Os outros beijos eram cheios de tesão das duas partes, esse beijo envolvia mais conforto, carinho e gratidão. A pegada dele estava mais suave. Ele tomou a iniciativa do beijo, como sempre, mas dessa vez não tinha a urgência do tesão. Era um beijo calmo, com toques lentos e uma pegada mais leve. As mãos dele me faziam carinhos pelo meu corpo, principalmente nuca e cabelo, elas não me apertavam com força como nas outras vezes. Nossas línguas dançavam na minha boca e não estavam em uma batalha feroz igual das outras vezes.
A única coisa que não tinha mudado era o fato de nossos paus estarem completamente duros e roçando um no outro. Mas o beijo, o beijo estava com outra energia, não tinha a energia de sexo no ar, não parecia ser dois homens extravasando o tesão.
Era como se fosse um beijo romântico, um beijo de amor.
NÃO! NÃO! NÃO!
Eu não poderia deixar meu pai, Rafaela e Clara estarem certos. Eu não queria romance com Salomão, eu queria sexo, prazer, curtição... Aquela não poderia ser uma história de amor e não seria.
Não sabia exatamente quanto tempo a gente estava naquela pegada mais calma, talvez uns vinte minutos. Tratei de mudar o foco do momento.
Fui descendo minha mão direita em direção ao pau dele, sai de cima dele, fiquei meio de lado, mas ainda com minha rola encostando nele. E comecei a apertar. Salomão não falou nada, nem fez gesto impeditivo ou sequer diminuiu a intensidade do beijo, ele simplesmente continuou me beijando com a mão na minha nuca.
Medi aquele mastro pulsante apertando por completo enquanto tornava o beijo mais sexual.
Aproveitei que ele não estava resistindo e coloquei o pau dele pra fora, sem parar o beijo, e comecei a fazer movimentos leves de punheta.
A posição não ajudava muito, mas estava delicioso sentir aquele pedaço de carne quente e babando. O pau dele era menor que o meu, o meu tem 24 centímetros, o dele deve ter em torno de 21, mas o dele é mais grosso que o meu, um dos paus mais grossos que já encarei, então eu já estava imaginando ele me arrombando inteiro e me deixando todo assado.
Percebi que a respiração dele começou a falhar em alguns momentos e ele começou a soltar alguns gemidos de prazer involuntariamente durante o beijo.
Tentei parar o beijo e sair um pouco de cima dele, mas Salomão me segurou pela nuca com uma mão e apertou minha bunda com a outra, dessa vez com mais pegada.
Continuei o beijo e a punheta leve por mais alguns segundos, mas eu queria mesmo outra coisa. Então continuei tentando sair até que consegui.
Fui descendo pelo corpo dele, levantei sua camisa e comecei a beijar aquela barriga. Fui descendo mais até chegar na virilha de Salomão.
Dei beijos suaves na rola dele e lambi o pré gozo que estava saindo. Eu estava pronto para chupar aquele pau com muita vontade, até Salomão falar:
- Davi, para! Eu não quero avançar o sinal com você. Não quero dar razão para Ana. - Ele falou, mas não saiu do lugar, nem tirou minha mão do pau dele.
Eu poderia chupar aquela rola, mesmo com a negativa dele, já que ele negou com a boca, mas não me afastou dele. Só que eu não queria dar motivos para ele dizer que eu forcei a barra. Então falei:
- Deixa eu te fazer gozar?!!! Por favor? Você precisa gozar pra relaxar. - Falei e lambi a cabeça do pau dele novamente.
- Não sei! - Dei outra lambida na cabeça do pau dele! - Ok Davi, pode chupar, mas só isso não vamos avançar.
- Assim fica parecendo que você não quer. - Falei provocando a passei a língua mais uma vez na cabeça da rola dele, dessa vez mais devagar e com um beijo no final.
- Eu quero! Muito! - Ele falou.
- Então me pede!
- Me chupa, Davi. Engole meu...
Eu nem deixei ele completar. Engoli a rola dele o máximo que consegui, fazendo Salomão soltar um gemido no final da frase ao invés de palavras!
Comecei a engolir o pau dele, engasgando muitas vezes.
