— Lúcia. — A voz de Rafael era grave, um pouco rouca. Ele tinha 22 anos, voltado da faculdade, e desde que os pais saíram para viajar, a dinâmica entre eles mudou.
Ela não se virou, apenas continuou a esfregar o pano no vidro.
— Sim, senhor?
Ele se aproximou. Ela sentiu o calor irradiando do corpo dele, o cheiro de sabonete caro e suor jovem. Ele não disse nada por um longo momento. Então, suas mãos encontraram os os ombros dela, apertando levemente a carne através do tecido fino do uniforme.
— Você já terminou? Preciso de algo. — A voz dele falhou um pouco, mas a ordem estava ali. — E só você pode me dar.
Ela não respondeu com palavras. Em vez disso, largou o prato e o pano na pia com um tilintar seco. Virou-se devagar, os olhos castanhos encontrando os dele. Havia um cansaço ali, mas também uma faísca de outra coisa — desejo, talvez, ou a emoção proibida daquilo.
— Está com fome? — ela perguntou, com a voz baixa.
— Sim.
Ele a guiou não para o quarto de empregada nos fundos, mas para o quarto principal dos pais, que estavam viajando. O quarto do patrão. A cama king-size estava impecavelmente arrumada. Ela deitou-se ali, vestida, como se fosse um ritual. Ele ficou de pé ao lado da cama, tremendo ligeiramente.
— Tira isso, — ele ordenou, apontando para o uniforme.
Lúcia obedeceu. O vestido azul-marinho deslizou pelos ombros, caindo sobre o chão. Ela ficou apenas de sutiã branco simples e de calcinha combinando. Os seios dela eram grandes, pesados e parte do motivo de ele ter começado aquilo.
Rafael engoliu sentou-se na cama, hipnotizado. Ele alcançou as costas dela, desenganchando o sutiã com uma facilidade que mostrava prática. As alças caíram. Os seios dela se libertaram, cheios, com mamilos grandes e aréolas escuras, já úmidos de leite.
— Me dá, — ele sussurrou, a boca seca.
Ela inclinou-se para frente, segurou a própria mama direita, guiando o bico em direção à boca dele. Rafael abriu os lábios, e ela pressionou o mamilo contra eles. Ele mamou, a língua contornando o bico, os lábios sugando forte. O primeiro jato de leite quente e doce atingiu seu palato. Ele gemeu, vibrando contra a pele dela, os olhos fechados.
Lúcia sentiu a sucção puxando lá dentro, um arrepio que desceu pela coluna. Ela deixou uma mão cair sobre a nuca dele, os dedos enrolando nos fios castanhos.
— Devagar, — murmurou ela, embora soubesse que ele não ouvia mais nada além do próprio desejo.
Ele mudou de seio sem ser convidado, a boca úmida procurando o outro mamilo, encontrando-o e sugando com avidez. O leite escorria pelo canto dos lábios dele, pingando no lençol branco. Ele chupava e lambia, a mão livre subindo para apertar o seio que não estava em sua boca, massageando-o, ordenhando-o para extrair mais leite.
Ela arfou quando ele apertou demais, mas não reclamou. Cobriu a mão dele com a sua, guiando a pressão.
— Assim. Assim, sim. Ele obedeceu, os dedos cavando na carne macia.
Depois de vários minutos, ele se afastou, a respiração pesada. O leite manchava seu queixo e o colarinho da camisa. Ele olhou para ela, os olhos escuros e vidrados.
— Mais, — ele disse, a voz uma ordem. — Deita. Quero mamar deitado em cima de você.
Ela recostou-se nos travesseiros na cama, os seios escorrendo leite. Ele subiu sobre ela, o corpo pesado pressionando o dela. Ele baixou a cabeça, a boca encontrando o seio esquerdo novamente, sugando com fome. A perna dele se moveu entre as coxas dela, a pressão do joelho contra a virilha dela, por cima da calcinha.
Ele mamava e se esfregava contra ela, um ritmo primal. Lúcia passou as mãos pelas costas largas dele, descendo até a cintura, arranhando levemente o tecido da camisa.
— Toma, — ela gemeu, a cabeça jogada para trás, os olhos fixos no teto. — Tira isso.
Ele não respondeu, apenas sugou mais forte, engolindo o leite dela como se fosse a última coisa que fosse beber. A cama rangeu. O quarto se encheu apenas do som da sucção, dos gemidos baixos dele, do arfar dela.
Ele mama os seios dela até que ambos estivessem quase vazios, até que o leite viesse em fios finos, e ele lambesse cada gotas dos mamilos inchados e sensíveis. Então ele rolou para o lado, deitado na cama dos pais dela, o rosto enterrado no travesseiro manchado.
— Obrigado, — ele murmurou, a voz já abafada.
Lúcia não disse nada. Ela se levantou, pegou o uniforme, e foi se vestir no banheiro. O leite ainda gotejava dos mamilos, empapando o sutiã. Ela lavou o rosto, olhou no espelho, e viu apenas a empregada lá. Mas o gosto dele ainda estava em seus lábios, e o peso do corpo dele ainda pressionava seu peito.
Ela sabia que amanhã ele pediria de novo. E ela cederia. Sempre cedia.
bonecadepano-