— Só que eles não podem saber das coisas que a gente conversa — disse ela. — Se descobrirem que isso faz parte das nossas fantasias, perdemos completamente o controle da situação.
Essa frase ficou na minha cabeça.
Controle.
Talvez fosse exatamente esse o problema.
Até então, tudo aquilo existia apenas entre nós dois. Podíamos imaginar, provocar um ao outro, estabelecer limites e interromper quando quiséssemos.
Lucas estava atravessando essa fronteira.
Pouco tempo depois, pegamos novamente o celular.
Havia uma nova mensagem.
Mensagem no celular — Sábado
Lucas: Seu tempo acabou.
Outra mensagem apareceu logo depois.
Lucas: Só um aperitivo para você pensar melhor.
Então chegou uma fotografia.
Era apenas um recorte.
A imagem mostrava parte da roupa molhada, seus seios marcados na blusinha, praticamente expostos pela transparência. Não aparecia seu rosto, mas era evidente que Lucas possuía a fotografia de Lee só de calcinha e blusinha, toda molhada e transparente daquele dia.
Lee ficou pálida.
— Então ele tem.
— Tem.
— E agora?
Peguei o celular da mão dela.
— Vamos ganhar tempo.
Comecei a responder como se fosse ela.
Mensagem no celular — Sábado
Lee: Está maluco? O Max está aqui.
Lucas respondeu:
Lucas: Então faz o que te pedi que eu paro.
Escrevi:
Lee: Não dá. O Max está aqui. Depois conversamos.
Lucas respondeu:
Lucas: Então me manda alguma coisa só para mostrar que vai pensar.
Escrevi novamente:
Lee: Não posso tirar foto agora. O Max vai perceber. Conversamos na semana que vem, depois que ele viajar.
Lucas respondeu quase instantaneamente.
Lucas: Não.
Outra mensagem:
Lucas: Manda agora.
E outra:
Lucas: Senão vou continuar mandando a foto para você até ele ver.
Segundos depois, chegou outra imagem.
Dessa vez era a fotografia completa.
Lee aparecia com a roupa molhada, olhando para fora do enquadramento. Seu rosto estava perfeitamente visível, sua roupa molhada a deixava quase nua, seus seios marcavam o tecido e sua calcinha estava praticamente transparente, era quase uma foto de Lee nua.
Lucas havia cortado a parte da fotografia onde ele próprio aparecia.
Fiquei olhando para a tela.
Sentia raiva daquilo.
Mas havia também outra reação, completamente inadequada à situação.
A imagem me lembrava exatamente aquela noite.
A expressão de Lee, ela chupando Lucas, os gemidos, as provocações, João passando a mão em seu corpo, ameaçando comer seu cuzinho, os gemidos quando ele a penetrava por trás, além de tudo o que tínhamos conversado depois.
Por um instante senti excitação, e imediatamente fiquei incomodado comigo mesmo por isso.
Mostrei a fotografia para ela.
Lee ficou vermelha.
— É... dá para ver meu rosto perfeitamente, e bem mais que isso.
Ela engoliu em seco.
— O que ele quer exatamente?
— Que você mande uma foto.
— Que tipo de foto?
— Ainda não perguntei.
Lee olhou novamente para a imagem.
— Talvez eu mande alguma de biquíni. Sem rosto.
Olhei para ela.
— Para quê?
— Para ganhar tempo.
— Lee, se você mandar outra foto, ele passa a ter duas.
Ela ficou em silêncio.
— E se ele estiver querendo justamente isso? Ver se você obedece? E até que ele só esteja ameaçando me contar ou enviar a foto, estamos tranquilos, porque eu já sei, só precisamos manter isso.
Ela respirou fundo.
— Tem razão.
Por alguns segundos ficou olhando para a fotografia.
Então afastou o celular.
— É estranho.
— O quê?
— Eu estava com tanto medo, que nem consegui pensar direito.
— Por isso não podemos fazer nada no impulso.
Ela concordou.
— Só que ele não pode descobrir que você já sabe.
— Também pensei nisso.
— Porque aí...
Ela hesitou.
— Aí ele vai saber que você sabe do que aconteceu.
— E?
Lee desviou o olhar.
— E talvez descubra outras coisas sobre nós.
Entendi perfeitamente o que ela queria dizer.
Nossas fantasias.
Nossas conversas.
O fato de que aquele episódio não havia sido exatamente algo que destruíra nosso relacionamento.
Pelo contrário.
— Então vamos fingir que você está tentando esconder tudo de mim — falei.
— Talvez funcione.
