Apocalipse 2193: Kiara pelo mundo



Sem chão e preocupada com seu futuro, Kiara passou a buscar ficar cada vez mais distante dos Falcões. Ela agora sabia que haviam Traidores do Império dispostos a fazer acordos com grupos para dominar populações. Também confirmou a teoria de que os Soberanos podiam ler mentes, o que lhes dava muita vantagem. Só que agora Kiara estava sozinha. Ainda com desejo de vingança, mas com muitas dúvidas em sua cabeça.


Kiara passou alguns dias buscando alimentos, água e, pela primeira vez nos últimos anos, saiu da rota que seu antigo grupo sempre fazia. Era preciso encontrar alguma concentração de pessoas, de preferência uma cidade. Mas mais do que isso, era importante se proteger. Ela sabia que por ser muito jovem e sempre estar se cuidando, poderia se colocar em confusão.

Se lembrou da vez em que, por ter se separado dos Astros para caçar um animal, deu de cara com três outros homens. O olhar de desejo estampado assim que eles a observaram totalmente vestida e com poucas partes expostas, a fez correr de volta o mais depressa possível. Seguia sem olhar para trás, gritando, pedindo ajuda aos seus companheiros e, se a distância fosse um pouco maior, talvez não estaria ali para contar história.

Ela sabia que pessoas sozinhas, quando encontradas por grupos bem estabelecidos, acabavam sendo exploradas sexualmente por todos os homens. Em alguns casos, as mulheres se tornavam escravas das demais e passavam a fazer todas as tarefas mais exigentes, cansativas e pesadas. Tudo isso ainda sendo explorada pelos membros do grupo. A expectativa de vida de uma solitária não passava de dois anos. No caso dos homens, a exploração era física e mental, também não duravam muito.

Havia uma crença, entre os grupos, que os solitários eram rebeldes ou tinham sido ignoradas pelos grupos anteriores por não servirem a algum propósito. Até mesmo em algumas cidades, a presença delas podia representar risco ou atrair o interesse de pessoas poderosas locais. Qualquer pessoa com um pouquinho de condições queria tirar algum proveito de algo ou alguém naquele inferno apocalíptico. E Kiara sabia de tudo isto. Sua melhor companhia devia ser ela mesma, o máximo de tempo possível.

Por volta de uma semana só, estressada e cansada dos medos que a circundavam, Kiara encontrou uma pequena metrópole. Era uma região de onde já tinha sido Algarve, hoje com pouco mais de 4 mil pessoas. Em áreas assim era comum que cada parte buscasse algum modo de sustentabilidade prevendo apenas condições mínimas de sobrevivência, alimento e segurança. Havia uma pequena organização em que as pessoas definiam seus representantes para trocarem ideias com as outras áreas. Basicamente falavam sobre os riscos que observavam, se haviam novos habitantes e possíveis crises de abastecimento alimentar.

Não havia muito espaço para conflitos ou disputas políticas, apenas preocupação em sobreviver. Todos exerciam alguma função, geralmente pequena, para preservar as plantações de grãos, o processamento de alimento e a busca por materiais que viessem a facilitar o trabalho. A vida era muito modesta, beirando a miséria. Mas as pessoas encontravam uma forma de ocupar suas mentes. Aquelas pessoas que não se adequavam a este modelo eram expulsas e passavam a buscar vilarejos - onde haviam mais riscos - ou grupos nômades, que acabavam tornando-as em escravas.

Kiara não tinha nascido em cidade, mas junto ao grupo Astros. Não sabia muito sobre o que poderia encontrar nas cidades, mas sabia que quanto mais organizada, maiores as chances de sentir-se segura. Buscou uma região aparente erma e resolveu esconder suas armas e itens que indicassem perigo aos moradores da cidade. Ser recebida sozinha já seria arriscado, estar com algo que representasse perigo à eles poderia ser fatal.

Com itens básicos e ciente do que viria a acontecer, como os Astros diziam no passado, ao se aproximar foi abordada pelos Sentinelas, pessoas que faziam exploração de áreas para buscar algo novo e também vigiavam a cidade de algum risco. Eles sempre trabalhavam em duplas ou quartetos.

- Olá! Você está no perímetro da Cidade das Falésias. A senhora tem alguma autorização de acesso? - chegaram, armados, mas sem apontar armas ou algo assim.

- Oi. Me chamo Kiara, não possuo autorização de acesso, mas gostaria de me integrar à cidade.

- A senhora vem sozinha? Pertence à que grupo?

- Estou só. Meu grupo se desfez.

- E qual é este grupo? - perguntou outro sentinela, curioso.

- Astros.

- Coloque suas mãos para trás, a senhora está presa!

- O quê? Porquê? - se assustou surpresa com a novidade, mas não quis resistir à prisão, já que os quatro sentinelas diminuíram o espaço e demonstravam estar prontos para tomar atitudes mais firmes.

- Seu grupo é considerado uma grande ameaça para nossa cidade. - disse um deles.