No começo, Salomão ficou parado, só sentindo eu chupar o pau dele da forma que eu quisesse. Eu dei meu máximo. Chupei a cabeça, as bolas, lambi toda a extensão, sempre passando minhas mãos no peitoral dele ou na rola com uma punheta leve enquanto minha boca estava cobrindo a cabeça do mastro dele.
Até que ele colocou as mãos na minha cabeça e começou a forçar minha cabeça em direção ao pau dele. Me fazendo engolir tudo e engasgar. Meu ar faltou por diversas vezes e Salomão só me liberava quando eu estava quase sufocando. Eu adorava aquela sensação de ser submisso para um macho de verdade.
Fiquei fazendo esse oral nele por um bom tempo, até que senti o pau dele pulsando.
- Vou gozar, vou gozar, tira a boca. - Ele falou.
Mas eu continuei chupando. O que eu queria mesmo era engolir o leite daquele macho.
Ele gozou na minha boca, urrando de prazer.
Foi tanto esperma que eu tive dificuldade pra beber tudo, mas bebi e deixei o pau dele limpinho.
Imediatamente, eu deitei ao lado dele, tirei minha roupa e comecei a me masturbar.
Vi que Salomão olhou para meu pau com os olhos arregalado. Talvez por meu pau ser maior que o dele.
Mas logo ele decidiu me ajudar no meu prazer e começou a me beijar enquanto eu me masturbava.
Gozei em poucos segundos e desfaleci na minha cama.
Salomão me deu um selinho e se vestiu.
Eu ainda não tinha me recuperado da sensação de ter chupado o pau dele e ouvi ele falar:
- Davi, precisamos conversar! Isso não está certo.
Eu não tenho muita paciência com gay ou bi que ainda está no armário sem saber o que gosta ou tentando negar os próprios sentimentos e ações. Mas eu tinha acabado de gozar e estava relaxado.
- O que não está certo? - Perguntei só para confirmar.
- Isso que está acontecendo entre a gente. Eu sou hétero, gosto de mulher. Não sinto tesão em homem. - As palavras dele não pareciam sinceras.
- Tem certeza? Você pode gostar de mulher e de homem. Uma coisa não impede a outra. Eu mesmo gosto dos dois. Ontem transei com uma colega nossa na piscina, foi incrível comer uma buceta, principalmente com plateia. E pouco tempo depois dei meu cu para dois caras no quarto de hóspedes e foi incrível também. - Falei tentando parecer natural.
- Eu sei! Eu vi você dando para o DJ e o outro cara como se fosse uma mulher. Acabei de lembrar da cena. - Ele falou e apertou o pau por cima da roupa.
- Foi delicioso! Você não tem vontade de experimentar?
- Nunca! Ouviu bem? Eu nunca vou dar meu cu. - Ele falou nervoso.
- Não isso. Pergunto se tu não tem vontade de comer um cu.
- Não. - Não senti firmeza na voz dele.
- Tudo bem. Quem manda é você.
- Mas o ponto não é esse. Temos que parar com nossos beijos. Já avançamos demais. Daqui a pouco vamos estar fazendo sexo.
- E seria ruim fazer sexo comigo?
- Claro que seria. Eu já falei que sou hétero. Gosto de mulher. E tenho que te pedir para não me beijar mais. Eu não quero cometer esse pecado novamente. Por favor, não insista senão vou ter que me afastar de você. - Eu comecei a perder a cabeça.
- Nas três vezes que nos beijamos foi você que tomou a iniciativa. O boquete de hoje, foi você que pediu. Então basta você se controlar que não teremos nada. - Falei um pouco irritado.
- Eu sei que tenho sido fraco. Mas te beijei por gratidão e não por desejo. - Ele falou e eu tive que me segurar pra não xingar ele de tudo quanto era nome. Ao invés disso, provoquei ele com palavras.
- Eu tenho pena de você. Não é saudável tentar esconder os próprios sentimentos e desejos. Mas você que sabe da sua vida.
Vi que ele sentiu o baque e resolvi mudar de assunto. Falei pra ele se instalar em algum dos quartos de hóspedes que a essa hora já deveriam estar limpos. Mandei ele falar com Clara que ela poderia ajudar.
