Dirigi-me para o alojamento. Precisava saciar aquele ser que parecia já estar adquirindo vida própria. Pensei em ir dormir cedo para compensar a noite anterior, mas sentia como se estivesse incorporado por um dragão. Algo que queimava por dentro, latejando entre as pernas, cobrando. O vídeo gravado no celular parecia uma maldição que me aprisionava. Que me obrigava. Que me seduzia. As imagens, os devaneios, a masturbação… adormeci novamente envolto nos mesmos sentimentos, a mão ainda suja de porra e a mente presa no gemido abafado dela no galpão. A manhã transcorreu tranquila. Como esperado, o Sr. Irineu nem lembrou que eu tinha dito que precisava falar com ele. No almoço, no refeitório dos empregados, Dona Eulália foi como sempre: protocolar, distante. Nada transparecia o clima sujo que já conspirava entre mim e Luiza. Depois do almoço, fui ao alojamento e tomei um banho demorado. Coloquei uma camisa limpa e uma calça de moletom. Sem cueca. Queria sentir o tecido grosso roçando direto na pele quente do pau. Quando vi o carro do Sr. Irineu saindo, me dirigi para o galpão. Sentei num banco no fundo, com vista para a sede, e fiquei aguardando. O coração batia mais forte. O pau já começava a endurecer só de imaginar. Depois de uns quinze minutos, vi Luiza saindo da sede. Acompanhei cada passo dela em direção ao galpão. O peixe estava fisgado. Desta vez a vestimenta era mais comportada: calça jeans justa, camiseta e uma jaqueta leve. Parou na entrada do galpão e ficou olhando para mim, o rosto tenso. — Entra. Vamos conversar. Ela caminhou em minha direção, desviando das quinquilharias espalhadas pelo chão. Parou a uns três metros de mim e me encarou nos olhos. Senti a expectativa, o medo e a ansiedade pulsando na expressão dela. — Então você não quer que eu conte pro seu avô. Ela assentiu com a cabeça, quase imperceptível. — Eu pensei no assunto durante a noite… e senti que estaria traindo a confiança dele. Afinal, o que acontece por aqui ele espera que eu fale pra ele. A angústia no rosto dela se intensificou. A voz saiu embargada, quase trêmula: — Eu não sei o que deu em mim… eu não sou assim. Meu avô não pode saber, por favor. Isso vai ser muito ruim pra mim e pra ele. Fiquei alguns segundos em silêncio, apenas olhando para ela, absorvendo a vulnerabilidade. — Você quer minha ajuda, certo? Ela assentiu de novo. — Olha… o que eu vi mexeu muito comigo. Tenho passado por momentos difíceis. Se você me ajudar, eu também te ajudo. Ela me olhou com um ar de indagação, sem entender ainda o que eu estava propondo. Continuei fitando-a, forçando-a a se posicionar. Saiu um “tá bom… como?” baixo, hesitante. — Eu quero que você faça comigo a mesma coisa que você fez com o cachorro. A reação foi imediata. O rosto dela se desmanchou, como se o chão tivesse sumido sob os pés. Os olhos se arregalaram. — Não quero fazer isso — falou, ainda me olhando, misturando expectativa e súplica. Mas eu sabia que existia outra Luiza além daquela personagem frágil. Por isso aumentei a pressão. — Claro. Tudo bem. Mas eu também não vou conseguir te ajudar. Ela começou a chorar. Sentou-se no banco que eu havia colocado estrategicamente na frente do meu. Os ombros abalados, as mãos no rosto. Eu abaixei a cabeça e esperei. Ela continuou sentada, chorando baixo. Levantei e comecei a caminhar para sair dali. Quando já estava na saída que dava para a parte de trás, ouvi a voz dela, quebrada: — Espera. Parei e me virei. Ela ainda estava sentada, enxugando as lágrimas com as costas da mão. Fiquei olhando, aguardando. — O que você quer que eu faça? — A mesma coisa que você fez com o cachorro — respondi, sem me mover da posição perto da saída. Ela abaixou a cabeça, pensativa. Ficou assim por alguns segundos longos. — Tá bom… mas você vai prometer que nunca vai contar. — Prometo sim. — Então tá. — Vamos até a área da churrasqueira. Lá é menos aberto. Ela se levantou. Eu saí na frente e ela me seguiu em silêncio. A churrasqueira era uma área coberta de uns dez por dez metros, com duas mesas e alguns bancos de madeira com encosto. Percebia-se que não era usada há bom tempo, mas Dona Eulália a mantinha limpa. O