Quando o amor incomoda - 21


A noite caiu sobre Serra Verde, trazendo um ar fresco que arrepiava a pele exposta. Dentro da casa, a voz de Mirian cortou o silêncio da sala:
— Gustavo, querido, joga o lixo fora, por favor. Fiz frango e não quero a cozinha fedendo a óleo. Aproveita e pega o lixo do banheiro também.
Gustavo pausou o seriado no exato momento em que a protagonista abria a blusa na tela. Suspirou, levantou-se obediente e recolheu as sacolas pela casa. Vestia apenas uma regata branca justa, que marcava os mamilos levemente endurecidos pelo ar da noite, e um short azul-claro curto e largo nas pernas, mas que subia perigosamente quando ele se movia.
Ao chegar ao portão, esticou o corpo para jogar as sacolas na caçamba. A regata subiu, expondo a faixa de pele da barriga e a linha fina de pelos que descia até desaparecer no cós do short. Foi quando ouviu o assovio
Fifiuuuu…
Gustavo virou-se devagar. E lá estava ele.
Luiz Felipe caminhava em sua direção com o kimono azul de jiu-jitsu entreaberto, o tecido colado ao corpo suado, revelando o peito largo e definido, os gomos do abdômen brilhando sob a luz amarelada dos postes. Gotas de suor escorriam lentas pelo vale entre os peitorais, descendo até o umbigo. Seus olhos mel pareciam brilhar mais que as lâmpadas, fixos em Gustavo como se já o despissem.
O coração de Gustavo disparou tão forte que ele sentiu o pau dar um pulso violento dentro da cueca, pressionando o tecido fino do short.
Luiz Felipe encostou uma das mãos grandes no muro, bem ao lado da cabeça de Gustavo, prendendo-o sem tocá-lo. O outro braço ficou relaxado ao lado do corpo, mas o quadril avançou sutilmente, aproximando o volume evidente sob o kimono. O cheiro dele invadiu Gustavo: suor limpo de treino, perfume amadeirado e algo mais primal, masculino, que fez suas narinas se dilatarem e sua respiração ficar entrecortada.
— Ora, ora… quem eu vejo aqui, sozinho, quase pelado na rua — murmurou Luiz Felipe com aquela voz grave que parecia vibrar dentro do peito de Gustavo.
Ele se inclinou mais, os lábios quase roçando a orelha do garoto.
— Nenhuma surpresa. Eu moro aqui — Gustavo conseguiu responder, mas a voz saiu fraca, rouca.
Luiz Felipe sorriu de lado, um sorriso safado, malicioso.
— Verdade… — Ele chegou ainda mais perto, o hálito quente contra a pele sensível da orelha. — Mas eu ficaria surpreso mesmo… se você estivesse completamente nu.
No mesmo instante, Gustavo sentiu o pau pulsar com força, inchando contra a cueca. E então veio o contato: algo duro, quente e grosso roçou de leve sua barriga baixa, por cima do short. Não foi acidente. Foi deliberado. Luiz Felipe pressionou o quadril um pouquinho mais, deixando Gustavo sentir exatamente o contorno da ereção sob o tecido do kimono.
— Luiz! — A voz de Eduardo cortou o ar.
Luiz Felipe recuou com uma calma irritante, fechando o kimono num gesto casual que não escondia completamente o volume. Virou-se com um sorriso tranquilo.
— Fala, Edu. Chegando agora do trampo?
Enquanto os dois conversavam, Gustavo tentava respirar. Suas pernas tremiam levemente, o short parecia pequeno demais para conter o que acontecia ali embaixo. Ele cruzou os braços sobre o peito, tentando disfarçar os mamilos duros que marcavam a regata.
Eduardo olhou para o irmão com cara de impaciência.
— Pois é esse horário é foda, atrapalha eu malhar e treinar. Bom consigo ir cedo, por isso conto com você para orientar meu maninho aqui, ao menos nesses primeiros dias. Ele é preguiçoso pra caralho.
