Meu nome é Pedro. Tenho 20 anos, 1,79 de altura, corpo de quem joga futebol todo final de semana e treina um pouco na academia do bairro. Namoro a Laura há um ano e sete meses. Sempre me considerei totalmente hétero. Sempre. Nunca olhei pra homem com vontade, nunca fantasiou, nunca toquei em pau nenhum além do meu. Sexo pra mim era peito, buceta, gemido de mulher e ponto final. O tio Roberto era o irmão mais novo do meu pai. Casado há dezessete anos com a tia Márcia, duas filhas (uma de quatorze e outra de onze). Tinha 42 anos, 1,81, magro mas forte, peito cabeludo, barriga chapada de quem nunca engordou, braços veiados, mãos grandes de quem trabalha com ferramenta. Cabelo curto já rareando no alto da cabeça, barba por fazer quase sempre, voz rouca de quem fuma e bebe cerveja no fim de semana. Cheiro característico: uma mistura de sabonete barato, suor de fim de tarde e um leve perfume amadeirado que ele borrifava depois do banho. Eu conhecia aquele cheiro desde criança. Meus pais viajaram pra um congresso de três semanas no Sul. Eu estava no meio do semestre da faculdade e não podia ir junto. A tia Márcia ofereceu que eu ficasse na casa deles. “Fica aqui, Pedro. Tem quarto sobrando, come com a gente, não precisa ficar sozinho no apartamento.” Eu aceitei. Parecia prático. A Laura morava do outro lado da cidade e a casa do tio ficava mais perto da faculdade. Cheguei numa segunda-feira no fim da tarde. O tio Roberto abriu o portão de bermuda e camiseta regata branca, o peito peludo aparecendo nas laterais. O cheiro dele veio junto com o abraço forte. — E aí, sobrinho. Chegou cedo. — Cheguei. Valeu por me receber, tio. — Imagina. Entra. A Márcia foi buscar as meninas na escola. Pode deixar a mala no quarto do fundo. O quarto era simples: cama de casal, armário, ventilador de teto. Janela dando pro quintal. Eu arrumei as coisas e desci. O tio estava na cozinha abrindo uma cerveja. — Quer uma? — Quero. Sentamos na varanda. Ele falava do trabalho (ele era eletricista autônomo), eu falava da faculdade e da Laura. Nada demais. Mas eu notava o jeito que a camiseta regata grudava no peito suado dele. O cheiro amargo subia com o vento da tarde. Eu desviei o olhar várias vezes. Nos primeiros dias foi tranquilo. Eu ia pra faculdade de manhã, voltava no fim da tarde, jantava com a família, conversava um pouco e ia pro quarto. A tia Márcia era atenciosa, as primas bagunçavam, o tio chegava do trabalho por volta das sete, tomava banho e ficava de bermuda pela casa. Às vezes a bermuda marcava o volume. Eu fingia não ver. A coisa começou a mudar na primeira sexta-feira. A tia Márcia e as meninas foram dormir na casa da avó. “Vão passar o fim de semana lá. Você e o Roberto se viram.” Ela falou rindo. O tio só fez que sim com a cabeça. Ficamos sozinhos. Jantamos pizza, bebemos cerveja demais. Sentamos na sala, a televisão ligada num jogo qualquer. O tio estava de samba-canção preta e regata. Eu de bermuda e camiseta. O ventilador de teto girava lento. Em algum momento ele esticou a perna e o pé dele, quente e um pouco suado, encostou no meu joelho. Eu não tirei. Ele também não. Ficamos assim uns minutos. — Tá com calor, né? — ele falou, a voz rouca. — Tô. Ele tirou a regata. O peito cabeludo apareceu inteiro, os mamilos escuros, uma linha de pelos descendo pela barriga até sumir na samba-canção. Eu engoli seco. O cheiro dele ficou mais forte, aquele suor amargo misturado com sabonete. — Pode tirar a camisa