Mas a academia é a mesma, os horários também, e a gente continuou se tromando. Ele ainda oferecia carona, e eu aceitei umas três vezes na primeira semana. Só que eram caronas diferentes. Mais contidas. A gente conversava sobre coisas banais — treino, trabalho, o calor de BH —, mas as mãos falavam outra língua. Ele apertava minha perna, perto do joelho, e deixava a mão ali quente, como quem diz "eu lembro". Eu retribuía, subindo os dedos até o volume dele, dando umas apertadas de leve, só para ver o tecido esticar. E ele sussurrava, com um sorriso meio sem graça: "Não faz isso, cara... rs..." Eu ria e devolvia: "E o que você vai fazer?" Antes que ele pudesse responder, eu saía do carro, deixando a pergunta no ar e o pau dele duro.
Isso durou até a segunda-feira da segunda semana. Foi nesse dia que o jogo mudou de novo.
Treinamos normalmente, mas o clima estava diferente. Ele me olhava mais demorado, respirava fundo quando eu passava perto. Na saída, a oferta de sempre: "Vai de carona?" Aceitei. Ele dirigiu devagar, como sempre fazia, mas não parou no lugar de costume. Estacionou a umas três quadras da minha casa, numa rua sem saída que eu conhecia bem — perto demais para o meu gosto. Noite, local sem movimento, mas ainda assim perigoso. O Buritis tem dessas: ruas tranquilas que de repente podem ser vigiadas por algum vizinho curioso.
Assim que desligou o motor, ele me olhou com aquele ar de quem estava cozinhando há duas semanas. Eu, para provocar, soltei:
— Você não tem coragem de fazer nada...
Foi o estopim. Ele me puxou de volta para o banco com uma força que eu não esperava, agarrando minha cintura com as duas mãos, as unhas cravando na pele por baixo da camiseta. E me tascou um beijo de macho. Forte, molhado, dominante. A boca dele me engoliu, a língua invadindo sem pedir licença, os dentes roçando meu lábio. Eu me amoleci inteiro. Meu corpo respondeu antes da cabeça, derretendo naquele aperto, naquela urgência.
Enquanto ele me beijava e apertava minha cintura, levei a mão direita para o pau dele por cima da calça. Tentei circundar toda a circunferência com os dedos, mas a calça jeans e a cueca não deixavam. Ainda assim, senti o volume pulsando, quente, tentando escapar do tecido. Não satisfeito, enfiei a mão por dentro da calça e da cueca, direto na carne. E ali estava ele: duro, babado, quente. Meus dedos não fechavam toda a grossura — nunca fechavam —, e essa constatação me dava um tesão absurdo. Comecei a punhetar lentamente, sentindo cada centímetro, enquanto ele me puxava contra o próprio corpo, as unhas ainda cravadas na minha cintura, o beijo cada vez mais faminto.
Mas a lucidez bateu. A rua era perto demais da minha casa. Três quadras só. Qualquer carro passando, qualquer vizinho saindo para passear com o cachorro, e a gente estava ferrado. Parei o beijo, mas não parei a mão. Continuei punhetando ele devagar enquanto sussurrava no ouvido:
— Paulo, aqui não, cara... muito perigoso, imagina se nos pegam aqui...
Ele gemeu, frustrado, a testa encostada na minha.
— Pô, Fred, tem uns dias que você não faz nada... como que faz...
— Cara, hoje realmente não tem como, tenho que voltar rápido para casa.
E era verdade. Eu tinha um compromisso naquela noite — jantar com a minha namorada, que já estava em casa se arrumando. Mas eu não queria deixá-lo assim, na mão (ou melhor, com a mão). Então colei a boca no ouvido dele de novo e deixei a voz escorrer provocante:
— Eu até queria demorar um pouco mais, Paulo... Seu pau tá uma delícia, cara... olha isso...
Apertei o ritmo da punheta. Movimentos fortes, sequenciados, subindo e descendo. Na subida, eu passava a palma da mão na cabeça do pau, espalhando a baba que já escorria e deixava tudo molhado. O som era obsceno, abafado só pelo vidro fechado do carro.
— Cara, para com isso... vou gozar assim... — ele gemeu, a voz rouca.
— Mas é para você gozar mesmo... Queria gozar na minha boca, filho da puta?
— Uhummm...
Eu sou expressivo. Gosto de ouvir as palavras, de arrancar cada confissão. Então apertei o pau dele com mais força, mantendo o ritmo, e continuei no ouvido:
— Fala o que você queria, Paulo... Queria gozar na minha boca, né? Queria que eu te chupasse novamente, né...
— Queria gozar na sua boca... encher de porra... hummm...
O pau dele latejava na minha mão. Eu sabia que ele estava perto. A respiração estava descompassada, a testa ainda encostada na minha, os olhos fechados. E eu continuei provocando:
— Safado! Gostou, né? Nunca tinha chupado um pau antes... Você foi o primeiro homem que eu chupei na vida...
Ele gemeu mais alto. Eu estava adorando aquilo — lembrar a ele que era o primeiro, o único, que ele tinha me iniciado naquilo.
— Nunca tinha feito nada e agora você é meu macho...
— Vou gozar, Fred... continua... vai...
— Vai, Paulo, goza, vai... goza, macho... goza comigo te punhetando...
Ele não aguentou. Gozou muito, jatos quentes que ele tentou segurar com a mão, mas que escorreram por entre os dedos, sujando a barriga, a camiseta, o banco do carro. Ficou ali, ofegante, a cabeça jogada para trás, os olhos revirando.
