— Está ficando especialista em sentir saudade
— Você vai sobreviver
— Não sei. Talvez eu precise de alguma distração
Ele sorriu daquele jeito que eu já conhecia
— Alguma distração ou ele?
Revirei os olhos, fingindo indignação
— Você é insuportável
— E você não respondeu
Aproximei o rosto do dele
— Talvez eu responda depois
André me beijou mais uma vez, pegou a mala e saiu
Fiquei olhando para a porta fechada por alguns segundos, com um sorriso que demorou a desaparecer
Antes, a partida dele significava uma espécie de intervalo
Eu reorganizava a rotina, aproveitava o apartamento só para mim e esperava que os dias passassem
Agora, havia uma expectativa diferente
Eu sabia que sentiria saudade do meu marido
Sabia que sentiria falta de dormir ao lado dele, de ouvir sua voz pela casa, de dividir as pequenas coisas que só faziam sentido para nós dois
Mas também sabia que, em algum momento, estaria sozinha diante do espelho, com o celular na mão, pensando naquela pessoa
E havia uma novidade nisso
Eu já não queria apenas imaginar
Começava a querer descobrir o que aconteceria se o homem que existia na minha cabeça começasse a fazer parte dos meus dias de verdade
Não necessariamente da minha vida inteira
Talvez só das pequenas coisas
Uma mensagem pela manhã
Uma pergunta sobre o meu dia
Uma brincadeira que ninguém mais entenderia
Parecia pouco
Mas eu estava começando a desconfiar de que o desejo não precisava de grandes acontecimentos para crescer
Às vezes, bastava alguém se tornar parte da sua rotina
Na terça-feira, encontrei meu vizinho no elevador
Ele segurava uma sacola de supermercado e parecia er acabado de voltar do trabalho.
— Sozinha de novo? — perguntou
— Pelo visto, todo mundo sabe da agenda do meu marido
— Não foi isso que eu quis dizer
Olhei para ele
— O que quis dizer, então?
Ele sorriu
— Que você parece diferente quando ele viaja
A frase me surpreendeu um pouco
— Diferente como?
— Mais leve. Mais... distraída
Ri
— Talvez eu só esteja aproveitando o silêncio
— Ou talvez esteja aprontando alguma coisa
As portas se abriram no meu andar
Eu poderia ter saído sem responder
Poderia ter feito uma piada qualquer e encerrado a conversa
Em vez disso, fiquei mais um segundo dentro do elevador
— E se eu estiver?
Ele ergueu as sobrancelhas
— Aí vou ficar curioso
Sorri e saí
— Curiosidade é um problema seu
Caminhei até a porta do apartamento sem olhar para trás
Mas estava sorrindo
Não porque quisesse ficar com ele
Eu não queria alguma coisa daquele homem além da atenção que ele me oferecia
O que eu sabia era que gostava de perceber o efeito das minhas palavras
Gostava de não entregar uma resposta completa
Gostava de deixar uma pergunta no ar e ir embora antes de descobrir o que ela provocaria
Só que, dessa vez, enquanto procurava as chaves na bolsa, pensei em outra pessoa
Imaginei como seria dizer aquelas mesmas coisas para ele
Não ao vizinho
A ele
A pessoa que eu ainda não tinha coragem de trazer completamente para a realidade
E me perguntei se teria a mesma ousadia
A resposta que veio à minha cabeça me deixou inquieta
Talvez tivesse mais
Daniel apareceu dois dias depois
Mandou uma mensagem dizendo que precisava verificar um problema no registro da cozinha
Respondi que estaria em casa à tarde
Quando a campainha tocou, eu estava terminando de preparar o almoço
Abri a porta com uma roupa simples, mas havia escolhido aquela blusa com um pouco mais de cuidado do que o necessário
Percebi isso assim que vi o sorriso dele
— Estou atrapalhando?
