“Você está dando o cu pra um homem. Você é casado. Você é hétero.”
Meu nome é Ricardo. Tenho 29 anos, 1,82 de altura, 86 quilos, moreno, corpo de academia (treino há anos). Casei há sete meses com a Ana. A gente se conhece desde a faculdade, namoramos quatro anos e finalmente resolvemos oficializar. Eu sempre me considerei 100% hétero. Sempre. Nunca olhei pra homem com tesão, nunca fantasiou, nunca nada. Sexo pra mim era mulher, peito, buceta, e ponto final. Marcos tinha 38. Casado há doze anos com a Cláudia, dois filhos (um de nove e uma de seis). Trabalhava comigo na mesma empresa de logística, setor de operações. Alto, 1,88, corpo sólido de quem sempre treinou, ombros largos, peito grosso, braços veiados, e uma calça que sempre marcava um volume generoso. Cabelo curto, barba bem feita, voz grave. Todo mundo no escritório respeitava ele. Eu também. A gente se falava pouco no começo. Cumprimento de corredor, reunião rápida, “e aí, tudo bem?”. Tudo mudou quando a empresa mandou a gente pra um treinamento de três dias em São Paulo. Hotel próximo ao aeroporto, quarto duplo. Eu reclamei na hora. “Porra, Marcos, quarto compartilhado? Eu acabei de casar, cara.” Ele riu daquele jeito dele, seguro, sem pressa. — Relaxa, Ricardo. Eu também sou casado. Não vou te comer no meio da noite. Eu ri junto, mas fiquei desconfortável. Não sei por quê. No primeiro dia a gente só trabalhou. Voltou pro hotel cansado, jantou no restaurante do térreo, tomou uma cerveja e subiu. Cada um pro seu lado da cama. Eu dormi de cueca, ele também. Nada de mais. No segundo dia o treinamento acabou mais cedo. A gente foi pro bar do hotel, bebeu um pouco além da conta. Marcos falava da mulher, dos filhos, de como a rotina matava o sexo. Eu falei da Ana, de como ainda estávamos na fase da lua de mel, trepando quase todo dia. Ele olhou pra mim por um segundo a mais do que o normal e sorriu. — Ainda goza rápido, né? Eu senti o rosto esquentar. — Vai se foder. Ele riu de novo. Aquele riso baixo, confiante. Naquela noite eu acordei no meio da madrugada precisando mijar. O banheiro ficava do lado da cama dele. Quando passei, a coberta tinha escorregado. Marcos estava de bruços, só de cueca preta, e a bunda dele… puta que pariu. Redonda, firme, marcada. Eu olhei meio segundo a mais do que deveria. Sentindo uma estranheza no estômago. Voltei pra cama e fiquei de pau meio duro sem entender por quê. Atribui à cerveja e dormi de novo. No último dia a gente voltou pro escritório. A partir daí começou a virar rotina. Café juntos de manhã. Almoço no mesmo restaurante. Às vezes uma cerveja depois do expediente. Marcos era fácil de conversar. Falava de tudo: futebol, mulher, trabalho, sexo. Eu também. Aos poucos a gente foi ficando mais solto. Uma sexta-feira ele me chamou pra jantar na casa dele. Cláudia e os meninos estavam viajando pra praia da sogra. “Vem, cara. Vamos fazer um churrasco e beber à vontade.” Eu aceitei. Ana estava de plantão no hospital até tarde. Cheguei lá por volta das oito. Casa grande, quintal com churrasqueira. Marcos já estava de bermuda e camiseta regata. O cheiro de carne assando. A gente bebeu, comeu, falou merda. Em algum momento ele tirou a camiseta porque estava calor. Peito peludo, abdominal marcado, ombros largos. Eu olhei e rapidamente desviei. — Porra, Marcos, você treina pra caralho. Ele sorriu, passando a mão no peito. — Treino. E você também. Olha esse braço. Ele chegou perto e apertou meu bíceps. A mão dele era grande, quente. Ficou um segundo a mais do que o necessário. Eu senti um arrepio estranho. Mais tarde a gente foi pro sofá. Televisão ligada num jogo qualquer. Mais cerveja. Marcos falava baixo, a voz rouca de quem bebeu. — Sabe o que eu sinto falta, Ricardo? De sexo sem compromisso. De alguém