A primeira vez !



Eu, Fernando, 58 anos, engenheiro civil. Casado há 32 anos com Marisa. Três filhos criados, dois netos. Uma casa no bairro nobre, um cargo de gerência numa construtora, porém ninguém vê o que acontece dentro do quarto conjugal há pelo menos uma década.
Marisa virou as costas para o sexo depois que a menopausa chegou. Primeiro foram desculpas: cansaço, dor de cabeça, o calor. Depois, silêncio. Eu me acostumei. Um homem de 58 anos não deveria ter mais tanto fogo assim, certo? Era o que eu repetia para mim mesmo quando minha mão encontrava meu próprio corpo na solidão da madrugada.
Até que veio a viagem para o interior de São Paulo. Uma obra nova, um cliente exigente, três dias de reuniões e vistorias. Marisa nem levantou para se despedir.
O hotel era modesto, mas confortável, com um restaurante no térreo e quartos amplos. Fiz o check-in no final da tarde, tomei um banho para espantar o cansaço da estrada, e desci para jantar.
Foi ali que eu vi Rodrigo.
Ele estava sentado sozinho no balcão do bar, tomando algo que parecia uísque. Jeans escuro, camisa branca de linho com as mangas dobradas até os cotovelos, os cabelos castanhos levemente desalinhados. Devia ter seus 35, 38 anos no máximo — mas tinha uma presença que me fez parar no meio do caminho.
Não sei explicar o que aconteceu naquele momento. Algo se moveu dentro de mim, num lugar que eu nem sabia que existia. Uma faísca. Uma vertigem leve, como se o chão tivesse balançado um milímetro para a esquerda.
Eu, Fernando, 58 anos, casado, pai de família, nunca tinha olhado para um homem daquele jeito.
Sentei-me a algumas mesas de distância e pedi meu jantar. Mas meus olhos voltavam para ele repetidamente. Ele sentiu meu olhar, porque em determinado momento virou o rosto e nossos olhos se encontraram.
Minha respiração falhou quando ele sorriu, deslizando os dedos lentamente pela borda do seu copo de uísque. Levantou de sua cadeira e aproximou-se da minha mesa

"Você vem sempre aqui?", perguntou com uma voz mansa, fitando diretamente em meus olhos

Quando ameacei responder, ele encurtou a distância entre nós e sussurrou:
- Eu só venho quando sei que vou encontrar alguém muito especial.
Nossas mãos se tocaram casualmente na madeira da mesa, disparando uma eletricidade impossível de ignorar. Foi um momento tenso, mas seguro, como se ele soubesse exatamente o que estava fazendo. Como se estivesse apenas esperando que eu tomasse coragem.
— O uísque é bom? — Perguntei, com a voz saindo mais rouca do que eu esperava.
Ele levantou o copo, apreciando a cor do líquido contra a luz.
— Depende. Você quer algo para relaxar ou para esquecer?
Ri, sem jeito. — Acho que para relaxar.
Ele fez um sinal para o barman. — Mais um para o meu amigo aqui.
Sentamos juntos. Conversamos sobre nada e tudo: a cidade, a obra, os livros que ele lia, a música que ouvia. Rodrigo era arquiteto, estava ali para a reforma de um casarão histórico. Falava com paixão sobre as coisas, gesticulava muito, ria alto. Era completamente diferente de mim, que aprendi a ser comedido, contido, invisível.
A segunda dose veio. Depois a terceira. Não sei dizer em que momento sua mão encontrou a minha sobre a mesa. Sei que quando percebi, seus dedos estavam sobre minha mão, e o contato da pele dele queimava como brasa.
— Você está tremendo — ele notou, com a voz baixa.
— Estou nervoso — admiti, sentindo-me ridículo. Um homem da minha idade, tremendo como um adolescente.
Ele não riu de mim. Apenas apertou minha mão com mais firmeza. — Não precisa ficar. Só existe a primeira vez, Fernando. Depois disso, é só descoberta.
Ele sabia. Ele sabia que eu nunca tinha estado com um homem. E mesmo assim, não julgou. Não fez piada. Apenas me olhou com aqueles olhos escuros, profundos, que pareciam enxergar através de mim.
Terminamos os copos. Ele pagou a conta. Caminhamos até o elevador em silêncio, o ar entre nós carregado de eletricidade. Quando as portas se fecharam, seu corpo encostou no meu, e eu senti o calor dele através do tecido fino da camisa.
— Qual é o seu quarto? — Ele perguntou.
— 304.