— Ainda não
Daniel riu
— Vou considerar isso um bom sinal
Deixei-o entrar
Enquanto ele verificava o registro, fiquei encostada na bancada, conversando sobre coisas banais
O trabalho dele, o calor, uma viagem que minha amiga tinha feito, o restaurante novo que havia aberto perto do prédio
Em determinado momento, ele olhou para mim
— Você está mais bonita ultimamente
A frase veio sem preparação
Senti aquele pequeno calor familiar no rosto, mas não desviei os olhos
— Ultimamente?
— É. Não sei explicar
— Talvez você esteja prestando mais atenção
Ele sorriu
— Talvez
Eu poderia ter agradecido e mudado de assunto
Em vez disso, perguntei:
— E o que mais você tem percebido?
Daniel ficou me olhando por um instante
Não respondeu imediatamente
E foi justamente aquela pausa que me fez perceber o que eu estava fazendo
Eu tinha aberto uma porta
Uma fresta, apenas
Mas havia feito isso de propósito
Ele acabou rindo, balançando a cabeça
— Você gosta de complicar as coisas, não gosta?
— Eu? Sou uma pessoa muito simples
— Claro
Terminamos a conversa pouco depois
Quando ele foi embora, agradeci pelo conserto e fechei a porta
Fiquei sozinha na sala
A sensação era conhecida, mas não exatamente igual à das primeiras vezes
Eu já não estava apenas descobrindo que conseguia flertar
Estava escolhendo fazê-lo
E, ainda assim, Daniel não era quem eu queria encontrar quando pegava o celular
Era estranho como isso funcionava
Dois homens podiam estar diante de mim, demonstrando interesse de maneiras diferentes, e nenhum deles ocupar o espaço que eu reservava àquela outra pessoa
Aquele lugar continuava intacto
Mas estava ficando apertado
Naquela noite, recebi uma mensagem dele
Não era uma mensagem provocadora
Não havia nenhuma frase ambígua, nenhum convite escondido, nenhuma insinuação que pudesse mudar a direção da nossa conversa
Era apenas uma pergunta sobre uma coisa cotidiana
Uma daquelas perguntas que as pessoas fazem porque se lembraram de você no meio do dia
Li uma vez
Depois outra
Respondi normalmente
Ele respondeu de novo
E, sem perceber, passamos alguns minutos conversando sobre coisas absolutamente banais
O dia
O trabalho
Uma situação engraçada que tinha acontecido
Uma opinião sobre um filme
Nada que, se alguém lesse, parecesse significativo
Mesmo assim, quando a conversa terminou, fiquei olhando para a tela
Eu conhecia aquela pessoa
Conhecia seu jeito de falar, algumas de suas manias, a maneira como costumava reagir às coisas
Não era um desconhecido inventado pela minha imaginação
Era alguém que existia fora dela
Alguém com uma vida própria, compromissos, preocupações e dias em que provavelmente nem pensava em mim
E essa última possibilidade me incomodou mais do que eu esperava
Porque, até então, eu podia imaginar o que quisesse
Na minha cabeça, ele aparecia quando eu fechava os olhos
Não tinha horários, não tinha pressa, não me surpreendia com uma resposta que eu não esperava
Era uma presença que eu controlava
Mas uma mensagem mudava tudo
Agora havia uma conversa real
Uma resposta que chegava quando ele podia
Uma frase que talvez significasse apenas o que dizia
E eu começava a esperar por essas pequenas coisas
Na manhã seguinte, quando acordei, a primeira coisa que fiz foi pegar o celular
Não havia mensagem nova
Fiquei decepcionada
A constatação me fez sentar na cama
Eu estava decepcionada porque alguém não tinha me escrito uma mensagem de bom-dia
Aquilo parecia ridículo
Eu tinha um marido que me amava, uma vida confortável e uma relação que estava passando por uma fase de descoberta
Não precisava de uma notificação para me sentir desejada
Mas não era exatamente disso que se tratava
Eu queria saber se ele também se lembrava de mim quando não havia motivo para isso
Queria saber se, no meio da rotina dele, eu podia aparecer por alguns segundos
Como ele aparecia na minha
Era o poder que tinha sobre os outros, mas não sobre ele
André me ligou naquela tarde
Conversamos sobre o trabalho, sobre a viagem e sobre uma coisa engraçada que tinha acontecido com ele no hotel
Depois, como sempre, a conversa chegou à nossa brincadeira
— E então? — perguntou
Eu estava deitada no sofá, com os pés apoiados na almofada
— E então o quê?
