Não é uma história de amor! - Cap 11 - Verdades finais

Finalmente prenderam Salomão com uma prova incontestável, o sangue das vítimas e as digitais dele na arma do crime. Sem contar a tentativa de me matar que foi pego em flagrante. Dessa vez ele seria condenado.

Mas eu não estava feliz com aquilo. Precisava saber se meu pai realmente tinha incriminado injustamente o pai de Salomão e o motivo.

Salomão estava agindo como um psicopata em surto no dia que tentou me matar, então não posso considerar como verdade tudo o que ele me falou. Por isso, ainda no hospital, antes mesmo de depor oficialmente, chamei meu pai para uma conversa particular:

- Pai! Salomão falou que o senhor foi responsável pela morte de minha mãe e que incriminou o pai dele. Isso é verdade?

- Claro que não, Davi! Parece que você não me conhece. Eu nunca mataria uma pessoa. Nem colocaria um inocente na cadeia. Você me entristece falando assim.

- Pai, presta atenção. Eu amo o senhor! Mas eu preciso por um fim nessa história, ninguém aguenta mais isso, não tem leitor para tanto drama! Eu não vou te odiar se o senhor tiver feito o que ele falou. Nosso amor é sólido, o senhor pode ser a pior pessoa do universo, eu te amo o suficiente pra te perdoar. Mas preciso por um ponto final nisso... Assim como Salomão está tentando se vingar no lugar do pai, o menino que ele criou como filho pode tentar se vingar no lugar dele. Isso pode ser um ciclo sem fim.

- Meu filho, eu fico até emocionado com o tamanho do seu amor por mim, mas pode ficar tranquilo, eu não matei sua mãe, o pai de Salomão matou e temos vídeos de câmeras de segurança pra provar.

- Então porque o senhor me protege tanto? Se não é culpa, é o que?

- É culpa sim, você tem razão! Eu não matei sua mãe, mas sou responsável pelo miserável do Miguel, o pai de Salomão matar ela. Quando eu fiquei sabendo, eu me senti culpado, tanto que fiz questão de te adotar no mesmo dia.

- Pai, o senhor lembra até do nome do pai de Salomão, como o senhor não lembrou de quem Salomão era filho quando investigou ele???

- Uma sucessão de erros. Eu nunca li o relatório do investigador. Mandei um empregado ler e resumir pra mim, por isso eu também não sabia falar direito quando você me perguntava o que estava escrito.

- Mas o senhor nunca desconfiou da história ser parecida?

- Meu filho, muitas pessoas são presas por matar a esposa. Sua mãe nunca nem namorou com o pai de Salomão e o Cristian, o rapaz que fez o resumo da história pra mim, me fez entender que o pai de Salomão foi preso por matar duas esposas, uma no passado e outra um tempo depois. Cristian nunca me falou o nome do pai de Salomão, isso não me interessava.

- Entendi. Agora, volta para parte que o senhor se sente culpado.

- Eu contratei o infeliz do Miguel sabendo que ele tinha acabado de sair da cadeia, aliás, eu contratei ele justamente por ele ter passado pela cadeia e ser um homem ignorante. Miguel tinha raiva nos olhos. Era perfeito para ser meu segurança. Hoje eu me arrependo de ter pensado assim, mas na época eu tinha medo de ser roubado pela minha própria família. Miguel tentou seduzir sua mãe algumas vezes, ela veio me pedir ajuda e eu fiz pouco caso, falei apenas que bastava ela dizer não. Foi o maior erro da minha vida. Sua mãe vivia apavorada pelos cantos da casa. Isso durou vários meses. Você não se lembra, mas Miguel chegou a te sequestrar por algumas horas pra intimidar sua mãe e eu tratei como se fosse uma brincadeira entre colegas de trabalho, já que Miguel não te machucou. Sua mãe me implorava por ajuda e eu não fiz nada. Ela falou em pedir demissão várias vezes, mas eu falava pra ela esperar que eu iria colocar pra ela trabalhar em outro lugar, ganhando mais e podendo te levar junto. A situação ficava cada dia pior, mas eu cheguei a ter raiva da sua mãe por me causar aqueles aborrecimentos. Até o dia que Miguel matou sua mãe e ainda transou com o corpo dela depois de morta. Temos tudo gravado, foi horrível!

