A Madrastra - parte 05



Pedro passou a manhã inteira pensando no vestido azul. A imagem de Júlia sentada à mesa, o decote insinuando-se sob a luz da manhã, as coxas descobertas roçando o tecido leve a cada movimento — tudo isso se repetia em sua mente como um filme que ele não conseguia desligar. O café amargara em sua boca, o pão perdera o sabor, e as horas arrastaram-se como se o tempo tivesse resolvido zombar dele.

A escola, naquela manhã, foi um exercício de pura dissimulação. Ele sentou-se na carteira, os olhos fixos no quadro, mas a mente viajando para a cozinha, para o vestido, para a forma como Júlia lhe dissera "Depende... do que você quer que eu traga do mercado." O que ela queria dizer com aquilo?

Ele não suportou a espera. Na hora do intervalo, pegou o celular e enviou uma mensagem rápida para o pai, uma mentira bem ensaiada sobre uma atividade extracurricular que fora cancelada. Não precisava de muito — o pai confiava nele, e a escola era apenas uma formalidade.

Ao meio-dia, Pedro já estava na porta de casa. Abriu a porta com a chave que sempre carregava e entrou silenciosamente, como quem não quer anunciar sua chegada. O coração batia mais rápido do que ele gostaria de admitir, e as palmas das mãos estavam úmidas quando ele seguiu em direção à cozinha.

Júlia estava de costas para ele, inclinada sobre a pia, lavando alguns legumes. O vestido azul ainda estava lá, e Pedro sentiu o ar parar em seus pulmões ao ver como o tecido se esticava sobre suas costas, como a barra subia alguns centímetros quando ela se inclinava um pouco mais. Ela não o ouvira chegar, e ele ficou ali, imóvel, observando-a por alguns segundos que pareceram uma eternidade.

— Júlia — disse ele, finalmente, a voz saindo mais rouca do que pretendia.

Ela se virou, surpresa, a mão ainda segurando uma cenoura.

— Pedro! — exclamou, e por um instante, ele viu algo brilhar em seus olhos — surpresa, sim, mas também outra coisa, algo que ela rapidamente escondeu atrás de um sorriso contido. — O que você está fazendo aqui? Não era para estar na escola?

— As aulas foram canceladas — mentiu ele, com a naturalidade de quem já ensaiara a resposta. — A professora faltou. Avisaram no último minuto.

Júlia arquivou uma sobrancelha, mas não questionou. Havia algo em seu olhar que sugeria que ela não acreditava completamente, mas também não se importava o suficiente para investigar.

— Eu ia avisar — continuou ele, aproximando-se da mesa. — Mas você já tinha saído para o mercado quando eu recebi a mensagem.

Ela assentiu lentamente, os olhos percorrendo seu rosto como se estivesse procurando alguma coisa.

— Pois bem — disse ela, virando-se novamente para a pia. — Já que você está aqui, vai ter que esperar. Ainda nem comecei o almoço.

Pedro sentou-se à mesa, os olhos fixos nela enquanto ela retomava o trabalho. Os legumes foram lavados, a carne foi retirada da geladeira, os temperos foram organizados sobre o balcão. Cada movimento de Júlia era uma coreografia que ele observava com uma avidez que beirava o voyeurismo.

— Come uma fruta enquanto preparo — disse ela, sem se virar, apontando com a cabeça para a fruteira sobre a mesa. — Tem banana, maçã, laranja...

Pedro obedeceu, pegando uma banana e descascando-a lentamente. Mas seus olhos não deixavam o corpo de Júlia. O vestido azul, agora que ele o via com mais calma, era ainda mais ousado do que ele lembrava. O decote, quando ela se inclinava para pegar algo no armário alto, se abria ligeiramente, revelando a curva dos seios. A barra, quando ela se abaixava para pegar uma panela no armário inferior, subia quase até a metade das coxas.

Ele mordeu a banana, mas o sabor era secundário. O que realmente o alimentava era a visão dela se movendo pela cozinha, tão próxima e ainda tão distante.

Júlia sentia os olhos dele em sua nuca, em suas costas, em suas pernas. Era uma pressão física, quase um toque, e a cada gesto ela se tornava mais consciente do próprio corpo — do balançar de seus quadris, da forma como o vestido se ajustava a cada movimento, do calor que subia por sua pele sob aquele olhar faminto.