Os finais de semana eu costumava passar com Rafaela, as vezes em Salvador, as vezes na minha casa. Nesse final de semana ela viria pra cá e eu precisava dar atenção total para minha namorada, até porque nosso último encontro presencial não terminou muito bem.
Quando saí do quarto Rafaela já estava lá, curtindo a piscina. Ela não quis entrar no quarto pra não atrapalhar o que estava rolando entre eu e Salomão. Conversei um pouco com Rafael e fui ao quarto colocar uma sunga pra poder curtir a piscina com minha namorada.
Assim que entrei no quarto, Thiago estava lá. Eu estava sem paciência e já fui falando:
- Final de semana com minha namorada. Depois a gente marca algo, pra quando der.
- É engraçado que você não me dá muita moral, já Salomão, se ele estalar os dedos você desmarca tudo. - Ele falou cheio de confiança e ironia.
- Não é da sua conta! Eu não gosto de grude, gosto da conquista, do desafio...
- E armar para acabar com o casamento dos outros.
Eu geleia quando Thiago falou aquilo, mas me mantive firme.
- Do que você está falando?
- Eu te acompanhei durante toda festa. Estive na sua cola o tempo todo. Te vi conversar com a Cíntia ou é Susã, não sei o nome da nossa colega loira peituda, mas tu falou com ela e logo depois ela foi se jogar pra cima de Salomão. E também te vi filmando com um celular que não era o seu. Na hora não entendi o que tu queria, mas tudo fez sentido quando ouvi a confusão de mais cedo. Tu fez a mulher de nosso colega brigar com ele.
- Ha haha haha ha - Comecei a ri muito. - Você tem uma imaginação muito fértil. Eu falei com todo mundo durante a festa. Não posso me responsabilizar pelas atitudes dos outros.
- Você não me engana, Davi.
- Thiago, vá para puta que te pariu! Não te devo nada. Não fiz nada pra prejudicar Salomão. Eu prefiro ele feliz.
- Vou falar minha teoria pra nosso colega e ver o que ele acha. - Thiago falou com um sorriso que me irritou muito.
- Sabe de uma coisa? Minha intuição já mandou eu me afastar de você e eu insisto em te manter por perto porque faz bem para meu ego. Mas depois disso você está oficialmente banido das minhas festas. E eu não quero mais nenhum tipo de contato com você.
- Você não pode fazer isso comigo, Davi. Eu preciso de você. - O tom dele mudou completamente. Agora ele parecia desesperado.
- Você entende como essa sua teoria é perigosa? Salomão vai ficar longe dos filhos por causa de um mal entendido. Eu nunca faria isso. Sem falar que quem é você pra falar desse jeito comigo? O que você acha que ganharia se Salomão ficasse com raiva de mim? Você acha que não fiquei com você pra ficar com ele? Hahaha Não seja ridículo, Thiago. Ontem eu fiquei com o DJ Marcos. Eu não fiquei com você ontem porque eu queria ser passivo e você é quase uma mulher com esse micro pênis. - Eu falava e Thiago chorava.
- Desculpa, Davi. Eu, eu não entendi direito. Eu não pensei direito. Eu só preciso de você. - Ele já estava chorando de soluçar.
- Pra mim já deu. Hoje você mostrou que não está no seu juízo perfeito.
- Eu faço o que você quiser. Mas não se afasta de mim.
- Vou pensar. Preciso pensar. Não gosto de ser colocado contra parede dessa forma que você fez hoje. Você é bonito, é gostoso, é um dos melhores passivos que já comi. Daria um excelente amante fixo, mas eu detesto grude e detesto ainda mais o que você fez hoje. - Tive que suavizar um pouco. É aquele velho ditado: mantenha os inimigos por perto.
- Eu prometo que nunca faço isso. Só me dá outra chance?
- Prometo pensar. Não nesse final de semana, já falei que minha namorada está aí. Depois voltamos a conversar, com você mais calmo.
Thiago saiu do meu quarto arrasado. Mas eu preciso confessar que por um segundo achei que daria tudo errado com Salomão. Minha sorte é que sei lidar com pessoas carentes e inseguras. Thiago tem uma dependência doentia de mim e isso pode ser bom pra mim, mas é perigoso.