- O senhor tem os vídeos?

- Tenho sim. Não tenho aqui comigo, mas tenho em casa. Pra que você quer?

- Pai, essa prisão não vai parar Salomão, muito menos o pai dele. Eles têm um objetivo de vida, uma missão, é difícil parar alguém determinado. Acredito que esse vídeo destrua essa missão de Salomão. Mas não vou fazer isso hoje. Vou me recuperar primeiro, entender tudo isso, me acalmar...

Meu pai não gostava da ideia, mas concordou.

Passei um tempo no hospital, fiz cirurgia, tratamentos pra dor, Pilates, terapias com psicólogas... Tive que fazer o caralho a quatro pra voltar a andar normalmente sem sentir dor.

Minha sorte foi que o tiro pegou quase de raspão, comeu só um pouco da lateral do meu pé. Não chegou a interferir na minha forma de andar.

Clara estava ao meu lado durante todo esse processo de recuperação, que durou uns seis meses.

Tempo que também levou para Paulo Henrique sair do coma e identificar Salomão como o agressor dele e o do professor Rodolfo. Não que precisasse, mas Salomão ainda negava o crime e afirmava que tudo era um complô para colocá-lo na cadeia.

Nesses seis meses a polícia conseguiu provas para incriminar Salomão pela morte do DJ Marcos. Ficou mais fácil depois de focar nele como único suspeito.

Os outros crimes Salomão negava e ainda me chamava de doido.

Tudo o que eu vivi fez com que eu tomasse algumas decisões na minha vida e uma delas era viver a partir da minha verdade. Por isso tive algumas conversas sérias, a primeira foi com Rafaela, uns dias após eu finalmente sair do hospital:

- Rafa, precisamos conversar.

- Sobre o que?

- Eu preciso terminar com você. Não posso continuar tendo um compromisso contigo sendo que não existe amor.

- Davi, você não está bem. Você passou por eventos traumáticos, aquele miserável acusou seu pai de barbaridades. Sua cabeça não está no lugar. - Ela já estava com os olhos cheios de lágrimas.

- Rafa, a gente não se ama...

- Pode parar, Davi. A gente combinou que iria ficar junto. Você disse que poderia se apaixonar por quem fosse que eu continuaria sendo sua prioridade. O que mudou? Por quem você se apaixonou? Ainda é aquele assassino? - Rafa estava chorando muito nesse momento.

- Eu sei o que nos prometemos. Mas não acho certo. A gente não se gosta. Podemos continuar sendo amigos, eu amo ter você na minha vida. Mas não quero o status de namorado, nem quero ter uma prioridade. Eu quero ser livre! Sempre quis. Acabei me envolvendo porque é bom estar com você.

- Se é bom, por que terminar?

- Porque não é o tipo de bom que faz a gente querer casar e seguir a vida junto. Podemos ser amigos.

A conversa com Rafaela não foi bom, nem tranquila. Ela não queria terminar. Ela me fez várias propostas relacionadas a me deixar mais livre, sem tanta cobrança. Mas eu queria mesmo terminar.

Fui firme e terminamos. Eu sabia que ela levaria um tempo chateada comigo, mas era a solução.

A faculdade eu desisti, eu nunca quis cursar, só queria ter uma expectativa diferente e tive. Não gostei. Faculdade pública não era pra mim, a pessoa precisa se dedicar muito e eu não iria me dedicar.

Os gestores da faculdade queriam processar eu e mais um monte de colegas e professores por causa dos atos sexuais dentro da faculdade, mas meus advogados conseguiram um acordo, tanto pra mim quanto para os outros. Saiu bem caro, mas no final das contas fizemos um acordo extra judicial e ninguém foi processado.

Também precisei ter uma conversa séria com meu pai e com Clara sobre eles tentarem me controlar:

- Pai, eu adoro saber que o senhor cuida de mim e tem tantos informantes do tipo de Clara. Me sinto amado de verdade. Mas eu vou fazer 26 anos e não quero o senhor me controlando. Pode continuar me vigiando, não escondo nada do senhor, se isso te deixa tranquilo pode continuar. Mas eu não vou aceitar ser controlado.

- Filho, você não tem maturidade pra decidir sobre muita coisa na sua vida...

