Era apenas para tocar



Era Apenas para Pegar
Ele sempre fazia aquele estilo certinho que deixava todo mundo encarando na aula: camisa social bem ajustada aos ombros largos, mangas dobradas até o antebraço mostrando os braços grossos e veinados, e aquele cheiro de perfume amadeirado que grudava na sala inteira. Mas a gente sabia o jogo que estava jogando. Ele tinha me passado na matéria, me livrado de uma nota zero, e começou a me cobrar o favor com olhares compridos, piadinhas no final da aula e mensagens no privado.
A gente combinou de resolver aquilo ali mesmo, no banheiro do bloco B, no meio do intervalo. A ideia era simples, quase uma palhaçada: um desafio. Eu encostava na bancada do lavatório, ele vinha, dava uma pegada rápida no meu corpo — só pra sentir o gosto e tirar a prova de audácia —, e a minha dívida com ele estava paga. Zero a zero.
Eu estava encostada na pedra fria da bancada, de saia jeans curta e regata, ajeitando o batom no espelho pra provocar. Quando a porta do banheiro bateu com tudo e a chave girou na tranca, o peito até deu um salto.
Ele veio na minha direção sem falar nada. Olhando bem no meu olho pelo reflexo do espelho, com aquela cara de homem safado que sabe o poder que tem. Ajeitou o cabelo para trás, deu um sorriso de canto e se aproximou até colar o corpo quente dele no meu. O contraste era louco: o tecido grosso da calça dele pressionando contra as minhas pernas de fora.
— Pronta pra pagar o que me deve? — ele murmurou, a voz rouca, roçando a barba malfeita no meu pescoço.
Ele desceu a mão grande e quente pela minha cintura, apertando a carne com força, e começou a subir os dedos por baixo da minha saia. A intenção inicial era só aquela pegada rápida, mas na hora em que os dedos dele tocaram a minha calcinha úmida, a cabeça dele virou. O olhar de professor sério sumiu completamente. Ficou puro tesão e fome.
Ele puxou meu cabelo pra trás, me obrigando a olhar pro espelho, e deu um tapa estalado na minha bunda que fez o banheiro todo ecoar.
— Achou mesmo que eu ia me contentar só com uma pegada, sua safada?
Antes que eu pudesse falar qualquer coisa, ele me ergueu e me sentou direto na bancada fria de granito. Abrindo o cinto da calça num gesto desesperado, ele rasgou a minha calcinha pro lado. Não teve preliminar suave nem conversa bonita. Ele segurou as minhas coxas, abriu bem as minhas pernas e se enfiou de uma vez só em mim.
O impacto me fez soltar um gemido alto que ecoou no azulejo. Ele era grande, grosso, e entrou rasgando, preenchendo tudo de um jeito bruto. A sensação da pedra gelada nas minhas costas em contraste com o pau dele fervendo dentro de mim me enlouqueceu.
ele começou a me socar com força, num ritmo rápido e sem dó. A cada metida, a minha bunda batia no granito e o espelho na nossa frente ficava todo embaçado com a nossa respiração quente. Eu cravei as unhas nas costas dele, sentindo o suor colar a camisa social no corpo dele, enquanto ele me dominava ali mesmo, com a cabeça encaixada no meu pescoço, me xingando baixo e metendo fundo.
O medo de alguém passar no corredor só deixava a buceta mais apertada e o tesão mais violento. Não durou muito: em poucos minutos ele me deu mais três socadas fundas, travou o quadril no meu e gozou bem fundo, dando um urro abafado no meu ombro. Eu gozei junto, tremendo o corpo todo, sentindo aquele calor derramar lá dentro.
A gente ainda estava tentando voltar a respirar, o corpo dele pesado em cima do meu, o pau dele amolecendo dentro de mim e a minha saia toda amassada, quando o barulho da chave na porta principal estalou.
A porta abriu de uma vez.
Pelo reflexo do espelho, com a bunda ainda na bancada e as pernas abertas, eu dei de cara com a pessoa parada na porta, de boca aberta, olhando direto pra gente.


Continua...


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Ficha do conto

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Nome do conto:
Era apenas para tocar

Codigo do conto:
275196

Categoria:
Confissão

Data da Publicação:
21/10/2026

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