A Madrastra - parte 03

Eram quase duas da manhã quando Júlia saiu do quarto. A casa estava imersa naquele silêncio pesado que só as madrugadas conhecem — um silêncio que parecia ter substância, como se o ar se tornasse mais espesso depois da meia-noite. Ela tinha sede, uma sede seca que vinha menos da garganta e mais da inquietação que a mantinha acordada há horas.

O pai de Pedro havia partido naquela mesma manhã, e desde então a casa respirava um ar diferente, carregado de coisas não ditas. Júlia passara o dia inteiro trancada em seus próprios pensamentos, evitando os cômodos que Pedro ocupava, inventando tarefas para não ter que encará-lo. Mas o corpo tem necessidades que a mente não consegue domar, e a sede a puxou para fora do quarto, para o corredor escuro.

Seus pés descalços eram quase inaudíveis no piso de madeira. A lua entrava pelas janelas, projetando sombras que dançavam lentamente pelas paredes. Ela caminhou em direção à cozinha, o corpo ainda meio adormecido, a mente vagando por territórios que tentava manter fechados.

Foi então que viu a luz.

Uma fresta amarelada escapava pela porta do escritório, que estava entreaberta. Apenas alguns centímetros, mas o suficiente para que um clarão cortasse a escuridão do corredor. Júlia parou, o coração acelerando. Pedro nunca ficava acordado tão tarde. Nas noites em que o pai viajava, ele costumava jogar no computador até as onze, no máximo. Mas agora, já passava das duas.

Ela devia ter seguido em frente. Devia ter ido à cozinha, bebido sua água e voltado para o quarto. Mas a curiosidade a puxou em direção à porta.

Aproximou-se devagar, os passos ainda mais leves, contendo a respiração. Seus dedos tocaram a madeira da porta, empurrando-a milímetros a mais, apenas o suficiente para que um olho pudesse espiar.

E então viu.

Pedro estava sentado na cadeira do escritório, a mesma onde ela se sentara naquela manhã. As calças do moletom estavam arriadas até os joelhos, e sua mão direita se movia num ritmo lento e firme sobre o pau ereto. Mas não era isso que fez o sangue de Júlia congelar e ferver ao mesmo tempo. Era o que ele segurava na mão esquerda.

Uma calcinha. Uma de suas calcinhas. O tecido estava pressionado contra o rosto dele, cobrindo o nariz e a boca, enquanto ele aspirava profundamente o cheiro que ainda restava ali. Júlia reconheceu a peça imediatamente — era uma das que ela usava com mais frequência, uma de renda preta que comprara em uma viagem ao shopping meses atrás. Ela a perdera depois de lavar e nunca encontrara. Agora sabia onde estava.

O choque a paralisou. Seus olhos grudaram na cena, incapazes de se desviar. Pedro estava completamente absorto, os olhos fechados, o rosto inclinado para trás enquanto a mão acelerava o ritmo da punheta. A calcinha se movia contra seu rosto num gesto quase suplicante.

Ela devia ir embora. Agora. Antes que ele a visse. Mas seus pés estavam enraizados no chão, seus olhos fixos naquela intimidade brutal. Ela via cada detalhe: o movimento do pulso de Pedro, a forma como seus dedos se apertavam em volta do membro, os lábios entreabertos sob o tecido da calcinha, o peito subindo e descendo em respirações ofegantes.

Foi então que ele começou a gozar.

O gemido foi rouco, quase um rugido abafado, e o jato de sêmen arqueou no ar com uma força que surpreendeu até mesmo ele. O leite espesso voou longe, atingindo a mesa, o teclado, a própria camisa de Pedro. A calcinha ainda estava pressionada contra seu rosto quando ele se curvou para a frente, o corpo todo tremendo com os espasmos finais da punheta, a respiração saindo em soluços ofegantes.

Júlia viu a porra escorrer pelos dedos dele, viu os músculos do abdômen se contraírem, viu a calcinha cair sobre a mesa coberta de sêmen. E sentiu.

Sentiu o meio de suas pernas se umedecer. Não era umidade vaga — era uma molhada quente e inconfundível, uma resposta involuntária. A calcinha que ela usava agora, aquela mesma que estava úmida entre suas coxas, era a prova de que ela não era apenas uma espectadora.

Ela se afastou da porta num movimento silencioso. Os passos foram rápidos, quase uma fuga, de volta ao quarto. Fechou a porta atrás de si e encostou-se a ela, o coração disparado, o corpo inteiro vibrando.

A mão de Júlia tremia quando ela se ajoelhou diante do armário. Afastou as roupas empilhadas, os sapatos, as caixas de sapatos, até encontrar o embrulho que escondia o computador. Mas não era o computador que ela procurava agora. Ao lado dele, envolto em um pano preto, estava o vibrador.

Ela o pegou com dedos trêmulos, deitou-se na cama e, num gesto que já não era mais hesitante, levantou a camisola até a cintura. O vibrador zumbiu ao ser ligado, e ela o pressionou contra o tecido úmido de sua calcinha, fechando os olhos.

A imagem veio imediata: Pedro na cadeira, a calcinha contra o rosto, a mão deslizando sobre o pau ereto. Ela o viu como se estivesse ali, como se os dedos dele estivessem tocando sua pele em vez do objeto de plástico. A fantasia se expandiu, tomando formas que ela nunca permitira antes.

Ela se virou de bruços, arqueando as costas, o vibrador pressionado contra o clitóris enquanto imaginava Pedro atrás dela. Imaginou-se de quatro como a magrinha do vídeo, imaginou Pedro como o fortão que socava forte, sem pressa, sem a vergonha que o marido trazia para a cama.

— Assim... assim... — gemeu ela baixinho, a voz rouca, o nome de Pedro escapando como uma confissão. — Me fode... me fode como você gozou naquela punheta...

O vibrador deslizou para dentro dela, e ela se arqueou na cama, os dedos apertando o travesseiro. Imaginou o pau de Pedro em seu lugar, imaginou o peso dele sobre seu corpo, a respiração ofegante contra seu pescoço. O ritmo acelerou, e ela se perdeu naquele território proibido, explorando posições que sua mente criava com uma precisão que a assustava.

De bruços, de lado, de quatro contra a parede — cada posição era uma fantasia diferente, cada gemido era uma confissão. Ela via o rosto de Pedro em cada movimento, sentia os lábios dele em cada toque. E quando o orgasmo a atingiu, foi como se uma barragem tivesse se rompido — um prazer intenso, prolongado, que a fez perder a noção de onde terminava o corpo e começava a imaginação.

Ela caiu na cama, ofegante, o vibrador ainda zumbindo ao lado de sua coxa. A camisola estava encharcada de suor, a calcinha completamente molhada, o corpo todo vibrando com os ecos do orgasmo. Ficou ali, imóvel, os olhos abertos para o teto escuro, a respiração voltando lentamente ao normal.

O que estava acontecendo com ela? Como pudera, em poucos minutos, passar de espectadora a participante de uma fantasia que desafiava todas as regras que ela mesma impusera à sua vida?

Ela não tinha resposta. Apenas a certeza de que, pela primeira vez, não estava fingindo.


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Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico pedrobo1960

Nome do conto:
A Madrastra - parte 03

Codigo do conto:
274646

Categoria:
Incesto

Data da Publicação:
14/10/2026

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