Experiências - O primeiro contato com outro homem

Eu sempre soube que o desejo não tem regra. Desde moleque, lá na adolescência, enquanto a maioria dos meus amigos só falava de buceta, eu já consumia uns vídeos diferentes no sigilo do meu quarto. Contos eróticos gays, pornô de macho com macho. Aquilo me deixava curioso, me excitava de um jeito que eu não sabia explicar. Mas, ao mesmo tempo, eu sempre fui muito bem resolvido com minha atração por mulheres. Nunca tive dúvida: gosto de mulher, gosto do corpo feminino, do cheiro, da pele macia, da forma como minha namorada geme no meu ouvido. Somos cúmplices. Mas isso é outra história. O que importa agora é o que aconteceu ontem.

Moro no Buritis, bairro residencial de BH que tem suas ladeiras, seus prédios e uma porção de academias de rede. Em uma delas, comecei a trombar com o Paulo. Estudamos juntos no ensino médio, sempre fomos próximos, daqueles amigos que trocam confidência e zoação no fundão da sala. A vida adulta nos afastou, mas o destino resolveu nos colocar no mesmo horário de treino. Ele continua o mesmo cara: cabelo escuro raspado nos lados, braços fortes, um sorriso fácil e uma energia de homem centrado. Noivo de uma moça que eu conheço de vista, ele nunca deu pinta de nada além de hétero. Mas eu reparei. Reparei no jeito que ele me olhava quando eu fazia agachamento, no cumprimento que durava um segundo a mais, no toque no ombro que parecia ensaiado. E aquilo mexia comigo. Não era só o tesão físico que eu sempre imaginei. Era a simples curiosidade de saber até onde aquilo podia ir, se os sinais que eu captava eram reais ou só coisa da minha cabeça.

Ontem, eu decidi testar o terreno. Combinei comigo mesmo que ia tomar uma ducha depois do treino, coisa que nunca faço. Normalmente vou suado para casa, que é perto. Mas eu queria ver até onde aquele jogo ia. O vestiário estava meio vazio. Entrei nu, com a toalha na mão, sem pressa. Escolhi o chuveiro ao lado do dele. A água caiu morna. Fiquei de costas, curvado, lavando as pernas devagar. Sabia que meu bumbum avantajado – herança genética que minha namorada elogia mais que tudo – estava virado para ele como uma oferenda silenciosa. Senti o olhar dele queimar minhas costas, mas não me virei. Apenas continuei, ensaboando os ombros, inclinando para secar os pés, deixando meu corpo falar. Enquanto isso, meu coração batia forte. Será que ele está olhando mesmo? Será que está duro? A dúvida me deixava mais aceso do que qualquer certeza.

Depois do banho, fui para o vestiário e me sequei com uma lentidão calculada. Ele apareceu logo em seguida, enrolado na toalha, e me lançou um sorriso nervoso. Eu retribuí com um olhar de canto. Aquele tipo de olhar que diz "eu sei o que você está pensando, e eu também quero". Meu tom de voz quando falei um "cansado hoje, hein?" saiu mais arrastado do que o normal, quase um ronronar. Eu estava jogando, e estava adorando.

Na saída, quando eu já estava indo a pé como sempre, ele ofereceu carona. Disse que ia passar perto da minha rua. Eu aceitei, obviamente. Dentro do carro, o papo começou trivial: treino, trabalho, a vida de casado. Mas ele foi dirigindo mais devagar do que o necessário, e quando chegou perto de casa, em vez de parar na porta, estacionou um pouco longe, numa rua mais tranquila, perto de uma praça. Ficamos ali, conversando besteira, o motor desligado. Foi quando eu percebi. O shorts de tecido fino não escondia: ele estava meio duro, lutando contra a própria excitação. A mão dele foi disfarçar, mas eu já tinha visto. E, em vez de desviar o olhar, eu olhei descarado. Fixo. Com um sorriso de canto que dizia “eu também quero”.

Ele corou, mas não recuou. Apenas perguntou, com a voz mais baixa: “O que foi?”

Não respondi com palavras. Olhei para fora, vi que não havia ninguém por perto, e simplesmente passei a mão no pau dele por cima do shorts. Senti o calor, o volume, a rigidez. Apertei de leve e soltei, num gesto rápido, como quem experimenta um fruto proibido. E então abri a porta para sair, deixando-o atônito. Mas ele buzinou. Eu tinha esquecido a mochila.

Voltei. Ele pediu para eu entrar de novo. Sua voz estava trêmula, mas seu olhar era firme.

— O que você fez?

— Deu vontade. Mas é segredo nosso — eu disse, sentindo o coração na garganta.

— Eu gostei. Agora você me deixa assim e vai embora? Que sacanagem.

Ele mostrou o pau. Duro. Fora do shorts, apontando para cima, a glande roxa, uma gotinha brilhando na ponta. Lindo. Era a primeira vez que eu via outro homem tão exposto para mim.