Coloquei uma sunga e sai do quarto. No caminho para piscina esbarrei com Salomão todo arrumado. Ele me disse que iria sair e só voltaria no dia seguinte, a noite. Achei muito estranho, ele estava nervoso, me pediu 500,00 reais emprestado falando que precisava pagar uma conta e visitar o pai que morava longe.
Não questionei, simplesmente fiz a transferência, fiz até mais do que ele me pediu. Ele agradeceu e foi embora.
Aproveitei para dispensar Clara também. Esse final de semana só entre eu e Rafaela.
- Demorou, amor. - Rafa falou da piscina. Percebi o tom curioso, porém cauteloso.
- Não precisa ser cautelosa comigo. Não temos segredos. Você sabe que dá última vez eu precisei me impor, mas detestei fazer isso. - Falei entrando na piscina e agarrando Rafa por trás.
- Eu sei que passei dos limites. Mas esse seu colega de faculdade tem alguma coisa de estranho.
- Amor, ele acha que é hétero, ou melhor: ele luta pra ser hétero, é casado, tem filhos, é crente... Você sabe como a religião afeta a cabeça das pessoas a ponto de acharem errado os próprios sentimentos. Até agora só consegui arrancar beijos dele e em todos ele se arrependeu no minuto seguinte.
- Eu sei, mas não parece ser só um gay confuso ou querendo permanecer no armário.
- Eu não vejo nada além disso. Mas não se preocupe, eu já estou ficando de saco cheio do jeito dele falar. Não tenho paciência pra quem não sabe aproveitar a vida.
- Espero que seja verdade, porque parece que agora ele vai morar aqui e VOCÊ fez isso acontecer.
- Olha pra mim! Tu acha que eu ia querer ficar amarrado a uma pessoa só morando aqui? A única possibilidade disso acontecer é contigo, mesmo assim, meio amarrado, rs.
- É, não faz sentido! - Ela admitiu.
- Meu plano era uma briga apenas. Não achei que Ana ia ser tão radical... Vou deixar ele ficar aqui alguns dias pra tentar foder com ele... Depois eu pago um quarto de hotel ou até alugo uma casa mobiliada pra ele ficar e arrumo um trabalho em alguma empresa de meu pai.
- Mas ele vai passar o final de semana com a gente? - Ela perguntou triste.
- Não! Ele saiu e só volta amanhã a noite. O final de semana é só nosso! Inclusive, demorei porque estava dispensando meus últimos convidados de ontem, ele e Clara. - Vi o sorriso no rosto de minha namorada.
- Só me diz uma coisa: o que teu pai acha desse teu colega ficar aqui esses dias?
Eu nem consegui responder, o celular de Rafa começou a tocar. Era meu pai ligando. Eu tinha certeza que meu velho era vidente.
- Oi, meu sogro! ... Pois é, vim ficar com ele hoje. ... Parece que vai ser só nós dois. ... É, é sim. ... Quando eu cheguei a casa já estava em ordem, nada quebrado. ... Vou passar pra ele. - Rafaela falava o tempo todo sorrindo. Acho que se seu Jorge não fosse meu pai, Rafaela pegava ele também, mas a gente tinha essa regra de não ficar com parentes, a não ser que fossem os dois juntos.
- Fala, papaizinho lindo, meu amor! Sua benção? - Atendimento brincando, é claro.
- Deus te ilumine, Davi. Não vou atrapalhar o final de semana de vocês. Clara acabou de me ligar e falou que seu colega se mudou para sua casa de mala e cuia, é verdade isso?
- Pai, se o senhor já sabe, pra que pergunta?
- Mais respeito, seu moleque.
- Não é faltando com o respeito. Eu ainda permito que Clara me vigie pra não ter que ficar me explicando. Se for pra ficar respondendo essas perguntas, eu vou demitir Clara e contratar alguém que seja leal somente a mim. - Eu nunca demitiria Clara, ela era quase uma extensão dos meus pensamentos.
- Deixe de ser insolente. Faça o seguinte: arrume uma casa pra ele ficar, eu pago. Pode até comprar a casa e colocar no nome dele, ele mora de aluguel mesmo. Mas não quero ele morando aí com você.
- Pai. Eu acabei de falar para minha linda namorada que, assim que eu conseguir finalizar meu serviço com ele, pretendo justamente alojar ele em outro lugar.
