Depois daquele primeiro encontro dentro do carro, com o gosto do beijo dominante do Paulo ainda na memória e a sensação do pau dele pulsando na minha mão, eu fiquei inquieto. Passei o fim de semana inteiro pensando, revirando cada detalhe. As mensagens trocadas no escuro do quarto, a provocação do emoji de língua, o silêncio estratégico que eu fiz questão de manter. Eu estava gostando de controlar o ritmo, de deixá-lo querendo mais, de ser o motivo da curiosidade insaciável de outro homem.
Na segunda-feira, fui para a academia. Ele não estava. Eu já estava indo embora, suado, com a mochila nas costas, quando ele chegou — atrasado, apressado, me cumprimentando com um sorriso meio sem jeito. "E aí, Fred, tranquilo? Amanhã você vem?" "Vou sim", respondi, devolvendo o olhar. "À noite." Ele assentiu. "Então amanhã a gente treina junto." Não era sobre treino, e nós dois sabíamos.
Terça-feira. A noite caiu mais cedo, as luzes amarelas do Buritis iluminando as ruas tranquilas. A academia estava mais vazia, o que era bom. Treinamos, trocamos olhares, sorrisos de canto, aqueles toques que parecem casuais, mas que já carregam eletricidade. No vestiário, ele foi direto: "Vai de carona hoje também?" Eu ri. "Claro."
Entrei no carro e ele não fez rodeios. Deu partida e foi direto para um lugar ainda mais escondido do que o da primeira vez — uma rua sem saída atrás de um galpão desativado, onde a única testemunha era um poste piscando. Desligou o motor, suspirou fundo e me olhou.
— Cara, que loucura foi aquela semana passada? Você tava chapado de algum remédio?
Eu já esperava essa pergunta. Era a tentativa dele de racionalizar, de encontrar uma desculpa que o isentasse do próprio desejo. Mas eu não ia dar esse conforto.
— Chapado nada, Paulo. Eu sempre tive curiosidade e tesão de ter algo com outro homem. Só que com você eu tive confiança para arriscar. Você passa essa confiança. E, além disso… você é um cara bacana.
Ele riu. "Bacana?", repetiu, achando graça da palavra que eu escolhi só para não usar outras mais pesadas. Mas aí eu consertei:
— Você é bonito, Paulo. E exala tesão. Chama atenção de mulher e de homem também.
Enquanto falava, minha mão foi para o shorts dele. Apertei com mais força do que da primeira vez, sentindo o volume quente e rígido sob o tecido. Segurei firme. Ele fechou os olhos e soltou um suspiro demorado, como se uma onda passasse pelo corpo. Depois abriu os olhos, olhou para os lados.
— Tá louco?
— É claro que eu olhei antes para ver se tinha alguém por perto, né? — respondi, tranquilo. — Não faria isso com alguém passando na rua.
Ele respirou aliviado. A tensão do susto se dissolveu em algo mais quente, mais entregue. Ele mesmo puxou minha mão de volta para o volume, apertando meus dedos contra o próprio pau.
— Se você começou, por que parou? Vai me deixar só de pau duro?
Sorri de canto. Aquilo era ouro puro.
— Mas esse pau duro é por minha causa?
— Ow, pior que é… você fica me atiçando, não tem jeito não…
Eu inclinei a cabeça, provocando:
— Você está assim por causa de um cara te atiçando? Tem certeza? Rs…
Ele me olhou nos olhos. O sorriso dele se desfez em uma expressão mais intensa, mais vulnerável.
— Cara, tem alguma coisa em você que está me deixando doido… Olha…
Ele segurou minha mão e apertou contra o pau, fazendo eu sentir o quanto estava duro. Latejava. O tecido fino não escondia nada — a glande pressionando para cima, o calor atravessando a malha.
— Tá sentindo? — ele murmurou. — Você faz isso comigo.
Eu estava no controle. Mesmo ali, do lado do carona, com a mão no pau de um cara maior que eu, eu estava no controle. E isso me excitava de um jeito que eu não sei explicar.