Ele apertou o botão do terceiro andar sem desviar o olhar de mim. O elevador subiu devagar, cada segundo uma eternidade. Quando as portas se abriram, segui-o pelo corredor. Minhas mãos suavam. Meu coração parecia querer saltar do peito.
Parei diante da porta. Encaixei o cartão, a maçaneta cedeu. Você primeiro e eu obedeci.
Lá dentro, a luz era difusa, vinda de um abajur ao lado da cama que eu havia deixado aceso. Ele fechou a porta atrás de nós. O som da fechadura foi definitivo, como um ponto final em todas as incertezas que eu tinha sobre mim mesmo.
Ele se aproximou por trás, as mãos encontrando meus ombros. Seu hálito quente roçou minha nuca quando ele falou:
— Fique tranquilo, vou com calma, tá? Só confia em mim.
E pela primeira vez em muito tempo, eu me permiti não pensar. Apenas sentir.
Ele me virou devagar. Com uma delicadeza. Suas mãos subiram dos meus ombros até meu rosto, e ele segurou minha cabeça como se eu fosse algo precioso e frágil, e eu senti o tremor das minhas pálpebras se fechando.
— Relaxa, Fernando — ele sussurrou, com a voz tão perto que seu hálito quente tocava meus lábios. — Não tem pressa. A gente tem a noite toda.
Eu nunca tinha beijado um homem. Quando seus lábios encontraram os meus, foi como se o mundo inteiro virasse do avesso. Não era áspero, não era agressivo. Era lento, explorador, como se ele lesse cada centímetro da minha boca com a língua. Um gosto de uísque e algo mais, algo doce e masculino que me embriagou mais do que as doses que tomei.
Minhas mãos, finalmente encontraram suas costas. A camisa de linho era macia sob meus dedos, e eu senti o calor do corpo dele através do tecido. Ele apertou meu beijo, uma das mãos deslizando para minha nuca, os dedos se enroscando nos fios grisalhos do meu cabelo.
— Você beija tão bem — ele murmurou contra minha boca. — Parece que sempre fez isso.
Eu ri, um som nervoso, abafado. — É mentira. Estou completamente perdido.
— Perdido é o melhor jeito de se encontrar.
Ele se afastou o suficiente para olhar para mim. Seus olhos percorreram meu rosto, minha testa, meu nariz, minha boca já inchada pelo beijo.
— Posso tirar sua camisa? Perguntou
A pergunta era simples, mas carregava um peso imenso. Eu concordei com a cabeça, incapaz de formar palavras.
Seus dedos foram até o primeiro botão da minha camisa social. Ele o desfez com muita paciência. Um por um, os botões foram cedendo, o tecido se abrindo, o ar frio do quarto encontrando minha pele. Quando chegou ao último, ele abriu a camisa completamente, empurrando-a para trás dos meus ombros. Ele parou. Me olhou.
— Você é bonito, Fernando.
Eu senti o rosto queimar. — Tenho 58 anos, tenho....
— Você tem um corpo de homem — ele me interrompeu, colocando a mão espalmada sobre meu peito. — De um homem lindo e gostoso.
A mão dele foi descendo pelo meu peito, passando suavemente pelos meus mamilos até chegar na minha cintura, quando então novamente, puxando-me contra si, iniciou um novo, longo e molhado beijo.
— Sua vez — ele disse, a voz rouca. — Me despe.
Minhas mãos estavam trêmulas quando alcancei os botões da camisa branca dele. O primeiro escapou dos meus dedos. Ele sorriu, paciente. O segundo eu consegui. Depois o terceiro. Cada botão que eu abria revelava mais pele, mais pelos castanhos, mais daquele corpo firme, jovem, que contrastava com o meu.
Quando a camisa caiu, eu o vi inteiro pela primeira vez. Rodrigo não era um homem musculoso de academia, mas tinha um corpo atlético, definido pelo trabalho, pelos movimentos reais da vida. Os ombros largos, o peito liso e moreno, a linha fina de pelos que descia do umbigo e desaparecia dentro da calça jeans. Eu engoli em seco.
Ele tomou minhas mãos e as colocou sobre seu peito. — Pode tocar. Pode sentir.
Comecei tímido, as pontas dos dedos traçando o contorno dos músculos, a textura da pele, o calor que irradiava dele. Mas à medida que meus olhos se acostumavam com a imagem, que minhas mãos aprendiam a forma daquele corpo, a timidez foi dando lugar a algo mais profundo. Uma fome que eu nunca tinha sentido.
