O Dr. Roberto era o advogado principal. Alto, forte, uns 45 anos, sempre de terno bem cortado, cabelo grisalho bem arrumado e um jeito de falar calmo e seguro. Ele era tudo que os homens da minha comunidade não eram. Bem-sucedido, rico, confiante. Eu ficava nervosa só de ouvir a voz dele me chamando do escritório.
Desde o primeiro mês ele começou a prestar atenção em mim. Sempre que precisava de algo, me chamava. “Clara, pode trazer aquele processo?”, “Clara, me ajuda aqui um minutinho?”. Quando eu chegava perto da mesa dele, ele colocava a mão nas minhas costas ou roçava os dedos no meu braço enquanto explicava as coisas. Eram toques leves, rápidos… mas demoravam um segundo a mais do que o normal. Eu ficava com o rosto queimando, o coração acelerado e uma sensação estranha e quente na barriga. Eu baixava a cabeça, envergonhada, e saía rápido, mas por dentro ficava pensando nele o resto do dia.
Com o passar dos meses isso foi ficando mais frequente. Eu me pegava arrumando o cabelo antes de entrar no escritório, escolhendo a roupa um pouco mais caprichada. Quando ele chegava pela manhã e sorria pra mim dizendo “Bom dia, Clara. Você está bonita hoje”, eu sentia um friozinho gostoso que não sentia há muito tempo.
Às vezes, à noite, eu sonhava com ele. Sonhos confusos, onde ele me olhava daquele jeito intenso ou colocava a mão na minha cintura. Eu acordava no meio da madrugada com o corpo quente, a calcinha molhada e um desejo forte latejando entre as pernas. Nesses dias eu me virava pro Lucas na cama e tentava me aproximar. Beijava o pescoço dele, passava a mão na barriga dele, sussurrava que estava com saudade. Queria sentir ele dentro de mim de novo, queria apagar aquele fogo que acordava comigo.
Mas Lucas estava diferente. Triste, distante. Na maioria das vezes ele me abraçava, me dava um beijo e dizia “Hoje não, amor… tô cansado”. Eu ficava ali, acordada, olhando pro teto, com o corpo ainda ardendo e uma frustração que eu não entendia direito.
Os oito meses foram assim. Eu empolgada com o novo emprego, nervosa e corada toda vez que o Dr. Roberto chegava perto, sonhando com ele sem querer e acordando com vontade de transar com meu marido… mas sem conseguir reacender o fogo que um dia existiu entre nós.
Eu não entendia o que estava acontecendo comigo. Só sabia que, pela primeira vez em muito tempo, eu me sentia viva novamente.
Com o salário novo do escritório, que era quase o dobro do que eu ganhava no mercadinho, as coisas começaram a melhorar devagar. Pela primeira vez na vida eu tinha um dinheirinho sobrando no final do mês. Não era muito, mas era suficiente pra eu me cuidar mais.
Comecei comprando roupas melhores. Nada extravagante, mas bonitas e modestas, do jeito que eu gostava. Troquei as blusas velhas e folgadas por vestidos que batiam no joelho, feitos de tecido leve e macio, que marcavam sutilmente minha cintura e desciam desenhando minhas pernas. Minhas pernas, que antes eram só fininhas, agora estavam mais torneadas por causa da caminhada que eu fazia todo dia pro trabalho. Os vestidos ressaltavam isso de um jeito que me deixava envergonhada, mas também… satisfeita.
Passei a fazer as unhas toda quinzena — um vermelho discreto ou rosa claro, sempre bem feitas, brilhando. Comprei também dois pares de saltinhos baixos, daqueles que não machucam muito, mas que deixavam minha postura mais firme e meus pés mais bonitos. Quando eu me olhava no espelho antes de sair de casa, mal me reconhecia. O cabelo mais arrumado, uma maquiagem leve, os vestidos novos… eu estava me sentindo mulher novamente. Uma mulher de verdade. Não mais só a menininha tímida da igreja ou a esposa triste do barraco.
O Dr. Roberto notou a mudança rapidinho.
— Clara, você está diferente… está muito elegante — disse ele uma manhã, com aquele sorriso calmo, enquanto colocava a mão nas minhas costas pra me guiar até a sala dele. O toque quente atravessou o tecido fino do vestido e eu senti um arrepio subir pela coluna.
Eu corei inteira, baixei os olhos e murmurei um “obrigada, doutor”. Mas por dentro meu coração batia forte. Toda vez que ele chegava perto, agora era pior. Ele elogiava meu trabalho, elogiava minha aparência, e os toques inocentes — na lombar, no braço, no ombro — pareciam durar mais. Eu saía da sala dele com as pernas moles e uma quentura estranha na barriga.
Em casa, eu me olhava no espelhinho pequeno e sentia um orgulho tímido. “Estou bonita…”, pensava. E isso me dava uma sensação boa que eu não sentia há muito tempo.
