Dia da inspeção do meu carro




Chegou a data da inspeção do meu carro, marquei numa oficina nova, perto de casa. Quando cheguei, o dono veio ter comigo para vermos o carro juntos. Naquele dia eu estava mesmo eu: cuecas de asa delta cor-de-rosa choque, com um bocadinho de renda, e calças de ganga brancas. Não escondi nada do que sou, nem do que gosto.
Ele olhou para o carro, deu a volta, abanou a cabeça.
— Pronto, já vi. Não há muita coisa a fazer... posso começar?
Fiquei surpreendida. Não contava que fosse assim tão rápido.
— Assim tão rápido? Não trouxe dinheiro, fica para amanhã?
Ele sorriu, sem pressa.
— Não há problema. Há sempre outras formas de pagamento.
Enquanto dizia isto, a mão dele pousou no meu cu com força. Foi direto, sem pedir licença. Acendeu-me, mas faltava-me uma coisa importante; olhei para o pau dele e disse, a sorrir:
— Não me importo nada..., mas falta-me a minha roupa sexy para me sentir mesmo puta, tenho de ir a casa.
— Se esse é o problema, está resolvido, anda comigo.
Disse ao funcionário para começar o serviço e levou-me para o andar de cima, a casa dele. Entramos no quarto ele abriu um armário, cheio de saias, vestidos, todos muito sexys. Depois abriu duas gavetas cheias de lingerie e vários estojos de maquilhagem.
— Isto é tudo da minha mulher...está fora há oito meses… é-a puta da empresa, tudo foi pago pela empresa dela, podes usar, eu vou para baixo e por volta do meio-dia venho “receber”. Desceu e eu fiquei ali sozinha, um bom bocado a olhar para o armário, a pensar como me queria vestir para pagar a reparação até que escolhi um vestido vermelho, de lycra, curtinho, que me serviu na perfeição. A
Lingerie, um conjunto branco, muito rendado, o sutiã a aparecer ligeiramente por cima do vestido, um cinto de ligas que prendia umas meias pretas com liga rendada, que ficava a espreitar por baixo da bainha, e umas botas de cano alto, de couro, com um salto que me fazia sentir as pernas mais longas, mais minhas. Passei um creme para disfarçar os poucos pelos da barba, um toque luminoso para acender os traços, arranjei as sobrancelhas e pus um batom bem vermelho nos lábios. Quando me olhei, estava pronta, mesmo eu, só que mais puta, mais segura. Ainda faltava um pouco, sentei-me no sofá a ver televisão, que ele tinha deixado ligada para me fazer companhia, fui mudando de canal e percebi que ele tinha canais pornográficos...que me deixou ainda mais acesa.
Quinze minutos depois, ele subiu para almoçar e para vir receber o pagamento do serviço, não vinha sozinho, trazia o empregado com ele. Levantei-me devagar, de forma bem provocante com os dois a olharem para mim, as ligas a espreitar, o sutiã ligeiramente à mostra, o vestido vermelho colado ao corpo…uma puta de classe.
— Quem trabalha tem de ser pago...
Ajoelhei-me aos pés deles, a olhar para cima, a provocá-los, a deixá-los perceber que eu estava ali para eles, pronta para o que viesse a seguir. E a tarde começou, eles não disseram nada, o dono encostou-se à ombreira da porta, de braços cruzados, a olhar-me de cima a baixo como se me estivesse a avaliar pela segunda vez. O empregado ficou um passo atrás, mais nervoso, sem saber onde pôr as mãos, e eu continuei de joelhos, devagar, a passar a mão pelo meu próprio joelho, a subir muito lentamente pela coxa, até à renda da liga aparecer um bocadinho mais.
— Então? — disse eu, baixinho. — Viemos receber ou viemos só olhar?
O dono riu-se.
— Calma. Quem tem pressa estraga o serviço. Aproximou-se, pôs dois dedos debaixo do queixo e obrigou-me a olhar para ele.
— Levanta-te.
Levantei-me devagar, o vestido a subiu um pouco mais, ele não me largou, passou a mão pela minha cintura, depois pela anca, a confirmar o que já tinha visto lá em baixo, na oficina.
— Estavas mesmo à espera disto, não estavas?
— Estava à espera de pagar o que devo — respondi, a morder o lábio pintado de vermelho.
O empregado, atrás, soltou um suspiro. Eu perguntei-lhe;
— E tu? Também trabalhaste no meu carro?
Ele engoliu em seco.
— Trabalhei...
— Então também tens de ser pago.
Voltei-me para o dono, a sorrir.
— Mas tu é que mandas aqui, não é? Diz-me como é que queres que eu pague.
Ele olhou para o empregado, depois para mim.
— Primeiro, vais ficar aqui, em pé, sem te mexeres, quero ver-te bem, fiquei quieta, deixei-os olhar. Senti o olhar dos dois a percorrer-me, o vestido, as pernas, as botas, o batom… senti-me desejada, senti-me poderosa. Não era só eles que me queriam. Era eu que os tinha ali, à minha espera. O dono aproximou-se por trás de mim, senti a respiração dele no meu pescoço, mas não me tocou logo, deixou-me à espera.
