Pelada e descalça



Eu sentia o dinheiro ainda escondido na minha meia, mas a vontade de radicalizar tinha superado qualquer lógica. Eu não queria apenas a "ilusão" de estar vestida com quatro peças; eu queria a nudez absoluta, a vulnerabilidade total, onde nem mesmo um par de sapatos servisse de escudo para a minha vergonha.
Desci do ônibus e me despi de tudo. Tirei os sapatos, as meias 7/8º, os brincos. Joguei tudo em janelas abertas dos ônibus que não paravam. Restaram apenas meus óculos. Com exceção do vidro e a armação separando minha visão do mundo, eu estava completamente pelada, descalça, entregue ao risco, e bem mais longe de casa. Precisaria pegar dois ônibus para voltar para casa, mas o dinheiro tinha ficado em uma das meias que joguei fora.
— Agora sim — sussurrei, sentindo um calafrio percorrer minha espinha. — Agora não há mais volta, estou peladona.
Comecei a andar sentindo o chão frio e áspero sob a sola dos meus pés, uma sensação que me lembrava a cada passo que eu não tinha onde me esconder. A luz do sol batia sem filtros nas minhas tetas, que balançavam livremente, e a brisa tocava minha buceta depilada, fazendo-me sentir cada partícula de ar. Caminhar pelada e descalça era um nível de exposição diferente; eu me sentia como uma animal, primitiva e, ao mesmo tempo, profundamente inadequada. O contraste OON era agora absoluto: eu era a única mancha de pele nua em um cenário de asfalto e tecidos.
Decidi então enfrentar o desafio de caminhar por uma praça movimentada e entrar em uma biblioteca pública. Enquanto atravessava a praça, as pessoas paravam. Alguns desviavam o olhar, outros me encaravam com horror ou fascínio. Meus bicos dos seios reagiram instantaneamente, ficando pontudos e rígidos, gritando para todos que aquela exposição me dava um tesão devastador. Eu lutava contra o impulso de cobrir a buceta com as mãos, forçando-me a andar com a postura ereta, deixando minha bunda e minhas tetas balançarem ao ritmo dos meus passos. A vergonha era como uma corrente elétrica que percorria meu corpo, transformando cada olhar em um toque invisível.
Ao entrar na biblioteca, o silêncio era quase religioso. O contraste entre a sobriedade do lugar, o cheiro de papel antigo e a minha nudez total era surreal. O chão de mármore estava gelado sob meus pés descalços. Caminhei entre as estantes, sentindo o eco dos meus passos e o balanço das minhas tetas, que pareciam zombar de mim, saltitando a cada movimento.
Foi quando senti a presença dele. Um homem vestido com um terno impecável, segurando um livro, que me observava com aquele cinismo neutro e devastador. Ele não parecia surpreso; ele parecia estar apenas analisando a "estética" da minha audácia.
Ele se aproximou, a voz baixa para não quebrar o silêncio da biblioteca:
— Hoje você esqueceu de vestir alguma coisa, não foi? Ainda bem que não esqueceu dos seus óculos.
— Eu não esqueci de nada — respondi, tentando manter a pose cínica, embora minha voz estivesse levemente trêmula. — Estando de óculos estou vestida.
Ele deu um sorriso de canto e, com uma naturalidade assustadora, deslizou a mão pelo meu corpo. Primeiro as tetas, sentindo a textura da pele e a rigidez dos bicos.
— Interessante... essa pele é tão macia, mas seus bicos... — ele apertou meus bicos com a ponta dos dedos — ...Por que estão tão enrugados e duros?

Sem qualquer ensaio nem hesitação, com um movimento cínico e lento, ele introduziu dois dedos na minha buceta, que já estava inundada de tesão. O contraste do mármore frio nos pés e o calor do dedo dele me penetrando era insuportável. Além da sensação de estar sendo totalmente vista e tocada pela frente, sentia a vulnerabilidade da minha bunda totalmente exposta para quem me visse por trás.
— Estranho... — ele comentou, mantendo o tom de voz normal, como se estivesse lendo uma nota de rodapé de um livro: — Se você está vestida, o que é isso que estou tocando? E porque essa parte está cada vez mais molhada?
— Ohhh... — eu gemi, tentando disfarçar, tentando convencer que eu estava tudo normal. — Eu... mmm... estou... ahhh... vestida sim.
— O que você disse? Não ouvi bem — ele provocou, aumentando a velocidade do vai e vem sentindo as paredes da minha buceta apertarem seus dedos.
Eu falhei miseravelmente. Minha pose desmoronou enquanto eu sentia a vermelhidão da vergonha subir pelo meu pescoço. Minha buceta pulsava violentamente, molhando a mão dele, denunciando que eu estava no limite.
— Eu... eu não estou... aaahhh... gozando! — gritei em um sussurro intenso, mas era mentira, claro que eu estava gozando, e muito. Comecei a brincar com meus próprios bicos, sentindo as cócegas e a vibração do prazer enquanto as pessoas nas mesas próximas olhavam para nós, chocadas com a cena daquela mulher pelada e de óculos gozando encostada nos livros.
Assim que o ápice passou, ele retirou a mão com a mesma indiferença de quem fecha um livro. Ele me olhou mais vez, deu um aceno neutro e simplesmente caminhou para longe, desaparecendo entre os corredores.
A indiferença dele foi o golpe final. No instante em que o tesão evaporou, a realidade voltou com força total. Eu estava pelada, descalça, com apenas um par de óculos no rosto, no meio de uma biblioteca pública. Senti a culpa e o arrependimento me esmagarem. A vulnerabilidade era absoluta; eu não tinha nem mesmo meias para esconder dinheiro ou me dar uma sensação de "peça de roupa". Eu era apenas pele exposta ao julgamento do mundo.
Ao mesmo tempo que senti uma felicidade enorme, senti também uma vontade de sumir, de correr para casa e nunca mais sair. Mas, enquanto eu caminhava para a saída, sentindo o vento bater na minha bunda e o chão frio nos pés, a memória daquele toque cínico e o peso dos olhares alheios começaram a acender meu fogo novamente.
O instinto me pedia abrigo, mas a minha mente pedia mais exposição. Em vez de voltar para casa, eu continuei andando. Eu ia para a avenida mais movimentada da cidade, onde o sol estaria mais forte e as pessoas mais densas. Eu queria levar minha nudez ao limite máximo, sentindo cada centímetro do meu corpo ser interpretado por estranhos, transformando meu erro mais gostoso em uma jornada sem volta.


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Ficha do conto

Foto Perfil saiopeladanarua
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Nome do conto:
Pelada e descalça

Codigo do conto:
265535

Categoria:
Exibicionismo

Data da Publicação:
27/06/2026

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