cheiro de cinza velha e madeira ainda pairava no ar. Sentei num banco. O dragão dentro de mim estava em plena erupção. Meu pau ardia de tão duro; o volume era evidente sob o moletom grosso. — Senta aqui — disse, batendo a mão no assento ao meu lado direito. Ela hesitou. — Bom… é você quem sabe — completei, num tom calmo. Ela abaixou a cabeça e caminhou até o banco. Sentou-se um pouco longe de mim. — Chega mais pra perto. Hesitou de novo, mas veio se aproximando devagar, empurrando o corpo com o apoio da mão direita no banco. Tirei o pau para fora. Ele latejava pesado, já umedecido na cabeça, as veias saltadas. Quase monstruoso naquele momento. — Se você quiser, nem precisa olhar. Coloca a mão na minha perna e vai indo em direção ao meu pau. Eu estava quase explodindo de tesão. Levantei os braços e os apoiei no encosto do banco, deixando o corpo aberto, vulnerável, oferecido. Fiquei apenas aguardando. Percebi a hesitação dela por um instante. Aproveitei para absorver tudo: o cheiro suave da pele dela, o cabelo caindo sobre os ombros, as coxas apertadas no jeans, aquelas mãos delicadas que logo eu sentiria. Ela se inclinou um pouco para o meu lado. A mão direita se moveu em direção à minha perna. Virou levemente o rosto para o outro lado, como se não quisesse ver. Senti o toque aveludado das pontas dos dedos na minha coxa direita, um pouco acima do joelho. A mão branquinha, fina, veio deslizando devagar, hesitante, subindo pela coxa. Meu corpo inteiro vibrava. Comecei a respirar mais fundo, sem conseguir controlar. O pau dava pequenas estocadas involuntárias no ar. A mão dela chegou perto da virilha e se deteve no elástico do moletom, que estava arriado. Ela sabia que, a partir dali, encontraria pele nua. Respirei fundo. A imagem daquela mão chegando tinha um efeito hipnótico. O tesão era tanto que o pau começou a doer de tão duro. Ela avançou. Tocou de leve a virilha, os pelos pubianos, e finalmente chegou ao destino. Senti as pontas daqueles dedos tocando o meu pau com uma suavidade quase cruel. Meu corpo estremeceu inteiro. O cu piscou. O pau deu uma estocada seca. Respirei mais fundo ainda. Podia sentir a tensão que a envolvia, mas ela continuou. Aquela mão delicada e suave fechou-se em volta do meu cacete. Soltei um gemido baixo. Respirei fundo três, quatro vezes. O pau latejava dentro da mão dela, grosso, quente, as veias saltadas. Naquele momento ele não devia nada ao do cachorro. Ela começou a apertá-lo suavemente. — Isso… isso — murmurei. Como se obedecesse a um comando interno, ela relaxou a pressão e iniciou um movimento de punheta. Lento no começo. — Isso… assim… faz… faz… Ela correspondeu. Relaxou mais o ombro e intensificou o ritmo. A mão subia e descia com mais firmeza. — Faz até a cabeça… Ela obedeceu. Os dedos passaram pela glande melada de pré-gozo, espalhando o líquido, tornando o movimento mais escorregadio, mais sujo. A mão dela começou a deslizar com agilidade. Parecia sincronizada com cada estremecimento do meu corpo. A cena do cachorro sendo punhetado por ela inundou minha mente de novo — o mesmo gesto, a mesma mão, agora em mim. Senti uma onda elétrica tomar conta do corpo a partir do pau. Estremeci no banco. A porra espirrou longe, em jatos densos e quentes, sujando a própria mão dela e o chão. — Aperta… aperta… — pedi, ofegante. Ela obedeceu, apertando o pau enquanto ele ainda jorrava, ordenhando até a última gota. Fui sentindo a onda esmaecer. Respirei fundo, o corpo mole, o dragão aos poucos se acalmando, se apagando. — Pode soltar. Ela obedeceu. A mão se abriu e se afastou. Recolhi os braços, guardei o pau ainda melado dentro do moletom e ajeitei a cintura. Ela ficou parada na mesma posição, as mãos agora sobre as próprias coxas, o olhar baixo. — Vou embora — disse, sem me olhar. — Tudo bem. Mas amanhã vou querer novamente. Ela se levantou. Olhou para mim com uma expressão zangada, quase ferida. Virou as costas e saiu pisando duro em direção à sede. Ainda pude admirar aquelas nádegas se movendo sob o jeans justo enquanto ela se distanciava, o rebolado involuntário marcando cada passo.
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