou que era rápido. Já são quatro da tarde.
— Calma, dona Silvana. Ele deve tá voltando.
— Você não quer ir também? — ela perguntou, me olhando. — Ficar aqui preso comigo numa ilha...
— Não. Eu fico.
— Por quê?
— Porque não tem lugar melhor pra estar.
Ela me olhou por um longo segundo. Depois sorriu.
— Você é um menino bom, Mozai.
— Não sou tão menino assim.
Ela riu, mas não respondeu.
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Almoçamos juntos. Depois ficamos na varanda, conversando a tarde toda. Sobre a vida, sobre o casamento dela, sobre os sonhos que ela tinha quando era jovem. Dona Silvana era uma mulher interessante, inteligente, com uma história que ninguém nunca tinha parado pra ouvir.
— Meu marido vive viajando — ela disse. — Fico aqui sozinha a maior parte do tempo. Sal vem quando pode, mas tem a vida dele.
— A senhora não se sente sozinha?
— Muito. Mas a gente aprende a conviver com isso.
Eu olhei para ela. O sol batia no rosto dela, iluminando a pele morena. Ela estava linda.
— Não devia — eu disse.
— O quê?
— Se sentir sozinha. A senhora é... maravilhosa.
Dona Silvana me olhou. Havia algo nos olhos dela. Uma faísca.
— Você tá querendo me conquistar, Mozai?
— Talvez.
Ela riu, mas não se afastou.
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Depois do jantar, a noite caiu. Sal ainda não tinha voltado.
— Mozai — dona Silvana chamou.
— Fala.
— Você não quer dormir dentro de casa? Tá ficando frio na ponte.
— Se a senhora não se importar...
— Claro que não. Altei sua rede na sala, pertinho da minha.
Subi com minhas coisas. Armei a rede ao lado da dela. A casa estava no escuro, apenas a luz da TV ligada, passando algum programa qualquer.
Deitei. O silêncio era absoluto, só o som do mar lá fora. Dona Silvana estava na rede dela, deitada, os olhos na TV. Mas eu sentia que ela não estava prestando atenção.
O pé dela saiu pra fora da rede. Perto de mim.
Eu olhei. Era um pé bonito, unhas feitas. Devagar, estiquei a mão e toquei.
Ela se assustou.
— Que foi isso?
— Nada... — eu disse, baixinho. — Só... a senhora deve tá cansada. Quer uma massagem?
Silêncio.
— Uma massagem? — ela repetiu.
— É. Nos pés. Ajuda a relaxar.
Ela hesitou. Depois:
— Tá bom.
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Peguei um óleo que estava na mesinha. Comecei pelos pés, massageando devagar. Dona Silvana suspirou.
— Ai... isso é bom...
Subi para o tornozelo. Depois para a panturrilha. Ela começou a balançar a bunda de leve, gostando da sensação. Eu olhava para o corpo dela, para o quadril largo, para o rabo enorme que se destacava mesmo na penumbra.
Subi mais. Cheguei à coxa. Ela contraiu o rabo. Eu senti o cheiro dela — a excitação.
Não tinha calcinha.
Continuei. Massageei a coxa, perto da buceta, mas sem tocar. Ela respirava fundo, os olhos fechados, lambendo os lábios.
Passei para as costas. Ela estava toda arrepiada.
— Mozai... — ela sussurrou.
— Shhh.
Abaixei e beijei o pescoço dela.
Dona Silvana soltou um gemido. Um gemido baixo, longo, que eu senti na alma. Enlouqueci. Comecei a lamber o pescoço dela, a beijar a orelha.
Ela se virou.
E me beijou.
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Foi um beijo faminto. Dona Silvana beijava como quem estava com fome. A língua dela invadiu minha boca, as mãos agarraram meu rosto. Eu puxei o corpo dela para perto.
— Mozai... — ela murmurou contra meus lábios. — A gente não devia...
— Eu sei.
— Mas eu não consigo...
— Nem eu.
Beijei o pescoço dela. Desci para os seios, que transbordavam do vestido. Puxei o tecido, e os seios dela saltaram — grandes, pesados, os mamilos duros.