Depois de alguns segundos, Lee acrescentou:
— Eu conheço o Lucas. Ele é marrento, gosta de provocar... mas não acho que realmente queira acabar comigo.
— Espero que esteja certa.
— Acho que ele está tentando me assustar porque quer repetir o que aconteceu.
— Continua sendo chantagem.
— Eu sei.
Ela permaneceu em silêncio.
— E isso me deixa com muita raiva.
Olhou para a tela novamente.
— Mesmo que uma parte de mim...
Ela interrompeu a própria frase.
— Uma parte de você o quê?
— Nada.
— Lee.
— Nada.
Ela tentou sorrir.
— Esquece.
Mas não parecia nada.
Peguei novamente o telefone.
Mensagem no celular — Sábado
Lee: Para com isso. Se o Max pegar meu celular e encontrar essa foto, vai dar problema para nós dois.
Lucas respondeu:
Lucas: Ele está perto de você agora?
Lee: Sim. Está aqui do lado. Já está desconfiando porque estou mexendo demais no celular.
A resposta demorou pouco.
Lucas: Imagina quando ele descobrir como a namorada dele se comporta quando ele não está por perto, a putinha que ele tem em casa... gostosa e safada!
Em seguida:
Lucas: Você tem até as 21h para mandar a foto.
Outra mensagem.
Lucas: Senão talvez eu mostre aquela foto para os meninos do futebol.
Lee puxou o celular da minha mão.
— Filho da puta.
Peguei novamente.
Lee: Se fizer isso, você vai se ferrar. Isso é crime.
Lucas respondeu:
Lucas: Calma.
Outra mensagem.
Lucas: Não quero fazer mal para você.
Mais uma.
Lucas: Quero só uma foto.
Lucas: Sem rosto.
Lucas: Você manda e eu apago a outra.
Lucas: Depois paro de te incomodar.
E, finalmente:
Lucas: 21h.
Mostrei para Lee.
Ela ficou alguns segundos sem dizer nada.
— Você acha que ele mandaria para os outros?
— Acho que não.
— Mas e se mandar?
— Ele estaria assumindo um risco enorme.
— Só que, se mostrar pessoalmente ou mandar para dois ou três amigos, talvez eu nunca descubra.
A possibilidade parecia assustá-la ainda mais.
— E todos eles estudam comigo.
Ela fechou os olhos.
— Eles iam olhar para mim e eu nem saberia quem viu.
Foi a primeira vez que senti que Lee estava realmente apavorada.
Mas, depois de alguns segundos, ela olhou novamente para a mensagem.
— “Só uma foto.”
— Não começa.
— Estou só pensando.
— É justamente isso que ele quer.
— Eu sei.
— Se você mandar, ele aprende que ameaçar funciona.
Ela concordou.
— E provavelmente pede outra depois.
— Exatamente.
— Eu sei.
Mesmo assim, continuou olhando para a tela.
A hesitação dela me chamou atenção.
Não parecia apenas medo.
— Você está pensando em mandar?
— Não.
A resposta veio rápida demais.
Olhei para ela.
— Lee.
Ela soltou o ar devagar.
— Talvez tenha passado pela minha cabeça.
— Por causa da ameaça?
Ela demorou.
— Não só.
Aquilo me surpreendeu.
— Como assim?
— Não sei explicar.
Ela se irritou consigo mesma.
— A situação é horrível. Estou com medo de verdade. Mas ao mesmo tempo...
Parou.
— Ao mesmo tempo?
— Saber que ele quer uma foto minha desse jeito...
Ela fechou os olhos por um instante.
— Mexe um pouco comigo.
Ficamos em silêncio.
— Só que eu não quero fazer nada porque fui obrigada.
— Então não faz.
Ela assentiu.
— É isso que está me deixando confusa. Se ele tivesse simplesmente pedido...
Não terminou a frase.
Nem precisava.
A noite ficou estranha depois disso, mas confesso que as vezes meus pensamentos me traiam, me peguei com tesão imaginando ela sendo obrigada a enviar uma foto nua por chantagem, mas tentava recobrar o juízo, a situação era arriscada e poderia acabar com a vida que tínhamos.
Desistimos de sair. Colocamos um filme e ficamos deitados no sofá, mas nenhum dos dois acompanhava realmente a história.
Lee olhava o celular a cada poucos minutos.
Quando faltavam cerca de dez minutos para as nove, o prazo que ele nos deu, ela perguntou:
— E se a gente mandar alguma coisa que não me comprometa?
— Tipo?
— Uma foto de biquíni.
— Ele já tem.
— Do churrasco?
