— Vou te mostrar como se faz — disse ela, a voz baixa, quase um sussurro, mas firme.
Seus dedos encontraram a borda do calção de malha fina. O movimento foi lento, deliberado. Ela puxou o calção para baixo, devagar, deslizando o tecido sobre as coxas de Pedro, revelando a pele quente por baixo.
O pau de Pedro pulou para fora do calção — ereto, duro, a cabeça vermelha e o corpo latejando sob a luz dourada da tarde. Júlia engoliu seco. Uma inundação de sensações invadiu seu corpo — uma vontade de segurar, lamber, chupar, mamar, engolir. Suas mãos tremiam, seu corpo estava quente. Foram alguns momentos de hesitação. Era o segundo pau que via ao vivo, e que diferença.
As imagens dos vídeos que assistira durante tantas noites solitárias vinham à mente como um filme acelerado. A tela do computador iluminando seu rosto, os fones de ouvido abafando o mundo lá fora, as cenas que repetia sem cansar. Mulheres ajoelhadas, a boca aberta, os olhos fixos no membro que as dominava. Corpos sendo tomados com uma entrega que ela nunca experimentara. Os gemidos que ecoavam pelo quarto vazio, os movimentos ritmados que ela tentava imitar com os dedos, o vibrador, qualquer coisa que pudesse preencher o vazio que o marido deixava.
Ela via agora, diante de si, a carne viva daquelas fantasias. A pele quente, o cheiro, a textura que os vídeos nunca conseguiam transmitir. Era diferente — muito diferente — estar ali, com o pau de Pedro pulsando a centímetros de seu rosto. As lembranças se misturavam à realidade, e por um instante, ela não sabia mais onde terminava a tela e começava o corpo à sua frente.
Enquanto isso, Pedro começou a respirar com mais intensidade, o peito subindo e descendo num ritmo irregular. Suas mãos estavam abertas sobre os lençóis, os dedos se curvando e endireitando. Ele não sabia onde colocar os olhos — no teto, na janela, no corpo de Júlia que se inclinava sobre ele. Tudo era demais e ao mesmo tempo insuficiente.
Júlia começou acariciando as coxas de Pedro. A mão dela deslizou pela pele macia, traçando círculos lentos que subiam e desciam.
— Nossa, Pedro — murmurou ela, a voz cheia de uma admiração que parecia genuína. — Que coxas musculosas.
Os dedos continuaram subindo, traçando o caminho até o pau que pulsava, impaciente. Quando sua mão finalmente o tocou, Pedro reagiu como se tivesse levado um choque — o corpo se arqueou ligeiramente, um gemido escapando de seus lábios.
Júlia deu um pequeno sorriso. Seus dedos se fecharam em volta daquele membro pulsante, apertando ligeiramente, sentindo a textura, o calor, a vida que vibrava sob sua palma.
Pedro parecia em transe. Seus olhos estavam semi-abertos, a pupila dilatada, a respiração presa em algum lugar entre o peito e a garganta. Ele não conseguia pensar — apenas sentir. Sentir a mão dela ao redor dele, o apertar firme.
O movimento começou suave, um sobe e desce lento e cadenciado. A mão de Júlia deslizava sobre o pau, do corpo até a glande, num ritmo hipnótico. A cada movimento, ele suspirava, um som baixo e rouco.
— Isso... — sussurrou ele, a voz trêmula.
— Shhh — respondeu ela, o olhar fixo no que fazia. — Deixa eu cuidar de você.
O movimento foi lentamente se intensificando. O sobe e desce tornou-se mais rápido, mais firme, acompanhado de pequenas pressões. O polegar de Júlia traçava círculos ao redor da glande a cada subida, e ele sentia o prazer se acumular como uma onda prestes a quebrar.
Em dado momento, a mão de Júlia subiu até a glande, os dedos envolvendo a cabeça vermelha com uma delicadeza que contrastava com a intensidade do momento. Ela apertou suavemente, e Pedro sentiu um choque percorrer sua espinha — um prazer tão agudo que beirava a dor.
Pedro já estava em outra realidade. O quarto, a cama, a luz da tarde — tudo havia se dissolvido numa névoa de sensações. Existia apenas a mão dela, o movimento rítmico, o calor que se acumulava em seu ventre. Ele não conseguia mais pensar.
De repente, o vulcão entrou em erupção.
A torrente de lava fluiu quente e abundante, jorrando sobre a mão de Júlia. Pedro sentiu o orgasmo atravessá-lo como uma onda gigante, arrancando um gemido longo e rouco de sua garganta. Seu corpo se arqueou na cama, os músculos se contraindo em espasmos involuntários, os dedos apertando os lençóis.
A mão de Júlia continuou punhetando e apertando, o movimento não cessando mesmo depois que o jato começara a diminuir. Ela extraía cada gota, cada espasmo, cada tremor que percorria o corpo de Pedro.
— Pronto, querido — disse ela, a voz suave, quando os ânimos começaram a se acalmar. Os movimentos foram diminuindo até parar completamente, a mão ainda repousando sobre o membro que lentamente se aquietava.
A respiração de Pedro ainda estava irregular, o peito subindo e descendo num ritmo ofegante. Seus olhos estavam fechados.
— Espero que eu tenha te ajudado — continuou ela, retirando a mão lentamente. — Boa noite.
Júlia se levantou da cama, o movimento fluido. Ajeitou o robe sobre os ombros e, sem olhar para trás, saiu do quarto, fechando a porta atrás de si com um clique suave.
Pedro ficou ali, estirado na cama, o corpo ainda tremendo com os ecos do prazer. Os olhos estavam fixos no teto, a mente vagando por um território que ele não reconhecia. A mão de Júlia ainda parecia estar sobre ele.
O que acabara de acontecer? Como tinham chegado a esse ponto? A vergonha, o desejo, o medo, a gratidão — tudo se misturava num emaranhado.
Ele fechou os olhos e viu Júlia novamente. O rosto dela, o sorriso, os olhos que brilhavam.
E naquele quarto vazio, sob a luz da tarde que se despedaçava em sombras, Pedro deixou que o sono o levasse.
Do outro lado da porta, Júlia encostou-se à parede do corredor, os olhos fechados, a respiração irregular. A mão que acabara de tocar o enteado ainda tremia ligeiramente.
O que ela fizera? Atravessara uma linha. A moral, o casamento, o marido — tudo isso havia sido deixado para trás naquele quarto, naquele toque.
Mas, no fundo, ela sabia que não se arrependia. Olhou para a mão ainda lambuzada pelo sêmen do rapaz. Permitiu-se cheirar os odores daquela secreção. Ousou experimentar o gosto com uma ligeira lambida. Lambeu, chupou os dedos, sorveu cada gota, deliciando-se com as sensações.
E, enquanto o silêncio da casa se estendia ao redor dela, Júlia sentiu algo que não sentia há anos: a sensação de estar viva.
pedrobo1960