Ele me puxou para um beijo. Foi um beijo dominante, como o da primeira vez, mas agora mais intenso. Ele é mais alto, então minha cabeça se inclinou para trás, entregue, enquanto a língua dele invadia minha boca com fome. Não era um beijo romântico — era carnal, bruto, de macho com tesão. Eu me senti a presa, e ele o animal. Mas, de alguma forma, eu ainda estava conduzindo.
Enquanto ele me beijava, minha mão não saía do pau dele. Passei a mão na barriga dele por cima da camiseta e, num impulso, deslizei para dentro. A pele era quente, o abdômen definido de um jeito que eu nunca imaginei reparar em outro homem. Mas ali estava eu, percorrendo cada músculo com a ponta dos dedos, descendo até encontrar o elástico do shorts. Enfiei a mão por dentro e segurei o pau dele de verdade, pele com pele, já babado, pulsando.
— Pela segunda vez na vida segurando um pau que não é o meu — pensei em voz alta, quase sussurrando. — E está assim por minha causa.
Arrepiei. Tesão puro.
Punhetei devagar, sentindo cada centímetro. O beijo continuava quente, o vidro do carro já embaçado. Quando nos separamos para respirar, ele baixou o shorts até os pés, liberando o pau imponente. Ficou ali, duro, a glande brilhando com o líquido que escorria. Ele me olhou, e eu olhei para o pau dele, depois para os olhos dele. Dei um sorriso sacana, uma risadinha que não era afeminada — era maliciosa.
— Vai ficar só na mão de novo? — ele perguntou, a voz rouca.
— Como assim? Não está bom? — retruquei, provocante.
— Tá gostoso, mas pode ficar mais…
Cheguei perto, colei a boca no ouvido dele.
— Mas o que você quer para ficar mais gostoso?
Ele respirou fundo.
— Quero que você faça aquilo que ficou me devendo…
— Te chupar? — sussurrei, a voz quente.
— Sim…
Eu ainda massageava a cabeça do pau dele com o polegar, intercalando com a punheta lenta.
— Então pede. Quem sabe hoje?
Ele não hesitou.
— Me chupa, Fred. Olha como meu pau está por sua causa… Me chupa.
A mão dele foi para a minha nuca, guiando minha cabeça para baixo. Antes de descer, parei.
— Você tem alguma doença? Fala a real. Só transa com sua noiva?
— Só com ela, cara. Anos. Você é o primeiro… o único. Pode confiar.
Acreditei. Ele não estava mentindo. E eu não queria minha primeira chupada com camisinha. Queria sentir o gosto real, a textura, a entrega. Fechei os olhos e deixei que ele me guiasse.
A primeira coisa que senti foi o cheiro. Um cheiro de pele limpa mas com um pouco de suor da academia, de homem, de desejo. Passei a língua primeiro na cabeça, sentindo a textura lisa, o gosto levemente salgado do pré-gozo. Depois desci para aquele ponto logo abaixo da glande, o freio, e desenhei círculos lentos. Hipnotizante. Abri os olhos por um segundo e olhei para cima: ele estava com a boca entreaberta, uma expressão de prazer quase doloroso, me observando. Fechei os olhos de novo e coloquei o pau na boca.
No começo, meio sem jeito, cuidando dos dentes. Mas logo peguei o ritmo. Tentei deixar bem molhado, babado, do jeito que eu gosto que façam comigo. E enquanto eu chupava, ele gemia:
— Hummm, delícia… isso…
Fiquei assim por uns dez minutos. Parava às vezes, punhetava de leve, olhava para ele com minha melhor cara de safado.
— Tá gostoso?
— Muito… muito bom…
— Posso continuar?
— Você quer continuar ou quer parar?
Ri. Apenas ri e voltei a chupar, babando ainda mais, fazendo questão de fazer barulho. Ele gemia mais alto. Em certo momento, senti o pau pulsar diferente, as mãos dele segurando meu cabelo.
— Vou gozar… — ele avisou.