— Sim. Tiramos várias com todo mundo naquele final de semana.
Ela pensou.
— Então talvez outra, sem mostrar nada.
— Acho que ele vai interpretar como sinal de que você vai ceder.
— Também acho.
— E tenho quase certeza de que ele quer alguma coisa mais comprometedora.
Lee não respondeu.
O relógio chegou às nove.
Nada aconteceu.
21h02.
Nada.
21h05.
Lee atualizou a tela.
21h08.
— Ele está fazendo isso de propósito — disse ela.
— Provavelmente.
21h12.
Ela continuava segurando o celular.
Eu também começava a ficar inquieto.
21h15.
O aparelho vibrou.
Lee se assustou.
— Chegou.
Olhei para a tela.
Não era uma mensagem direta.
Era um novo grupo.
“Grupo de trabalho faculdade”
Lee me encarou.
— Meu Deus.
Por alguns segundos, nenhum dos dois abriu.
— Quem está no grupo?
— Não sei.
— Olha primeiro os participantes.
Ela abriu.
Lucas.
João.
E Lee.
Só os três.
Ela soltou o ar que parecia estar prendendo havia vários segundos.
— Só eles.
Então abrimos as mensagens.
Lucas havia escrito:
Mensagem no grupo — Sábado
Lucas: Falei com o João sobre nossa conversa.
Outra mensagem.
Lucas: Ele concordou em apagar sua foto se você fizer o que estamos pedindo.
Lucas: Criei esse grupo para facilitar e para o Max e minha namorada não desconfiarem.
Lucas: Você faz isso e a gente deixa você em paz.
João ainda não havia escrito nada.
Lee olhou para mim.
— O que eu faço?
— Não sei.
— Respondo alguma coisa?
Fiquei em silêncio.
Pela primeira vez desde que ela havia me mostrado as mensagens, eu realmente não sabia o que dizer.
Todas as opções pareciam ruins.
Se Lee enviasse outra fotografia, eles poderiam continuar a chantagem.
Se não enviasse, poderiam divulgar a que já tinham.
Se os confrontasse, talvez ficassem irritados.
Se fingisse colaborar, talvez conseguisse ganhar tempo, mas já não parecia funcionar.
Lee olhava para mim esperando alguma direção.
Eu não tinha, a única coisa que pude dizer foi para não apagar as mensagens, que poderíamos precisar se eles fizessem algo.
Passaram-se vários minutos.
Quase 21h40, o celular vibrou novamente.
Lee quase deixou o aparelho escapar da mão.
Mensagem no grupo — Sábado
Lucas: Seu tempo acabou.
Segundos depois, João finalmente escreveu.
João: Oi, Lee.
Outra mensagem.
João: Desculpa não ter apagado a foto.
Lee murmurou:
— Desculpa é o car... que raiva.
Continuamos lendo.
João: Mas depois daquele dia eu não consegui apagar.
João: A gente só quer continuar o que começou.
João: Não queremos te prejudicar.
João: Faz o que pedimos e ninguém mais precisa saber de nada.
Lee ficou olhando para as mensagens.
Havia medo no rosto dela.
Raiva também.
Mas alguma outra coisa surgiu por apenas um instante quando João escreveu que queria “continuar o que começou”.
Ela percebeu que eu estava observando e desviou os olhos.
— O que eu faço?
Não respondi.
Lee esperou alguns segundos.
Então começou a digitar.
Parou.
Apagou.
Digitou novamente.
— O que você está escrevendo?
— Não sei ainda.
Ela respirou fundo, esperei ela me mostrar a mensagem, mas ela não mostrou, parecia nervosa.
Dessa vez enviou.
Mensagem no grupo — Sábado
Lee: Eu não vou mandar outra foto.
Poucos segundos depois escreveu mais.
Lee: Porque vocês vão continuar me ameaçando e depois vão usar a outra foto para fazer a mesma coisa.
Parou.
Pensou.
Então acrescentou enviando um áudio:
Lee: E se vocês querem saber se gostei do que aconteceu? Eu gostei sim do que aconteceu no fim de semana. Se era isso que vocês queriam saber, pronto. Gostei.
Olhei para ela.
— Lee...
— É verdade.
Ela continuou digitando.
Lee: Mas isso não dá a vocês o direito de fazer isso comigo.
Nova mensagem:
Lee: Uma coisa é eu querer alguma coisa. Outra é vocês tentarem me obrigar.
E finalmente:
Lee: Se vocês divulgarem essa foto ou me causarem qualquer problema, eu vou atrás de vocês. E vou fazer um inferno na vida dos dois.
Ela enviou.