- Meu filho, me ouça. Eu não tenho uma boa sensação vinda da parte desse menino. Que nem é mais um menino. Você leu o que o detetive te mandou?
- Ainda não tive tempo.
- A família dele quase toda tem passagem pela polícia. Todos agressores de mulher. E pela forma que vi seu colega tratando a esposa, se ele não agride ela, está quase.
- Não sei se o senhor sabe, mas eu não sou mulher. Salomão é sim um ogro com a esposa, mas o que eu quero é justamente esse lado ogro dele na cama.
- Me respeita, Davi.
- Estou sendo sincero. Eu sei que corro risco de apanhar ficando com homens mais brutos. Mas eu sei me cuidar. Luto capoeira, faço academia, já lutei boxe... Pode mandar ele vim pra cima de mim.
- Davi, eu não vou falar mais nada. Estou ficando nervoso com essa situação. Tenho 80 anos e minha pressão não para de subir. - Nessa hora minha cabeça realmente pesou. Eu esqueço que meu pai é um idoso.
- Me dá uns dias. Prometo me cuidar e resolver isso o mais rápido possível.
- Tudo bem, Davi. Mas veja o que o detetive já descobriu, tem muita coisa ruim na história desse menino. Minhas sensações não são sem motivo.
Desliguei o celular e fiquei curioso pra saber sobre o passado de Salomão. Mas não naquele final de semana.
O resto do sábado e o domingo, desliguei meu celular, avisei para meu pai que estaria incomunicável. Passei o tempo todo grudado com Rafaela. Aproveitamos a piscina, a banheira de hidromassagem, assistimos filme agarradinhos na cama. Não fizemos sexo, fizemos amorzinho, várias vezes naquele final de semana. Um sexo bem lento e romântico, regado a vinho e muitos beijos. Nós cozinhamos juntos, tomamos banho juntos, lavamos os pratos juntos, fizemos tudo juntos, como um casal feliz faz.
No domingo a noite, Salomão chegou no momento em que eu e Rafaela estávamos tentando fazer uma pizza caseira, usando apenas avental, sem nada por baixo. Fiz questão que eu visse minha bunda. Salomão apenas nos cumprimentou e foi para o quarto que ele estava hospedado.
Quando a pizza ficou pronta, levei alguns pedaços pra ele comer com refrigerante. Nesse momento ele me puxou para um abraço bem apertado, estranhei, mas não neguei. O abraço foi longo, mas não teve nada de sexual. Ele preferiu comer no quarto, coisa que Rafaela adorou.
Tivemos que dormir cedo, porque Rafaela pegaria estrada às cinco da manhã pra poder chegar na faculdade dela antes das sete.
Assim que acordei, naquela segunda-feira, ainda na cama, mandei mensagem para duas pessoas: Paulo Henrique e o professor Fernando. A mensagem para Paulo dizia o seguinte:
"Me espere na entrada da escola. Preciso te pedir um favor."
E para o professor Fernando, mandei o seguinte:
"Quero te comer hoje, durante a primeira aula, no banheiro dos fundos, me espere já com a chuca feita e de calcinha."
Eu estava com tesão em ser ativo novamente e comer um passivo que fosse obrigado a aguentar calado. Fernando respondeu que não poderia fazer isso na faculdade, mas eu insisti e ele falou que estaria lá. Paulo simplesmente respondeu ok.
Quando fomos para cozinha, preparar nosso café da manhã, Clara já estava lá e já tinha preparado tudo, nem sei como. Acho que ela deve ter entrado durante a noite e dormido lá. Clara e Rafaela ainda trocaram beijos ardentes bem na minha frente e na frente de Salomão, que também acordou antes das cinco da manhã e foi pra sala quando ouviu nossa voz.
Tomamos café todos juntos, mas logo o motorista que iria levar Rafa chegou e ela teve que ir. Assim que Rafaela saiu, Salomão falou:
- Davi, tem um cigarro aí? O meu acabou.