Chupei. Dona Silvana gemeu alto, as mãos agarrando meus cabelos.
— Ai... meu Deus...
Desci pela barriga. Pelo umbigo. Cheguei à buceta.
Estava molhada. Melada. Dona Silvana abriu as pernas pra mim, sem vergonha.
— Vem... — ela disse.
Eu caí de boca.
Chupei aquela buceta como se fosse a última coisa que eu faria na vida. Dona Silvana gemia alto, os quadris subindo, as mãos apertando meus cabelos.
— Mozai... Mozai... não para...
Eu não parei. Lambi, chupei, explorei cada canto. Ela começou a tremer.
— Eu vou gozar... vou gozar...
— Goza pra mim.
Ela gozou. O corpo dela se arqueou, o gemido longo e profundo. Fiquei ali, sentindo ela pulsar, até ela me empurrar.
— Chega... chega...
— Já?
— Você me deixou louca...
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Mas não acabou ali.
— Me fode — ela disse.
Eu não esperei.
Tirei a roupa. Ela tirou o vestido. Ficamos nus, os corpos brilhando de suor. Dona Silvana me olhou, os olhos escuros.
— Vem.
Entrei devagar. Ela era quente, molhada, apertada. Dona Silvana gemeu, os olhos fechando.
— Ai... Mozai...
— Tá tudo bem?
— Sim... continua...
Comecei a meter. Devagar primeiro, depois mais rápido. Dona Silvana gemia, os seios balançando, o corpo inteiro respondendo. A cada estocada, ela apertava mais.
— Mais forte — ela pediu.
Eu obedeci. Meti com força. Tirava e beijava ela. Metia de novo. Ela gemia, me puxando para perto.
— Mozai... pelo amor de Deus...
— Fala o que você quer.
— Eu quero... eu quero você...
Eu continuei. Meti, tirei, beijei. Passamos horas assim. Só eu e ela. Na ilha, no meio do nada, sem ninguém para nos interromper.
Quando gozei, foi dentro. Ela gozou junto.
E depois, deitados na rede, ofegantes, ela riu.
— Meu filho vai me matar.
— Ele não vai saber.
— Não vai.
Ela me beijou.
— Amanhã a gente continua.
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Continuamos.
Na segunda, transamos de manhã cedo, na rede. Na terça, no mar, com a água batendo na cintura. Na quarta, na areia, ao pôr do sol. Na quinta, ela me chamou para o quarto, e ali ficamos.
E na sexta, ela pediu.
— Mozai... eu quero uma coisa.
— O quê?
— Você nunca fez... por trás?
Eu olhei para ela. Dona Silvana corou.
— Nunca deixei ninguém. Mas... com você... eu quero.
Eu não acreditei.
— Você tem certeza?
— Tenho.
Peguei o óleo. Preparei ela devagar, com os dedos. Dona Silvana gemia, o corpo tenso. Quando eu finalmente entrei, ela gritou.
— Ai... ai...
— Calma... devagar...
Eu fui devagar. Muito devagar. Dona Silvana respirava fundo, tentando relaxar. Quando eu finalmente entrei todo, ela soltou um gemido diferente. De prazer.
— Ai... Mozai...
— Tá doendo?
— Não... tá... tá bom...
Comecei a me mover. Devagar, depois mais rápido. Dona Silvana gemia alto, o rabo enorme balançando. Eu agarrei o quadril dela, metendo fundo.
— Assim... — ela gemia. — Assim...
Ela gozou. E eu também.
Depois, deitados, ela riu.
— Eu não acredito que fiz isso.
— Foi bom?
— Foi maravilhoso.
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O final de semana virou uma semana. Sal voltou na segunda, depois de uma festa que "se estendeu". Fingiu que nada. Eu e dona Silvana fingimos também. Mas cada noite, quando ele dormia, ela ia para o meu quarto. Ou eu ia para o dela.
Agora, meses depois, sempre que Sal me chama para a ilha, eu vou. E dona Silvana está lá. Esperando.
A mãe do meu amigo virou minha amante.
E ninguém nunca vai saber.

