Eu e minha esposa saímos do interior para passar um fim de semana na capital. Nossa intenção era conhecer alguns lugares, dançar e aproveitar a viagem. Mas bastou eu esbarrar em um desconhecido e derramar seu copo numa balada para aquela noite tomar um rumo que nenhum de nós imaginava. A festa estava aquecida, luzes piscando e um som que batia no peito. Eu, todo desajeitado com os 1,84m e cem quilos, me virei rápido para não trombar com uma garota que passava e bati de cheio num homem mais velho. O uísque dele esparramou na minha camisa e no chão. — Merda, cara, desculpa. Foi mal mesmo — gaguejei, tentando limpar a camisa com as mãos. O homem, uns sessenta anos talvez, barriga proeminente, cabelo ralo, mas com um sorriso fácil, deu de ombros. — Sem problemas, rapaz. Acidente acontece. O mais importante é que só o líquido derramou. Aceita uma cerveja pra acalmar os ânimos? — Não, deixa eu te pagar outra — insisti. — Pelo que você estava tomando. Ele aceitou, e enquanto eu pedia no bar, ele se apresentou. — Ricardo, prazer. — João. E aí, desculpa de novo. Ricardo não fez questão, disse que já tinha terminado a maior parte anyway. A conversa fluiu. Falamos de trabalho, ele falou que era da capital mesmo, dono de uma pequena empresa de contabilidade, já viúvo há uns bons anos. Eu comentei que morava no interior, tinha um pequeno comércio. A química era boa. Ele era daquele tipo de cara com quem a gente conversa fácil, sem formalidade. Minha esposa, que eu deixei na pista com umas amigas que encontramos por lá, apareceu. Sua camisa azul decotada destacava os seios e um colar de ouro simples cintilava sob a luz colorida da balada. — Aí está você! Falando com a garota que você derrubou? — brincou ela. — Nem isso, amor. Esbarrei no Ricardo aqui, derramei a bebida dele e estou pagando a redenção — expliquei, rindo. A mão de minha esposa encontrou a minha e ela se inclinou para nos ouvir melhor. — Tudo bem, Ricardo? Sou a Helena. Ele é desastrado, mas tem bom coração. Ricardo deu um sorriso largo para ela. — Prazer, Helena. Tudo joia. Na verdade, o João salvou meu fígado. Uma dose a menos sempre é bom. A noite seguiu. A gente dançou um pouco, mas sempre voltava pro grupinho. Ricardo era engraçado, contava causos sobre suas viagens, sobre as mudanças na cidade. Helena encantada, rindo alto, perguntando, interagindo. Eu via a cumplicidade nascendo ali, uma sintonia que ia além da simples simpatia. Ele tinha uns 59, 60 anos, moreno claro, barriguinha de quem passou da meia-idade sem se importar muito com academia, mas os olhos dele eram vivos, atentos, e ele olhava para Helena com um interesse genuíno, mas respeitoso. A forma como ela respondia ao olhar dele, com um brilho de curiosidade, me pegou de surpresa. Não era ciúmes, era... outra coisa. Um misto de fascinação e um calor crescendo na minha barriga. Quando a balada anunciou o fim, as luzes se acenderam e a música diminuiu. Era o sinal de que a diversão tinha acabado. Nós três paramos de conversar e olhamos um para o outro, um silêncio cômico de quem não queria que a noite terminasse. Helena quebrou o gelo. — Então... é isso? A gente vai cada um pra sua casa e se esquece que existimos? Ricardo deu um sorriso sem jeito. — Bom, eu não ia dizer que era tão drástico assim, mas... — A gente tá numa casa alugada aqui perto — Helena continuou, olhando para mim antes de fixar o olhar em Ricardo. — Com uma sacada legal. A gente poderia tomar mais uma cerveja, conversar um pouco mais. Se não tiver pressa, claro. Ela estava sendo direta, decidida. Era o meu jeito de mulher. Eu vi a surpresa no rosto de Ricardo, mas também vi o interesse. — Se não for incomodar... — ele começou. — Claro que não! — respondi rápido, sentindo o sangue correr mais rápido pelas veias. — Acompanha a gente, Ricardo. O trajeto de táxi foi silencioso, mas cheio de uma eletricidade que dava para cortar com a faca. Helena no meio, eu e Ricardo em cada lado dela, os joelhos se roçando levemente a cada curva do carro. A casa de temporada era aconchegante, mobiliada com gosto. Liguei algumas luzes baixas na sala enquanto Ricardo ia ao banheiro. Helena me pegou pela cintura. — Tá achando esquisito? — ela perguntou, o olho brilhante. — Não. Tá diferente. Interressante. — Você tá bem com isso? Com ele aqui? Olhei para ela, para a confiança no rosto dela, e soube a resposta. — Estou. Ricardo voltou. A gente se acomodou nos sofás, eu puxei três cervejas da geladeira. A conversa recomeçou, mais baixa, mais íntima. Falamos sobre sonhos, sobre o que a gente buscava na vida. Ricardo falou da solidão às vezes, de como era estranho voltar para um apartamento vazio. Helena falou da correria