Conto erótico: “A chácara e o terceiro” Roberto e Márcio se conheceram num fim de tarde de outono, numa feira de rua. Dois homens enormes, redondos, bonitos de um jeito que só corpos assim conseguem ser: panças pesadas, peitos largos e macios, coxas que se tocavam a cada passo, rostos cheios de barba e sorrisos fáceis. Roberto, mais baixo e ainda mais largo, usava um chapéu de palha e uma camisa xadrez esticada; Márcio, um pouco mais alto, tinha o cabelo grisalho e mãos que pareciam capazes de abraçar o mundo. O olhar durou um segundo a mais do que o permitido. No dia seguinte já estavam juntos. A primeira noite foi numa chácara isolada, no meio de uma tempestade fria. A estrada enlameou, o carro não saía, e eles ficaram presos. O fogo da lareira crepitava. Roberto tirou a camisa e a barriga caiu pesada sobre as coxas. Márcio se aproximou, ajoelhou-se e começou a beijar aquela pele quente, lambendo o umbigo afundado, mordiscando os peitos macios. Roberto gemeu, tirou o chapéu e puxou a cabeça do outro para baixo. Eles se chuparam devagar, com dificuldade por causa dos corpos volumosos, mas com uma fome que só crescia. Quando Márcio finalmente enterrou o pau grosso entre as nádegas de Roberto, o gemido saiu junto com a confissão: — Eu te amo, porra. Desde o primeiro segundo. Roberto gozou quase imediatamente, o sêmen escorrendo pela própria barriga. Depois foi a vez dele montar em Márcio, esmagando o corpo do outro sob o próprio peso, beijando a boca, declarando o mesmo. Dormiram abraçados, suados, felizes, com a chuva batendo no telhado. Meses depois o amor já era sólido, quase doméstico. Eles moravam juntos na chácara. Gostavam de se alimentar, de se observar engordando mais um pouco, de se usar como travesseiros vivos. Até que apareceu Lucas. Lucas tinha 22 anos, 1,80 m, 80 kg, corpo magro e definido, pau de 19 cm que quase sempre ficava semi-duro só de olhar para aqueles dois gigantes. Era o oposto de tudo que Roberto e Márcio desejavam visualmente. Mas havia algo nele: uma necessidade quieta de pertencimento, de figuras paternas e ao mesmo tempo de ser usado. Eles perceberam logo. Ofereceram. Lucas aceitou. A noite em que tudo mudou foi uma sexta fria. Márcio tinha saído para buscar lenha. Roberto e Lucas ficaram no quarto. Roberto, deitado de lado, a barriga enorme cobrindo metade da cama, puxou o menino para perto. A vontade veio de repente, urgente, quase dolorosa. Ele não conseguiu se levantar. Pediu, com a voz rouca: — Fica aí… deixa eu… Lucas, já sem camisa, entendeu. Deitou-se de costas, abriu as pernas. Roberto se ajeitou por cima, a pança pesando sobre o peito do jovem, e cagou. O cocô saiu quente, pastoso, caindo direto na barriga e no pau de Lucas. Roberto gemeu de alívio e de tesão, esfregando a bunda suja contra a pele limpa do menino, manchando tudo. Lucas, surpreso no começo, logo segurou as nádegas gordas, puxando-as mais para perto, deixando o cheiro e a sujeira o cobrirem. Foi nesse momento que Márcio abriu a porta. Parou. Olhou. A cena era obscena: o marido enorme defecando sobre o corpo magro do terceiro, o cheiro forte no ar, a cama já manchada. Em vez de raiva, Márcio sentiu o pau endurecer instantaneamente. Fechou a porta, tirou a roupa e se aproximou. — Continua — murmurou. Roberto, ainda com a bunda aberta, cagou mais um pouco. Márcio se ajoelhou ao lado da cama, pegou o pau de Lucas (já duro, 19 cm brilhando de pré-gozo e sujeira) e começou a chupar, enquanto a mão livre espalhava o cocô pelo peito e pelo rosto do menino. Lucas gemeu, o corpo tremeu. Márcio levantou a cabeça, beijou a boca de Roberto e depois se posicionou por cima de Lucas também. Empurrou o pau grosso entre as coxas do jovem, sujou-se de propósito e, com a mesma urgência, cagou sobre o peito e o rosto de Lucas, misturando o próprio cocô com o do marido. Eles usaram Lucas como privada viva. Alternavam-se. Um cagava enquanto o outro chupava o pau do menino ou beijava a boca suja. Esfregavam as bundas gordas no rosto dele, faziam-no lamber, engolir, ficar completamente coberto. Lucas, entre gemidos e engasgos, aceitava tudo. Mais do que aceitava: pedia. Quando Roberto finalmente enfiou o pau grosso no cu do menino, ainda sujo, e Márcio enfiou o próprio na boca dele, Lucas gozou sem nem tocar no próprio pau, jatos longos misturados à merda que cobria a barriga. Depois, ainda ofegantes, os dois gordos se beijaram por cima do corpo do jovem, lambendo um ao outro a sujeira, declarando: — Ele é nosso agora. — Filho. Parceiro. Privada. Tudo. Lucas, com a voz rouca e o corpo sujo, sorriu. — Eu quero ficar. A partir daquela noite a chácara ficou completa. Roberto e Márcio continuaram se amando com a mesma fome de sempre — corpos redondos se esmagando, se chupando, se declarando. E Lucas estava sempre no meio, ou debaixo, ou servindo de suporte, de filho, de privada amorosa. Nas noites frias eles se trancavam no quarto, acendiam a lareira e repetiam o ritual: os dois gigantes se aliviando sobre o corpo magro, usando-o, sujando-o, depois limpando-o com a língua e com carinho, antes de dormir abraçados os três, o cheiro forte ainda no ar e o amor ainda mais forte. Eles tinham encontrado exatamente o que faltava.
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