Não era mais uma vontade esporádica. Era uma necessidade constante, quase física. O gosto, a textura, o peso na língua, a forma como a garganta se abria… tudo isso ocupava a cabeça dela o tempo inteiro. Depois de cada homem, a vontade só aumentava.
Na última tentativa, ela tinha feito algo diferente. Tinha entrado numa página de namoro, conversado com um homem mais velho, carinhoso, atencioso. Ruan. Acreditou, por alguns dias, que se tivesse um namorado fixo, alguém que a fizesse se sentir segura e desejada, a obsessão diminuiria. Que um pau só seria suficiente.
Não foi.
Mesmo enquanto ele metia com cuidado e beijava o pescoço dela, a imagem de outro pau na boca apareceu com força. Ela gozou pensando nisso. E depois sumiu, porque não queria magoar alguém tão legal.
Agora, semanas depois, a vontade estava pior.
Precisava, precisava muito chupar, mas quem? Não podia ficar arriscando procurar um conhecido ou alguém no site de namoro. Então decidiu procurar alguém para algo sem compromisso e totalmente desconhecido.
Ela abriu o site de acompanhantes masculinos com as mãos trêmulas. Não queria mais carinho. Não queria alguém perguntando se estava tudo bem. Queria o oposto. Queria ser usada.
Escolheu dois.
Theo, 28 anos, alto, corpo de academia.
Igor, 26, mais magro, pau descrito como bem grosso.
Combinou com os dois no mesmo motel, no mesmo horário. Pagou antecipado. Não explicou quase nada na conversa. Só marcou.
Ela parou com o celular na mão. Pensando no que estava fazendo. Tentando colocar ordem e desmarcar, mas em vez disso abriu o Uber e foi direto para o local combinado.
O Uber parou em frente ao motel. Os dois já estavam esperando do lado de fora. Quando ela desceu, Theo apenas acenou com a cabeça. Igor passou o olhar pelo corpo dela sem disfarçar.
O coração dela disparou. Não era apenas tesão. Era vergonha. Muita vergonha.
Ela apenas cumprimentou sem muita conversa e com as mãos cruzadas caminhou com eles até a entrada.
Os três entraram juntos.
Entrar no motel com um homem já faria Vanessa sentir vergonha, mas eram dois.
Ela rezava que apenas o atendente estivesse no lugar.
Na recepção, o atendente olhou para Vanessa, depois para os dois homens, e ficou em silêncio um segundo a mais do que o necessário. Entregou a chave do 217 sem fazer perguntas. Vanessa sentiu o rosto queimar. Aquele olhar calado a acompanhou até o elevador.
Ela sentia como se estivesse indo até o abatedor. A cabeça ainda não acreditava no que estava fazendo, mas estava.
Dentro do quarto, a porta mal tinha fechado quando ela falou, a voz um pouco trêmula:
— Eu quero que vocês sejam brutos comigo. Sem carinho. Sem perguntar se está gostoso. Só usem.
Ela precisava disso, não queria algo emocional. Apenas queria carne.
Theo ergueu uma sobrancelha. Igor sorriu de lado.
— Bruto tipo o quê? — perguntou Theo, já tirando a camiseta.
Vanessa engoliu em seco.
— Tipo… me tratar sem delicadeza. Me usar. Preciso me sentir pequena perto de vocês.
Igor soltou uma risadinha baixa e abriu o cinto.
— Entendi. Você quer ser tratada feito cadela.
Vanessa sentiu o estômago revirar de vergonha e tesão ao mesmo tempo. Não corrigiu.
Ela apenas com vergonha, olhando para o chão fez menção que sim.
Em poucos minutos os dois estavam nus. O pau de Theo era longo e veioso. O de Igor era mais curto, mas notavelmente mais grosso, a cabeça larga.
Vanessa sentiu um tesão com curiosidade. Em cada experiencia ela via as diferenças dos cacetes. E ali tido dois exemplares singulares.
Theo se aproximou, segurou o queixo dela com força e virou o rosto para cima.
— Então presta atenção. Hoje você não manda em nada. Ajoelha.
Ela desceu.
Igor já estava na frente, segurando o pau grosso na altura da boca dela.
— Abre.
Vanessa abriu. Ele empurrou até o fundo de uma vez, segurando a cabeça dela no lugar quando ela engasgou. Ao mesmo tempo, Theo se ajoelhou atrás, puxou as nádegas dela e enfiou a língua com força, chupando a buceta já molhada de qualquer jeito, sem delicadeza.