Não dei muita importância e só mostrei onde tinha um estoque com alguns poucos maços de cigarros entre outras coisas como essência para Narguilé, vape de sabores diferentes, produtos de sexshop, camisinhas ... Enfim, meu armário das festas. E fiquei olhando meu celular. Mas ele insistiu:
- Não quer fumar comigo? Falta muito tempo pra gente ter que ir pra faculdade. - Ele estava nitidamente se esforçando pra falar.
- Não sei se é bom a gente ter essa aproximação tão rápido. - Falei e continuei olhando para meu celular.
- Eu preciso falar contigo.
- Ok. Vamos lá para piscina.
Chegamos na área da piscina em silêncio, acendemos os cigarros ainda em silêncio. Até ele quebrar o silêncio:
- Estou muito confuso esses dias. Muita coisa acontecendo e muito rápido. Minha memória voltou, mas eu realmente não sei se fiquei com nossa colega ou não, porque o vídeo mostra um beijo, mas eu não beijei. Lembro de você beijando Thiago, transando na piscina com uma mulher e depois dando para dois caras ao mesmo tempo. - Ele falou com tom ciúmes.
- E o que tem isso? Eu não posso me divertir?
- Não é isso. Só estou citando fatos. Desculpa? Nem era isso que eu tinha pra te falar. Eu quero te falar apenas que eu cedi a tentação, foi bom sim, mas eu não quero mais. Eu quero recuperar meu casamento, só não sei como. Se isso for um problema pra você, eu posso sair daqui e procurar um outro lugar pra ficar enquanto eu não me acerto com Ana. - Eu sentia que não era isso que ele queria me falar, mas eu não tenho paciência pra gente indecisa.
- Salomão, eu te considero um amigo, até um filho. Pode ficar aqui o tempo que precisar. Sabendo que eu faço muitas festinhas particulares. Eu adoro sexo e todo e qualquer tipo de contato físico com pessoas, portanto, nunca vou rejeitar um contato físico com alguém tão gostoso quanto você. Preciso ser sincero. Mas eu não vou me jogar pra cima de você e não vou tentar nada que você não queira. Você não é o único homem gostoso da face da terra. Tenho pena das suas confusões de sentimentos e desejos, mas isso é um problema seu e eu não vou me meter. - Falei bem sério e traguei o cigarro.
- Obrigado. - Ele falou fumando também.
- E quanto a Ana, acho que pode ser simples: procura nossa colega e pergunta o que rolou entre vocês. Eu não fiquei te observando durante a festa, mas acho que você não ficou com essa colega. A depender da resposta dela, você pode marcar dela falar com Ana. - Falei e continuei fumando.
Estava cansado daquela indecisão dele. Agora eu queria que ele voltasse para esposa. Talvez meu pai realmente tivesse razão.
Ele gostou da ideia. Continuamos fumando em silêncio até que ele começou a encarar minha boca e se aproximar de mim. Apaguei o cigarro e saí. O homem tinha acabado de falar que não queria nada comigo e agora queria me beijar?
Fomos para faculdade na minha moto e eu conseguia sentir Salomão respirando fundo atrás de mim, como se quisesse sentir meu cheiro.
Assim que avistei Paulo Henrique, estacionei a moto e me despedi de Salomão. Ele entendeu que eu iria conversar com nosso colega e me pareceu chateado. Não liguei. Simplesmente esperei ele se afastar e falei para Paulo:
- Preciso que você seduza Thiago e faça ele gamar no seu pau.
- Tá achando que eu sou o que? Não sou viado não! - Ele falou meio irritado, atraindo alguns olhares.
- Eu não preciso te lembrar do vídeo, né? E outra: para com essa historinha de não sou viado. Você adorou dá esse seu cu pra mim. - Falei sem paciência.
- Fala baixo, mano. Não foi ruim, eu admito. Mas eu gosto de mulher.
- Thiago é somente passivo, você vai gostar de meter nele. Ele gosta de ser humilhado na cama, sexo forte, sem pena.
- Aí eu gostei. - Paulo falou mais animado.
- Preciso disso com urgência. Ele precisa desgrudar do meu pé. Você precisa deixar ele viciado no seu pau. Será que tu consegue?
- Claro poh. Eu te decepcionei com Salomão?
- Cala a boca, porra!! Essa história de Salomão nunca aconteceu. Inclusive é com isso que Thiago está implicando e eu preciso que ele esqueça essa história.
