A noite em Serra Verde estava quente. O carro “novo” de Luiz Felipe um sedã preto, simples mas impecável cortava a estrada escura com os faróis cortando a escuridão. Dentro, o ar estava carregado.
Gustavo, olhava os detalhes do carro com um misto de admiração e desejo.
— Você comprou esse carro?
Perguntou Gustavo, passando a mão pelo painel.
Luiz Felipe, 24 anos, olhos mel, cabelos castanhos encaracolados, moreno claro, corpo de um Deus grego trabalhado na academia, uma mão no volante e a outra deslizando devagar pela coxa grossa de Gustavo.
— Sim, eu já estava ajuntando um dinheiro há algum tempo. Com o adiantamento da campanha tomei coragem e fui ao feirão. Não é do ano mas…
— Nada disso — interrompeu Gustavo, virando-se no banco com intensidade. — Não diminua sua conquista. Estou muito feliz por você.
— Obrigado. O primeiro lugar que queria te levar era um restaurante legal, mas já tem um tempo que eu queria um lugar mais sossegado… pra ficarmos mais à vontade.
A mão de Luiz Felipe apertou a coxa de Gustavo com possessividade e desejo, o polegar roçando a costura da calça jeans.
— E está me levando onde? — perguntou Gustavo, curioso, o pau já começando a latejar dentro da calça.
— Você já vai ver — respondeu Luiz Felipe, voz baixa e prometedora, apertando mais forte.
Eduardo apertava o manete da moto com força, os nós dos dedos brancos. Atrás, Milena, colada nele, tentava acalmá-lo.
— Eu não acredito que isso está acontecendo… não pode ser…
Resmungou Eduardo.
— Pergunta Milena agarrada ao rapaz.
_ Nada… só espero que não seja nada do que estou pensando.
_ Fala, o que essa cabecinha está pensando, estou aqui com você pode confiar.
_ Confiar em você? Hahaha!
_ É sério Eduardo? Pois me fale quando foi que eu te trai?
_ Você Milena faz vídeos nua na internet, se vende, se mostra para todo mundo.
Diz irritado Eduardo.
_ Isso não é trair, é meu trabalho e hoje tem muita gente fazendo isso.
Argumenta Milena
_ E acha que eu fico como com os caras do futebol, da fábrica, da academia me mostrando vídeo seu, fazendo piadinhas comentários?
_ Eu queria que você me apoiasse, imagina o quanto cresceriamos juntos, o quanto conquistariamos, poderiamos até sair desse ovo de cidade, ir para um lugar maior, onde ganharíamos mais, teríamos mais. Além disso eu nunca gravei com outra pessoa vídeo sensuais.
Eduardo não respondeu, apenas continuou seguindo o carro misterioso.
No Tobas bar Manu tenta procurar Eduardo e não o encontra liga para ele, mas o namorado não atende. Então um pensamento passa por sua cabeça, era o ciúmes falando, então procura por Milena e também não a vê. Irritada e com a chama do ciúmes nos olhos, Maria Eduarda procura por Luiza. Milena interrompe a dança de Gurizão e Luiza que diz não saber da amiga. Maria Eduarda não desisti e vai atrás de Pamela que está aos beijos com Romário.
Pamela que nunca gostou de Manu, com deboche olha nos bolsos e diz:
— Deixa eu ver… Milena? Não tá aqui não…
Romário riu, mas calou encobriu com a mão boca disfarçando ao receber o olhar mortal de Manu. Irritada, Maria Eduarda foi embora, mandando mais áudios e ligações para Eduardo.
Eduardo finalmente vê o carro misterioso parar e não gosta nada do que vê. Milena atrás apenas acaricia o ombro de Eduardo e pede calma.
Luiz Felipe parou o carro na entrada do Motel Seu Prazer. Escolheu a suíte master com hidro, a melhor. Luzes vermelhas suaves, teto espelhado sobre a cama king, banheira de hidromassagem borbulhando no canto, lençóis brancos impecáveis.
Gustavo entrou deslumbrado. Nunca tinha estado num lugar assim. Seus olhos percorreram tudo: o espelho no teto, as luzes dim, o cheiro de lavanda e sexo no ar.
Luiz Felipe fechou a porta, trancou, e se aproximou por trás. Seu corpo grande pressionou contra o de Gustavo. Mãos fortes deslizaram pela cintura, subindo até o peito musculoso. Ele mordeu o lóbulo da orelha do namorado.
— Hoje você é meu… inteiro, sem medo de sermos interrompidos, sem preocupação em alguém nos ouvir ou chegar, meu… todo meu!
Disse Luiz Felipe beijando carinhosamente as bochechas e pescoço de Gustavo.