— Pode contar comigo Edu, mas se talvez seja melhor eu treinar o Gustavo a tarde, eu malho e oriento ele, porque acordar cedo acaba comigo brother.
_ Se você conseguir trazer esse preguiçoso pro treino, por mim de boa. Eu levei ele hoje cedo porque sei que se eu não arrastar ele não vai.
Luiz Felipe virou o rosto devagar para Gustavo. Seus olhos desceram descaradamente pelo corpo dele, da regata colada, pelo volume evidente no short, até as coxas expostas,antes de subirem de novo e se cravarem nos olhos do garoto.
_ E aí Tavinho vai me obedecer?
Perguntou Luiz Felipe olhando dentro dos olhos de Gustavo o que fez o rapaz se arrepiar inteiro, mas não de medo, de tesão.
— Vo… vou. Claro — gaguejou, mordendo o canto do lábio inferior sem perceber.
Eduardo apontou o dedo na cara do irmão, sério.
— Se eu descobrir que você tá matando treino, levanto você todo dia 5:30, muleque. Tá me ouvindo?
Gustavo engoliu em seco. Dessa vez o medo veio.
_ Fala seus malas - Se aproximou Gurizão cumprimentando Eduardo e Gustavo. - Mano, tá afim de rachar uma pizza?
_ Não seu Zé ruela, hoje a mãe está em casa esqueceu?
_ Verdade ela levou o almoço e deve ter feito janta, eu vou correndo que estou varado de fome.
Disse Gurizão.
_ Mas você come pizza no meio da semana?
Questionou Eduardo.
Gurizão abre o kimono mostrando seu tanquinho e provoca Eduardo dizendo.
O treino do pai é pesadão, se liga no resultado sem falar no cárdio tá ligado?
Vai embora Gurizão após dar uma piscada maliciosa.
_ Eu vou entrar e comer meu frango com batata doce porque se não o buchão incha que raiva desse meu gasto calórico lento.
Eduardo entra e Luiz Felipe sem perder tempo Aproximou-se de novo, colou a boca no ouvido de Gustavo, a língua roçando de leve o lóbulo antes de falar:
— Hoje minha mãe tá em casa… mas amanhã, depois do jiu-jitsu… você vem na minha. Sozinho.
Gustavo sentiu o pau pulsar mais uma vez, a cabeça já melando a cueca.
— E o seu irmão? — perguntou, voz quase sumindo.
Luiz Felipe deslizou os dedos de leve pela nuca de Gustavo, um toque leve, mas possessivo.
— Relaxa… dou um jeito naquele pentelho. — Ele apertou de leve a nuca do garoto, puxando-o um centímetro mais perto. — Quero você na minha casa… sem roupa… de quatro… gemendo meu nome enquanto eu te mostro como se treina de verdade.
Gustavo deixou escapar um gemido baixinho, involuntário.
Da porta da sala veio o grito de Eduardo:
— Gustavo! Não vai entrar não? Tá fazendo o quê aí fora ainda?
Gustavo se afastou um passo, o rosto vermelho, o short vergonhosamente armado.
— Já vou! — gritou de volta, voz trêmula. Preciso ir ou o chato do meu irmão vai me encher o saco.
_ Esquece seu irmão, só pense em amanhã… esvaziar o meu.
Luiz Felipe deu um passo atrás, mas antes de virar-se, passou o polegar devagar pelo lábio inferior de Gustavo, abrindo-o levemente.
E foi embora com aquele sorriso malicioso, deixando Gustavo encostado no muro, coração na garganta e o pau latejando.

Autor: Mrpr2

Foto 1 do Conto erotico: Quando o amor incomoda - 21


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Ficha do conto

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Nome do conto:
Quando o amor incomoda - 21

Codigo do conto:
254275

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
09/02/2026

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