Meus dedos deslizaram pelo peito dele, encontraram os mamilos. Ele fechou os olhos, a cabeça inclinando para trás, revelando o pescoço longo e moreno.
— Isso... — ele murmurou. — Continua.
Ganhei coragem. Minhas mãos desceram, encontraram o cós da calça jeans, a pele quente da barriga dele. Ele estremeceu sob meu toque. Eu vi os pelos se eriçarem, vi a respiração dele ficar mais curta, mais rápida.
— Deita — ele pediu, com a voz grossa.
Ele me guiou até a cama, me deitando de costas. A colcha era áspera sob minhas costas nuas. Ele ficou de joelhos ao meu lado, me olhando de cima, a luz do abajur criando sombras que dançavam sobre seu corpo.
— Posso beijar você inteiro? — Ele perguntou, e a pergunta era tão íntima, tão vulnerável, que meu peito apertou.
— Sim — respondi, a voz saindo num sussurro.
Ele começou pelo meu pescoço. Os lábios roçaram a pele logo abaixo da orelha e se moveram devagar, descendo pelo pescoço. Quando chegou ao meu peito, ele parou. Passou a língua lentamente em volta do mamilo, e eu arquei as costas, com um som escapando da minha garganta que eu nem reconheci como meu. Ele sorriu.
— Gostou?
— Sim... — a palavra saiu ofegante.
Ele continuou. A boca continuou descendo, lambendo, mordiscando, beijando. Cada beijo era uma descoberta até chegar na minha cintura. Suas mãos abriram o meu cinto. Ele puxou o zíper devagar. Eu levantei os quadris para ajudar, e ele deslizou a calça para baixo, junto com a cueca.
Fiquei nu diante dele. Pela primeira vez em anos, eu estava completamente exposto.
Ele me olhou longamente. Seu olhar percorreu cada centímetro, sem pressa. Depois, ele se inclinou e beijou o interior da minha coxa. A pele era sensível ali, e eu estremeci.
— Você é lindo assim — ele disse, os lábios roçando minha pele enquanto falava. — Todo homem devia ser visto assim por alguém que o deseja.
Ele beijou a outra coxa, subindo devagar. Sua boca se aproximava do centro do meu corpo, e minha respiração ficava mais curta a cada milímetro que ele avançava. Eu não sabia o que esperar. Nunca tinha feito aquilo.
Quando a boca dele finalmente tocou meu pau, foi como se o ar do quarto tivesse acabado. Seus lábios envolveram a glande com uma lentidão deliberada, a língua quente traçando círculos molhados ao redor de toda a cabeça.
— Ah, Rodrigo... — o nome escapou como um gemido.
Ele não respondeu. Apenas continuou, a boca descendo, sugando. Sua mão envolveu o meu saco, o movimento coordenado entre boca e mão criando um ritmo que alucinava. Eu nunca tinha sentido nada igual. Anos de sexo mecânico com Marisa, de punhetas apressadas no chuveiro, nada se comparava à devoção que ele colocava naquela mamada.
Minhas mãos encontraram seus cabelos. Eu não sabia se puxava ou empurrava. Meu corpo inteiro queimava, cada músculo tenso, cada nervo em chamas.
— Espera... — eu gemi, puxando sua cabeça. — Vou gozar se você continuar.
Ele parou, subiu pelo meu corpo, com o sorriso safado no rosto.
— E qual o problema disso?
— Eu quero... — procurei as palavras. — Quero sentir você também. Quero te tocar.
Ele se inclinou e me beijou, e eu provei meu próprio gosto em seus lábios.
— Sua vez então — ele disse, deitando-se de costas ao meu lado. — Me mostra o que você quer fazer.
Virei-me para ele. Dessa vez era eu quem olhava seu corpo estendido, nu, entregue. A visão do pau dele ereto, apontando para o teto, grosso e úmido na ponta era algo inimaginável. Eu queria provar.
Sentei-me na cama, o corpo ainda vibrando com o que ele tinha me feito. Olhei para Rodrigo estendido à minha frente, os olhos semicerrados, exposto, confiante.
— Vem — ele disse, a voz baixa, quase um sussurro. — Me mostra o que você aprendeu.
Aquele convite acendeu algo dentro de mim. Uma coragem que eu não sabia que tinha. Curvei-me sobre ele, minhas mãos apoiadas de cada lado do seu torso, sentindo o calor do seu corpo. Comecei pelo pescoço, imitando o que ele tinha feito comigo. Quando meus lábios roçaram sua pele e eu senti o tremor que percorreu seu corpo.