- Mas eu preciso aprender, mesmo quebrando a cara.

- Tudo bem. Vou tentar respeitar sua vontade, mas eu sou seu pai e a função de pai é perturbar a vida do filho pra o filho não fazer merda. Se você tivesse me ouvido sobre Salomão não estava tomando tanto remédio, nem fazendo terapia.

- Esse sempre vai ser meu maior arrependimento da vida. Não por mim, mas pelas pessoas que ele matou.

- Davi, por que você me chamou? Eu fiquei ao seu lado esse tempo todo, mas não vou continuar trabalhando pra você. Ainda não sei o que vou fazer da minha vida, mas não quero continuar trabalhando pra você. - Clara falou.

- Eu não aceito isso, Clara. Você é meu braço direito nos cuidados com Davi. - Meu pai falou.

- Seu Jorge, não depende só de mim. - Clara falou.

- Aconteceu algo? Eu te fiz algo? - Perguntei.

- Davi, eu te amo muito, mas talvez você não me perdoe pelo que fiz. Então acho melhor me afastar. - Clara falou.

- Clara, não tem nada que você faça que me faça não te querer por perto. - Falei.

- Davi, eu tô namorando com Rafaela. Estamos juntas faz dois meses. Acho que pode ficar estranho se eu continuar trabalhando pra você. - Clara falou.

- Nossa! De minha parte eu fico super feliz por vocês. Você sempre quis namorar com Rafa. E eu quero ser padrinho do casamento de vocês. Amo muito as duas. Sei que Rafa ainda está chateada comigo pela forma que terminamos, mas eu gosto muito das duas. Vocês nunca vão deixar de fazer parte da minha vida.

Eu e Clara nos abraçamos e foi um momento lindo.

- Davi, não fica chato continuar trabalhando pra você e namorando a Rafa? Eu pergunto porque ela pode me ligar e eu ter que atender perto de você, ou ela pode precisar vir me buscar aqui na sua casa...

- Minha casa vai estar sempre aberta para Rafaela, inclusive para ela dormir aqui. O relacionamento de vocês é fechado?

- Não! Não tem como fechar, ela praticamente morando em Salvador e eu aqui.

- Então ainda tem mais essa: se, caso, vocês não tenham ciúmes... A gente poderia fazer umas brincadeiras a três, de vez em quando... - Falei, sendo safado.

- Eu não preciso ouvir isso. - Meu pai falou e saiu de perto.

- Eu e Rafa já pensamos nisso, mas achamos que você não iria querer ficar com Rafa. - Clara falou.

- Vocês pensaram errado. Eu continuo tendo tesão em sua namorada e em você. Só não quero compromisso.

A conversa com Clara nos rendeu muito, foi infinitamente positiva. Terminamos fazendo uma chamada de vídeo com Rafaela, onde eu e Clara transamos e Rafaela ficou assistindo.

Uns nove meses depois do dia que Salomão tentou me matar, eu consegui fazer uma visita para Salomão e para o pai dele, junto com meu pai.

Salomão e o pai estavam presos no mesmo presídio. Fazia apenas um mês que Salomão tinha sido devidamente condenado, isso graças a agilidade dos advogados de meu pai.

Levamos os vídeos que meu pai tinha da morte de minha mãe, todos muito nítidos e mostrando Miguel, pai de Salomão, matando e violentando o cadáver de minha mãe. Também levamos uma televisão grande para que eles vissem melhor.

Eu não confiava em Salomão e no pai, por isso solicitei que dois policiais ficassem na sala com a gente.

Muitos me perguntaram o motivo para eu ter marcado esse encontro. Eu afirmava que queria acabar com o ciclo de ameaça contra minha vida. Uma vez que a justificativa do pai de Salomão era ter sido condenado injustamente. Mas eu tinha outros planos com aquela visita.

Salomão e o pai não queriam nos receber, mas o diretor da penitenciária deu uma forcinha e eles tiveram que nos ouvir. Eu fui direto ao ponto:

- Eu não quero pagar pelos erros dos outros. A história de vida de meu pai e do senhor Miguel não me diz respeito. Não posso viver com medo de pagar por algo que não fiz. - Falei.

- O problema é seu também, por ter sido adotado por Jorge. Você ganhou os bônus de ser filho dele, vai ganhar o ônus também. - Miguel, pai de Salomão, falou.

