Foi então que ouvimos a chave girar na fechadura.
Ambos nos assustamos, mas não deu tempo de cobrir nada, nem de sair da cama. A porta do quarto abriu-se e ele entrou Carlos, o marido dela, magro, de rosto sereno, que parou imóvel ao nos ver ali, nus, abraçados, sem nada para esconder.
O silêncio durou segundos que pareceram minutos. Eu me preparei para tudo gritos, raiva, acusações. Mas ele não gritou. Ficou apenas parado, olhando para os dois, e a surpresa foi dando lugar a algo que não esperava: não era fúria, era desejo.
— Cheguei mais cedo porque a reunião terminou antes... Disse ele, com a voz calma, sem se afastar.
— E confesso que... não sei o que dizer. Mas não sinto raiva. Sinto outra coisa.
Maristela puxou o lençol, sem saber se cobrir ou não.
— Carlos, eu... me desculpa, não era para você ter visto...
Ele deu um passo para dentro, fechou a porta atrás de si e aproximou-se da cama.
— Não peça desculpas. Na verdade... há muito tempo tenho um desejo que nunca tive coragem de te contar. Tenho vergonha, medo de pensar mal de mim. Mas vendo vocês assim... percebi que não sou o único a querer mais.
Sentamos os dois na cama, nus, à espera. Ele olhou para mim, depois para ela, e disse baixo:
— Sempre quis fazer amor com você junto com outro homem. Ter você entre nós. Te ver sendo amada. Mas nunca soube como falar. E agora... está aqui.
Maristela soltou o ar que segurava. Olhou para ele, depois para mim.
— Você tem certeza? Perguntou ela, suave.
— Nunca tive tanta... Respondeu ele, e despiu-se devagar, sem pressa. Era magro, de porte delicado, e quando se revelou por inteiro, vi que tinha um membro fino e de tamanho médio, diferente do meu, roliço e cheio de veias, mas firme e pronto.
Ela olhou para os dois ali, lado a lado, e sorriu com desejo:
— Então não vamos desperdiçar.
Maristela deslizou para o meio da cama, entre nós dois, e olhou de um para o outro, os olhos brilhantes, a respiração já acelerada.
— Deixem comigo... Sussurrou.
Começou por mim primeiro. Aproximou-se devagar, envolveu-me com a boca, e senti o calor e a umidade imediatos. Ela me acariciou com carinho e fogo, os lábios apertados, descendo devagar, sentindo cada veia proeminente, cada centímetro. Olhava fixamente nos meus olhos enquanto me tomava, com um brilho de puro prazer, engolindo-me inteiro, fazendo-me sentir cada toque, cada movimento. Eu a segurava pelos cabelos, ofegante, e quando me soltou, passei para ele.
Fez o mesmo com Carlos, mas com um ritmo diferente, mais suave, atenta ao tamanho, acolhendo-o com doçura. Ele gemia baixo, passando as mãos pelos cabelos dela, visivelmente emocionado. Ela alternava entre nós: um momento comigo, sentindo o meu tamanho e a minha presença, o momento seguinte com ele, recebendo-o com igual intensidade. Logo ambos estávamos cobertos de saliva, brilhantes, duros e pulsantes, completamente babados e prontos para mais.
— Estão deliciosos... Murmurou ela, lambendo os lábios.
— Quero tudo.
Maristela deitou-se no centro da cama, abrindo as pernas, convidando. Carlos aproximou-se devagar, beijou-lhe as coxas, e antes de penetrá-la, desceu a boca sobre ela. Chupou-a com devoção, lambendo, sentindo o gosto doce dela misturado ao meu gozo que ainda permanecia lá dentro. Ela arqueou as costas, gemendo alto, agarrando os lençóis, o corpo tremendo.
— Sim... assim... Suplicou ela.
— Sente tudo...
