Ele estava encostado na parede, deixando a água escorrer pelo peito, pelos ombros. Eu estava de frente para ele, alternando entre me ensaboar e jogar água no rosto. O silêncio entre a gente era confortável, mas havia coisas que precisavam ser ditas.
Foi ele quem começou.
— Fred, deixa eu te perguntar uma coisa... aquelas coisas que a gente falou lá na cama... safadinha, putinha, fêmea, macho... você não se ofendeu, né?
Ele parecia genuinamente preocupado. Eu balancei a cabeça, jogando água no rosto antes de responder.
— Ofender? Não, cara. É diferente. É como se eu saísse do meu papel, sabe? Eu, homem, sendo chamado de putinha, fêmea, safadinha... coisas que normalmente a gente fala para mulher. E ouvir isso de outro homem, sendo que sou homem também... me arrepia. Dá um tesão diferente. É como se eu estivesse experimentando algo novo...
— Então você gostou?
— Gostei. E muito! Na hora, me deixou com mais tesão ainda. Saber que você estava me tratando assim, como se eu fosse sua... sei lá, sua fêmea mesmo. Foi estranho e gostoso ao mesmo tempo.
Ele sorriu, os olhos brilhando sob a água.
— É que eu nunca tinha falado essas coisas com ninguém. Nem com a minha noiva. E eu não queria que você pensasse que eu tava te desrespeitando.
— Nem com a sua noiva? — repeti, surpreso.
— Nem com ela. Com ela é diferente. É mais... sei lá, comportado. Eu não falo putaria assim. Com você, saiu natural.
— E você gosta de me chamar assim? — perguntei, chegando um pouco mais perto, a água quente batendo nas nossas costas. — Qual a sensação de estar pegando um homem e fazendo tudo isso com ele?
Ele respirou fundo, os olhos fixos nos meus.
— Cara, é difícil explicar. É como se eu tivesse descobrindo um lado novo. Eu olho pra você, um homem igual a mim, com corpo de homem, pau de homem... e ao mesmo tempo você tá ali, se entregando, me provocando, falando baixinho, gemendo... e eu te chamando de putinha, de fêmea. É um poder diferente. É como se eu fosse mais macho ainda, porque eu tô dominando outro macho.
— E você tá curtindo?
— Muito. Tô curtindo muito. Você é minha fêmea, Fred. Minha putinha. E eu nunca pensei que fosse gostar tanto de falar isso para outro homem.
Ele fez uma pausa. A água escorria pelo rosto dele, pelos ombros, pelo peito definido.
— E você? Curte isso? De ser fêmea de macho?
Respirei fundo. A pergunta era direta, e ele merecia uma resposta honesta.
— Cara, com você... eu curto. Curto ser chamado dessas coisas, curto ser tratado assim. Mas é aqui, nesse momento. Fora daqui, a vida é normal. Eu não saio por aí querendo ser fêmea de ninguém. É só com você que está rolando essa vontade.
— Por quê?
— Não sei direito. Tem alguma coisa em você que me deixa assim. Que me deixa submisso. Que me faz querer ser sua putinha, sua fêmea.
Ele sorriu, já meio safado.
— Que coisa é essa?
Eu olhei para baixo. O pau dele estava lá, meia bomba, mas já dando sinal de vida de novo. Estiquei a mão e dei uma apertada de leve, sentindo o volume, a textura, o calor.
— Isso aqui — eu disse, sem desviar o olhar. — Esse pauzão. É ele que me deixa assim.
Ele riu, a cabeça caindo para trás, a água batendo no peito.
— Você é foda, Fred.
— Eu sei. E você também. Por isso que foi esse fogo todo!
Ficamos em silêncio por um instante, só a água caindo. Aproveitei para pegar o sabonete e comecei a me ensaboar. Virei de costas, sem querer, e o movimento fez meu bumbum roçar de leve na coxa dele. Senti o pau dele encostar, ainda meio mole, mas quente. Não me afastei.
— Falando nisso... da camisinha. Você ficou preocupado? — perguntei, ainda de costas.
— Na hora, sim. Depois, nem tanto. Mas sei que foi errado. A gente devia ter usado.
— Eu também sei. Mas já que não usamos... saiba que eu sempre faço exames. Não tenho nada. Foi gostoso sentir você gozando dentro.
Ele me olhou, meio surpreso com a franqueza.
— Eu também. Sempre fiz exames. E desde que comecei a namorar, nunca transei com mais ninguém. Só com ela. Bem, até hoje.. só com ela.
Peguei o gancho que eu mesmo tinha jogado.
— Falando na sua noiva... ela não curte muito anal, não?
Ele hesitou por um segundo, mas depois relaxou.
— Curte. Mas acho que é mais para me agradar. Ela não se entrega muito. É sempre um ritual, ela fica tensa, pede para ir devagar... e sempre com camisinha. Sempre.
— Sempre com camisinha? — repeti, levantando uma sobrancelha.
— Sempre. Ela tem noia com isso. O que é certo, claro. Mas...
— Mas você nunca sentiu ela de verdade, sem nada.
— É. Nunca.
Deixei a frase pairar no ar. Ele olhou para mim, e eu dei de ombros, como se não fosse nada. Mas era. Ele tinha sentido pela primeira vez comigo. Sem camisinha. Pele com pele. E tinha gozado dentro.
— Então comigo foi a primeira vez que você sentiu tudo, experimentou bala sem papel? — perguntei, me virando de frente para ele, ainda passando sabão nos braços.
— Foi. E foi muito mais gostoso. Você é mais apertado, mais quente... e gozar dentro, sem camisinha, sentindo tudo... foi diferente uma delícia!
— Melhor do que com ela?