Ignorei.
— Fred, vou gozar…
Ignorei de novo.
— Vou gozar! — ele repetiu, mais urgente.
Dessa vez, dei um "Uhuummm" de boca cheia e acelerei o movimento. Ele apertou minha nuca, não com força, mas como quem precisa garantir que eu não iria sair dali. Gozou na minha boca. Jatos mornos, salgados, com um gosto que não era dos melhores, mas que naquele momento era o gosto da vitória. Engoli. Tudo. Sem frescura.
Ele desabou no banco, a cabeça jogada para trás, respirando ofegante.
— Puta que pariu… que delícia, cara…
Depois me puxou e me beijou, sem nojo, sem pudor.
— Foi muito bom. Você gostou?
— Gostei. É muito bom ter esse poder de fazer um homem gozar.
Meu pau estava estralando na cueca, duro como pedra, mas eu não queria que ele fizesse nada. Não ali. Meu tesão era outro: era ter feito aquilo, ter sido o motivo. Minha cueca estava molhada, mas eu não tinha gozado. Tinha prazer só de imaginar a cena, de estar no controle, de ter um homem inteiro entregue ao que eu fazia.
Ainda fiquei ali punhetando de leve, sentindo o pau dele meia-bomba. Depois pedi a água que ele tinha na garrafinha, bochechei, limpei a boca. Ele subiu o shorts, ligou o carro para o ar refrescar.
Na despedida, um beijo rápido.
— E você? Não gozou assim, né?
— No banho eu resolvo isso. Vou bater uma lembrando de você… de como foi gostoso te chupar.
Apertei o pau dele mais uma vez, como quem carimba um documento, e saí. Mas antes de fechar a porta, voltei.
— Cara, guarda esse segredo nosso. Você é um cara bacana, sei que posso confiar em você.
— Fred, pode ficar tranquilo. Nós dois temos motivos para manter isso em segredo. De mim ninguém vai saber de nada.
— Assim é bom para ambos.
Cheguei em casa. A casa vazia, a namorada tinha ido na mãe dela. Fui direto para o banho, a água quente caindo, e bati a punheta mais intensa da minha vida. Revivi cada segundo: o beijo dominante, a mão na barriga definida, o cheiro, o gosto salgado, os gemidos, o "me chupa Fred", a rendição dele. Mas, enquanto meus dedos deslizavam e a água escorria, o que realmente me fez gozar foi entender o que eu estava descobrindo sobre mim mesmo. Eu sempre soube que adorava ser o homem ativo com minha namorada, o macho que conduz, que penetra, que arranca gemidos. Isso nunca mudou. Mas agora eu descobria um outro lado, uma outra camada de tesão que não competia com a primeira — ela se somava. Eu gozava em ser o objeto da caça, em ser desejado, em provocar um homem que se considera hétero e vê-lo perder o controle por minha causa. Ver um cara másculo, maior que eu, com a voz rouca, me pedindo para chupá-lo — e saber que fui eu quem o levou a isso. Esse poder silencioso, que não grita, mas sussurra no ouvido, que sorri de canto, que usa a malícia no tom de voz e o olhar demorado, era tão excitante quanto qualquer penetração. Eu estava descobrindo que podia ser a presa e, ao mesmo tempo, o caçador. Ele me beijava dominante, segurava minha nuca, me guiava — e achava que estava no comando. Mas era eu quem decidia o ritmo, quem provocava com uma risadinha, quem perguntava "posso continuar?" só para ouvi-lo implorar. Era eu quem ditava as regras, mesmo de joelhos. E essa ambiguidade, essa flexibilidade de sensações, era o que me fazia gozar como nunca. Eu não precisava escolher um papel só. Eu podia ser o macho que come e o macho que é desejado. Podia ser o ativo na cama com minha mulher e, ao mesmo tempo, o motivo do tesão de um cara que nunca tinha olhado para outro homem. Gozei ali, no banho, com a certeza de que o que eu vivia não era confusão — era liberdade.
fred28divi