também se quiser. Não tem frescura aqui. Eu tirei. Ficamos os dois sem camisa no sofá. O silêncio pesou. Eu sentia o olho dele de vez em quando. Não era um olhar de tio. Era outro. Depois de mais uma cerveja ele falou baixo: — A Laura é boa de cama? Eu ri, sem graça. — Tio… — Que foi? Homem pergunta essas coisas. Ela engole? Deixa comer o cu? Meu pau mexeu dentro da bermuda. Eu odiei isso. — Ela engole. O resto a gente ainda não fez. Ele sorriu de canto. — Ainda. Todo mundo acaba fazendo. A conversa morreu. Eu fui pro banheiro mijar. Quando voltei, ele estava com a mão dentro da samba-canção, ajeitando o pau de forma descarada. Vi o volume grosso. Desviei o olhar rápido e sentei de novo. Naquela noite eu não dormi direito. Ficava ouvindo o barulho da casa, o ventilador, e pensando no peito cabeludo dele. Acordei de madrugada com o pau duro. Fiquei puto comigo mesmo. No sábado o tio acordou cedo e foi resolver um serviço. Voltou no meio da tarde suado, a camisa de trabalho colada no corpo. Entrou, tirou a camisa na sala e ficou só de calça. — Vou tomar banho. Quer uma cerveja? — Quero. Ele foi pro banheiro. Eu ouvi o chuveiro. Fiquei na sala, o coração mais acelerado do que deveria. Quando ele saiu, veio só de toalha na cintura. O corpo ainda molhado, os pelos do peito pingando. Passou por mim e o cheiro de sabonete barato e pele quente me atingiu. — Esqueci a cueca no quarto. Segura aí. Ele foi até o quarto dele e voltou com a toalha ainda na cintura, a cueca na mão. Eu olhei sem querer pro volume que a toalha marcava. Grosso. Pesado. Ele percebeu. — Tá olhando o quê, sobrinho? — Nada. Ele riu baixo. — Pode olhar. Não vai cair. Eu senti o rosto esquentar. Ele vestiu a cueca na minha frente, sem pressa, a toalha caindo. Vi o pau dele por um segundo: moreno, grosso, a cabeça rosada, os pelos densos. Depois ele puxou uma bermuda e ficou andando pela casa. A noite foi pior. Bebemos de novo. O tio ficou mais solto. Falava da tia Márcia, de como o sexo tinha esfriado depois das meninas. — Às vezes a gente só quer alguém que aguente um ritmo mais pesado. Sabe como é. Eu concordei sem saber o que dizer. Ele estava sentado do meu lado no sofá, a perna colada na minha. O calor do corpo dele passava. Em algum momento a mão dele pousou na minha coxa, “sem querer”, e ficou. Eu não tirei. Meu pau estava meio duro e eu odiava isso. — Pedro. — Fala. — Tu tá duro. Eu engasguei. — Que porra, tio… — Tô vendo daqui. A bermuda tá marcada. Eu tentei me afastar. Ele segurou a coxa com mais força. — Relaxa. Acontece. Homem fica duro por qualquer merda. — Não é qualquer merda. Ele ficou em silêncio um segundo. Depois falou mais baixo: — Então é por minha causa? Eu não respondi. O coração batia na garganta. Ele deslizou a mão mais pra cima, devagar, até encostar no volume. Eu soltei o ar sem querer. — Porra… — Fica quieto. Só tô sentindo. A mão dele apertou por cima da bermuda. Eu fechei os olhos. O preconceito gritava. “Você tem namorada. Você é hétero. Isso é seu tio.” Mas o corpo não mentia. O pau latejava. Ele abriu o botão da minha bermuda. Eu segurei o pulso dele. — Tio… para. Sério. — Se quiser que eu pare de verdade, fala agora. Eu abri a boca e não saiu nada. Ele puxou o zíper, enfiou a mão dentro da cueca e segurou meu pau. A mão grande, calejada, quente. Começou a masturbar devagar. Eu gemi baixo, odiando o som. — Caralho… que pau grosso, sobrinho. — Para… puta que pariu… Mas eu não tirei a mão