— Você sabe
Sorri
— Você precisa ser mais específico, André
— Como está a nossa terceira pessoa?
Fiquei em silêncio por um instante
— Está diferente
A voz dele mudou ligeiramente
— Diferente como?
Olhei para a janela
— Acho que estou começando a pensar nele durante o dia. Não só quando estou sozinha ou quando estamos juntos
André não respondeu imediatamente
— Você está gostando disso?
Pensei antes de responder
— Estou. Mas acho que está ficando mais complicado
— Por quê?
— Porque, antes, eu conseguia separar tudo com muita facilidade. A fantasia era uma coisa. A vida real era outra
— E agora?
Passei o dedo pela borda da almofada
— Agora, às vezes, eu quero que ele apareça na minha vida de verdade
O silêncio do outro lado me fez prender a respiração
Eu não tinha planejado dizer aquilo
Na verdade, talvez tivesse passado os últimos dias tentando não formular a frase com tanta clareza
André respirou fundo
— Você quer que ele apareça como?
A pergunta não veio com acusação nem com uma tentativa de me fazer voltar atrás
Veio com curiosidade
E isso me permitiu continuar
— Não sei. Às vezes, só queria receber uma mensagem dele. Conversar sem precisar inventar uma desculpa. Saber como foi o dia dele. Contar alguma coisa do meu
— Isso parece bem diferente de só fantasiar
— Eu sei
— E você acha que está começando a querer mais?
Fechei os olhos
Era a pergunta que eu vinha evitando
— Acho que sim
Dizer aquilo em voz alta fez tudo parecer mais concreto
André ficou quieto por alguns segundos
— Obrigado por me contar
Abri os olhos
— Você não está preocupado?
— Estou tentando entender. Não é a mesma coisa que estar com ciúmes
Soltei o ar devagar
— Eu não quero que isso vire alguma coisa que eu esconda de você
— Então não esconda
— E se eu não souber exatamente o que estou sentindo?
Ele riu baixinho
— Você não precisa me entregar uma resposta pronta para cada coisa que descobre sobre si mesma
Sorri, mas meus olhos arderam um pouco
— Eu gosto de você, sabia?
— Espero que sim. Sou seu marido
Ri
Depois ficamos alguns segundos em silêncio
— Só quero que você se lembre de uma coisa - ele acrescentou
— O quê?