— Hummm... — ele murmurou, os olhos fechando. — Está aprendendo rápido.
Ganhei confiança. Minha boca desceu pelo peito dele, lambendo devagar. Quando encontrei o mamilo, passei a língua em volta, sentindo-o endurecer contra meus lábios.
— Isso... — ele encorajou, a mão encontrando meus cabelos. — Continua.
Desci mais. Minha boca traçou o caminho dos pelos que desciam do peito até a barriga, cada centímetro de pele uma descoberta nova. A barriga dele era firme, lisa, e eu a beijei como se fosse a coisa mais preciosa do mundo.
Quando cheguei à altura do seu pau, parei. Ele estava ali, ereto, a glande brilhante, uma pequena gota de líquido transparente formando na ponta. Meu coração batia tão forte. Eu nunca tinha feito aquilo. Nunca tinha provado um homem. Mas eu queria. Deus, como eu queria.
Inclinei a cabeça e toquei a ponta com a língua. O gosto era novo, estranhamente doce e salgado ao mesmo tempo, um sabor que era só dele. Rodrigo prendeu a respiração. Abri os lábios e o envolvi completamente. O calor era intenso. Comecei devagar, movendo a cabeça para cima e para baixo num ritmo incerto, aprendendo o caminho, descobrindo a pressão certa que fazia ele gemer mais alto.
— Assim... — ele guiou, a mão apertando meus cabelos. — Mais devagar na descida... isso... usa a língua também...
Eu obedecia como um aluno dedicado. Minha língua deslizava para cima e para baixo, contornava a glande e deslizava novamente pelo corpo inteiro. Cada gemido dele era um incentivo para continuar. Eu queria mais. Queria ouvi-lo perder o controle.
Minha mão envolveu a base, acompanhando o movimento da boca, e eu senti ele endurecer ainda mais, o corpo tenso, a respiração acelerada.
— Fernando... — a voz dele saiu rouca, apertada. — Se continuar assim, não vou durar muito.
Aquilo me incentivou ainda mais. Aumentei o ritmo, aprofundei o movimento, levando-o até o fundo da garganta. O reflexo veio, mas eu ignorei, sentindo-o pulsar contra minha língua.
Ele gemeu, longo, um som que parecia vir do fundo do peito. As mãos nos meus cabelos apertaram, puxando, mas não para me afastar — para me segurar, enquanto o prazer do seu gozo chegava.
Sinto seu pau enrijecer cada vez mais entre meus lábios. A primeira jorra atinge minha língua, quente e espessa, e eu não hesito — engulo, sentindo o gosto salgado e denso se espalhar pela garganta. Mais jatos vêm, e eu continuo acolhendo cada jato de porra. Seu gosto é estranhamente doce, íntimo.
Quando ele finalmente amolece, eu o solto devagar, lambendo os lábios, provando o vestígio que ficou. Olho para cima e encontro seus olhos vidrados e a respiração ofegante. Subo pelo corpo dele, beijando o peito, o pescoço, até encontrar sua boca. Ele me beija de volta, lento, preguiçoso, os dedos enroscando em meus cabelos.
— Delícia — ele murmura contra meus lábios, e eu sorrio.
— Quero mais — sussurro, a mão descendo pelo seu torso, encontrando seu sexo já amolecido. Começo a acariciá-lo devagar, sentindo a pele macia, a textura ainda úmida.
— Já? — Pergunta, com a voz rouca de surpresa.
— Quero você de novo — peço com a mão continuando o movimento lento, sentindo-o começar a endurecer sob meus dedos. — Mas agora quero sentir você dentro de mim.
Ele me olha, com um sorriso lento se formando no canto da boca. — Incansável, hein?
— Incansável por você — respondo, inclinando-me para beijá-lo outra vez, a mão ainda trabalhando, sentindo-o crescer, ficar rijo outra vez entre meus dedos.
Ele geme no beijo, a mão apertando minha nuca. — Você vai acabar comigo.
— Mas que jeito bom de acabar. Ironizei sua fala, mas confesso que um arrepio percorreu minha espinha, uma onda de calor que se concentrou bem no centro do meu cuzinho. Eu nunca tinha sido penetrado. Mas naquele momento, com o gosto dele ainda na minha boca, com o calor do corpo dele contra o meu, não havia dúvida. Eu queria e muito!
Com um sorriso suave e cheio de promessas, deitou-me de costas na cama. Colocou uma almofada por debaixo de mim, na altura da minha barriga. Assim eu fiquei ali, nu, exposto, esperando. Ele se inclinou sobre o criado-mudo e pegou um tubo de creme hidratante que sempre levo em minhas viagens.
