— Cláudio… meu sobrinho… desculpa aparecer assim. Perdi tudo, .A mulher foi embora, os filhos não querem mais saber de mim, a casa foi vendida pra pagar dívida. Tô dormindo na rodoviária há três dias. Só preciso de um canto pra não dormir na rua. Prometo que não vou incomodar.
Cláudio sentiu o peito apertar. Olhou para o tio negro, magro, com as roupas velhas coladas no corpo suado da viagem e não pensou duas vezes.
— Entra, tio. Tem um quartinho nos fundos. É simples, mas tem cama, ventilador e banheiro separado. Fica o tempo que precisar.
Ana apareceu na porta da cozinha, secando as mãos no avental. Vestia um short jeans curto que marcava as coxas grossas e uma regata branca fina, sem sutiã, os seios fartos balançando levemente a cada movimento. O cabelo negro solto caía sobre os ombros morenos. Ela sorriu com gentileza.
— Seja bem-vindo, tio Tobias. Vou preparar um café pra você.
Tobias levantou os olhos devagar. E ali, pela primeira vez, viu Ana de perto. O short subia um pouco nas coxas quando ela se mexia. A regata colava no corpo por causa do calor, marcando os bicos dos seios. Ele sentiu o pau dar uma latejada forte dentro da bermuda velha. Engoliu em seco e desviou o olhar rápido, apertando a alça da mala com força.
Caralho… não pode ser. Essa é a esposa do meu sobrinho. Foco, Tobias. Foco.
Cláudio ajudou com a mala e mostrou o quartinho dos fundos. Tobias agradeceu com voz baixa, inventando mais detalhes da história triste enquanto arrumava as poucas coisas: a fábrica que fechou, os filhos que o abandonaram, a solidão que o consumia. Cláudio balançava a cabeça, com pena. Ana ouvia da porta, os olhos castanhos cheios de compaixão.
Nos dias seguintes, Tobias tentou resistir.
De manhã, Ana estendia roupa no varal bem em frente à janelinha do quartinho. O short jeans curto subia quando ela se abaixava para pegar o balde, revelando a curva inferior da bunda redonda e firme. A regata fina ficava transparente com o suor, os seios pesados balançando livres. Tobias ficava parado na porta, fumando, tentando não olhar. Mas os olhos traíam. Desciam pelo corpo dela, imaginando como seria abrir aquelas coxas grossas e enfiar a tora negra até o talo.
Não. Ela é casada. É a mulher do Cláudio. Eu não posso.
À tarde, Ana lavava louça na pia da cozinha com a janela aberta. O short marcava a bunda empinada quando ela se inclinava. Tobias passava pela varanda e parava, fingindo olhar o quintal. O pau dele endurecia devagar, pesado, marcando a bermuda fina. Ele apertava os punhos, respirando fundo, repetindo mentalmente: Resiste, porra. Resiste.
Cláudio percebeu. Notou os olhares longos demais, o jeito como Tobias baixava os olhos rápido quando Ana se aproximava. Uma noite, enquanto os três tomavam café na sala, Ana se abaixou para pegar o controle remoto caído no chão. O short subiu, mostrando metade da bunda. Tobias engoliu em seco e virou o rosto. Cláudio viu tudo. Sentiu um aperto no estômago — ciúmes misturado com aquele tesão proibido que ele mesmo alimentava nas fantasias. Mas não disse nada. Só ficou quieto, observando.
Ana, sem saber de nada, continuava sendo ela mesma. Andava pela casa com roupas leves por causa do calor, ria alto quando Tobias contava alguma história engraçada do passado, inclinava o corpo para servir o café e deixava os seios fartos quase escaparem da regata. Cada movimento inocente era uma tortura para Tobias.
À noite, deitado no quartinho, ele tentava dormir. Mas a imagem de Ana se repetia: os seios balançando, a bunda empinada, o cheiro doce de mulher que ficava no ar quando ela passava. A pica dele ficava dura, latejando, pedindo alívio. Tobias resistia. Apertava o pau por cima da bermuda, mas não se masturbava. Não ali. Não pensando nela.
— Eu não sou mais aquele homem… — murmurava para si mesmo no escuro.
Mas o corpo traía. O desejo crescia. E Cláudio, deitado ao lado de Ana no quarto principal, também sentia que algo estava prestes a mudar. Via os olhares do tio. Sentia o ar pesado na casa. E, no fundo, uma parte dele — aquela parte que fantasiava com negões comendo sua esposa — começava a acordar.
Tobias fechou os olhos, tentando dormir.
Ana, na cama, virou de lado, o shortinho subindo e marcando a curva da bunda. Cláudio olhou para ela e suspirou.
A luta tinha começado.




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