— Estás nervosa? — sussurrou.
— Não — menti, a sorrir. — Estou acesa.
Ele riu-se baixinho e, finalmente, pousou as mãos nos meus ombros. Desceu-as devagar, muito devagar, até às minhas ancas, a puxar-me um bocadinho para trás, contra ele. O empregado deu um passo em frente, eu estendi-lhe a mão.
— Anda cá. Não fiques aí tão longe.
Quando ele chegou perto, pousei-lhe a mão no peito, senti o coração dele a bater depressa. Olhei para um, depois para o outro.
— Prontos? — perguntei.
Eles assentiram.
— Então fechem a porta.
A porta fechou-se. A televisão continuava ligada lá atrás, baixinho. E a tarde, que tinha começado com uma simples inspeção ao carro, tornou-se só nossa.
Ficámos ali um bocado, os três, sem dizer nada, a foder como se não houvesse amanhã, à vez ou os dois junto, metiam os paus dentro de mim até às entranhas rasgando-me as tripas, abrindo-me bem, sempre com muita tesão e prazer. Não havia tempo, não havia limites, ali, valia tudo, carne com carne, pau dentro do meu cu, dentro ada minha boca, bem duto, bem dentro… até à exaustão…. Até o leite jorrar das piças para dentro de mim, da minha boca, do meu cu… inundando-me com aquele néctar do Deuses que eu tanto amo.
Cerca de três horas depois, a televisão continuava ligada, sem ninguém ver. Sentei-me na beira da cama, com o vestido já amarrotado, o batom borrado, o cabelo desfeito. Sentia-me cansada, suada, e estranhamente leve. Como se finalmente tivesse largado um peso que andava a carregar há muito tempo.
O dono à casa de banho, molhou uma toalha e trouxe-ma.
— Toma. Para te limpares.
Não foi um gesto de patrão. Foi um gesto de cuidado. Agradeci com um sorriso.
O empregado estava sentado no chão, encostado à parede, ainda a recuperar o fôlego, a olhar para mim com uma mistura de admiração e timidez. Era engraçado. Há meia hora era ele quem parecia o mais atrevido, agora era ele quem parecia o mais envergonhado.
— Estás bem? — perguntou-me, baixinho.
— Estou ótima — respondi. — E tu?
Ele riu-se, a passar a mão pela nuca.
— Melhor que ótimo, não contava uma foda assim tão intensa, tão maravilhosa.
Levantei-me e fui ao espelho. O batom já não existia, a maquilhagem borrada, as meias ainda vestidas, mas uma delas um pouco descida. Gostei do que vi. Era eu, sem filtro. A eu que tinha entrado na oficina de manhã, mas mais solta.
Apanhei o batom vermelho e voltei a pintar os lábios, devagar, a olhar-me ao espelho. Os dois ficaram a ver-me fazer isso, calados.
— Então o meu carro está pronto? — perguntei, a sorrir pelo espelho.
O dono riu-se.
— Está pronto e pago. Com juros.
— Com juros, então ainda te devo alguma coisa?
Ele aproximou-se, passou-me a mão pela cintura, puxou-me para ele e deu-me um beijo lento na boca, a provar o batom novo.
— Deves. Entraste homem, vais sair mulher, com essa roupa sexy, e depois, tens de voltar cá para a próxima revisão.
— E se eu voltar e a tua mulher já tiver voltado? — provoquei.
Ele encolheu os ombros.
— Ela está fora há oito meses. Quando voltar, logo se vê. Mas tu... tu já sabes onde é a oficina.
Arranjei o vestido, calcei as botas outra vez, ajeitei o cabelo o melhor que consegui. O empregado ajudou-me a apertar a bota, como se fosse um cavalheiro. Ri-me.
— Olha, até ficas bem de cavalheiro.
Desci as escadas com eles. Lá em baixo, o meu carro estava lavado, pronto, com a luz do sol a bater-lhe em cima. Parecia outro carro. Ou talvez fosse eu que estava a ver tudo diferente. Antes de entrar no carro, o dono segurou-me no braço, só um segundo.
— Paula... — disse ele, baixinho. — Obrigado por teres vindo hoje.
Olhei para eles, e sorri.
— Obrigada, vocês por me terem deixado pagar à minha maneira.
Entrei no carro, liguei o motor, pus os óculos de sol. No espelho retrovisor, vi-os os dois parados à porta da oficina, a verem-me ir embora, com o batom vermelho, as pernas ainda a tremer um bocadinho, e com a certeza de que aquela “inspeção” tinha sido a melhor que eu já tinha feito na vida.
Foto 1 do Conto erotico: Dia da inspeção do meu carro

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Comentários


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claudinhaninfo Comentou em 08/11/2026

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Ficha do conto

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Nome do conto:
Dia da inspeção do meu carro

Codigo do conto:
276727

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
08/11/2026

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