Eu realmente não tinha como fazer muita coisa naquele momento. Não queria sair dali com a boca de quem acabou de chupar e engolir — meu compromisso era sério e não dava para chegar em casa com cheiro de porra na boca. Mas também não queria quebrar o clima de vez. Então fiz o que me pareceu mais provocante: olhei para ele, ainda extasiado, e chamei:
— Olha aqui...
Ele virou o rosto. Eu levei os dedos da mão direita — a mesma que estava coberta de porra — até a boca e comecei a chupar. Fechei os olhos, chupei cada dedo com calma, a língua deslizando entre eles, saboreando o gosto salgado que eu já conhecia. Fiz uma cena. Tudo calculado. Eu queria que aquela imagem ficasse gravada na memória dele: eu, de olhos fechados, chupando meus próprios dedos com o gosto do gozo dele, como se fosse a coisa mais natural e gostosa do mundo.
Quando terminei, abri os olhos e sorri.
— Tenho que ir mesmo, pode ficar aí de boa... Termino de chegar a pé... Obrigado pela carona!
Ele estava sem palavras. A boca entreaberta, a respiração ainda ofegante, os vidros do carro completamente embaçados. Só balançou a cabeça, como quem desiste de entender. Eu saí do carro e fui andando para casa, sentindo a brisa noturna do Buritis no rosto.
No caminho, peguei o celular e mandei uma mensagem rápida:
"Cara, não me manda nada aqui... vou sair com a XXXXX hoje ainda. Depois continuamos e se der prometo não ficar só na mão, safado!"
Em casa, tomei um banho rápido. A água levou o suor e os vestígios da punheta, mas não levou a excitação. Minha namorada já estava pronta, linda, perfumada. Fomos jantar. Comemos, bebemos, rimos. Foi uma noite gostosa, daquelas que aquecem o coração e acendem outras coisas.
Quando voltamos para casa, a gente transou. E foi intenso. Em certo momento, ela me punhetava, e eu me via punhetando o Paulo. Ela me chupava, e eu me via chupando o Paulo. Mas não era confusão. Eu não estava trocando uma coisa pela outra, nem misturando os desejos de forma atrapalhada. Pelo contrário: era como se, pela primeira vez, eu estivesse entendendo exatamente o que cada papel significava.
E foi ali, no escuro do quarto, ouvindo a respiração dela enquanto dormia, que minha cabeça foi mais longe. Eu conheço o corpo feminino. Sei o que é ser o macho que penetra, que come, que fode. Sei o que é sentir o corpo de uma mulher se contrair ao redor do meu pau, ouvir os gemidos abafados, cravar as unhas na cintura dela e despejar meu gozo lá dentro. Isso eu domino. Isso eu sempre soube fazer.
Mas agora, quando transo com minha namorada, eu me pego observando. Não só sentindo — observando. Presto atenção em cada detalhe: como ela se posiciona, como arqueia as costas, como sussurra no meu ouvido que sou gostoso, que meu pau é grande, que ela é toda minha. As palavras que ela usa para me enaltecer como macho, os gestos que faz para me provocar, o jeito que ela me olha de baixo quando está de joelhos. Tudo isso agora me serve de aula. Porque, pela primeira vez, eu não estou apenas comendo — estou aprendendo. Só que não se trata de querer ser mulher, nem de me afeminar. Trata-se de poder. De saber exatamente quais armas usar quando chegar a hora.
E enquanto observo, minha mente viaja para o Paulo. Para esse jogo que começou como uma curiosidade antiga e foi se transformando em algo mais denso, mais carregado de significado. Eu percebo que nós dois estamos testando limites. O tempo todo. Cada carona, cada provocação, cada palavra sussurrada no ouvido é um pequeno experimento. Ele está tateando até onde consegue ir — até onde as mãos podem apertar, até onde as palavras podem soar possessivas, até onde ele pode me tratar como algo que ainda não tem nome — sem me ofender, sem me assustar, sem me perder. E eu? Eu estou testando outra coisa. Estou testando até onde ele quer que eu vá. Se ele me quer apenas como um homem que bate punheta e chupa de forma masculina, calado, contido, ou se ele quer mais. Se ele quer que eu incorpore os sussurros, as falas provocantes, os olhares de baixo, as posturas e as palavras que remetem ao universo feminino — não porque eu seja menos homem, mas porque isso acende algo nele. Porque isso nos acende.
Por mais que veja muita coisa na internet e de assistir acaba que sabemos como é, essa brincadeira toda agora pe prática, real... e tem um caminho natural para se desenrolar - as punhetas, o fazer gozar, depois o oral e ainda engolir... eu sei onde isso vai chegar, onde o Paulo quer chegar e onde eu tambem quero chegar! E sendo homem, sei que o Paulo, como o macho dessa história, deve estar pensando em como fazer acontecer, como criar a oportunidade. Porque para um macho, o ápice não é só receber prazer. É dominar. É invadir. É fazer do outro o seu território, ouvi-lo pedir para depositar sua marca no fundo e escutar o gemido enquanto recebe tudo. Mas será que ele quer isso de um jeito puramente físico, mecânico, de homem para homem apenas? Ou será que ele quer o que eu estou curtindo fazer com ele — a provocação, a entrega ensaiada, a voz mansa no ouvido dizendo "você é meu macho"?
Estou certo de que não é mais questão de "se vai acontecer". É questão de "quando" e, principalmente, de "como", pois ambos não tem essa disponibilidade toda de tempo. Mas já dá para perceber que ele está inquieto como quando adolescente ansiosa que quer tudo pra ontem, e confesso que essa ansiedade também me percorre.
Você tá me deixando doido, cara. Rsrs…
fred28divi