Voltei para o banco do carona, mas eu mesmo pedi:

— Vamos para um lugar mais seguro.

Ele dirigiu por uns dois minutos e estacionou atrás de uma escola fechada, onde a rua não tinha saída. O silêncio era total, quebrado apenas pelo som distante de algum cachorro latindo. Ali, dentro daquele carro, enfiei a mão dentro do short dele e segurei o pau de verdade. Pele quente, pulsante, pesado. Comecei a masturbar devagar, olhando para aquilo, hipnotizado. Enquanto mexia, eu falava baixinho:

— Olha só… você ficou assim por minha causa, né?

— Isso, vai… assim… — ele sussurrava.

— Eu também tô gostando, sabia? Mas calma, vamos com calma…

Ele me puxou pela nuca e me beijou. Um beijo forte, dominante, só gosto de homem e de desejo bruto. A língua dele invadiu minha boca com uma fome que eu não esperava, e eu me entreguei, sentindo a barba por fazer roçar no meu rosto.

— Nunca fiz nada disso — confessei, com a voz embargada, enquanto meus dedos deslizavam no pau dele. — Segredo, por favor.

— Claro, cara. Tá maluco? Isso aqui é só nosso.

Ele puxou o shorts mais para baixo, deixando as bolas expostas, o pau totalmente entregue à minha mão. Continuei masturbando, sentindo a lubrificação natural escorrendo e facilitando o movimento. Ele gemia mais alto, me olhando nos olhos.

— Vou gozar — ele avisou, a respiração ofegante. — Me chupa. Me chupa agora.

Eu queria. Minha boca salivava. Mas algo dentro de mim pediu para esperar.

— Hoje não.

— Por que não? Você não chupa?

— Nunca chupei… quem sabe outro dia.

Ele gemeu, frustrado e excitado ao mesmo tempo, e então gozou. Jatos quentes na barriga dele mesmo, e na minha mão que ainda o masturbava. Ficou ali, relaxado, me olhando com um sorriso de canto.

— Você é foda — ele disse, a voz rouca.

Usei o paninho que ele tinha no porta-luvas para me limpar. Depois, joguei nele.

— Isso fica entre a gente — eu reforcei, antes de sair do carro. — Segredo.

— Segredo — ele repetiu.

Cheguei em casa em transe. Ainda sentia o gosto do beijo, o cheiro do suor misturado com porra. Minha namorada chegou logo depois, e eu transei com ela com uma intensidade que há tempos não sentia, como se aquele fogo tivesse acendido todos os meus desejos de uma vez.

Mais tarde, a casa em silêncio, começamos a trocar mensagens. E foi ali, no escuro do quarto, com o brilho da tela no rosto, que algo novo despertou em mim. Ele perguntou se ia ter mais.

— Pode deixar, segredo tá trancado comigo. Sobre a academia, vou sim. Será que você me dá carona de novo?

— Tem nada disso, brother… eu também deixei um cara me pegar e ainda gozei com tudo isso… rsrs

— Curti pra caralho… é diferente um cara segurando… parece que sabe fazer melhor…

— Nunca fiz nada disso, cara, mas é diferente mesmo… também curti isso de fazer um cara ficar daquele jeito e ainda gozar… mas pô, segredo nosso aí! Tenho que apagar aqui pois minha namorada vai chegar logo…

— A minha noiva saiu, mas ela chega logo também… mas aqui, ficou só naquilo mesmo ou pode rolar mais?

— Cara, não sei… foi algo diferente que sempre tive vontade de fazer e como você é um cara de confiança e bacana, acabei ficando seguro de experimentar… mas calma aí… kkkk… deixa rolar…

— Por mim tudo bem, cara, no seu tempo, claro… mas fiquei curioso para algo a mais…

— Algo a mais o quê?

— Você me chupando… tava tão fácil de rolar naquela hora mesmo… rs

— Caralho, brother… direto hein! Confesso que estava com vontade, já estava com seu pau na mão mesmo… kkkk… mas ali não, cara, nunca fiz isso. Quem sabe na próxima vez… ??

Enquanto eu digitava, imaginava se ele se masturbava em casa pensando em mim. A ideia de que ele podia estar lá, na cama com a noiva, mas com minha imagem na cabeça, me deu um choque de prazer. Eu era o desejo secreto de um homem. E isso, para mim, era inteiramente novo.

Não respondi mais. Ele também não. Hoje, eu não fui na academia. Sei que ele está lá, me esperando, me desejando, pensando no que eu vou fazer com ele. E confesso: saber que um homem – aquele homem – está doido para sentir minha boca, me dá um tesão absurdo. Pela primeira vez na vida, eu sou o objeto da vontade de outro macho. E estou adorando controlar esse jogo, deixá-lo no ar, brincar com a expectativa.


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Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico fred28divi

Nome do conto:
Experiências - O primeiro contato com outro homem

Codigo do conto:
264678

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
17/06/2026

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4

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