Rapidamente, o grupo a algemou e dois deles a acompanharam até a prisão. Enquanto caminhavam, percebiam que Kiara era uma bela mulher e não demonstrava nenhum perigo ou ameaça. Não quiseram falar nada com ela. Puseram-na numa cela, trancaram-na sozinha na cela e saíram.

- Oi! Quem chega? - perguntava outra mulher numa cela lateral.

- Oi, sou Kiara, quem é?

- Marcela, ex-Falcão! É de fora ou está surtando também?

- De fora. - respondeu com medo de dizer ser Astros, já que os Falcões eram temidos e ela tinha passado por sua pior experiência causada por eles há pouco mais de uma semana.

- Ah! Solitária? Eu já fui também. Foi assim que eu parei com aqueles malditos Falcões. Tive que fugir deles. Já fez parte de algum grupo?

- Sim. - ela sabia que falar que não era de grupo algum não iria colar.

- Porque não diz? Vai dizer que é Astros? hahahaha. Se bem que os malditos conseguiram, finalmente, acabar com aqueles outros filhos da puta.

- Eu...

Um forte barulho surge, de alguém dando um tapa firme na porta. Era o responsável pelos Sentinelas.

- Ora, ora, ora! Duas detentas estrangeiras. - dizia caminhando lentamente, passando ao lado das celas.

- Fazia tempo que não tínhamos tantos estrangeiras mulheres. Aqui temos uma lindíssima espécime de fêmea. É de fazer o pau endurecer só de olhar, qual seu nome?

- Kiara - respondeu com o rosto pelando fogo de vergonha.

- Meus homens não tiraram nenhuma casquinha de você? - falou chegando perto das grades.

- Não.

- Bons homens. No que depender de mim, seria a mais nova falesiana. Há muitos serviços dos quais poderia ser útil. Um deles, ser minha esposa. Seria formidável. - falou esperando ela dizer algo, mas ela apenas olhou para o chão.

- E ainda consegue ser cheirosa. Mas vamos ver aqui do lado. Uma estrangeira mais velha, comum. Como se chama?

- Marcela.

- Hum, me falaram sobre você. Ex-Falcão! O que fazia naquela orda de desajustados?

- Fui escravizada.

- Hum, eu também te faria falesiana. Se a dondoquinha não quiser ser minha esposa, eu aceitaria me casar com uma escravizada. Às vezes seria até mais útil para mim.

- Seria uma honra, Senhor!

- Olha só como é linda! Assim eu vou ter que fazer algo antes que a Comissão venha fazer a interrogação.

O líder dos sentinelas pegou a chave da cela e abriu, libertando Marcela.

- Me chamo Jarbas, venha aqui, preciso te revistar e saber o que pode ser capaz.

- Sim, Senhor.

Marcela passou, na frente de Jarbas e saiu da parte das celas. Kiara trocou olhares com ela, uma mulher de 40 anos, físico forte, mas marcas de quem já teria sido muito explorada e colocada em situações deploráveis. Tinha o cabelo curto de cor preta e algumas marcas nos braços e rosto, indicando ter apanhado ou se machucado com o tempo. Marcela apenas piscou, além de também secar Kiara.

Os dois entraram numa salinha, Jarbas fechou a porta e em segundos era possível ouvir o barulho de lábios chupando uma rola. A respiração indicava que Marcela estava disposta a fazer de tudo para agradar seu novo amigo. Com mais alguns instantes, o quadril de Jarbas tocava violentamente o de Marcela emitindo sons característicos de alguém que estava se fartando plenamente.

- Isso sua puta! Que buceta gostosa! Toma!

Sons de tapas no corpo de Marcela eram bem audíveis. Kiara ouvia a tudo, incrédula. Estava percebendo que nada era nem perto do que poderia imaginar ou do que foi nos Astros. Ela já tinha ouvido os membros transarem entre si, algumas das amigas falarem a respeito de como eram tratadas. Mas nada era tão animalesco quanto o encontro de Jarbas e Marcela.

Em cerca de 20 minutos, Marcela saiu da salinha. Estava descabelada, marcas no rosto de quem tinha tomado alguns tapas e a boca com manchas de porra. Ela a reunia empurrando para a boca e voltou a piscar para Kiara retornando à cela. Jarbas saiu puxando a calça e fez questão de deixar sua outra detenta ver sua rola meia bomba sendo guardada. Não era pequena.

- Realmente seria uma ótima esposa. O problema é que já sou casado e não se admite ter duas mulheres. Mas foi uma delícia te comer.

- Disponha, Senhor. Posso ajudar sua esposa com as tarefas domésticas. - respondeu Marcela tranquilamente.

- Assim vou ter que te levar de novo para a sala. Sua putinha deliciosa. E você, é... Kiara né? Não pode fazer nada? Posso te ajudar no interrogatório se você me ajudar.

- E o que o Senhor espera de mim?

- É por isso que gosto das escravizadas, elas já entendem o que devem fazer. As outras são meio sem noção, acham que tem direitos. Eu espero obediência, oras, que pergunta idiota.

- Er, desculpa.

- Hahaha. Que tal tirar esse monte de roupas e me deixar ver você menos vestida? Eu pensei que teria a capacidade de pensar em algo assim quando eu estava comendo a Marcela. Não está claro o que eu espero de minhas prisioneiras?