que só quer gozar e pronto. Com a Cláudia tudo virou rotina. Ela deita, abre a perna, eu meto, gozo, dorme. Não tem mais tesão de verdade. Eu concordei. Falei que com a Ana ainda estava bom, mas que às vezes também sentia falta de algo mais sujo. Ele olhou pra mim. — Sujo tipo o quê? Eu ri, meio embaraçado. — Porra, sei lá. Chupar peito com força, comer o cu, essas coisas. Marcos ficou em silêncio um segundo. Depois falou, baixo: — Você já comeu cu de mulher? — Já. — E gostou? — Gostei pra caralho. Ele sorriu de canto. — E se fosse de homem? Eu engasguei com a cerveja. — Vai se foder, Marcos. Que porra é essa? Ele riu, levantou as mãos. — Relaxa, cara. Estou só zoando. Mas sério… você nunca pensou? — Nunca. Sou hétero pra caralho. — Eu também. O silêncio ficou pesado. Eu mudei de assunto rapidinho. Futebol, trabalho, qualquer merda. Mas a conversa ficou na minha cabeça. Na semana seguinte a gente continuou se falando todo dia. Marcos começou a me provocar de leve. No vestiário do predio (a empresa tinha academia), ele tirava a camisa bem na minha frente, esticava o corpo, e eu sentia o olhar dele. Uma vez ele passou a mão nas minhas costas enquanto eu fazia remada e falou: — Porra, Ricardo, esse trapézio tá grosso. A mão dele desceu um pouco mais do que deveria. Eu senti o pau mexer dentro da bermuda. Assustei. Saí do vestiário rápido. Duas semanas depois a gente foi numa viagem de trabalho de novo. Dessa vez só um dia, mas o voo de volta atrasou e a empresa pagou hotel. Quarto duplo de novo. Chegamos cansados. Marcos tomou banho primeiro. Saiu só de toalha, o corpo ainda molhado. Eu olhei pro volume que a toalha marcava e desviei o olho rapidinho. Ele percebeu. — Tá olhando o quê, cara? — Nada. Ele riu. — Pode olhar. Não vai cair não. Eu fiquei puto. — Para com essa porra, Marcos. Eu sou casado. Você também. Ele chegou perto, a toalha ainda no corpo. — Eu sei. E daí? A gente não vai fazer nada. Só estou zoando. Mas a voz dele estava diferente. Mais baixa. Mais intensa. Naquela noite eu não conseguia dormir. Ficava ouvindo a respiração dele do outro lado da cama. Em algum momento ouvi o barulho de mão na pele. Lento. Discreto. Ele estava batendo uma. Eu fiquei duro instantaneamente. Me virei de lado, fingindo dormir, mas o pau latejava. O barulho parou. Depois recomeçou. Mais rápido. Eu ouvi o gemido baixo dele quando gozou. Meu pau escorria pré-gozo. Eu não toquei em mim. Fiquei ali, de pau duro, o coração disparado, me odiando por estar excitado. No dia seguinte no aeroporto ele me olhou e falou baixo: — Dormiu bem? Eu não respondi. A partir daí a coisa ficou estranha. Toda vez que a gente se via, o clima pesava. Marcos parou de disfarçar. No escritório ele se encostava em mim mais do que o necessário. No elevador a mão dele “sem querer” esbarrava na minha coxa. Uma vez no banheiro do predio ele estava mijando no mictório do lado e eu vi o pau dele. Grosso, comprido, a cabeça rosada. Eu engoli seco e saí. Uma noite a gente saiu pra beber depois do trabalho. Ana estava de plantão de novo. Bebemos demais. Marcos me levou pra casa dele porque eu não conseguia dirigir. Cláudia e os meninos dormindo. A gente ficou na sala, bebendo mais. Em algum momento ele falou: — Você ficou de pau duro naquele hotel, né? Eu fiquei branco. — Que porra você tá falando? — Eu vi. Quando eu tava batendo uma. Você se mexeu. — Vai se foder. Ele se levantou, veio até o sofá e sentou do meu lado, bem perto. A perna dele colada na minha. — Relaxa, Ricardo. Eu também fiquei. Eu tentei me afastar. — Marcos, para. Eu sou hétero. Casado. Acabei de casar, porra. Ele passou a mão na minha coxa. Devagar. — Eu também sou. Casado há doze anos. Pai de dois. E mesmo assim tô com tesão em você. A mão dele subiu. Chegou perto