A gente transava quase todo dia. O desejo era forte, urgente.
A primeira vez que mais marcou
Chegamos do trabalho num fim de tarde quente e abafado. O barraco estava quente como um forno. Mal coloquei a bolsa no chão da cozinha, Lucas já veio por trás, colando o corpo no meu. Senti o pauzinho dele já duro roçando na minha bunda por cima da roupa.
— Não aguento mais esperar… — murmurou rouco no meu ouvido, a voz carregada de tesão.
Ele virou meu corpo, encostou minhas costas na parede e me beijou com fome, enfiando a língua na minha boca enquanto levantava minha saia até a cintura. Com um movimento rápido, puxou minha calcinha pro lado, sem nem tirar. Eu já estava encharcada, sentia o melado escorrendo pela coxa. Lucas segurou a rolinha, esfregou a cabecinha quente entre meus lábios inchados e enfiou de uma vez só, bem fundo.
Soltamos um gemido juntos. Ele me suspendeu um pouco, levantando minha perna esquerda com o braço, abrindo bem minha bucetinha pra ele. Começou a meter forte, ritmado, o corpo franzino batendo contra o meu. Cada estocada fazia um barulho molhado e obsceno ecoar na cozinha pequena. Eu sentia a rolinha dele entrando e saindo, roçando em todas as paredes sensíveis, batendo no fundinho da minha bucetinha.
Meus seios, já bem maiores por causa da gravidez, pulavam soltos dentro da blusa fina, roçando no peito dele a cada movimento. Os mamilos estavam duros e sensíveis, quase doendo de tão excitados. Eu enrolava as pernas na cintura dele como conseguia, cravando as unhas nas costas dele por cima da camisa.
— Ai, Lucas… assim… bem fundo… — gemi, sem conseguir segurar a voz.
Ele apertava minha bunda com as duas mãos, os dedos cravando na carne, me puxando contra ele a cada estocada. O suor escorria no nosso rosto. O cheiro de sexo misturado com o calor do dia enchia o ambiente. Ele metia cada vez mais rápido, desesperado, respirando pesado no meu pescoço.
— Clara… você tá tão gostosa… essa bucetinha apertando meu pau… — sussurrava rouco, quase sem fôlego.
Eu sentia o orgasmo subindo rápido. Minha barriga contraía, as coxas tremiam. De repente explodi. Gozei forte, minha bucetinha pulsando e apertando a rolinha dele como se quisesse sugar tudo. Um prazer quente e intenso correu pelo meu corpo inteiro, fazendo minhas pernas tremerem descontroladamente. Soltei um gemido longo e alto, mordendo o ombro dele pra tentar abafar.
Lucas não aguentou. Duas estocadas depois ele travou o corpo, enterrou o pauzinho bem fundo e gozou com um gemido gutural. Senti os jatos quentes e grossos explodindo dentro de mim, enchendo minha bucetinha até transbordar. O gozo dele misturado com o meu escorria pela minha coxa, pingando no chão da cozinha.
A gente ficou um bom tempo assim, encostados na parede, ofegantes, suados, ainda conectados. A rolinha dele pulsava fraca dentro de mim, soltando os últimos resquícios. Eu sentia meu coração batendo forte, as pernas fracas, e aquela mistura estranha de prazer e culpa que nunca ia embora.
Ele me deu um beijo molhado na boca e sussurrou:
— Eu te amo, Clara… você tá ficando cada dia mais mulher…
Naquele momento eu me senti realmente desejada.
A segunda vez, a mais intensa
Uma noite, depois do banho, eu criei coragem. Estava morrendo de vergonha, o rosto queimando, mas o tesão estava tão grande que não consegui segurar. Saí do banheiro só de toalha, deixei ela cair no chão e me virei de costas pra ele. Empinei a bunda bem alta, olhando por cima do ombro com a voz tremendo de vergonha:
— Lucas… quero que você me pegue por trás hoje…
Ele ficou paralisado por um segundo, depois o olhar dele acendeu de um jeito selvagem. Me colocou de quatro no colchão, abriu minhas pernas bem abertas e ficou admirando minha bucetinha inchada e molhada. Esfregou a cabecinha quente várias vezes entre meus lábios, me provocando.
Quando ele empurrou, eu soltei um gemido longo e rouco. Senti minha bucetinha sendo aberta toda, os lábios esticando ao redor da rolinha dele. Ele entrou bem fundo, mais fundo do que nunca, quase me tirando o ar. Lucas segurou minha cintura com as duas mãos, apertando forte, os dedos cravando na minha pele, e começou a meter com vontade.
— Porra, Clara… que delícia… — grunhiu, a voz queimando de tesão.