Ela se esforçava para manter a fachada de normalidade, para agir como se a presença de Pedro àquela hora não significasse nada. Mas cada vez que seus olhos se encontravam por um instante mais longo que o necessário, ela sentia uma centelha percorrer sua espinha.

O almoço transcorreu tranquilo. Os pratos foram servidos, os talheres tilintaram contra a porcelana, e as palavras trocadas foram poucas e banais — comentários sobre a comida, sobre o calor do dia, sobre algum vizinho que passara na rua. Mas por baixo da superfície, a corrente elétrica que os unia pulsava em cada olhar, em cada movimento, em cada silêncio que se alongava um segundo além do necessário.

Pedro comia sem sentir o gosto, os olhos fixos no prato ou na janela, qualquer coisa que não fosse o corpo de Júlia diante dele. Mas era impossível. A cada garfada, a cada gole de água, ela estava ali, o vestido azul cobrindo suas curvas de uma maneira que era quase uma provocação em si mesma.

Quando os pratos estavam vazios, Júlia levantou-se com um movimento fluido e começou a tirar a mesa. Seus gestos eram os mesmos de sempre — empilhar os pratos, juntar os copos, organizar os talheres — mas havia algo diferente na forma como ela se movia.

Sutilmente, quase imperceptivelmente, ela afrouxou o decote do vestido. O tecido, que antes cobria o início de seus seios, agora se abria um pouco mais, revelando a curva suave da pele. E a cada vez que ela se abaixava para pegar algo na mesa — um prato, um copo, um guardanapo — o decote se abria ainda mais.

Ele sentiu o ar faltar em seus pulmões. Cada inclinação de Júlia era uma revelação, cada movimento uma promessa. Ele via a pele macia, a curva dos seios, a sombra que se escondia sob o tecido.

Júlia, por sua vez, mantinha a compostura com uma disciplina que a surpreendia. Cada vez que se abaixava, sentia os olhos de Pedro sobre ela, e um arrepio percorria sua espinha. Sabia o que estava fazendo — ou pelo menos, seu corpo sabia, mesmo que sua mente tentasse negar.

A dinâmica do almoço terminou quando a mesa ficou limpa. Júlia colocou os últimos pratos na pia, virou-se para Pedro e perguntou, com a voz casual:

— Estava bom?

Pedro, já meio desconcertado, assentiu com a cabeça, a voz presa na garganta. Ele não confiava em suas próprias palavras naquele momento.

— Que bom que você gostou — disse ela, com um sorriso que podia ser interpretado como inocente ou malicioso, dependendo de quem olhasse.

Ela saiu da cozinha em direção ao seu quarto, os quadris balançando suavemente sob o vestido azul. O som de seus passos ecoou pelo corredor, e Pedro ficou ali sentado por um tempo, tentando respirar.

O ar parecia mais pesado na cozinha. O cheiro da comida ainda pairava no ar, mas o que ele sentia era o perfume de Júlia, a visão do decote, a memória de cada movimento que ela fizera. Sua respiração estava irregular, seu corpo quente, e a ereção que se formara sob a mesa era agora uma presença inegável.

Ele precisava de um banho. Precisava de água fria, de alguma coisa que o ajudasse a colocar os pensamentos no lugar. Levantou-se lentamente, as pernas meio trêmulas, e seguiu em direção ao seu quarto.

Mas ao passar em frente ao quarto de Júlia, ele percebeu a porta entreaberta. Apenas alguns centímetros, o suficiente para que uma fresta de luz escapasse para o corredor. Pedro parou, o coração disparando. Ele deveria seguir em frente. Deveria ir para seu banho, fechar a porta, e tentar esquecer tudo o que acontecera.

Mas a curiosidade era mais forte.

Num impulso de ousadia sem precedentes, ele estendeu a mão e empurrou a porta levemente, abrindo-a o suficiente para que seu corpo pudesse deslizar para dentro. O quarto de Júlia estava vazio, mas havia um som de chuveiro vinha do banheiro — um som abafado, contínuo, como uma cascata distante.

A porta do banheiro estava entreaberta.

Pedro sentiu o chão se abrir sob seus pés. Seus passos foram silenciosos, quase flutuantes, enquanto ele se aproximava daquela fresta. A respiração estava presa em seus pulmões, o coração batendo tão forte que ele temia que Júlia pudesse ouvir.