Kiara engoliu seco na hora. A conversa de que uma cidade poderia ser segura não era bem uma verdade. Seu coração bateu mais forte. Ela olhava para os olhos de Jarbas, um homem gordo e presunçoso que estava prestes a também querer comê-la.

- ANDA! - disse Jarbas batendo a mão nas grades.

Rapidamente, Kiara tirou o véu e tentou ir tirando algumas peças, mesmo lentamente, tentando fazer crer que este era o melhor caminho para si. Apenas obedecer. Uma lágrima chegou a lhe escapar dos olhos. Seria muito humilhante ter que fazer aquilo que se avizinhava. Jarbas sorriu ao notar aquilo.

- É virgem?

O silêncio mortal de Kiara, que ainda ia tirando sua roupa, evidenciou o óbvio.

- Ah quanto tempo não viu uma virgem. Está explicado porque é tão gostosa, garota! - disse Marcela, como se estivesse na cabeça de Jarbas.

- Por você eu me separo da minha esposa fácil, fácil. Mostra esse peito!

Quando o fato iria se consumar e ela ia tirar um dos seios, um barulho de um grande grupo de pessoas se avizinhou. Parecia uma pequena tropa marchando.

- Puta merda! Veste logo. O Comando está chegando. Está na hora de vocês serem interrogadas. E nada de falar sobre o que aconteceu aqui. Não vão querer se ferrar na mão dos meus homens!

Jarbas saiu do local correndo, preocupado em organizar a bagunça que tinha feito com Marcela.

- Garota, não cai na onda desse gordo. Pode falar o que aconteceu. Com esse corpo que você tem, eles vão matar ele. Não sei muito sobre os falesianos, mas eles odeiam quem atenta contra virgens e eu só deixei esse canalha me foder pra mostrar que ele gozou dentro de mim e provar que ele não vale nada. - disse Marcela.

Aquilo, por um instante, lhe fez perceber que Marcela não era tão mansinha como parecia e que era preciso se associar a alguém para não se prejudicar.

- Marcela. Eu me chamo Kiara, sou uma Astros. Mas meu grupo não existe mais. Eu hoje sou sozinha, sou virgem e peço, humildemente, para que a gente possa se aliar. Eu nada sei do mundo e não tenho noção do que pode acontecer. Mas quero apenas sobreviver e me vingar dos Soberanos que acabaram com meus amigos. Prometo que serei extremamente fiel à você, mesmo sem te conhecer o suficiente para isso. - no desespero, a fala de Kiara era realmente verdadeira, e Marcela foi pega de surpresa com aquilo.

- Então faz o que falei. Primeiro vamos sair daqui. Depois vamos falar mais sobre essa história de ter sido Astros e querer vingar Soberano.

O barulho das passadas da tropa se findaram e então as portas da prisão se abriram. Elas ouviram Jarbas se reverenciar a uma tal de Rute. Também compreenderam que ela tinha sido informada de que haviam duas estrangeiras de grupo rival e que aquilo precisava ser resolvido imediatamente. Depois não conseguiam ouvir nada compreensível.

A porta que separava a cela do resto da prisão foi aberta e dois sentinelas entraram.

- Quem de vocês se chama Marcela?

- Eu!

- Venha, precisamos iniciar sua entrevista.

Kiara só conseguiu ficar pensando em como o termo mudou totalmente. Entrevista soava ser algo mais simbólico e menos pesado. Enquanto Marcela saiu, outros quatro sentinelas entraram. Eles usavam uma farda com proteção resistente e um capacete que impedia ser possível identificar quem estava ali. Mas só neste instante que ela percebeu haver integrantes femininas junto de homens. A cada instante, Jarbas parecia ser apenas um desajustado em uma comunidade que aparentava ser bem organizada.

Após quase duas horas, Marcela voltava com os sentinelas. Passou por Kiara com um leve sorriso no rosto e voltou a piscar para ela.

- Venha, se ela é a Marcela, você é a Kiara.

Abriram a porta da cela e Kiara saiu. Junto de dois sentinelas e sem algemas, os três ingressaram numa sala do outro lado da prisão. Nela estava apenas uma mulher. Assim que Kiara entrou, a porta foi fechada logo atrás.

- Oi, Kiara. Me chamo Rute, sou a governante do Comando Central de Falésias. Sente-se aqui! Meu encarregado, o Jarbas, comentou que soube apenas que nasceu em um grupo e outras coisas que me pareceu ser conversa fiada. És bastante bela, a um nível similar das Soberanas. Você não seria uma Traidora do Império, seria?

Assim que Kiara se sentou e Rute falou sobre suas suspeitas, a cadeira prendeu-lhe os pulsos e tornozelos.

Continua...

Foto 1 do Conto erotico: Apocalipse 2193: Kiara pelo mundo


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Ficha do conto

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Nome do conto:
Apocalipse 2193: Kiara pelo mundo

Codigo do conto:
266671

Categoria:
Sadomasoquismo

Data da Publicação:
09/07/2026

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