do meu pau, que já estava duro pra caralho. Eu agarrei o pulso dele. — Para. Sério. Ele parou. Mas não tirou a mão. — Tá com medo do quê? De gostar? — Eu não gosto de homem. — Então por que o pau tá assim? Ele apertou de leve por cima da calça. Eu gemi. Baixinho. Odiando o som que saiu da minha boca. — Porra… Marcos se aproximou mais. A boca dele perto do meu ouvido. — Eu sei que você tá resistindo. Eu sei que tem preconceito. Eu também tive. Mas o corpo não mente, Ricardo. Ele abriu o botão da minha calça. Eu segurei a mão dele de novo, mas com menos força. — Marcos… não. — Só vou tocar. Só isso. Se você não gostar, eu paro. A mão dele entrou. Apertou meu pau por cima da cueca. Eu fechei os olhos. O calor da mão dele, o tamanho, a pressão. Meu quadril se moveu sozinho. — Porra… — Tá vendo? Tá gostando. Ele puxou a cueca pra baixo. Meu pau saltou pra fora, duro, latejando. A mão dele envolveu. Grossa, quente, calejada. Começou a masturbar devagar. Eu respirava pesado, a cabeça jogada pro sofá. — Para… puta que pariu, para… Mas eu não tirei a mão dele. Marcos se ajoelhou no chão entre minhas pernas. Olhou pra cima. — Nunca chupou um pau, né? — Nunca. — Então relaxa. Ele lambeu a cabeça. Eu soltei um gemido alto demais. A língua quente, molhada, passando devagar pela fenda. Depois ele abriu a boca e engoliu. Lento. Até o fundo. Eu senti a garganta dele apertar. Meus dedos se cravaram no sofá. — Caralho… Marcos… Ele chupava com vontade. Sem pressa. A mão no saco, massageando. Eu olhava pra baixo e via aquele homem casado, pai de família, com a boca cheia do meu pau. O preconceito gritava na minha cabeça. “Isso é errado. Você é hétero. Você é casado.” Mas o corpo respondia. O tesão era absurdo. Diferente de qualquer coisa que eu já tinha sentido com mulher. Ele tirou a boca, baba escorrendo. — Gozar na minha boca? Eu balancei a cabeça. — Não… não quero… Mentira. Eu queria. Marcos sorriu e voltou a chupar. Mais rápido. Mais fundo. Eu senti o gozo subindo. Tentei segurar. Não deu. Jorrei com força, gemendo baixo, a mão na cabeça dele. Ele engoliu tudo. Limpou a boca com o dorso da mão e se levantou. O pau dele estava duro pra caralho, marcando a bermuda. Ele abriu e tirou pra fora. Grosso, veias saltadas, a cabeça já molhada. — Sua vez. Eu olhei pro pau dele e senti o estômago revirar. Medo. Nojo. Tesão. Tudo misturado. — Eu não… eu não sei. — Só lambê. Só isso. Ele se aproximou. Eu fiquei sentado, olhando. A mão dele pegou na minha nuca e puxou de leve. Eu abri a boca. A cabeça do pau dele tocou minha língua. Salgado. Quente. Eu lambei devagar, sentindo o gosto. Depois abri mais e engoli um pouco. Marcos gemeu. — Isso… assim… Eu chupei mal, desajeitado. Dentes às vezes raspavam. Ele não se importou. Segurava minha cabeça e metia devagar. Eu sentia o pau dele inchando mais dentro da boca. Minha mandíbula doía. Mas o tesão só aumentava. Ele parou antes de gozar. — Levanta. Me puxou pro quarto de hóspedes. Fechou a porta. Me empurrou na cama de bruços. Puxou minha calça e a cueca de uma vez. A mão dele abriu minha bunda. — Marcos… não. Eu não quero dar. — Relaxa. Só vou lamber. A língua dele tocou meu cu. Quente. Molhada. Eu soltei um gemido abafado no travesseiro. Ele lambeu em círculos, depois enfiou a ponta da língua. Eu rebolava sem querer. O preconceito gritava. “Você está dando o cu pra um homem. Você é casado. Você é hétero.” Mas a língua dele era boa demais. Ele parou, subiu na cama e se posicionou atrás de mim. A cabeça do pau dele encostou no meu cu. — Não… porra, não mete. — Só a cabeça. Só isso. Ele empurrou. Devagar. A dor veio forte. Eu mordei o travesseiro. — Para… dói… — Respira. Abre. Ele empurrou mais. A cabeça entrou. Eu senti o ardor, o esticamento. Marcos parou, deixou eu me