- A questão é que temos vídeos que mostram o senhor Miguel realmente matando minha mãe. - Falei.

- Isso é mentira! Não acredita nele, filho. - Miguel falou para o filho.

- Não precisa acreditar em mim. A gente trouxe o vídeo e vamos passar nessa televisão.

Eles começaram a reclamar, Salomão não queria ver, Miguel tentou nos atacar, mas no fim eles foram contidos pelos policiais e tiveram que ver.

Eu preferi não ver, não queria ter essas cenas na minha memória. Mas fiquei observando cada expressão no rosto de Salomão e de Miguel.

Miguel estava super nervoso, já Salomão estava paralisado, sem emitir uma expressão facial ou som.

Quando o vídeo acabou, Salomão partiu para cima do pai, falando coisas horríveis sobre como ele foi manipulado para fazer coisas que ele não queria desde pequeno.

- Você me manipulou a ponto de me fazer matar minha mãe. Você me fez ter raiva dela e acreditar que a vida sem ela seria o eterno descanso que eu sempre quis. ... Depois você me manipulou pra eu matar meus tios, falando que seria melhor para eles. ... Também foi conselho seu matar minha primeira esposa. Eu nunca quis tirar a vida de ninguém, mas você sempre me convenceu que era necessário. EU TE ODEIO!!! Davi é tão vítima quanto eu!

Eu deixei pai e filho discutindo e sai da sala. Meu trabalho ali estava feito.

Naquele dia, fiquei sabendo que Ana estava passando por dificuldade financeira e resolvi ajudar, sem ela saber. Ela estava vendendo coisas da casa com a desculpa de que não usava mais. Comprei tudo por meio de um intermediário e por valores bem mais altos do que ela solicitava. Mas não fiz só isso, também fiz meu pai abrir uma loja na cidade dela e dei meu jeito, através de muita fofoca, dela se candidatar a vaga de gerente e em pouco tempo consegui melhorar um pouco a vida dela.

Paulo Henrique ficou cheio de traumas, ele também não voltou para faculdade. Me senti responsável por ele e paguei uma faculdade particular para ele e para Thiago. Assim como custiei uma casa para os dois morarem juntos, afinal eles estavam namorando. Thiago não gostava da ideia de ser sustentado por mim, mas Paulo adorava.

Eu era a marmita do casal, eles só abriram pra mim, pois os dois tinham tesão em mim e eu tinha unido os dois com meu plano.

Eu também me tornei marmita de Rafaela e Clara, assim que Rafaela conseguiu olhar na minha cara novamente.

Nos últimos meses de 2024, resolvi começar a trabalhar. Claro que no meu ritmo, sem parar de fazer minhas farras. Na prática eu ficaria em casa apenas revisando alguns casos criminais e procurando erros nos processos. Eu queria fazer algo de útil na minha vida, mas não queria fazer nada muito sério.

Em janeiro de 2025, eu voltei a entrar em contato com Salomão, por cartas. Eu não falava nada demais, apenas perguntava como ele estava, falava um pouco sobre mim, sobre eu estar solteiro, sobre ter desistido da faculdade, sobre ter começado a trabalhar...

Salomão respondia minhas cartas, também com coisas corriqueiras. Mas sempre dizia que queria me encontrar e me pedir perdão pessoalmente.

Um dia marquei de ir visitá-lo. Foi uma visita boa, não conversamos muito, mas a conversa foi fundamental:

- Davi, preciso te pedir perdão. Eu estava cego de ódio.

- E não está mais? Não quer mais me matar?

- Não. Eu rompi de vez com meu pai. Ele me enganou, me fez de idiota e eu odeio ser feito de idiota.

- Mas ele assumiu a culpa de ter matado sua mãe.

- Mas a culpa foi dele. Eu atirei, mas ele encheu minha cabeça de coisas ruins sobre minha mãe, também me ensinou a atirar e tudo.

- Como sei que isso não é um plano seu para me atrair e me matar?

- Vai ter que confiar em mim. Porque eu não sei viver longe de você. Eu preciso de você na minha vida, me amando. Eu penso em você vinte e quatro horas por dia.