dele. Ele desceu a cabeça, puxou a cueca e lambeu a cabeça do meu pau. A língua quente, molhada, o bigode ralo raspando. Eu soltei um gemido mais alto. Ele engoliu devagar, até o fundo. A garganta apertou. Eu cravei os dedos no sofá. Ele chupava sem pressa, a mão no saco, o dedo roçando atrás. Eu olhava pra baixo e via o tio Roberto, casado, pai de duas filhas, com a boca cheia do meu pau. O nojo e o tesão se misturavam. Meu quadril subiu sozinho. Ele tirou a boca, baba escorrendo. — Gozar na minha boca? Eu balancei a cabeça, mas a voz saiu rouca: — Não… não quero… Mentira. Ele voltou a chupar mais rápido. Eu não aguentei. Jorrei com força, gemendo o nome dele sem querer. Ele engoliu tudo, limpou a boca com o dorso da mão e se levantou. O pau dele estava duro pra caralho dentro da bermuda. Ele abriu e tirou pra fora. Grosso, veias saltadas, a cabeça já molhada, maior que o meu. O cheiro dele subiu forte. — Sua vez. Eu olhei e senti o estômago revirar. Medo. Nojo. Tesão. — Eu não… eu não sei. Eu tenho namorada. — Eu também tenho mulher. E daí? Ele se aproximou. A mão na minha nuca. Eu abri a boca. A cabeça do pau dele tocou minha língua. Salgado. Quente. O gosto de homem. Eu lambei devagar. Depois engoli um pouco. Ele gemeu baixo. — Isso… assim… Eu chupei mal, desajeitado. Ele não se importou. Segurava minha cabeça e metia devagar. Eu sentia ele inchando mais. Minha mandíbula doía. Baba escorria. Mas o tesão só aumentava. Meu pau já estava duro de novo. Ele parou antes de gozar, tirou da minha boca. — Levanta. Vai pro quarto. Me puxou pelo braço até o quarto de hóspedes. Fechou a porta. Me empurrou na cama de bruços. Puxou minha bermuda e a cueca de uma vez. A mão abriu minha bunda. — Tio… não. Eu não quero dar. — Só vou lamber. Relaxa. A língua dele tocou meu cu. Quente. Molhada. Eu gemi abafado no travesseiro. Ele lambeu em círculos, depois enfiou a ponta. Eu rebolava sem querer. O preconceito gritava mais alto. Mas a língua era boa demais. Ele parou, subiu e se posicionou atrás de mim. A cabeça do pau encostou no meu cu. — Não… porra, não mete. — Só a cabeça. Se doer demais eu paro. Ele empurrou. Devagar. A dor veio forte. Eu mordi o travesseiro. — Para… dói… — Respira. Empurra pra fora. A cabeça entrou. O ardor. O esticamento. Ele parou, deixou eu me acostumar. Depois começou a meter centímetro por centímetro. Quando enfiou tudo, eu soltei um gemido longo. — Caralho… tá dentro… — Tá. Inteiro. Porra, que cu apertado. Ele começou a foder. Lento. A mão na minha cintura. Eu sentia cada veia, o calor, a pressão. A dor foi virando prazer. Meu pau endureceu de novo, esfregando no lençol. Ele acelerou. As estocadas mais fortes. O barulho da pele. O gemido rouco dele. — Porra, Pedro… esse cu tá me engolindo… Eu só gemia. Ele me virou de lado, ergueu uma perna, meteu mais fundo. Depois me colocou de quatro e fodeu com vontade. Eu olhava pro espelho do armário e via a cena: eu, de quatro, a bunda empinada, levando pau do meu tio casado. O preconceito doía. Mas eu não pedia pra parar. Ele gozou dentro. Quente. Muito. Eu senti o leite escorrendo quando ele tirou. Me virei, ainda duro. Ele se ajoelhou e me chupou até eu gozar de novo na boca dele. Depois ficamos em silêncio. Eu vestindo a roupa, o cu latejando, o gozo dele escorrendo pela coxa. — Isso não pode acontecer de novo — eu falei. Ele só sorriu. — Vai acontecer. E você sabe. E aconteceu.
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