Kael: Na época com vinte e poucos anos, homem negro, corpo forte e em ascensão, ombros largos, pele que brilhava com facilidade. Membro roliço, de tamanho médio mas marcado por veias saltadas que se mostravam com clareza quando o desejo tomava conta, firme, quente, que se fazia sentir em cada toque.
Soraia: Quase trinta e poucos anos, de estatura baixa, corpo proporcional e convidativo, curvas suaves mas cheias de presença. Seios médios, firmes, com mamilos escuros que se erguiam ao menor estímulo. Bunda redonda, perfeita, que chamava atenção sem esforço. Entre as pernas, uma beleza lisa, sem nenhum fio, delicada e quente, sempre pronta e úmida quando o desejo despertava.
Conhecia Soraia há muito tempo. Era a vizinha simpática, sempre com um sorriso doce no corredor, casada, parecendo ter tudo em ordem. Mas com o passar dos meses, as conversas se tornaram mais frequentes, primeiro em comentários rápidos, depois em mensagens que chegavam à noite, quando a casa parecia ficar quieta demais.
Ela falava do cansaço, da distância, de como o casamento havia esfriado. O marido trabalhava demais, falava de menos, e o desejo que deveria queimar tinha se apagado virou cinza. Eu ouvia, respondia com carinho, e aos poucos as palavras ganharam outro tom: perguntas sobre mim, elogios sutis, confissões que faziam meu coração disparar.
— Às vezes penso que ninguém nunca mais vai me olhar do jeito que mereço... Escreveu numa noite, e eu respondi:
— Eu olho. Sempre olhei.
A partir daí, tudo mudou. As mensagens vinham mais longas, mais ousadas. Ela descrevia o que sentia, o que imaginava, e eu respondia com a mesma intensidade, fazendo-a saber que o desejo era mútuo. Até que um dia, bem cedo, chegou a mensagem que eu esperava sem saber:
Bom dia, Kael… Pode me emprestar uma escada? Preciso ajustar a cortina da sala. O marido saiu cedo e só volta à noite.
Respirei fundo e respondi:
Claro. Levo agora mesmo.
Bati à porta minutos depois. Ela abriu rápido, vestida com um vestido leve que marcava cada curva, o cabelo solto, os olhos brilhantes como se tivesse acabado de pensar em algo proibido.
— Obrigada... Disse, recebendo a escada com um sorriso que não era de cortina.
— Entra, por favor.
A casa estava silenciosa, cheirosa, com uma luz suave que entrava pela janela. Deixei a escada no canto e fiquei de pé, sem saber exatamente o que fazer, até que ela se aproximou devagar, bem perto, e disse baixo:
— Não é só a cortina que está torta… É tudo. Faz tempo que quero falar com você assim, de perto.
— Eu também. Confessei, olhando nos seus olhos.
— Todos os dias.
Ela não hesitou. Levou as mãos ao meu peito, sentiu a firmeza, e aproximou os lábios dos meus:
— Então não me faça esperar mais.
O beijo começou devagar, como quem prova algo que deseja há tempo, e depois se transformou em fogo. Ela abriu os lábios com urgência, os braços envolveram meu pescoço, e senti o corpo pequeno e quente colar ao meu. Beijei-lhe o pescoço, a linha delicada da mandíbula, e ela arqueou a cabeça para trás, soltando um suspiro doce.
— Aqui mesmo… na sala… Pediu, puxando-me para o sofá.
— Quero sentir você agora.
Deitei-a sobre os almofadas, e com cuidado fui levantando o vestido, descobrindo a pele branca e macia, as coxas grossas e firmes, e por fim aquilo que mais desejava: lisa, sem nenhum pelo, corada e brilhante, pulsando de vontade. Chupei ela, devagar e com fome, e ela segurou minha cabeça, gemendo baixo:
— Sim… assim… não pare…
Quando me levantei, despindo-me por completo, seus olhos percorreram meu corpo e pararam em mim... roliço, veias saltadas, pronto para ela. Ela mordeu o lábio, fascinada:
— É grande… e tão… grosso. Vai me preencher toda, não vai?
— Vou... Prometi, aproximando-me.
— E vai sentir cada centímetro.
