Era Apenas para Pegar — Parte 3
O ar dentro do banheiro parecia faiscar. O professor travou, o rosto vermelho de raiva e pavor, olhando pro Lucas como quem queria avançar no pescoço dele. Mas eu já tinha sacado o jogo.
O Lucas podia bancar o esperto e o chantagista, mas o jeito como os olhos dele passavam pela minha boca, pelo meu peito arfando e pelas minhas pernas ainda melecadas entregava tudo: ele não queria só as notas. Ele morria de inveja, queria o que o professor acabou de ter.
Dei um sorriso de canto, me ajeitando na bancada. Em vez de puxar a saia pra baixo, fiz questão de cruzar as pernas bem devagar, deixando a coxa bem à mostra e o rasgo da calcinha visível.
— Quer dizer que você quer conversa na sua casa, Lucas? — perguntei, a voz descendo num tom baixo, aveludado e cheio de malícia.
O professor olhou pra mim assustado:
— Você tá louca? Não dá moral pra esse garoto!
— Calado — ordenei sem olhar pro professor, mantendo os olhos cravados no Lucas, que deu uma vacilada no olhar, claramente surpreso com a minha reação.
Desci da bancada sem pressa. As pernas ainda estavam um pouco bambas da surra de pau que eu tinha acabado de levar, mas mantive o salto firme. Fui me aproximando do Lucas passo a passo, vendo a respiração dele começar a acelerar. Ele tentou manter a postura de durão, segurando o celular na mão, mas quando parei a dois dedos do peito dele, o cheiro do suor e do sexo no ar deixou o moleque completamente desestabilizado.
— Você sempre me olhou torto nas aulas, né? Falava que eu era a preferidinha... mas no fundo o seu problema era outro — passei a ponta do indicador pelo peito da camisa dele, descendo devagar até a fivela do cinto. Senti o corpo dele endurecer todinho sob o meu toque. — Você sempre quis provar do meu corpo. Fala a verdade.
O Lucas engoliu em seco, os olhos arregalados, a boquinha aberta. A arrogância dele começou a derreter ali mesmo.
— Eu... eu tô no comando aqui — ele tentou gaguejar, mas a voz saiu fraca, sem autoridade nenhuma.
— Tá no comando? — dei uma risada baixa, rouca, encostando a minha boca na orelha dele e deixando o meu hálito quente bater no pescoço dele. — Então por que o seu pau tá parecendo uma pedra contra a minha coxa agora mesmo?
Segurei o celular da mão dele com delicadeza, puxando o aparelho sem que ele esboçasse nenhuma reação de defesa. Desliguei a tela e joguei o telefone em cima da bancada de granito, atrás de mim.
— O professor ali é passado — murmurei, olhando bem no fundo dos olhos dele e descendo a minha mão direto pro volume gigante que já se formava na calça jeans dele, apertando com força. — Se você quer o meu silêncio e o meu corpo, não precisa esperar a gente ir pra sua casa. Quer pagar de homem? Vai ter que encarar agora. Na frente dele.
O Lucas olhou pro professor, que assistia a cena paralisado num misto de humilhação e choque, e depois olhou pra mim, engolindo a saliva com apetite e tesão acumulado.
— Abre esse cinto logo, Lucas... — ordenei, puxando o rosto dele pra um beijo bruto e faminto, sentindo ele se entregar completamente ao meu jogo.
É sério, vai terminar logo, mas ainda continua.