— Fantasiar, conversar, desejar e tomar uma decisão são coisas diferentes. Não precisa transformar uma na outra só porque está curiosa
Fiquei pensando naquilo
Talvez André tivesse entendido antes de mim que a parte mais difícil não seria descobrir o que me excitava
Seria descobrir o que eu realmente queria fazer com aquilo
— Eu sei — respondi
E, dessa vez, sabia mesmo
Nos dias seguintes, continuei falando com ele
As mensagens não tinham nada de extraordinário
Uma pergunta sobre como tinha sido minha manhã
Um comentário sobre alguma coisa que eu havia mencionado dias antes
Uma fotografia de um lugar por onde ele tinha passado
Uma conversa que começava com um assunto qualquer e terminava com a sensação de que eu tinha conhecido um pequeno pedaço a mais do dia dele
Eu gostava disso
Mais do que gostaria de admitir
O desejo, antes tão concentrado em imagens e possibilidades, começava a se misturar à curiosidade sobre a pessoa real
Eu queria saber o que ele estava fazendo
Queria ouvir sua opinião sobre coisas que não tinham importância
Queria descobrir se ele também sorria ao ver meu nome aparecer na tela
E, de vez em quando, queria escrever alguma coisa que fizesse a conversa sair daquele território confortável
Uma frase um pouco mais pessoal
Uma pergunta que demonstrasse que eu estava prestando atenção
Um comentário que pudesse fazê-lo perceber que, para mim, aquelas conversas estavam começando a significar alguma coisa
Mas eu parava
Nem sempre por medo
Às vezes, porque gostava da expectativa
Outras vezes, porque sabia que existia uma diferença entre deixar alguém entrar na minha imaginação e convidá-lo a ocupar um lugar concreto na minha vida
Eu ainda não sabia onde queria colocar essa pessoa
Não era amor, não estava me apaixonando
Era o poder do flerte sobre ele. E não saber se funcionaria
Só sabia que já não queria mantê-la completamente do lado de fora
Na sexta-feira, encontrei o vizinho no corredor
Ele estava saindo, e eu voltava da academia
— Você sumiu — comentou
Sorri
— Eu moro aqui. Não é tão fácil sumir
— Você entendeu o que eu quis dizer
Entendi
Ele também sabia que eu tinha entendido
— Talvez eu esteja ocupada
— Com o quê?
A pergunta veio acompanhada daquele sorriso que eu já conhecia
Olhei para ele por alguns segundos
— Com coisas que não posso contar
Ele riu
— Você faz isso de propósito
— Isso o quê?
— Me deixa curioso e depois vai embora
Dei um passo em direção à minha porta
— Então talvez você devesse parar de ficar curioso
— Talvez
Abri a porta
Antes de entrar, olhei para ele mais uma vez
— Bom fim de semana
— Para você também
Fechei a porta
Dessa vez, não fiquei encostada nela, tentando interpretar o que tinha acabado de acontecer
Eu sabia.
Tinha flertado com ele porque gostava daquela sensação
Gostava de ser observada, de perceber que despertava interesse, de experimentar uma versão mais ousada de mim mesma
E não havia nada de errado em reconhecer isso
Mas, enquanto deixava a bolsa sobre a mesa, meu pensamento foi para outro lugar
Imaginei o homem misterioso lendo uma mensagem minha
Imaginei a pausa antes da resposta
Imaginei que talvez ele também estivesse tentando decidir até onde poderia ir
Naquela noite, André me mandou uma mensagem
— Como foi seu dia?
Contei sobre a academia, sobre uma ligação de uma amiga e sobre um pequeno problema no apartamento
Depois, perguntei como tinha sido o dele
Falamos por alguns minutos
Antes de encerrar a conversa, ele escreveu:
— Pensou nele hoje?
Fiquei olhando para a pergunta
Poderia responder com uma brincadeira
Poderia dizer que sim, sem explicar
Poderia fazer alguma provocação e deixar André curioso
Mas resolvi ser honesta
— Pensei
— Na fantasia?
Demorei um pouco
— Também
A resposta dele veio alguns minutos depois
— Entendi
Esperei
Então apareceu outra mensagem
— E o que você quer que aconteça?