Depois colocou o telefone sobre a mesa.
Por alguns segundos, nenhum de nós falou.
— Por que você contou que gostou? — perguntei.
Lee continuou olhando para o celular.
— Não sei.
— Não sabe?
Ela demorou para responder.
— Talvez porque eu esteja cansada desse joguinho deles, ficar escondendo e fingindo que não gostei, eles já sabem, só queriam ouvir, quem sabe não me deixam em paz, e para que fingir?
O telefone permaneceu em silêncio sobre a mesa.
Mas naquele momento percebi que alguma coisa havia mudado.
Lucas e João ainda tinham a fotografia.
Lee ainda estava com medo.
A chantagem continuava.
Mas agora eles também sabiam de outra coisa.
Ela tinha gostado do que acontecera.
E, pelo modo como Lee continuava olhando para o celular, esperando a próxima mensagem, comecei a suspeitar de que essa informação poderia ser muito mais perigosa do que a própria fotografia.
O celular continuou parado sobre a mesa.
Durante quase dois minutos ninguém escreveu nada.
Lee fingia olhar para a televisão, mas seus olhos voltavam para o aparelho o tempo todo.
Eu fazia exatamente a mesma coisa.
Finalmente a tela acendeu.
Mensagem no grupo — Sábado
Lucas: Então você gostou.
Lee fechou os olhos.
— Eu sabia que ele ia pegar justamente essa parte.
Outra mensagem apareceu.
Lucas: Era só isso que eu queria que você admitisse.
Logo depois, João escreveu:
João: Agora ficou mais fácil conversar.
Lee pegou o telefone.
— Mais fácil para quem?
— Não responde ainda.
— Por quê?
— Porque eles acabaram de descobrir exatamente onde mexer com você.
Ela me olhou.
— E você acha que eu não sei?
Antes que eu respondesse, Lucas mandou outra mensagem.
Lucas: Então vamos fazer diferente.
Lucas: Segunda-feira, depois da faculdade.
Lucas: Nós três conversamos pessoalmente.
Lee franziu a testa.
Lucas: Sem foto. Sem mensagem. Sem ameaça.
Aquilo me surpreendeu.
João completou:
João: Só tem uma condição, você tem que dizer o que sentiu e se pensou em fazer novamente, e se você disser, NÃO, olhando para nossa cara, acabou.
Fiquei encarando a tela.
— Não vai.
Lee não respondeu.
— Lee.
— Eu não falei que vou.
— Mas pensou.
Ela permaneceu em silêncio.
Conhecia aquela expressão.
— Você pensou.
— Pensei em conversar.
— É exatamente assim que isso começa.
Ela largou o celular sobre a mesa.
— Max, eu não sou idiota.
— Não estou dizendo que é.
— Parece.
— Estou dizendo que esses caras têm uma foto sua e passaram dois dias ameaçando você.
— Eu sei.
— Então acabou. Não tem motel, não tem encontro, não tem conversa escondida.
Ela me encarou imediatamente.
— Eu nem falei em motel.
Percebi que tinha ido longe demais, meus pensamentos me traíram.
— Foi modo de falar.
— Sei.
A conversa morreu ali.
Mas apenas aparentemente.
No domingo pela manhã, acordei antes de Lee.
Ela dormia de lado, virada para mim.
Seu celular estava carregando sobre o criado-mudo.
Durante alguns segundos pensei nas mensagens.
Na fotografia.
Em Lucas.
João.
E, contra tudo o que eu considerava racional, comecei a lembrar também da maneira como Lee havia confessado que gostara.
“Mais do que deveria.”
Aquilo continuava preso na minha cabeça.
Lee acordou pouco depois.
— Bom dia.
— Bom dia.
Ela percebeu que eu estava sério.
— Está pensando neles?
— Estou pensando em você.
— Pior ainda.
Sorriu.
Era a primeira vez desde o começo de toda aquela confusão que parecia realmente tranquila.
— Você quer ir amanhã? — perguntei.
O sorriso desapareceu.
— Conversar?
— Sim.
Ela demorou.
— Quero.
Aquilo doeu mais do que eu esperava.
— Por quê?
— Porque quero acabar com isso.
— Só por isso?
Ela virou de costas.
— Lee.
— O quê?
— Não mente para mim.
Ela ficou em silêncio.
Depois tornou a se virar.
— Não é só por isso.
— Então por quê?
— Porque eu quero saber o que eles pensam sobre aquele dia.
A resposta veio tão simples que me desmontou.
— Isso é loucura.
— Talvez.
— Eles estão chantageando você.
— Estavam.