Gustavo colocou as mãos no rosto de Luiz Felipe olhou por um segundo e tomou a boca dele num beijo faminto. Línguas se enroscaram com urgência. Mãos ávidas tiravam roupas. A camisa de Luiz Felipe voou, revelando o tanquinho marcado e o V profundo. Gustavo lambeu o peito dele, descendo.
Foram para a banheira. Água quente. Corpos molhados se esfregando. Luiz Felipe sentou na borda, pernas abertas. Gustavo, de joelhos na água, chupou com vontade. Boca quente, garganta profunda, olhando para cima com olhos de fogo de desejo. Luiz Felipe gemia, mão segurando os cabelos lisos e curtos do namorado, guiando o ritmo.
— Isso… engole tudo, meu amor… — grunhiu Luiz Felipe.
Depois inverteram. Luiz Felipe colocou Gustavo de quatro na borda da banheira, peito contra a porcelana fria, bundão empinado. Cuspiu, abriu com os dedos, e enfiou a língua, não se importando com os poucos cabelos finos em volta do cu do rapaz depois de muito lamber, babar e tirar gemidos altos e agudos de prazer de Gustavo, Luiz Felipe meteu devagar, fundo, seu cacete de cabeça rosada usando um lubrificante especial com xylocaína. Gustavo gemeu alto, sem vergonha, o som ecoando no quarto.
— Mais… Isssssooo, mete gostoso, vai! Me fode! — exigiu Gustavo, com voz manhosa.
Luiz Felipe segurou os ombros de Gustavo e meteu com mais intensidade, mais velocidade, o barulho molhado de pele contra pele misturando com o borbulhar da hidro. Água espirrava. O teto espelhado refletia tudo: os músculos tensionados, as expressões de prazer, tesão e felicidade misturado à água.
Do lado de fora do motel Eduardo fica furioso, Milena pergunta se ele quer entrar, mas Eduardo diz que vai é quebrar todo o lugar, Milena o impede.
Enquanto isso Luiza posta em suas redes sociais fotos e vídeos do rolê no Tobas bar, dançando e agarrando Gurizão, que aparece descontraído e relaxado no vídeo, mas quem não gosta nada do vídeo é Marilda que acaba descontando sua fúria em Rogério quando chega em casa.
De volta ao Seu Prazer, agora já secos superficialmente, Luiz Felipe e Gustavo caíram na cama. Gustavo subiu em Luiz Felipe, cavalgando com fome. Mãos plantadas no peitoral largo do namorado, quadril subindo e descendo com força. O pau grosso de Luiz Felipe entrava e saía, acertando a próstata toda vez.
Gustavo de olhos fechados, gemia alto parecia estar soltando gemidos presos de anos.
— Olha pra mim enquanto eu te como, quero ver esse seu rostinho lindo.
Pediu Luiz Felipe, segurando o queixo de Gustavo.
Gustavo obedeceu, olhos vidrados de tesão, boca aberta gemendo alto, sem se conter:
— Está gostando?
Pergunta Luiz Felipe.
— Tá tão bom… tão gostoso, você é tão gostoso meu homem, meu macho meu Luiz Felipe!
Luiz Felipe sorria, vaidoso, admirando o espetáculo do corpo de Gustavo brilhando de suor cavalgando nele pelo espelho do teto. Uma mão subiu para o pescoço de Gustavo a outra batia na bunda branca do rapaz
O ritmo intensificou. Luiz Felipe colocou Gustavo de lado, uma perna levantada, metendo fundo e rápido. Beijos molhados, mordidas. O tesão era intenso.
— Goza pra mim — rosnou Luiz Felipe.
Gustavo gozou primeiro, jatos grossos pintando o próprio abdômen e a cama enquanto era enrabado e masturbado por Luiz Felipe. O cu apertando forte fez Luiz Felipe explodir logo depois, enchendo o namorado com porra quente, gemendo o nome dele enquanto gozava.
Ficaram abraçados, suados, respirando pesado. Luiz Felipe beijava o pescoço de Gustavo com carinho possessivo.
Algum tempo depois Eduardo estava furioso. Quando finalmente viu o carro misterioso sair do motel o rapaz se levantou do meio fio que estava sentado e seguiu em direção ao carro. Milena tentava segurá-lo:
— Edu, calma…
Mas ele não escutou. Correu para o meio da rua, parando de braços abertos na frente do carro que se aproximava. Faróis iluminaram seu rosto vermelho de raiva, fúria.
O ar estava carregado. Raiva, tensão, tesão, ciúme alegria, furia e prazer colidindo naquela noite quente. O confronto estava apenas começando.
Autor: Mrpr2