Ele metia forte, ritmado, batendo a pelve contra minha bunda com estocadas secas e profundas. Cada vez que ele entrava todo, eu sentia a cabecinha batendo lá no fundinho. Meu corpo todo arrepiava. Eu estava envergonhada pra caralho, mas não conseguia parar de gemer alto, quase chorando de prazer:
— Ai… Lucas… assim… tá tão fundo…
Ele apertava minha cintura com força, puxando meu corpo contra ele a cada estocada, me fodendo como se quisesse me rasgar. O barulho da pele batendo enchia o quartinho. Meus seios pesados balançavam pra baixo, os mamilos roçando no lençol. Eu rebolava pra trás desesperada, empurrando a bunda contra ele, querendo mais, querendo tudo.
— Mais forte… por favor… me fode mais… — implorava, a voz falhando.
Ele queimava de tesão, suado, respirando pesado, metendo cada vez mais rápido. Mas não aguentou. De repente ele travou, enterrou bem fundo e gozou com um urro rouco, o corpo inteiro tremendo. Senti os jatos quentes explodindo dentro de mim, enchendo tudo. Ele deu mais algumas estocadas fracas e parou, ofegante, ainda dentro de mim.
Mas eu não tinha gozado ainda. Meu tesão estava insano, minha bucetinha latejava, pegando fogo. Assim que ele saiu, eu me virei de lado, abri as pernas e comecei a esfregar minha bucetinha com a mão toda, desesperada. Os dedos deslizavam no melado dele misturado com o meu, circulando o clitóris inchado rápido.
Lucas ficou olhando, surpreso e excitado, enquanto eu me masturbava na frente dele. Não demorou nem um minuto. Gozei forte, gemendo alto, o corpo convulsionando, minha bucetinha pulsando e soltando mais melado que escorreu pela minha mão e pelo colchão. Foi um orgasmo longo, quase dolorido de tão intenso.
Depois fiquei ali, deitada de lado, tremendo, envergonhada por ter me tocado daquele jeito na frente dele. Lucas me puxou pra perto e me abraçou, mas já dava pra sentir que algo estava mudando.
Mas com o passar das semanas, minha barriga cresceu mais. Eu estava com quase 4 meses. Os enjoos tinham passado, mas comecei a sentir umas dores estranhas na barriga baixa.
Uma madrugada acordei com uma dor forte e um sangramento. Muito sangue. Lucas acordou desesperado, me levou correndo pro hospital. O médico confirmou: aborto espontâneo. Nosso bebê não resistiu.
Voltamos pro barraco em silêncio. Eu chorei o dia inteiro, encolhida na cama. Lucas chorava também, me abraçando com aqueles braços franzinos, mas não dizia quase nada. A tristeza tomou conta da casa. A gente mal se olhava. O desejo que antes era fogo virou cinza.
Depois do aborto, tudo mudou.
Voltamos do hospital em silêncio absoluto. Eu mal conseguia andar, ainda sentindo as cólicas e o vazio terrível na barriga. Lucas me ajudou a deitar no colchão, mas não disse quase nada. Só ficou ao meu lado, olhando pro teto, com os olhos vermelhos. A gente chorou junto por horas, abraçados, mas era um choro diferente… um choro de derrota.
A tristeza tomou conta do barraco. O desejo que antes queimava entre nós simplesmente morreu. Não transamos mais. Nem uma única vez. Ele parou de me procurar e eu também não tinha nenhuma vontade. Dormíamos de costas um para o outro, cada um preso na própria dor. O quarto, que antes cheirava a sexo e gemidos, agora só tinha silêncio e cheiro de remédio.
Eu me sentia vazia. Tinha perdido o bebê e, junto com ele, parecia que tinha perdido também a única coisa boa que tínhamos: o fogo entre nós. Lucas estava mais quieto, mais distante. Eu passava os dias chorando escondido, me sentindo culpada, como se Deus tivesse me punido pelos meus pecados.
Três semanas depois do aborto, minha tia Marlene apareceu no barraco. Ela me olhou com pena e disse:
— Clara, você precisa sair dessa casa e dessa tristeza. Consegui um emprego pra você como recepcionista num escritório de advocacia aqui no centro. O salário é melhor, tem ar-condicionado, e o doutor é gente boa. Você começa na segunda-feira.
Eu aceitei na hora. Não tinha forças pra recusar. Precisava de algo novo, precisava sair daquele barraco que agora me sufocava.
Na segunda-feira eu fui. Vestida com a melhor roupa que tinha, ainda magra e com olheiras, entrei no escritório bonito, com cheiro de papel e café. O Dr. Roberto, um homem alto, de 45 anos, terno bem cortado e olhar penetrante, me recebeu pessoalmente.
— Seja bem-vinda, Clara. Você é ainda mais bonita do que sua tia descreveu — disse ele, com um sorriso que me fez corar.
Eu baixei a cabeça, tímida como sempre. Não sabia naquele momento, mas aquele emprego iria mudar minha vida para sempre.
O fogo que tinha apagado dentro do meu casamento… estava prestes a ser aceso novamente. Só que dessa vez por mãos muito mais experientes.