— Você quer mesmo que eu responda isso?
— Quero. — cruzei os braços, um sorriso safado nos lábios.
— Muito melhor. Não tem comparação.
Sorri, satisfeito. Ele tinha acabado de admitir que eu, homem, dava mais prazer a ele (pelo menos no anal, não perguntei se eu chupo melhor do que ela) do que a própria noiva. Isso me acendeu de um jeito absurdo.
Foi a vez dele contra-atacar.
— E a sua namorada? Rola?
— Rola. E ela curte muito, na real. A gente faz sempre. Ela geme, se entrega, pede mais. É gostoso demais.
— E você? Sempre comeu, mas agora deu. Como foi?
— Acho que é de tanto ela curtir... que eu fiquei curioso para experimentar também... rs
Ele riu alto. A água escorria pelo rosto dele, os olhos brilhando.
— E aí? Agora que experimentou... gostou?
Fiz uma pausa teatral. Passei a mão no cabelo, olhei para o pau dele — que, aliás, já estava completamente duro de novo.
— Gostei. Muito. Ainda tô processando. Mas gostei.
— O que você mais gostou?
— De tudo. Da entrega. De ser desejado. De sentir você dentro de mim. E de você gozar. Principalmente de você gozar. — Fiz uma pausa, ainda de costas, passando sabão nos braços. — Foi gostoso sentir você gozando dentro, sabia? — eu disse, ainda de costas, passando sabão nos braços. — Achei que ia ser estranho, mas foi uma delícia. Sentir você pulsando, as estocadas... me fazendo sentir como uma fêmea satisfazendo seu macho.
Senti a mão dele deslizar pela minha cintura e me puxar, encostando meu bumbum contra ele com mais força. O pau duro pressionou entre minhas polpas, e eu soltei um suspiro, ainda sem me virar.
— Uma fêmea satisfazendo seu macho... — ele repetiu, a voz rouca. — Gostei dessa.
— É exatamente isso que rolou agora a pouco....
Ele apertou minha cintura com mais vontade. Eu sorri, ainda de costas, mas uma dúvida me atravessou. Fazia pouco mais de uma hora desde que ele tinha gozado dentro de mim. Eu ainda sentia que estava "aberto" — não tinha voltado à sensação totalmente normal, como dizem que acontece depois de um tempo. Mas também não sentia dor. Nem ardência. Eu tinha a impressão de ainda estar preparado, ainda entregue.
Será que já dava para fazer de novo ali no banho? O corpo parecia dizer que sim. A cabeça, idem. E o pau dele, duro contra mim, não deixava margem para muitas dúvidas.
Me virei de frente. Ele me olhou com aquele sorriso de macho que sabe o que quer.
— Você já tá pronto de novo? — perguntei, com um sorriso safado.
— Depois dessa conversa toda...
— Depois dessa conversa toda, o quê?
— Depois dessa conversa toda, acho que eu preciso experimentar um pouco mais... para ter certeza se gostei mesmo... — ele respondeu, com um sorriso cínico, os olhos brilhando.
— Ah, precisa ter certeza? — entrei no jogo, cruzando os braços.
— É. Não dá para avaliar com uma vez só. Preciso de mais dados. — Ele deu um passo à frente, o pau duro encostando na minha barriga. — Vai que foi impressão... melhor repetir.
— Dizem que a segunda vez é melhor que a primeira — eu disse, com um sorriso de canto.
Ele arqueou uma sobrancelha, surpreso.
— Quem diz isso?
— Eu andei lendo a respeito... — respondi, um pouco tímido, mas ainda assim safado. — Depois que a gente começou com essa história, fui pesquisar como era ser passivo. Li blogs, fóruns, relatos... e todo homem diz que a primeira vez como passivo não é a melhor. Que da segunda em diante melhora. Que o corpo acostuma, relaxa mais, e aí fica mais gostoso. Até pra mulher a primeira não é boa... a segunda costuma ser melhor. rs
Ele ficou me olhando, os olhos brilhando de curiosidade.
— Você pesquisou mesmo? O que mais você leu?
— Li sobre preparação, sobre como relaxar, sobre o que comprar... — confessei, apertando de leve o pau dele, que pulsava na minha mão. — Comprei o gel e a camisinha já pensando nisso. Já prevendo que ia acontecer. Não foi planejado, mas eu queria. Você me deixou com vontade, Paulo. E eu fui atrás.
— Então você já planejava tudo... — ele murmurou, ainda surpreso.
— Não, não planejava. — Segurei o pau dele com mais firmeza, olhando nos olhos dele. — Mas você me fez querer isso tudo. Me deixou com vontade. Aí passei a pesquisar, ver vídeos, aprender... comprei o que era preciso. Imagina se na hora lá, por falta de gel, não desse certo? Olha esse tamanho de pau, ia machucar... rs — completei, desviando o olhar para o membro que eu segurava.
Ele sorriu, balançando a cabeça.
— Você é mais safado do que eu imaginava...
E me puxou para um beijo forte, com a água quente caindo sobre nós dois. A boca dele me dominou, a língua invadiu, e eu me derreti ali, no box apertado, sentindo o pau dele pulsando na minha mão.
Quando nos separamos, eu sorri, a voz baixinha:
— Safadinha, Paulo. Safadinha. Você não disse que gostou de me chamar assim? Pode chamar!
Ele não respondeu, mas ouvi a respiração dele mudar. Me virei de costas e safadamente empinei o bumbum para desliguar o chuveiro para que o pau dele, que já estava completamente duro, enconstasse meu bumbum... ficando entre as bandas. Era nítida a satifação dele com essa minha atitude... e a minha também em estar provocando ele novamente.
(Conitnua na parte 3)
fred28divi