— Estavam?
— Depois do que eu escrevi ontem, mudou alguma coisa.
— Não mudou nada. Eles continuam com a foto.
Lee ficou alguns segundos olhando para mim.
Então disse algo que eu não esperava.
— É justamente isso que eu preciso resolver.
Na segunda-feira, pouco antes de sair para a faculdade, Lee abriu o grupo.
Digitou durante bastante tempo.
Apagou.
Recomeçou.
Então me mostrou antes de enviar.
Mensagem no grupo — Segunda-feira
Lee: Eu encontro vocês depois da aula, mas quero deixar uma coisa clara.
Olhei para ela.
— Continua.
Ela digitou.
Lee: Vocês apagam a foto na minha frente. De todos os celulares. Inclusive lixeira.
Outra mensagem.
Lee: E se tiverem mandado para qualquer outro lugar, me falam agora.
João respondeu primeiro.
João: Certo.
Lucas demorou um pouco mais.
Lucas: E depois?
Lee olhou para mim.
Voltou ao celular.
Lee: Depois a gente conversa.
Lucas respondeu:
Lucas: Só conversa?
Lee sorriu discretamente.
Percebi.
— Não faz isso.
— Isso o quê?
— Esse sorriso.
Ela tentou escondê-lo.
— Que sorriso?
Antes que eu pudesse responder, escreveu:
Lee: Depende da conversa.
Olhei para ela.
— Lee.
— O quê?
— Você está brincando com eles, isso já deu merda uma vez.
Ela colocou o telefone na bolsa.
— Talvez eu esteja cansada de ser a vítima, preciso assumir o controle.
Passei aquela tarde inteiro inquieto.
Lee me mandou uma mensagem quando saiu da aula.
Mensagem no celular — Lee:
Lee: Estou indo encontrar os dois.
Respondi imediatamente.
Max: Onde?
Lee: Na cafeteria em frente à faculdade. Lugar cheio.
Aquilo me tranquilizou um pouco.
Max: Me avisa quando sair.
Ela respondeu com um coração.
Quarenta minutos depois, outra mensagem.
Lee: Apagaram.
Sentei direito na cadeira.
Max: Tem certeza?
Lee: Vi apagarem dos celulares e lixeiras.
Max: E cópias?
Demorou.
Lee: Disseram que não existem.
Não gostei daquela resposta.
Max: Você acredita?
Dessa vez demorou ainda mais.
Lee: Acho que sim.
Depois:
Lee: Estamos conversando.
Olhei para a tela.
Max: Sobre o quê?
Ela ficou quase cinco minutos sem responder.
Quando finalmente respondeu:
Lee: Sobre o que aconteceu.
Outra pausa, demorou muito até enviar...
Lee: foi bom falar com eles, agora estamos bem, na verdade foi melhor do que pensei ouvir a versão deles daquele dia, quando chegar em casa te conto.
Meu estômago apertou.
Max: Vem para casa.
Ela visualizou.
Não respondeu.
Lee chegou pouco depois das sete, usava um vestido preto, normalmente ela não usava vestido para ir à faculdade, achei estranho, mas não disse nada.
Entrou no apartamento e fechou a porta.
Eu estava na sala esperando.
— E?
Ela colocou a bolsa sobre a cadeira.
— Apagaram.
— Eu sei. E depois?
— Conversamos.
— Você já falou isso.
Ela respirou fundo.