Ele se posicionou ao lado da porta, a visão se ajustando à luz difusa que vinha de dentro. A fresta era estreita, mas suficiente para que ele pudesse ver.

O que viu o impactou.

Júlia estava sob o chuveiro, a água quente escorrendo por seu corpo como uma segunda pele. O vapor subia ao redor dela, criando uma névoa que a envolvia como um véu. Seus cabelos estavam molhados, colados ao rosto e ao pescoço, e seus olhos estavam fechados, como se ela estivesse em transe.

Ela era uma deusa deslumbrante, uma Vênus extenuante, uma mulher linda e gostosa cujo corpo parecia esculpido por um artista divino. A água deslizava por seus ombros, pelas curvas de seus seios, pelo abdômen liso, pelas pernas longas que se moviam lentamente sob o jato. Cada gota que escorria por sua pele era um poema, cada movimento de suas mãos sobre o corpo uma coreografia que parecia fazer amor com a água do chuveiro.

Pedro sentiu seu pau ficar duro como nunca. A ereção que já o atormentava na cozinha agora pulsava com uma intensidade que beirava a dor. O tecido do moletom formava uma barraca visível, e ele não conseguia mais pensar em nada além da visão diante de seus olhos.

Ele não resistiu.

Com um movimento lento, ele abaixou o elástico do moletom e tirou o pau para fora. O ar do quarto era frio contra a pele quente, mas ele mal sentiu. Seus olhos estavam fixos na fresta, na imagem de Júlia sob o chuveiro, na água escorrendo por aquele corpo que ele desejava com uma intensidade que beirava a loucura.

Sua mão envolveu o membro, e ele começou a se masturbar diante daquela cena.

O ritmo era lento no início, quase hesitante, como se ele estivesse testando os limites da própria ousadia. Mas a visão de Júlia — a forma como seus seios balançavam levemente quando ela se movia, a água escorrendo por seu ventre, as mãos dela deslizando pelo próprio corpo — tudo aquilo o impulsionava para um território de desejo puro.

A mão de Pedro acelerou o movimento. Os dedos se apertavam em volta do pau, subindo e descendo num ritmo frenético. Ele mordeu o lábio inferior para não gemer, os olhos fixos na fresta, gravando cada detalhe daquela cena proibida.

Mas o ar escapou de seus pulmões num gemido baixo, involuntário, e o barulho — abafado mas presente — ecoou pelo quarto.

Júlia abriu os olhos. O som era familiar, um som que ela já ouvira antes, naquelas noites em que a casa parecia vazia e os segredos flutuavam pelos corredores. Ela virou o rosto em direção à porta, os olhos arregalados, e o que viu através da fresta fez seu sangue gelar.

— Pedro! — gritou ela, a voz cortando o vapor do banheiro como uma faca. — O que é isso? O que você está fazendo?

O choque foi como um balde de água fria. Pedro tentou recuar, mas seus pés se enroscaram, e ele caiu desastrado para dentro do banheiro, o corpo desequilibrado, a mão ainda molhada de sêmen que começava a escorrer. Caiu de joelhos, o pau ainda exposto, a porra escorrendo entre seus dedos e caindo no piso do banheiro.

Júlia o encarava, os olhos arregalados, o corpo nu ainda gotejando água. O choque em seu rosto era tão vívido quanto o dia em que ele a vira no escritório — mas agora, os papéis estavam invertidos. Era ele que estava exposto, ele que estava nu em sua intimidade.

Pedro levantou-se às pressas, as mãos trêmulas tentando cobrir o pau que ainda pulsava. Não olhou para ela. Não podia. Em vez disso, saiu do banheiro num movimento desesperado, atravessou o quarto de Júlia e correu pelo corredor até seu próprio quarto.

A porta se fechou com um baque atrás dele. Ele encostou-se a ela, ofegante, o coração martelando contra as costelas. Olhou para suas mãos — ainda manchadas de sêmen — e sentiu a náusea subir por sua garganta.

O que ele fizera? O que ela pensaria dele? O que ela diria ao pai?


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Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico pedrobo1960

Nome do conto:
A Madrastra - parte 05

Codigo do conto:
274653

Categoria:
Incesto

Data da Publicação:
14/10/2026

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