— Vou com calma — ele prometeu, derramando um pouco nos dedos. — Confia em mim.
Eu concordei com a cabeça e as mãos apertando os lençóis.
Ele se posicionou entre minhas pernas, os dedos lubrificados encontrando a entrada que eu nunca tinha oferecido a ninguém. O toque foi estranho, frio, mas ele foi paciente. O dedo entrou devagar, centímetro por centímetro, enquanto me beijava e murmurava palavras de incentivo.
— Relaxa... respira... isso...relaxa...aproveita...
Quando o primeiro dedo estava completamente dentro de mim, eu senti uma sensação que não sabia entender. Não era dor, não era prazer. Era preenchimento. Uma estranheza que foi se dissolvendo à medida que ele movia o dedo devagar, em círculos, explorando o meu mais íntimo interior, até encontrar o ponto certo, fazendo minha visão embaçar.
— Ahiii... — gemi, sem querer.
Ele sorriu, satisfeito. — Achei... agora só relaxa e curte...
Um segundo dedo se juntou ao primeiro. Dessa vez, a sensação de estiramento era mais intensa. Respirei fundo, enquanto ele abria caminho dentro de mim com uma paciência sem fim.
— Pronto — ele murmurou, retirando os dedos. — Agora vou entrar e você será meu...
Ele se posicionou entre minhas pernas abrindo-as mais um pouco. Com as mãos em minha cintura elevou um pouco mais minha bunda e, em seguida pôs a ponta do seu pau roçando a entrada do meu cuzinho, que ele tinha preparado anteriormente. Olhei para cima, encontrei seus olhos e assenti com a cabeça.
Ele entrou.
Devagar. Tão devagar que eu senti cada milímetro, cada centímetro daquela pele quente e dura como aço penetrando meu corpo. A sensação era de ser preenchido, aberto de um jeito que eu nunca imaginei ser possível. Meu corpo resistiu no começo, os músculos se contraindo, mas ele parou, esperou, me beijou, até que relaxei novamente. Sentia agora cada preguinha, do meu cuzinho, ir cedendo para aquele maravilhoso pau.
— Mais... — eu pedi, implorei com a voz rouca.
Ele obedeceu. Avançou mais, até que estava completamente dentro de mim. O corpo dele contra o meu, o peito colado nas minhas costas, o hálito quente no meu ouvido.
— Está sentindo? — Ele sussurrou. — Todo eu. Dentro de você...
Eu não conseguia responder. Apenas sentia. Aquele preenchimento, aquele calor, aquele tesão que tomava todo meu corpo. Habilmente ele começou a se mexer, movimentos lentos de entra e sai, profundos, que alcançavam um lugar dentro de mim que eu não sabia que existia.
Cada estocada era uma descoberta. Cada gemido um prazer mais intenso. Eu me entreguei completamente. Cada vez mais forçava minha bunda contra ele, na esperança de ter seu pau cada vez mais dentro de mim.
— Tá perto — ele avisou, a voz falhando. — Vou gozar.
— Goza — eu pedi, com um gemido. — Goza dentro de mim - implorei novamente.
Ele acelerou o ritmo, as estocadas ficando mais fortes, mais profundas. Eu senti o corpo dele enrijecer, senti seu pau crescer cada vez mais dentro de mim. Então gozou.
Um gemido longo, rouco, animal, escapou da garganta dele enquanto ele derramava tudo dentro de mim. Jatos quentes, grossos, que me preenchiam completamente.
Eu gozei junto, sem tocar em mim mesmo, apenas com a sensação dele dentro de mim, com o calor do gozo dele, com a intensidade daquele momento.
Ele ficou imóvel por um longo tempo e depois, se afastou devagar, deitando-se ao meu lado, me puxando para perto. Ficamos em silêncio, abraçados com os corpos suados e exaustos
Ele quebrou o silêncio primeiro.
— Você foi incrível, Fernando.
Eu ri —Eu não sabia que era assim.
— Assim como?
— Assim... completo.
Ele me beijou, lento, doce. E naquele beijo, eu senti que algo em mim tinha mudado para sempre.
O Fernando que entrou naquele quarto não seria o mesmo que sairia na manhã seguinte. E, pela primeira vez em muito tempo, eu não tinha medo do que isso significava.


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Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico professor2026

Nome do conto:
A primeira vez !

Codigo do conto:
271219

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
01/09/2026

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