No dia seguinte Jaqueline acordou com o corpo ainda latejando de prazer. Só quando já estava vestindo o conjunto justo de academia que Ramos havia escolhido é que lembrou: tinha faltado ao treino no dia anterior. A surpresa do guarda-roupa e a reunião com os empresários de São Paulo tinham consumido a manhã inteira. Marcelo ia ficar furioso. A ideia a deixou molhada na hora. Quando chegou à academia privativa, o personal já a esperava perto dos espelhos, braços cruzados, expressão fechada. Dois empresários de meia-idade que costumavam treinar no mesmo horário estavam levantando peso a poucos metros, observando. — Esqueceu o horário ontem, Jaqueline? — perguntou Marcelo, a voz baixa e dura. Ela baixou os olhos, mas não conseguiu esconder o sorrisinho no canto da boca. — Desculpa, professor… o Sr. Ramos me chamou de última hora e eu acabei… — Sem desculpas. — Ele segurou o queixo dela com força. — Hoje você vai pagar. E vai pagar na frente de todo mundo. O castigo começou no agachamento livre. Marcelo colocou uma barra bem mais pesada do que o normal e se posicionou atrás dela, colado. A cada descida ele empurrava o quadril contra a bunda dela, obrigando-a a descer mais fundo, mais devagar. O tecido fino do short marcava tudo. Jaqueline, em vez de se encolher, começou a exagerar os movimentos de propósito: empinava o quadril no final de cada repetição, abria um pouco mais as pernas, olhava pelo espelho com os lábios entreabertos. Os dois empresários pararam o treino. Um deles até baixou o peso e ficou só observando. — Isso mesmo — murmurou Marcelo no ouvido dela, a mão grande apertando a cintura. — Mostra pra eles o que você é. Empina essa bunda. Eles estão gostando. Ela obedeceu com um prazer quase infantil. A cada série fazia poses cada vez mais provocantes: arqueava as costas no leg press de forma exagerada, abria as pernas demais na cadeira abdutora, se alongava de frente para os espelhos com o peito para fora e o short subindo. Os homens não disfarçavam mais. Um deles já estava com a mão na própria bermuda, massageando o volume. Quando o treino principal terminou, Marcelo a puxou pela nuca até a sala de alongamento no fundo. Dessa vez, porém, não fechou a porta completamente. Deixou entreaberta de propósito. — De quatro no colchonete. Agora. Jaqueline obedeceu na hora, o coração disparado de excitação. Marcelo puxou o short para o lado e a penetrou de uma vez, fundo, sem preparo. O impacto a fez gemer alto. Ele a fodia com força, segurando o cabelo, enquanto falava baixo o bastante para ela ouvir e alto o bastante para os homens do lado de fora escutarem: — Esqueceu o treino… agora aguenta. Essa buceta é pra ser usada todo dia. Entendeu? Ela só conseguia gemer e empurrar o quadril para trás, pedindo mais. A porta entreaberta permitia que os dois empresários vissem tudo: a bunda dela batendo contra a virilha de Marcelo, o short puxado para o lado, o rosto corado de prazer. Em vez de se envergonhar, Jaqueline olhou na direção da porta e sorriu, provocativa, enquanto recebia cada estocada. Um dos homens não aguentou. Entrou na sala sem pedir licença, já com o pau para fora. Marcelo nem se importou. Apenas puxou o cabelo de Jaqueline para cima e ofereceu a boca dela. Ela engoliu o segundo pau sem hesitar, os olhos brilhando de vaidade. Ser usada por dois homens na academia, como castigo, na frente de quem quisesse ver… aquilo a fazia se sentir exatamente como gostava: desejada, fácil, valorizada. Quando os dois gozaram — um dentro dela, o outro na língua — Jaqueline ficou de joelhos no colchonete, ofegante, o short ainda puxado para o lado, o gozo escorrendo pela coxa. Ela olhou para os três homens e sorriu, satisfeita. — Desculpa ter faltado ontem, professor… — disse, a voz rouca e doce. — Mas se o castigo for sempre assim, eu posso esquecer de novo. Marcelo riu baixo, passando a mão no cabelo suado dela. — Vai se limpar e voltar pro escritório. E amanhã você chega adiantada. Ou o castigo fica pior. Jaqueline se levantou devagar, ajeitou o short e saiu da sala ainda molhada, sentindo os olhares dos outros frequentadores grudados nela. Cada passo era uma pose pequena, deliberada. Ela sabia exatamente o efeito que causava. E nunca tinha se sentido tão feliz com um castigo na vida.
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