O Último Vagão

A plataforma da Estação Central estava mergulhada em um silêncio sepulcral, interrompido apenas pelo gotejar metálico de uma infiltração distante. Alice apertou o passo, o som de seus saltos agulha ecoando como batidas de um metrônomo contra o concreto frio. O último trem da meia-noite já repousava nos trilhos, uma serpente de ferro exalando o calor residual de um dia exaustivo. Ela subiu o degrau, sentindo o ar condicionado do vagão atingir sua pele como uma carícia gélida. O vagão estava deserto, ou pelo menos era o que ela pensava. Era assim que costumava ser. Sentado ao fundo, sob a luz fluorescente que piscava com um zumbido elétrico intermitente, estava um homem. Ele não parecia um passageiro comum. Vestia um terno de corte impecável, mas a gravata estava frouxa e os primeiros botões da camisa abertos, revelando uma pele bronzeada e o início de um peito robusto. Ele não lia um livro, não olhava para o celular; seus olhos estavam fixos na porta. Fixos nela. Alice sentiu um arrepio que não vinha do frio. Ela se sentou a três bancos de distância, tentando manter a postura executiva, mas a presença dele era como uma massa gravitacional, puxando sua atenção. O trem deu um solavanco e começou a se mover, deslizando para fora da estação rumo à escuridão dos túneis. Pelo reflexo do vidro embaçado, ela viu que ele se levantou. Não havia pressa em seus movimentos, apenas uma certeza predatória. Ele caminhou pelo corredor, o balanço do trem fazendo seu corpo oscilar com uma elegância bruta. Ele parou exatamente ao lado dela, uma mão apoiada no suporte metálico acima, expondo os músculos do antebraço. — Uma mulher sozinha a esta hora — ele disse, a voz sendo um barítono profundo que pareceu vibrar dentro do baixo ventre de Alice. — Ou você é muito corajosa, ou está procurando algo que a luz do dia não pode oferecer. Alice levantou o olhar, encontrando íris escuras que pareciam ler seus pensamentos mais impuros. O cheiro dele, uma mistura de uísque e testosterona, preencheu o pouco espaço entre eles. — E se eu estiver procurando o perigo? — ela desafiou, a voz saindo em um sussurro rouco. O homem sorriu, um sorriso lento que não chegou aos olhos. Ele estendeu a mão e tocou a ponta dos dedos no pescoço de Alice, descendo lentamente até a gola de sua blusa de seda. O toque era elétrico. O trem entrou em um túnel, mergulhando o vagão em uma penumbra azulada. — O perigo acabou de encontrar você — ele murmurou, puxando-a pelo pulso e conduzindo-a para o espaço estreito e oculto entre os vagões, onde o barulho do metal contra o metal era ensurdecedor e a vibração do motor subia pelas solas dos pés. Assim que as portas sanfonadas se fecharam atrás deles, o mistério morreu para dar lugar à urgência bruta. Ele a prensou contra a chapa de ferro corrugada, o impacto fazendo o corpo de Alice estremecer. Sem uma palavra de amor ou delicadeza, ele agarrou a barra da saia dela com as duas mãos e a rasgou para cima até a cintura. O som do tecido de linho se partindo foi abafado pelo rugido dos trilhos. Ele não usou os dedos para acariciar; ele usou as mãos para dominar. Enfiou a palma entre as pernas dela, apertando sua bochecha e sentindo a calcinha de renda já ensopada. — Você quer ser tratada como a dama que aparenta ser, ou quer que eu te use como o bicho que você é por dentro? — ele rosnou, enquanto seus dentes mordiam o pescoço dela com força, deixando uma marca arroxeada instantânea. — Me usa... me fode logo — ela implorou, as mãos puxando o cinto dele com desespero. Ele abriu a calça, libertando o pau enorme e latejante que saltou contra a barriga dela. Alice não hesitou; ela se ajoelhou no chão vibrante do trem, as mãos agarrando a carne quente e guiando-o para dentro de sua boca. Ela o chupava com uma voracidade selvagem, sentindo o gosto salgado e o pulsar das veias, enquanto ele segurava o cabelo dela com força, ditando um ritmo agressivo que a fazia engasgar de prazer. Ele a puxou para cima pelos braços, virando-a de costas contra a porta metálica. Alice ficou de quatro, as mãos espalmadas no metal frio, a bunda empinada em direção a ele. Ele não usou lubrificante; a própria umidade dela era o bastante. Ele entrou de uma vez, um estancada profunda que fez Alice soltar um grito agudo, o som se perdendo no vácuo do túnel. O impacto era rítmico e violento. A cada vez que ele empurrava o quadril contra o dela, o som da carne se chocando ecoava no cubículo. Ele a possuía como um animal, trocando de posição com agilidade. Deitou-a no chão sujo de graxa e metal, abrindo as pernas dela até o limite, e enterrou-se nela enquanto observava as luzes do túnel passando velozes pela pequena fresta da porta. Ele a colocou por cima, sentada em seu colo enquanto ele se encostava na parede. Alice cavalgava com uma fúria cega, sentindo-o tocar o fundo do seu útero a cada descida. Ela apertava os próprios seios, os mamilos duros de frio e tesão, enquanto ele enfiava os dedos na sua bunda, explorando cada buraco sem tabu. O clímax veio como um trem desgovernado. Ele a virou de costas mais uma vez, segurando-a pelos quadris com as unhas cravadas na pele, e desferiu estocadas curtas e brutais. — Vou gozar tudo dentro de você — ele urrou. O jato quente e espesso preencheu Helena, ondas de sêmen inundando seu interior enquanto ela sentia as paredes da vagina contraírem em um orgasmo que parecia arrancar sua alma. Ele continuou empurrando, querendo esvaziar até a última gota, enquanto ela tremia e chorava de prazer. Segundos depois, o silêncio. Ele se afastou, limpou o pau na barra da própria camisa e fechou a calça. Alice permaneceu no chão por um momento, o sêmen escorrendo por suas coxas, misturando-se à sujeira do vagão. Ele abriu a porta, ajeitou o terno e, sem olhar para trás, caminhou para o vagão seguinte. Quando o trem parou na estação seguinte, ele saiu e desapareceu na noite. Ela apenas ajeitou a saia rasgada, sentindo o peso do líquido dele dentro dela, e seguiu seu rumo, como se nada tivesse acontecido.

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Ficha do conto

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Nome do conto:
O Último Vagão

Codigo do conto:
254360

Categoria:
Fantasias

Data da Publicação:
11/02/2026

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