— Vou te contar tudo. Se você prometer que vai esperar eu terminar de contar, antes de dizer algo. (fiz que sim com a cabeça, então ela continuou). Nos encontramos na cafeteria, a primeira coisa que fiz foi apagar as fotos, olhei na nuvem, galeria, lixeira, me mostraram tudo, mas aí João me mostrou uma cópia da foto que ele tinha, onde tinha cortado meu rosto e o do Lucas, só aparecia meu corpo, perguntou se eu deixava ele ficar com aquela foto, eu senti tesão em saber que ele ficaria com uma foto minha quase nua, e como não aparecia nada que poderia me reconhecer, eu deixei. (aquilo me deixou sem reação, ela continuou), Então eu fui me sentar em uma mesa, eles sentaram junto comigo, a mesa era mais afastada, pois estávamos conversando sobre o acontecido daquele dia, sentou um de cada lado, e para podermos conversar sem ninguém nos ouvir acabamos ficando bem próximo, começamos a conversar sobre aquele dia, eles me falaram como sentem tesão em lembrar, eu estava ficando excitada, mas mantive a pose, estava só esperando a conversa chegar até o ponto onde eu teria que negar que ainda sentia vontade de fazer algo, mas eles foram entrando em detalhes, Lucas colocou a mão em minha perna discretamente por baixo da mesa, logo João fez o mesmo do outro lado, por mais que eu não quisesse, eu deixei, fiquei muito excitada, João, que eu achava que seria o mais quieto, foi o mais safado, ele foi direto ao ponto, sem filtro, me falava de como foi bom sentir seu pau entrando na minha bocetinha, enquanto passava o dedo no meu cuzinho e que aquela foi à loucura mais safada e gostosa que eles já fizeram, então eles falavam e passavam a mão na minha perna, resolvi que era hora de sair dali, que estava perdendo o controle, foi quando eles me mostraram outro vídeo, na verdade é mais um áudio, Lucas me deu seus fones de ouvido e colocou o vídeo no celular, reconheci na hora a porta do nosso quarto no bangalô, o safado filmou atrás da porta, dava pra ouvir enquanto você me comia, as provocações e gemidos, e também dava pra ouvir quando eu te pergunto toda manhosa se eu poderia me exibir pra eles naquele final de semana, e você responde baixinho, quase não dá pra ouvir direito, mas uma frase ficou bem evidente, que se eu tivesse coragem, poderia me exibir peladinha, que você deixaria, depois acho que alguém chegou e ele parou de gravar, mas ele sabia das nossas fantasias. Lucas então me pergunta se você sabia do que tinha acontecido, eu disse que não, que era só uma fantasia, mas que você não sabia que havia acontecido, só sabia da brincadeira da piscina, onde meus seios apareceram, então colocando a mão por dentro da minha perna eles me perguntaram se eu cheguei a pensar em fazer novamente, já com as mãos nas minhas pernas, e eu sem reagir, então eu não respondi... não consegui mentir, fiquei em silencio, eles não insistiram, mas aí, João disse que iria manter o grupo e que queriam continuar me contando as coisas que eles pensam, e eu não disse nada, então Lucas me disse que estava ficando de pau duro, e que queria continuar a brincadeira, se eu não queria dar uma volta, eu retirei a mão deles, falei que iria pensar e saí. Quando olhei o grupo tinha uma mensagem nova, continuamos conversando, depois me enviaram foto dos paus duros e uma mensagem dizendo que eles querem me encontrar de novo.
Respondi instantaneamente:
— Isso não.
Ela completamente tranquila:
— Escuta primeiro.
— Não tem o que escutar.
— Max. (falou me encarando).
— Lee, eles ameaçaram divulgar sua foto há dois dias!
— E apagaram.
— Porque conseguiram o que queriam.
— Não conseguiram nada.
— Conseguiram fazer você ir até lá.
Ela ficou calada.
— E agora querem o quê?
Lee se sentou.
— Querem que eu seja a putinha deles, que continue provocando e deixando eles excitados, e eles vão me pagar quando cumprir algum “serviço”.
— Como assim pagar? E que tipo de serviço?
— Eles me perguntaram se eu tinha alguma fantasia, e eu deixei escapar que já fantasiei ser tratada como puta, receber por fazer algo? Então eles fizeram a proposta, mas eu só faço o que eu quiser, não sou obrigada a nada. E querem me encontrar novamente.
A frase ficou no ambiente.
Eu ri, mas não achei graça.
— Claro que querem.
— Os dois. (ela disse me provocando, pensei se seria verdade, ou só um jogo dela)
— Melhor ainda. (Devolvi em tom de provocação e deboche também).
— Max... você deixa?
— E você falou o quê?
Ela olhou diretamente para mim.
Não precisei ouvir.
— Você está pensando em aceitar.
— Estou, se você deixar.
Levantei.
— Nem pensar. (percebi que ela falava sério)
— Você perguntou. (ela disse um pouco confusa)
— Isso não significa que eu tenho que gostar da resposta.
— Eu não vou fazer escondido de você. (Falou manhosa)
— Isso deveria melhorar?
— Para mim melhora. Sempre fizemos tudo junto, agora não vai ser diferente, eu já sai com eles, então achei que não teria problema, mas posso recusar, se for melhor para a gente. (disse tranquila).
Fiquei andando pela sala. Aquela resposta me pegou de surpresa, mas no fundo eu sentia curiosidade, algo novo... um tesão e um medo diferente, precisava entender melhor.
Ela esperou.
— Por quê? — perguntei finalmente.
— Porque agora não tem mais foto, agora só faço o que me der vontade, e eu posso realizar nossa fantasia, sem risco.