acostumar. Depois começou a meter devagar, centímetro por centímetro. Cada movimento doía e excitava ao mesmo tempo. Quando ele enfiou tudo, eu soltei um gemido longo. — Caralho… tá dentro… — Tá. Inteiro. Ele começou a foder. Lento no começo. A mão dele segurava minha cintura. Eu sentia cada veia do pau dele raspando dentro. A dor foi virando prazer. Meu pau, que tinha amolecido, endureceu de novo, esfregando no lençol. Marcos acelerou. As estocadas ficaram mais fortes. O barulho da pele batendo. O gemido baixo dele. — Porra, Ricardo… esse cu é apertado pra caralho… Eu só gemia. A vergonha e o tesão se misturando. Ele me virava de lado, erguia uma perna, metia mais fundo. Depois me colocava de quatro e fodia com vontade. Eu olhava pro espelho do quarto e via a cena: eu, recém-casado, de quatro, levando pau de outro homem casado. O preconceito doía quase tanto quanto o pau dentro de mim. Mas eu não pedia pra parar. Ele gozou dentro. Quente. Muito. Eu senti o leite escorrendo quando ele tirou. Me virei, ainda de pau duro. Marcos se ajoelhou e me chupou até eu gozar na boca dele de novo. Depois a gente ficou em silêncio. Eu vestindo a roupa, a cabeça a mil. — Isso não pode acontecer de novo — eu falei. Ele só sorriu. — Vai acontecer. E aconteceu. Nas semanas seguintes a gente se via escondido. No carro no estacionamento do predio. No banheiro do escritório depois das sete. Na casa dele quando a mulher e os meninos viajavam. Eu sempre resistia no começo. Sempre falava “não”, “para”, “eu sou hétero”. Mas o corpo entregava. Marcos era paciente e intenso ao mesmo tempo. Ele me provocava até eu ceder. Me chupava até eu implorar. Me fodia até eu gozar sem tocar no pau. Uma noite ele me ligou. — Cláudia levou os meninos pra casa da mãe. Vem. Eu fui. Cheguei, ele já estava só de cueca. Me beijou na boca pela primeira vez. Língua quente, barba raspando. Eu retribuí. O beijo de homem era diferente. Mais bruto. Mais urgente. Ele me levou pro quarto, me despiu, me colocou de quatro na cama de casal dele. Lambia meu cu enquanto eu batia punheta. Depois meteu sem pressa, falando putaria no meu ouvido. — Isso… abre esse cu… toma essa porra… você adora dar pra mim, né? Mesmo casado… mesmo falando que é hétero… Eu gemia, o rosto no travesseiro. — Cala a boca… — Não cala. Fala que tá gostando. — Tá gostando… porra… tá gostando pra caralho… Ele fodia mais forte. A mão no meu pau, masturbando no ritmo das estocadas. Eu gozei no lençol. Ele gozou dentro de novo. Depois a gente ficou deitado. O silêncio pesado. — E a Ana? — ele perguntou. — Não sei. Não consigo parar. — Eu também não. A gente continuou. Cada vez mais intenso. Marcos me ensinava posições. Me fazia chupar até engasgar. Me fodia no chuveiro, no sofá, em pé contra a parede. Eu sempre chegava resistindo e saía pedindo mais. Uma sexta-feira ele me levou pra um motel. Quarto com espelho no teto. A gente trepou três vezes. Na última ele me colocou de frango assado e meteu fundo, olhando nos meus olhos. — Fala que é meu. — Não… — Fala. — Porra… eu sou seu… Ele gozou sorrindo. Hoje faz oito meses que isso começou. Eu ainda sou casado. Ele também. A gente ainda se vê escondido. Eu ainda sinto o preconceito latejando toda vez que ele enfia o pau em mim. Mas o tesão é maior. Sempre é. E toda vez que ele me olha daquele jeito no escritório e fala baixo “hoje à noite”, meu cu já aperta sozinho.
Faca o seu login para poder votar neste conto.
Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.
Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.
Denunciar esse conto
Utilize o formulario abaixo para DENUNCIAR ao administrador do contoseroticos.com se esse conto contem conteúdo ilegal.
Importante:Seus dados não serão fornecidos para o autor do conto denunciado.