- Eu também só consigo pensar em você. Mas é como você mesmo me falou naquele dia: eu me apaixonei por uma versão que você criou para me agradar. Não te conheço de verdade.

- Mas conhece o meu sexo. Sabe como nossos corpos se encaixam tão bem. E eu posso ser quem você quiser, desde que você me ame e eu possa possuir seu corpo.

- É tudo o que eu mais quero. Mas preciso ter certeza que você não busca algo de mim.

- Eu não busco algo de você, eu busco você. Busco seu corpo, seu beijo, seu cheiro, seu toque, seus gemidos...

- Para! Eu não posso te agarrar aqui.

- Faça visitas íntimas, sei que você consegue.

- Antes eu preciso ter certeza que você não espera que eu fique te ajudando aqui.

- Não quero nada de você.

Eu sei que, diante de tudo o que vivemos, eu não deveria me aproximar dele, mas eu não conseguia pensar em outra coisa. Enfim, depois dessa conversa eu marquei a visita íntima e foi a melhor coisa que fiz na minha vida sexual.

Me aproveitei um pouco de ser advogado e poder ter conversas particulares com meus clientes, também tive que pagar para muitas pessoas, mas consegui um local reservado, sem limite de tempo e mínimamente limpo. Se bem que, para estar com Salomão, eu não me importava de fazer sexo no chão de um banheiro público.

Nossa primeira vez na cadeia foi feroz, afinal a gente tinha a urgência da saudade. Não teve conversa, apenas partimos para um sexo intenso:

Ele me puxou para seus braços, Salomão estava ainda mais forte que antes e agora cheio de tatuagens feitas na cadeia.

Nosso beijo era cheio de paixão, de urgência, de sofrimento. Era como se dependessemos daquele beijo para sobreviver.

Nossas línguas travavam uma batalha feroz em minha boca, enquanto nossas mãos percorriam o corpo um do outro como se estivéssemos fazer um reconhecimento tátil pesado e intenso.

Os beijos foram se transformando em chupões pelo pescoço de ambos, em mordidas pelo ombro, em lambidas nas axilas... A exploração com a boca não nos empedia de explorar o corpo do outro com as mãos.

Salomão começou a dedar meu cu, ainda durante as carícias. Meu cu não virgem faz muitos anos, não era para um simples dedo me causar sensações tão profundas. Mas eram os dedos de Salomão me invadindo e só de saber disso eu me derretia totalmente e meu cu começava a piscar tão intensamente que ele tinha dificuldade para me invadir.

Aqui eu devo falar que pratiquei muito pompoarismo anal e tinha domínio total do meu cu, mas ele não sabia.

Não demorou e ele mandou eu ficar de quatro na cama. Eu estava pronto para receber minha recompensa maior, mas ele ajoelhou no chão e começou a me fazer o melhor beijo grego que já recebi na vida. Com certeza ele estava praticando na cadeia.

Salomão parecia tentar me invadir com sua língua a todo custo. Aquela barba me roçando deixava tudo muito mais excitante.

Ele fez o que eu mais gosto durante o beijo grego: ficou revesando entre a língua e os dedos. Porém, na hora dos dedos, ele usava de muito mais força, me fazendo também usar as técnicas de controle anal que eu tinha aprendido.

Era uma boa briga, ele tentava me invadir e eu prendia os dedos dele da forma que eu queria, mas é óbvio que eu também deixava ele entrar e sair, afinal era ser penetrado que eu queria.

Depois de um longo tempo, eu já não aguentando mais de tanto tesão, comecei a pedir pra ele me comer:

- Aí Salomão!!! M come de verdade! Enfia essa tora em mim logo. Tô morrendo de saudade desse seu cacetão metendo em mim.

- Demorou demais pra pedir, achei que não queria minha rola!

- Jamais! Adoro seu beijo grego e seus dedos, mas o melhor da festa é quando seu pau me invade sem pedir permissão.

- Ainda bem que você gosta, porque eu não pretendia te pedir permissão.

Ele colocou uma camisinha, segurou na minha cintura e me penetrou de uma só vez. Eu não esperava, então nem tive chance de travar meu cu e brincar com ele. Salomão saiu me arrombando da forma mais deliciosa que existe.