- Eu soube que deu B.O. com a mulher dele. Tu é muito escroto, Davi.
- Não é da sua conta. Eu já falei o que tinha pra falar. Agora vaza daqui e já começa a se aproximar de Thiago agora na primeira aula.
- Vai pra onde? Bora chegar lá no banheiro?
- Já quer me dar? - Perguntei rindo.
- Eu poderia te comer também, mas se tu quiser me comer, eu deixo. Só quero gozar. Fiquei com mó tesão.
- Guarda teu tesão pra Thiago. Aproveita pra comer ele hoje mesmo.
- Beleza.
Assim que Paulo Henrique se afastou, eu comecei a andar em direção ao banheiro dos fundos da faculdade. É um banheiro mais afastado, que pouca gente usa.
Quando entrei no banheiro, ouvi os gemidos inconfundíveis de Fernando. Me aproximei da última cabine e vi Rodolfo, o professor de História, metendo o pau em Fernando.
- Dessa vez sou eu que pergunto se posso participar.
- Davi, eu sabia que só poderia ser você a pessoa que meu nobre colega estava esperando. - Rodolfo respondeu.
- Pois é. Estou com tesão. Quero comer um cu. Como vai ser? - Perguntei.
- Pode ser o meu. Coloca uma camisinha e mete aqui. - Rodolfo falou e empinou a bunda.
Não demorei. Coloquei a camisinha e enfiei de uma vez só no cu de Rodolfo. Eu não sabia se Rodolfo gostava de um sexo mais forte, mas foi o que eu fui fazer naquele banheiro e se o cu que eu queria estava ocupado, seria no cu dele que eu iria meter.
Rodolfo tentou ir pra frente e gemeu alto.
- Cuidado, caralho! Isso é um cu. - Rodolfo falou.
- Se não aguenta, libera o cu de Nandinho que ele aguenta.
- Não. Pode ir aí mesmo. Não vou sair de dentro desse gostoso tão cedo. - Rodolfo falou.
- Então para de reclamar e só aguenta.
Enfiei todos os meus 24 centímetros dentro dele, me joguei sobre suas costas e mordi seu ombro com muita força. Ele gemeu novamente. Mas eu não liguei. Comecei a tirar meu pau quase por completo e meter com força novamente.
Rodolfo tinha dificuldade pra meter em Fernando, por causa dos meus movimentos dentro dele, mas eu não estava nem aí, só continuei metendo e dando tapas e socos fortes em Rodolfo. Não peguei leve, mas vi que ele estava gostando.
Não demorou e aquele professor de História gozou e saiu do banheiro. Eu ainda estava com tesão, peguei outra camisinha e passei a meter em Fernando, com a mesma intensidade que eu meti em Rodolfo.
Fernando também não demorou pra gozar. Ele gozou sem se masturbar de tanto tesão que estava.
Tirei meu pau do cu dele, tirei a camisinha e coloquei meu professor pra chupar meu pau.
Comecei a enfiar fundo na garganta dele, fazendo ele engasgar e sufocar. Fiz a boca dele de cu e meti rápido até gozar.
Minha porra estava saindo pelos cantos da boca de Fernando, mas eu não deixei ele desperdiçar nenhuma gota.
Quando ele deixou meu pau completamente limpo, puxei meu professor para um beijo intenso.
Ao final do nosso beijo, vi Salomão nos observando na porta do banheiro. Fernando não viu, mas eu vi. Salomão não estava com uma expressão boa, olhar pra ele fez eu me arrepiar por inteiro, uma sensação ruim me subiu, mas eu logo afastei aquela sensação e me vesti.
- Davi, posso te dar um conselho?
- Claro, professor.
- Se afasta do meu colega Rodolfo. Ele já sofreu alguns processos por assediar alunos.
- Professor, quem é perigoso aqui sou eu.
- Recado dado. Vamos que minha aula já vai começar.
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Agradeço a todas as pessoas que estão lendo em sigilo, mas como estou tento cada vez menos interação, vou escrever pra mim e finalizar essa história ainda esse mês.
O próximo capítulo é pesado, envolve assassinato, porém tem a primeira vez completa entre Salomão e Davi. Talvez eu já poste amanhã.
Espero que gostei.
renancachorro