Às vezes, quando chegava do trabalho, me arrumava toda bonitinha e tentava me aproximar do Lucas. Queria que ele me visse assim, que me desejasse como antes. Mas ele quase não reparava mais. Continuava triste, cansado, distante. Eu ia dormir com o corpo pedindo carinho, mas sem coragem de insistir.
Eu não entendia direito o que estava acontecendo comigo. Só sabia que, pela primeira vez desde o aborto, eu estava me sentindo viva, feminina e desejada… mesmo que fosse só pelos olhares e toques discretos do Dr. Roberto.
E isso, aos poucos, estava mexendo com algo dentro de mim que eu ainda não tinha coragem de admitir.
Uma tarde, estávamos descendo a escada juntos para pegar uns documentos no arquivo do andar de baixo. Eu vinha logo atrás dele, distraída, quando meu salto escorregou no degrau. Perdi o equilíbrio e quase caí.
— Cuidado! — exclamou o Dr. Roberto.
Ele foi rápido. Virou-se e me segurou firme pela cintura com aquela mãozona grande e forte. Meu corpo colou no dele por um segundo. Senti o calor da palma atravessando o tecido fino do vestido, os dedos apertando minha cintura com firmeza, como se ele não quisesse me soltar nunca. Meu coração disparou. Fiquei sem ar, olhando pra ele de baixo, tão perto que sentia o cheiro do perfume caro dele.
— Tudo bem? — perguntou baixinho, ainda me segurando.
— S-sim… obrigada, doutor — respondi, a voz fraquinha, o rosto queimando.
Ele demorou um segundo a mais pra me soltar, o polegar roçando de leve na minha lateral. Eu desci o resto da escada com as pernas bambas, sentindo o lugar onde ele me apertou formigar o resto da tarde.
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Naquela noite, o sonho veio forte.
Sonhei que estávamos sozinhos no escritório dele, depois do horário. As luzes estavam baixas. Ele me olhava fixamente, daqueles olhos penetrantes, caminhando devagar na minha direção. Parou bem perto, colocou as duas mãos grandes na minha cintura e me puxou contra ele. Seu rosto chegou tão perto do meu que eu sentia o calor da respiração dele nos meus lábios.
— Clara… — murmurou, a voz rouca.
Acordei suada, ofegante, com o coração batendo forte. Entre as minhas pernas estava uma bagunça. Estava encharcada, latejando. Sem conseguir me controlar, desci a mão por baixo da camisola e passei os dedinhos na minha bucetinha. Estava molhada demais, quente, escorregadia. Alisei devagar, sentindo o clitóris inchado, mordendo o lábio pra não gemer. O tesão estava insuportável.
Virei pro lado e me aproximei do Lucas, o corpo ainda queimando do sonho. Ele dormia de costas pra mim, respirando tranquilo. Deslizei a mão devagar por baixo da cueca dele e segurei o pauzinho. Estava mole, quentinho. Comecei a alisar com carinho, sentindo ele crescer aos poucos na minha palma, endurecendo devagar. Quando ficou bem durinho, latejando, eu não aguentei mais.
Abaixei minha calcinha com pressa, subi em cima dele e posicionei a cabecinha na minha entrada. Estava encharcada, pingando. Fui descendo devagar, sentindo ele me abrir, me enchendo. Soltei um suspiro longo quando ele entrou todo.
Lucas acordou assustado, piscando sonolento.
— Clara…? O que… — murmurou, a voz rouca de sono.
Não respondi. Fechei os olhos com força e comecei a rebolar. Devagar no começo, sentindo cada centímetro dele dentro de mim. Mas logo aumentei o ritmo, rebolando mais fundo, mais rápido, quase desesperada. Meus seios balançavam pesados, o tecido fino da camisola subido até a cintura. Apoiei as mãos no peito magro dele e cavalguei com vontade, gemendo baixinho no começo, depois mais alto, sem conseguir me segurar.
Eu queria tanto ser apertada… ser dominada… ser beijada com força. Queria mãos grandes e firmes segurando minha cintura, queria um corpo forte me prensando, queria ser fodida de verdade. Mas Lucas estava ali, tímido, sonolento, as mãos fracas só descansando na minha cintura, quase sem apertar. Ele mal mexia o quadril, só gemia baixinho, entregue.
Mesmo assim eu não parei. Fechei os olhos com mais força e deixei a imaginação tomar conta. No escuro das minhas pálpebras era o Dr. Roberto quem estava ali. Eram as mãos grandes e fortes dele me apertando, era o corpo alto e musculoso dele me dominando, era a voz rouca dele sussurrando meu nome. Era ele me olhando daquele jeito intenso, me segurando firme, me fodendo como eu precisava ser fodida.
Meu fogo reacendeu com tudo.
Rebolei mais rápido, mais fundo, esfregando meu clitóris contra ele a cada descida. Os gemidos saíam mais altos, mais necessitados. Meu corpo inteiro tremia. A bucetinha apertava o pauzinho do Lucas com força, pulsando, latejando.