Ele travou o pau fundo em mim, me puxou pelo pescoço, colou minhas costas em seu abdômen definido e falou no meu ouvido:

- Você é meu e eu sou seu. Não adianta a gente tentar fugir disso. Nossos corpos ficaram dependentes desse contato. Eu preciso te comer para viver em paz. Só me sinto pleno dentro de você e ouvindo seus gemidos.

Nessa hora eu gemi alto e gozei litros de porra sem encostar no meu próprio pau. Mas continuei morrendo de tesão e completamente duro.

Ele beijou meu pescoço, me puxou para um beijo totalmente desajeitado e delicioso, mordeu meu ombro com muita força, me deu um soco na costela e começou a meter em mim igual um cavalo.

Salomão entrava e saia de dentro de mim urrando de tesão e falando coisas que só me deixava com mais tesão ainda:

- Você é meu! Esse cu é todo meu! Vou te comer para o resto de nossas vidas! Vou grudar em você e nunca mais vou deixar você sair de cima do meu pau! Você nunca mais vai pensar em outro macho. Eu vou alargar tanto seu cu que você não vai conseguir sentar amanhã. Vou te encher de porra!

Não demorou e ele urrou mais alto e gozou.

Eu ainda estava cheio de tesão, então nem deixei o pau dele baixar. Troquei a camisinha dele, mandei meu homem ficar deitado de pau pra cima, sentei nele e fiquei cavalgando lentamente enquanto também praticava meu pompoarismo.

Mas ele não é homem de ficar parado por muito tempo. Não demorou e ele inverteu as posições. Me jogou deitado na cama de barriga pra cima, puxou minhas pernas pra cima e colocou nos ombros dele.

A partir daí foi só um entra e sai frenético, com leves pausas para beijos intensos, tapas na minha cara e socos pesados em mim, onde a mão dele alcançasse no momento.

Ficamos nessa posição até sentirmos o gozo chegando. Nesse momento ele me colocou de lado e começou a meter em mim bem lentamente, enquanto beijava minha boca e me masturbava também lentamente.

Gozamos juntos dessa vez.

Após gozar, ele ficou em cima de mim, me beijando falando o quanto foi bom:

- Eu nunca me senti tão bem e tão vivo como me sinto depois de gozar com você. Nossa história pode ser completamente torta, mas a gente precisava se encontrar. A gente precisava viver isso. Eu não me imagino mais sem você comigo. Você é a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Eu quero passar o resto dos meus dias podendo ter esses momentos com você. Não me importo de ficar preso pra sempre, contato que você venha me visitar e me permita sentir tudo o que senti hoje.

Eu não respondi nada, mas me senti do mesmo jeito. Muitas vezes me dava vontade de ser preso também, só para poder ficar mais tempo com ele. Mas eu me contentava com aqueles momentos de prazer intenso.

Mais uma vez eu senti que estava satisfeito, como nenhum outro ato sexual me deixava.

Eu mantive meus relacionamentos com outras pessoas, mas meu cu era apenas de Salomão, ele era o único que eu tinha vontade de ser passivo, nos outros eu tinha vontade apenas de macetar pesado.

Todas as pessoas próximas a mim sabem que todo sábado eu vou fazer minha visita íntima para Salomão. Ninguém aprova, meu pai já me ameaçou de tudo quanto foi forma, mas eu não consigo me ver livre dele, eu sou altamente dependente daquele homem.

Temos nossas regras: eu não ajudo ele em nada e ele não me cobra sobre minha vida. Nossos encontros são puramente sexuais e não conversamos sobre nada além de sexo. Claro que o fato dele estar comigo todo sábado e dos policiais receberem uma boa grana pra isso acontecer, faz com que Salomão seja protegido, afinal ele é uma fonte de renda preciosa. Fora isso, nossa relação é apenas de sexo.

Eu vivo dizendo que não é uma história de amor, é uma história de sexo, dependência emocional e vício, mas para mim está perfeito.

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Eu sei que a maioria queria ler contos de putaria apenas para gozar e acabou lendo um conto criminal. Mas como tinham poucas interações, eu resolvi escrever dessa forma pra treinar minha escrita.

Obrigado pra quem acompanhou e comentou. São os comentários que me movem.


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Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico renancachorro

Nome do conto:
Não é uma história de amor! - Cap 11 - Verdades finais

Codigo do conto:
266206

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
05/07/2026

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