A pergunta ficou iluminada na tela, simples e impossível de responder com a mesma facilidade de antes
Olhei para o quarto vazio
Pensei em Daniel, no vizinho, nas conversas que pareciam brincadeiras e nos olhares que eu já não fingia não perceber
Pensei em André, que estava longe, mas continuava sendo a pessoa com quem eu queria dividir minhas descobertas
E pensei nele
Na pessoa que começava a sair do lugar onde eu a mantinha havia tanto tempo
Digitei:
Quero continuar descobrindo
Parei
Apaguei
Digitei novamente:
Quero saber se ele também pensa em mim
Fiquei olhando para a frase
Era a verdade
Uma parte que eu ainda não tinha admitido nem para mim mesma
Enviei
André respondeu:
— Acho que essa é uma pergunta que você vai ter que descobrir como fazer
Sorri
Não havia permissão naquela resposta
Nem proibição
Havia confiança, mas também a responsabilidade de decidir o que eu faria com ela
Deixei o celular sobre a cama e fui até a janela
Lá embaixo, os carros passavam pelas ruas, as pessoas voltavam para casa, as luzes dos apartamentos se acendiam
Cada pessoa vivendo uma vida que eu não conhecia
Cada uma com seus próprios segredos, vontades e histórias
E eu me dei conta de que talvez tivesse passado tempo demais imaginando aquele homem como uma presença perfeita, construída a partir do que eu queria sentir
Agora, eu queria descobrir o que existia além disso
Queria saber se ele era capaz de me surpreender
Se procuraria minha companhia sem precisar de um motivo
Queria descobrir se o desejo sobreviveria ao cotidiano
E essa última pergunta era a que mais me assustava
Porque, se sobrevivesse, talvez eu não pudesse mais fingir que ele existia apenas na minha cabeça
Na manhã seguinte, acordei com uma mensagem dele
Era cedo
A cidade ainda estava despertando, e eu tinha dormido mal porque passara boa parte da noite pensando na conversa com André
Li a mensagem ainda deitada
Era algo simples, relacionado a um assunto que tínhamos comentado dias antes
Sorri
Respondi
Ele respondeu novamente
E então aconteceu uma coisa pequena
Ele se lembrou de um detalhe que eu quase tinha esquecido de ter contado
Uma coisa sem importância, mas que demonstrava que havia prestado atenção
Fiquei olhando para a tela por alguns segundos
Aquele gesto não tinha nada de extraordinário
Não era uma promessa.
Não era sequer uma insinuação
Mas foi a primeira vez que senti vontade de aproximá-lo da minha vida não porque queria alimentar uma fantasia, e sim porque gostei da ideia de que ele estivesse prestando atenção em mim
A diferença era sutil
E enorme
Levantei da cama, preparei café e continuei conversando com ele enquanto fazia minhas coisas
A conversa foi passando de um assunto para outro
Em determinado momento, percebi que estava contando uma história que normalmente contaria a André quando ele chegasse em casa
Enviei
E fiquei esperando a resposta
Quando ela chegou, ri sozinha
Eu ainda queria a fantasia
Queria aquela presença nas nossas noites, as perguntas de André, o mistério que continuava alimentando nossa intimidade
Mas começava a querer alguma coisa além dela
Não sabia se era curiosidade, atração, carinho ou uma mistura que ainda não tinha nome
Não sabia se queria um encontro
Não sabia se queria que ele me tocasse
Não sabia nem se, diante dele, conseguiria sustentar a mulher provocadora que parecia tão segura quando estava sozinha
Mas comecei a admitir que queria descobrir
E talvez fosse esse o verdadeiro começo
Queria que ele escolhesse
Queria que ele também tivesse curiosidade
Queria que, em algum momento, a iniciativa não viesse de mim
Queria descobrir se existia, do outro lado daquela conversa, uma vontade parecida com a minha
Olhei para a tela mais uma vez
Depois escrevi uma mensagem que não tinha nada de explícito, nada de extraordinário
Apenas uma pergunta sobre o dia dele
Enviei
E esperei
Estava esperando para saber até onde conseguiria levar uma provocação
Estava esperando para saber se ele viria ao meu encontro
E, enquanto o celular permanecia quieto sobre a mesa, uma ideia começou a se formar dentro de mim
Talvez eu ainda não estivesse pronta para abrir aquela porta
Mas já não queria que ela permanecesse fechada
Queria que ele percebesse que existia uma porta
Queria saber se ele também a enxergava
E, principalmente, queria descobrir o que aconteceria se, um dia, ele batesse.
ramone84