— Ahh… — escapei, quase um soluço de prazer.
Gozei alucinadamente. Um orgasmo violento, profundo, que me fez arquear as costas e tremer inteira. Minha bucetinha convulsionava em volta dele, soltando ondas quentes de prazer que subiam pela barriga, pelos seios, até a cabeça. Eu via o Dr. Roberto na minha mente — aquele olhar, aquelas mãos grandes, aquele corpo forte — e gozei ainda mais forte, mordendo o lábio com tanta força que senti gosto de sangue, gemendo abafado enquanto meu corpo inteiro se contorcia de prazer.
Lucas gozou logo depois, tremendo fraquinho embaixo de mim, soltando um gemidinho abafado. Mas eu mal percebi. Continuei rebolando devagar, prolongando o orgasmo, até que minhas pernas não aguentaram mais e eu desabei ao lado dele, ofegante, suada, o corpo ainda pulsando.
Lucas me deu um beijo preguiçoso na testa e virou pro lado, voltando a dormir em menos de um minuto.
Eu fiquei acordada no escuro, o coração ainda disparado, sentindo o gozo dele escorrendo devagar entre minhas pernas. Uma culpa pesada apertou meu peito… mas o prazer ainda latejava forte no meu corpo.
Porque, pela primeira vez, enquanto gozava com meu marido, eu tinha gozado pensando em outro homem. E tinha sido o orgasmo mais intenso que eu senti em muito tempo.
Lucas virou de lado e dormiu quase imediatamente. Mas eu continuava pegando fogo. Meu corpo não tinha acalmado. Levantei nua e fui até o banheirinho minúsculo. Acendi a luz fraca e me olhei no espelho.
Meu corpo estava lindo. Os seios durinhos e empinados, os bicos rosados arrepiados e sensíveis. Cintura fina, pernas torneadas, bunda redonda e firme. Eu parecia outra mulher.
A vergonha queimou meu rosto, mas o tesão entre as pernas era muito mais forte. Desci a mão e passei os dedos pela minha bucetinha encharcada. Os lábios inchados, escorregadios, pingando. Comecei a esfregar o clitóris em círculos rápidos, gemendo baixinho, vendo meus seios balançarem no reflexo.
Não bastava. Eu precisava ser preenchida.
Peguei a escova de cabelo, o cabo grosso, liso e arredondado. Sentei na borda da pia, abri bem as pernas e encostei a ponta na minha entrada molhada. Estava tão lubrificada que deslizou fácil. Soltei um gemido longo e rouco quando senti ele me abrindo, me esticando.
— Ahhh… — suspirei, começando a meter devagar.
Fui aumentando o ritmo, enfiando cada vez mais fundo, mais forte. Com a outra mão eu apertava meus seios com força, beliscando e torcendo os bicos rosados. Olhava tudo no espelho, hipnotizada: pernas bem abertas, bucetinha inchada engolindo o cabo grosso, seios vermelhos, rosto contorcido de luxúria.
Na minha cabeça só tinha ele.
Imaginava o Dr. Roberto na minha frente, alto, forte, tirando o pau grande e grosso da calça. Imaginava ele segurando minha cintura com aquelas mãos grandes e me enfiando tudo de uma vez. Eu rebolava contra a escova como se fosse o pau dele me fodendo, metendo fundo, me dominando.
— Doutor… ai, por favor… me fode… — sussurrei, desesperada, metendo a escova cada vez mais rápido, mais forte, fazendo barulho molhado ecoar no banheiro.
Meu tesão explodiu.
Rebolei enlouquecida contra o cabo, esfregando o clitóris inchado com o polegar, os seios pulando soltos. Na minha mente era o Dr. Roberto me comendo com força, me chamando de safada, me segurando firme enquanto metia aquele pau grande e grosso bem fundo.
— Doutor… me fode… me fode assim… — gemi, a voz falhando.
O orgasmo veio como uma avalanche.
Minha bucetinha apertou violentamente em volta da escova, pulsando, convulsionando sem parar. Gozei alucinadamente, tremendo inteira, pernas se abrindo ainda mais, um jorro quente escorrendo pela minha mão e pela pia. Meu corpo inteiro se contorceu de prazer, os seios balançando, a cabeça jogada pra trás, gemendo abafado contra o braço enquanto ondas intensas de prazer me atravessavam.
Fiquei ali, sentada na pia, por vários minutos, ofegante, suada, a escova ainda enterrada bem fundo na minha bucetinha pulsando. Olhei meu reflexo: uma vadia safada, seios marcados pelos dedos, bucetinha inchada e vermelha, rosto de quem tinha acabado de gozar como nunca.
A vergonha veio pesada, quase me sufocando.
Mas o fogo… o fogo ainda queimava, mais forte do que nunca.