— Você acredita nisso? (Perguntei de forma tranquila, mas sentia que também estava querendo ver onde isso iria chegar, achei que aquela fantasia fosse mais dela do que minha, mas naquela hora comecei a cair na real, estava interessado).
— Acredito.
— E se estiver errada?
— Isso não muda minha resposta para você.
Parei.
— Que resposta?
Ela respirou fundo.
— Eu quero, o jeito que eles me tratam é diferente. Fico com tesão só de imaginar, só depende de você, o que me deixa assim é você e nossa cumplicidade, não é eles.
Foi a primeira vez que Lee falou aquilo sem desviar o olhar.
Sem “talvez”.
Sem provocação.
Sem brincadeira.
— Então me diz o que realmente pensa. Você quer ir para cama com os dois?
— Quero.
— Depois de tudo isso?
— Não por causa da chantagem. (disse ela me olhando nos olhos)
— Tem certeza?
Ela demorou bastante.
— Não sei se consigo separar completamente uma coisa da outra.
Aquilo me fez olhar para ela.
— Explica.
— Eu fiquei com medo.
Ela apoiou os braços nas pernas.
— Muito.
— Eu sei.
— Só que também comecei a sentir outra coisa.
Esperei.
— Quando chegava mensagem deles, eu sentia medo de abrir... mas queria abrir. Embora com raiva e medo e um monte de outras coisas, eu queria mandar a foto... do jeito que eles pedissem, sentia tesão nisso, entende?
Ela riu nervosamente.
— Ficava esperando o celular vibrar.
Não respondi.
— E quando eles paravam de mandar mensagem, eu olhava para ver se tinha chegado alguma coisa, confesso que quando ele disse que mandaria minha foto no grupo do futebol, eu senti minha bocetinha molhar, meus pensamentos me traiam... se não fosse os riscos e problemas que isso poderia causar, eu queria ver os comentários e tudo que eles iriam falar depois de verem minha foto quase nua...
— Isso não significa...
— Eu sei o que significa e o que não significa.
Ela me interrompeu.
— Estou falando do que eu senti.
Ficamos em silêncio.
— Hoje, quando me sentei na frente deles, estava tremendo.
— De medo?
— Também.
A palavra me atingiu.
Também.
— Eles perceberam?
— Lucas percebeu.
— E?
— Perguntou se eu queria ir embora.
Aquilo não combinava com o Lucas dos últimos dias.
— E você?
— Falei que não.
Lee se levantou.
Veio até mim.
— Max, agora sou eu que estou escolhendo, eu que decido até onde ir... mas se você não quiser, eu paro por aqui.
Aquilo mudou alguma coisa.
Não tudo.
Mas alguma coisa.
Passamos quase uma hora conversando.
Pela primeira vez, não falamos sobre Lucas e João como ameaça.
Falamos sobre limites.
Lee não queria que ninguém registrasse nada sem autorização.
Não queria álcool.
Não queria surpresas.
Se dissesse para parar, parava.
E, acima de tudo, eu saberia sempre onde ela estava, era um jogo de provocação, de poder, tudo que ela mais gostava.
— E como vai ser? (Perguntei já aceitando a ideia).
— Vamos manter o grupo que eles criaram, e vamos conversando por ali, eles vão me dizer o que eles querem que eu faça, eu dou meu preço ou digo que não quero fazer, e quando cumprir, eles me pagam.
— Tem certeza de que você quer entrar nesse jogo? É arriscado!
— Eles já tiveram a chance de me expor, não fizeram, acho que vai ser gostoso... vamos começar aos poucos... qualquer coisa a gente para...
Lee pegou o celular e havia uma mensagem no grupo.
Lucas: Oi, aceita nossa proposta? Temos um trabalho para você, me responda quando puder falar.
Ela me olhou, não respondi com palavras, só acenei como dizendo para continuar.
Lee: Pode falar!
Lucas: Queremos uma foto sua peladinha, não precisa mostrar o rosto, mas tem que ser tirada agora, só para a gente, topa? Se a resposta for sim, qual valor?
Ela me mostrou a mensagem, seu olhar safado tomou conta, ela me olhou nos olhos e perguntou:
— Você deixa? Quanto devo cobrar? (Ela realmente sentia prazer em ser a putinha dos seus amigos, nunca a vi tão safada).
Eu vendo o tesão perguntei:
— Você quer? (ela confirmou com a cabeça), então cobra R$ 200,00 de cada, pagamento adiantado.
Ela olhou o celular e havia outra mensagem
João: E aí putinha, topa? Estou louco para ver sua bocetinha novamente.
Lee: Safados, eu faço, mas tem que pagar antecipado... R$ 200,00 cada um.