Depois ele se posicionou entre as pernas dela e entrou devagar. Era fino, deslizou com facilidade, preenchendo-a de um jeito suave e constante. Ela gemia de prazer, abraçando-o com as pernas, e eu fiquei ao lado, sentado, observando a cena inteira, vendo ele se mover dentro dela, vendo o rosto de Maristela tomado por êxtase, vendo o quanto ela se entregava. Eu me masturbava ao mesmo tempo, duro como nunca, as veias saltadas, pulsando de tesão, sentindo que podia gozar a qualquer instante só de olhar.
— É lindo... Dizia ela, olhando para mim enquanto ele a penetrava.
— Kael, olha como ele me faz sentir... me enche de um jeito tão gostoso...
Eu gemia junto, acelerando os movimentos sobre mim mesmo, prestes a explodir, quando ela me chamou:
— Vem... não fique de lado. Quero os dois. Agora.
Mudei de posição. Carlos permaneceu entre as pernas dela, dentro dela, e eu me posicionei por trás, aproximando-me da outra entrada. Maristela virou o rosto para mim, ofegante, mas segura:
— Me preencham os dois ao mesmo tempo. Carlos na minha buceta. Kael no meu cu. Quero sentir tudo.
Preparámo-nos com cuidado. Eu me aproximei devagar, guiei-me com calma, e entrei pouco a pouco no cuzinho dela, apertado, quente, deliciado. Carlos, ao mesmo tempo, aprofundou o movimento na frente. Quando ambos estivemos completamente dentro, paramos um instante, e ela soltou um gemido longo e intenso:
— Estou tão cheia... tão completa... sinto vocês dois ao mesmo tempo... não me faltará nada nunca mais.
Começamos a nos mover. Carlos entrava e saia na buceta, suave e constante, fazendo-a vibrar. Eu entrava e saia do seu cuzinho, mais fundo, com firmeza, sentindo cada contração, cada aperto. As veias proeminentes do meu membro roçavam-na de um jeito que a fazia tremer dos pés à cabeça, enquanto o dele, mais fino, deslizava com leveza, preenchendo-a com carinho. Ela gemia sem parar, de olhos fechados, recebendo-nos aos dois:
— É perfeito... tão diferente... tão gostoso... um me preenche suave... o outro me enche com força... não parem... por favor, não parem...
Aumentamos o ritmo. Os movimentos sincronizados, entrando e saindo juntos, fazendo-a balançar entre nós dois. Ela apertava-nos com força, chamando os nossos nomes, o prazer crescendo a cada instante.
— Vou gozar... Avisou Carlos, ofegante.
— Eu também... Disse eu, sentindo o momento chegar.
— Comigo... os dois dentro de mim ao mesmo tempo... Suplicou ela.
Gozamos juntos, três corpos explodindo ao mesmo tempo, Carlos dentro dela pela frente, eu dentro dela por trás, ela estremecendo inteira, abraçando-nos aos dois, recebendo tudo, sentindo o nosso calor a preencher por completo. Ficamos assim, entrelaçados, sem nos mover, só sentindo o pós-prazer, até a respiração voltar ao normal.
Deitamo-nos juntos, ela no meio, entre nós dois, coberta de suor e carinho. Carlos a beijou na testa, depois olhou para mim, sem ciúme, só gratidão.
— Nunca pensei que poderia ser assim... Disse ele, suave.
— Senti que a amei mais do que nunca.
Maristela sorriu, acariciando o rosto dele e depois o meu.
— Eu também. Não imaginava que me sentiria tão completa. E não quero que seja só hoje.
Olharam um para o outro, e depois para mim. Ninguém pediu para eu sair. Ninguém disse que era um erro. Ali, naquela tarde, algo novo havia nascido um vínculo entre os três, livre, quente e sem pressa de acabar.
E o sol brilhou lá fora, sem saber que dentro daquela casa, o amor tinha mudado de forma para caber em mais de dois.
Que isso que coisa maravilhosa quase que goso aqui ,queria uma oportunidade dessa abraço de Juiz de fora mg