Ao entrar na sala, vejo outra cena que está virando costume, vejo Rogério deitado e seminu em meu sofá. Está dormindo. O membro, por outro lado, pulsa com força no fino tecido da cueca que veste. Meu notebook ainda está ligado a frente dele, devia estar procurando trabalho ou resolvendo alguma burocracia da separação, como sempre está fazendo. Fecho o dispositivo enquanto acaricio seu peitoral peludo até chegar no amontoado de pentelhos acima da peça de roupa vermelha. Não é a primeira vez na semana que vejo ele vestindo essa. Levo meu toque para a barraca armada, sei que isso não irá acordar Roger, o sono dele era pesado como de uma pedra. Me ajoelho ao seu lado e esfrego meu rosto naquele monumento em minha frente, finalizando minha cena com um beijo no topo.
— Eu sou mesmo um homem de sorte. — cochicho.
Deixo meus desejos de lado e decido retomar as minhas obrigações. Hoje era dia de lavar roupa suja e como não gosto de deixar nenhuma peça faltando, retiro com cuidado a cueca de Roger. Ele se movimenta e solta um gemido quando sente o próprio pênis ereto batendo contra a barriga. Ignoro e sigo para a minha máquina de lavar, já sentindo o meu membro se endurecer na calça sabendo o que me espera. Não é primeira vez que isso acontece e se depender de mim não será última vez. Empinado enquanto coloco as roupas na máquina, sinto o pinto duro de Roger roçar em minha bunda antes dele me abraçar. O peso do corpo forte de Roger contra o meu me faz tremer, mas quando ele roça o cavanhaque em mim, perco o controle de meu corpo e solto um gemido alto. Roger não emite nenhuma risada, quando ele precisa me comer, mantém a seriedade até terminar o serviço.
— Tira minha calça. — imploro.
Escuto ele cuspindo nos próprios dedos enquanto já sinto sua glande passear em minha entrada. Roger enfia o pênis lentamente em mim. Gememos alto e juntos, contudo, ao decorrer que suas estocadas se tornam mais fortes, o som do bater de nossos corpos ocultam os gemidos. Foi uma rapidinha, mas não deixa de ser boa. Agora que estamos sempre juntos, elas se tornaram frequentes. Ocorriam o tempo inteiro e em todos os lugares. Antes do almoço, depois do almoço, no banho, depois do banho, antes de dormir, quando acordamos, no quarto, na sala, no chão, na cozinha, na garagem etc. Nunca era hora ruim para nós e até quando era o sexo consegui ser a melhor dose de serotonina. Com a máquina de lavar ligada, gozo com meu membro em mãos após sentir o calor do es-perma de Roger me preencher. A respiração arfante dele depois do sexo era meu som favorito na vida, sem dúvidas. Sentir todo aquele tamanho sair de mim me faz revirar os olhos, outra das minhas sensações favoritas.
*Esse e todos os meus contos são trechos do meu livro erótico gay "Professores (Nada) Encantadores" disponível gratuitamente via e-book.