Lucas: Putinha cara, R$ 400,00 por uma foto?
Lee: É o preço, estou me arriscando, é pegar ou largar.
Lucas: Passa sua conta, vou pagar! Já pago tudo aqui João, a próxima você paga. Estou louco para gozar olhando essa putinha pelada, a foto tem que mostrar tudo, senão vou querer devolução do dinheiro. Rs
Lee: Não garanto que vai ter próxima...
Enquanto digitava, Lee recebeu um aviso do aplicativo do banco, R$ 400,00 na conta, ela sorriu e me olhou vermelha, “meu primeiro pagamento como puta”, disse me provocando. Agora tenho que cumprir... Ela foi em direção ao banheiro, retirou o vestido, quando tirou a calcinha pude ver o quanto estava molhada, eu não acreditava que minha namorada iria mandar uma foto completamente nua para seus colegas da faculdade. Ela posicionou o celular e tirou várias fotos, completamente nua, passava a mão nos seios e na bocetinha, estava muito excitada, depois me olhou e entregou o celular e pediu para eu escolher uma, escolhi uma que ela tirou mostrando seus seios durinhos e sua bocetinha com um fiozinho de pré gozo pendurado, seu rosto não aparecia, somente uma parte de seu cabelo. Ela pegou o celular, veio em minha direção e me beijou bem provocante e disse ainda mais safada:
— Está com tesão corninho, saber que sua namorada vai ser a putinha de outros dois machos? (falou colocando a mão sobre meu pau e sentindo o quanto ele estava duro).
Não respondi, não precisava, ela só foi em direção ao sofá, sentou com o celular na mão, e hora esfregando a bocetinha, hora digitando, enviou a mensagem para seus amigos no grupo, junto com a foto, depois de conferir se não havia nada que pudessem reconhecer ela. Enquanto aguardava uma resposta ela se masturbava lentamente, olhando a própria foto enviada no grupo. Não demorou e vieram as primeiras mensagens.
João: Gostosa safada.
Lucas: Vale cada centavo, que vontade de foder sua buceta.
Lee: É só pagar...
João: Só dizer o preço...
Lucas: Só dizer o preço e o lugar...
Lee: Vou pensar...
Lucas: Essa foto sim, da vontade de mandar no grupo do futebol, uma gostosa dessa iria deixar a turma louca, poderia ganhar muito dinheiro na faculdade putinha safada.
Eu estava próximo e acompanhava a conversa no grupo, enquanto via Lee muito excitada com as provocações dos seus colegas... depois desta última mensagem ela me olhou com jeito de puta, sem dizer nada começou a digitar no grupo.
Lee: Apague qualquer coisa que possam identificar que sou eu e pode mandar no grupo do futebol, eu deixo, diz que é a puta que você está comendo. Depois me manda os prints dos comentários. (escreveu, mas não enviou).
Depois me olhou com cara de safada, passando a mão na bocetinha perguntou me provocando.
— Posso enviar corninho? Quer ver a foto da sua putinha peladinha rodando a faculdade toda? Você deixa?
Eu não acreditava no que estava lendo, quando ela ficou tão safada assim? Minha vontade era dizer não, mas a vontade de ver ela exposta desta forma foi maior. Enquanto pensava ela perguntou novamente:
— Posso enviar corninho? Para a faculdade toda ver minha bocetinha meladinha...
— Pode, deixa todos verem você peladinha.
Ela pegou meu pau, segurou e colocou na boca rapidinho, tirou e enviando a mensagem, me olhou e disse manhosa.
— Agora não tem mais volta, todos vão ver sua namoradinha pelada e com tesão.
Ela continuava olhando o celular e se masturbando, enquanto eu me masturbava ao seu lado. Logo chegou uma mensagem do Lucas.
Lucas: Posso mesmo? Eu mando, você quer? Mas aí essa foto vai rodar a faculdade, aí não tenho mais controle.
Lee: Eu quero! Só cuida para não aparecer meu nome ou número de telefone, aí pode mandar.
Lucas: Você é mais safada que eu imaginei... sabe como deixar a gente louco, quero te comer todinha... pronto já mandei!
— Pronto corninho, agora a faculdade inteira vai ver sua namorada peladinha, vem aqui e chupa minha boceta enquanto eles olham minha foto peladinha.
Enquanto eu a chupava ela olhava as mensagens que Lucas encaminhava no grupo, em pouco tempo ela gozou, e foi a primeira vez que a vi gozar e esguichar... ela gemeu alto, urrando, com muito tesão, até ela se assustou como ela gozou.
Continua...