— Olha só essa puta… — murmurou Theo entre as pernas dela.
— Já está escorrendo só de engasgar no pau.
Igor tirou o pau da boca dela só o suficiente para bater na língua algumas vezes.
— Mostra a língua. Assim. Fica quieta.
Ele cuspiu na boca dela e enfiou de novo, mais fundo, fazendo a garganta dela apertar em volta. Vanessa sentiu os olhos lacrimejarem. O gosto era forte, pesado. E, ao mesmo tempo, a língua de Theo entrava nela com força, os dedos abrindo, sem nenhum cuidado.
A cabeça dela estava uma confusão gostosa.
É isso. Sem carinho. Sem pergunta. Só sendo usada.
Theo se levantou, posicionou o pau na entrada dela e empurrou de uma vez até o fundo. Vanessa soltou um gemido alto e abafado em volta do pau de Igor. A sensação foi imediata e brutal: a boca esticada e a buceta sendo aberta ao mesmo tempo.
Exatamente a fantasia que a tinha assombrado enquanto o Ruan metia com carinho.
Agora era real.
Theo segurou a cintura dela com as duas mãos e começou a meter forte, batendo fundo a cada estocada. Igor segurava o cabelo dela com força e fodia a boca no mesmo ritmo.
— Isso… engole esse pau, cadela — Igor falou, a voz áspera.
— Abre essa garganta. Quero ver você babando.
Vanessa babava. Saliva escorria pelo queixo, pingava nos seios, fazia fio até o chão. Cada vez que Theo enfiava fundo, o pau de Igor ia mais fundo também. O barulho era obsceno: o som molhado da boca, o som da pele batendo, os gemidos engasgados dela.
Dois. Estou sendo comida e chupando ao mesmo tempo. Meu Deus…
O prazer era grosso, pesado, quase sujo. Não tinha nada de delicado. Era só estímulo puro: o gosto constante na língua, a sensação de ser aberta repetidamente, as mãos fortes segurando ela no lugar.
Theo puxou o cabelo dela para trás, obrigando-a a curvar as costas, e meteu ainda mais fundo.
— Aperta essa buceta. Isso. Bem apertadinha. Você gosta de ser usada assim, né? Pediu pra ser tratada feito puta e agora está gozando.
Vanessa estava gozando. O primeiro orgasmo veio de forma feia, o corpo inteiro tremendo, um gemido longo e abafado vazando mesmo com a boca cheia. As pernas enfraqueceram, mas os dois não deixaram ela cair. Theo segurou a cintura com mais força e continuou metendo enquanto ela ainda espasmava.
— Não para… — ele falou.
— Vai gozar de novo com o pau na boca.
Eles trocaram de posição sem pedir licença. Agora era Igor atrás, o pau mais grosso abrindo ela de um jeito diferente, mais invasivo. Theo na frente, segurando a cabeça dela com as duas mãos e metendo na garganta com vontade.
— Olha para mim — Theo ordenou.
— Quero ver essa cara de puta enquanto leva pau nos dois buracos.
Vanessa ergueu os olhos marejados. A imagem que ela via refletida no olhar dele a fez apertar ainda mais. O segundo orgasmo veio mais fundo, quase dolorido, as coxas tremendo sem controle. Dessa vez ela sentiu a buceta latejar com força em volta do pau de Igor, enquanto a boca se enchia completamente do de Theo.
Estou sendo usada. Exatamente como pedi. E estou adorando.
Quando os dois finalmente gozaram — Theo fundo na garganta, Igor puxando para fora e gozando nas costas dela — o quarto ficou em silêncio por alguns segundos.
Theo foi o primeiro a se afastar. Pegou uma toalha e limpou o gozo das costas dela com movimentos práticos, quase mecânicos. Igor já estava vestindo a cueca.
— Mais alguma coisa? — Theo perguntou, a voz já profissional de novo.
Vanessa, ainda de quatro, a respiração descompassada, apenas balançou a cabeça. A garganta ardia. A buceta latejava. O gosto ainda dominava a boca.
Eles se vestiram rápido e saíram. A porta se fechou com um clique suave.
Vanessa ficou sozinha no quarto do motel, nua, o corpo marcado de dedos, saliva e porra. O prazer tinha sido intenso, quase brutal. A fantasia tinha se realizado por completo.
E mesmo assim, enquanto o suor esfriava na pele, o mesmo vazio de sempre começou a voltar.
Só que dessa vez vinha junto com uma frase fria e clara na cabeça:
Nada disso está resolvendo.




