"Demorou, hein, fotógrafo? Tava quase desistindo e indo tomar uma gelada sozinha." Voz rouca, sotaque mineiro carregado, rindo de lado. Tinha uma garrafa de 51 pela metade no chão, copo plástico sujo de batom vermelho ao lado. Ofereceu: "Bebe um gole pra entrar no clima?" Eu peguei, dei dois goles curtos – cachaça quente, desceu queimando a garganta. Ela riu: "Fraco, mas vai esquentar logo."
Começamos o ensaio tranquilo. Primeiro, poses de perfil contra a cerca: ela abria o colete aos poucos, deixava os peitos pesados à mostra, mamilos já duros com o ventinho fresco da tarde. Eu clicava, ajustava a luz natural, pedia pra ela jogar o cabelo pra trás, empinar um pouco mais a bunda. "Assim tá bom?", perguntava, virando de lado, mão na cintura larga. Clique. "Mais safado." Ela obedecia na hora, mordia o lábio inferior, olhava direto pra lente como se estivesse me desafiando. O álcool já tava fazendo efeito – olhos mais brilhantes, riso mais solto, movimentos sem pressa nenhuma.
Passamos pro body vinho. Ela tirou o colete de vez, ficou só com aquilo colado, decote aberto até quase a barriga. Agachou de pernas abertas bem na minha frente, chão de terra sujando as coxas grossas. "Foca aqui, ó", disse, abrindo mais, mão descendo devagar pela frente da calcinha vermelha que aparecia por baixo. Eu me abaixei, lente quase colada, coração acelerando. Ela gemeu baixinho quando o flash rebateu na pele suada. "Tá gostando mesmo, né? Dá pra ver na tua cara, safado."
Bebeu mais um gole direto da garrafa, derramou um pouco no colo, lambeu devagar com a língua, olhando pra mim o tempo todo sem piscar. "Quero parar de posar agora. Quero trepar. Forte. Aqui mesmo." Não foi pergunta, foi ordem. Largou a garrafa no chão, virou de quatro na terra, bunda empinada alto, olhando por cima do ombro: "Vem logo antes que eu perca a paciência."
Eu larguei a câmera no capô do carro, calça no tornozelo em dois segundos. Entrei nela devagar no começo, sentindo o calor apertado, molhado pra caralho. Ela empurrou contra mim, gemendo rouco: "Mais forte, porra, não para." Segurei na cintura macia, puxei com força, batendo fundo, a bunda tremendo a cada estocada. Poeira subindo ao redor, suor escorrendo pelas costas dela, peitos balançando loucamente. Ela cravou as unhas na terra, gritou quando gozou – um grito curto, gutural, que ecoou no quintal vazio. Eu segui logo depois, gozando dentro, os dois ofegantes, joelhos sujos de terra e folhas grudadas.
Ficamos ali um minuto, respirando pesado. Ela se virou, sentou na terra, riu com a boca meio torta: "Boas fotos pelo menos?" Eu peguei a câmera de volta, mostrei umas no visor. "As melhores que já tirei. Mas essas aqui..." – apontei pras que tinham ela nua contra a parede – "...essas ficam só comigo."
Ela ajeitou o body devagar, terra grudada nas coxas, sorriso de quem ganhou a noite. "Então guarda bem. E marca outro fim de semana. Dessa vez leva mais cachaça. E talvez uma corda, sei lá." Piscou, levantou sem pressa, como se nada tivesse acontecido, mas com o corpo ainda marcado pela terra e pelo tesão.
Voltei pra casa com as fotos salvas no cartão, pau ainda meio duro na calça, gosto de cachaça misturado com ela na boca. Real demais pra ser só um ensaio. E eu sei que vai ter continuação. Semana que vem, mesma hora, mesma garrafa.
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