Entrei devagar, e ela arqueou as costas, soltando um gemido longo e doce. Era apertada, quente, lisinha, e cada veia se fazia sentir à medida que entrava e saia, uma pressão pulsante que a fazia apertar-me com as unhas.
— Tão cheia… Gemia ela, abraçando-me com força.
— Sinto tudo… cada parte…
Acelerei o ritmo, firme e profundo, e ela me acompanhou, os seios balançando diante de mim, os mamilos escuros erguidos e brilhantes. Beijei-os, mordi levemente, e ela gozou assim, entre suspiros e meu nome na boca, o corpo inteiro tremendo de prazer.
Não paramos. Levantei-a nos braços com facilidade, leve como era, e levei para a cozinha. Sentei-a na bancada fria, entre frutas e copos, e ela abriu as pernas de imediato, recebendo-me de novo. Agora havia mais urgência: segurei-lhe a cintura, penetrei com firmeza, e ela envolveu minhas pernas com as suas, puxando-me mais fundo.
— Mais forte… Pedia, os olhos fechados de prazer.
— Quero sentir do jeito que gosto…
Obedeci. Entrava e saia com força, fazendo-a balançar na bancada, os seios saltando, o rosto corado e suado. As veias proeminentes roçavam-na por dentro, fazendo-a gemer cada vez mais alto, sem se importar se alguém ouviria.
— Vou gozar de novo… Avisou, tremendo.
— Kael… estou vindo…
Gozou apertando-me contra si, os lábios colados aos meus, engolindo meus gemidos. Fiquei dentro dela, pulsante, esperando-a voltar a si, e quando abriu os olhos, sorriu com malícia:
— Não acabou… ainda não fomos ao quarto.
Fomos de mãos dadas, despindo-nos no caminho, até caírem na cama macia. Ali, exploramos cada centímetro: ela tocou-me com devoção, sentiu o tamanho, as veias que latejavam, e beijou-me com carinho e fogo. Depois se deitou de costas, abriu as pernas e me puxou para perto, mas então mudou de posição, virou-se de quatro, o bumbum redondo e perfeito erguido para mim, e olhou para trás com um brilho ousado nos olhos:
— Quero outra coisa... Sussurrou, mordendo o lábio. — Sempre tive vontade de fazer isso… mas nunca tive coragem com ninguém. Quero que você me penetre no cu.
Fiquei atento:
— Tem certeza? Posso ser grande demais…
— Tenho. Respondeu, firme e ansiosa.
— Quero sentir você por inteiro, de todas as formas. E sei que vai fazer com cuidado.
Preparou-se com calma, com carinho, e quando estava pronta, me guiou devagar. Entrei pouco a pouco, e ela respirou fundo, mordendo o lençol para conter o gemido.
— Entrando… Sussurrou, os olhos fechados.
— É apertado… mas que sensação…
Quando finalmente me recebeu por inteiro, soltou um suspiro longo e profundo:
— Perfeito… me preenche tudo… sinto cada veia… cada batida…
Movimentei-me devagar no começo, respeitando cada respiração, e à medida que ela relaxava, o ritmo se tornou mais intenso. Ela pedia mais, empurrava-se contra mim, o bumbum redondo encontrando cada movimento.
— Não pare… Gemia, ofegante.
— É o melhor que já senti… tão intenso…
Aumentei a força, firme e profundo, e ela se entregou por completo, chamando meu nome repetidamente, até que o prazer a tomou de uma vez. Gozamos juntos, fortes e prolongados, ela apertando os lençóis, eu a segurando pela cintura, sentindo cada contração do corpo dela. Ficamos assim, abraçados, até a respiração voltar ao normal.
Deitamos lado a lado, suados e felizes. Ela deitou a cabeça no meu peito, acariciando minha pele devagar.
— Não imaginava que podia ser assim... Disse, baixinho.
— Me senti viva de novo. Como se tivesse despertado de um sono longo.
— E agora? Perguntei, beijando-lhe a testa.
— Agora... Sorriu, apertando-me
— sabemos que existe isso. E não vamos deixar acabar.
O sol já começava a baixar lá fora. O marido dela não tardaria a chegar, mas naquele momento, só existíamos nós dois. E ambos sabíamos: aquela não seria a última vez.
Parabéns pelo conto , abraço de Juiz de Fora mg