do interior, dos nossos projetos. Era um compartilhamento de vida, de uma forma que você só compartilha com alguém em quem, de alguma forma, você confia. De repente, Helena se levantou. — Pessoal, vou tomar um banho rápido pra tirar esse suor de balada. Não saio daqui. E sumiu pelo corredor. Ricardo e eu olhamos um para o outro. A energia mudou. Ele se mexeu no sofá, um pouco desconfortável. — Ela é... incrível — ele disse, quase para si mesmo. — Ela é isso mesmo — concordei. Alguns minutos depois, ouvi o chuveiro desligar. Quando Helena voltou para a sala, meu queixo quase caiu. Ela tinha apenas uma toalha branca enrolada no corpo, cabelos molhados caindo pelos ombros, a pele do decote e das pernas brilhando. Ela não fez drama, como se estivesse no seu quarto. Sentou-se bem ao meu lado no sofá, a perna roçando na minha, o perfume do sabonete preenchendo o espaço. Ricardo ficou em silêncio, mas seus olhos percorreram o corpo dela com uma admiração que ele não tentou disfarçar. Ele bebeu um gole longo da cerveja. — Desculpem, vou usar o banheiro também — ele disse, se levantando apressado. Assim que ele saiu da sala, Helena virou para mim. Seus lábios encontraram os meus. Era um beijo diferente. Mais profundo, mais carregado. Suas mãos subiram pelo meu pescoço, seus dedos se enrolaram no meu cabelo. — Eu tô sentindo uma coisa... — ela sussurrou entre um beijo e outro. — Uma vontade louca. Eu segurei o rosto dela. — Que tipo de vontade? Ela olhou bem nos meus olhos. — Acho que você já sabe. E acho que você também tá sentindo. A porta do banheiro se abriu e Ricardo voltou. Ele parou no meio da sala quando nos viu se beijando. Ele ficou ali, parado, sem saber o que fazer. Helena soltou meu rosto, se virou lentamente para ele. Ela não se cobriu, não fez menção de se envergonhar. Pelo contrário. Seus olhos o desafiavam, o convidavam. Ela se levantou do sofá e caminhou até ele. Cada passo era deliberado. Ela parou a poucos centímetros dele. Ele era mais baixo que ela, e ela teve que inclinar a cabeça para baixo. — Ricardo — disse ela, a voz baixa e sedutora. — Você quer se juntar a nós? O silêncio foi total. Eu podia ouvir a minha própria respiração. Ricardo olhou para ela, depois para mim. Ele engoliu em seco. — Eu... Helena... eu... — ele gaguejou, perdido. — É só um sim ou um não — ela insistiu, a mão subindo e tocando levemente no peito dele. — Ninguém aqui vai te julgar. Ninguém aqui vai se arrepender amanhã. É só agora. É só a gente. Ele olhou de novo para mim, como se pedindo permissão final. Eu dei um sorriso pequeno, um aceno de cabeça. Tudo bem. Mais do que tudo bem. Era o que eu também queria. Ele respirou fundo e seus ombros relaxaram. — Sim — ele disse, a voz firme agora. — Sim, eu quero. Helena sorriu, um sorriso de vitória. Ela pegou a mão dele e o levou de volta para o sofá, fazendo-o sentar entre nós dois. A toalha dela começou a se soltar. Com um movimento casual, ela a deixou cair. Ficou nua diante de nós. A luz baixa da sala desenhava as curvas do corpo dela, os seios firmes, a pele lisa. Ricardo a olhava como se estivesse vendo uma obra de arte. Ela se virou para ele e o beijou. Foi um beijo de descoberta. Suas mãos exploraram as costas dele, desceram até a bunda. A mão dele, hesitante no início, subiu pela cintura dela, parou no seio. Ela gemeu contra a boca dele. O som me atingiu em cheio, como uma descarga elétrica. Meu pau estava duro, pressionando contra a calça jeans. Eu me virei e comecei a beijar o pescoço de Helena, a mão passando pelo estômago dela. Eu senti a mão de Ricardo se mexer, subindo mais, encontrando o bico do seio dela. Ela se arrepiou toda, um gemido mais alto escapando da garganta. Ela parou o beijo com Ricardo e olhou para mim. — Tire a roupa, João. Eu não pensei duas vezes. Levantei e tirei a camisa, depois a calça e a cueca. Meu pau saltou para fora, duro e latejante. Helena sorriu ao me ver. Ela se virou para Ricardo. — Sua vez — ela disse. Ele hesitou por um segundo, mas então seguiu o exemplo. Tirou a camisa de botão, revelando a barriga saliente e o peito com pelos brancos. Depois a calça. O pau dele era grosso, não tão longo como o meu, mas com uma glande grande e rosada. Já estava duro, apontando para cima. Helena parecia uma criança em uma loja de doces. Ela se ajoelhou no chão, no meio dos dois. Primeiro, pegou meu pau com a mão, fez um carinho lento da base até a ponta. Depois, ela se virou e fez o mesmo com o de Ricardo. Ele gemeu, a cabeça caindo para trás no sofá. Então, ela se inclinou e me levou na boca. Quente, molhada, perfeita. Ela lambeu a glande, depois desceu até engolir quase tudo, usando a mão para o que não cabia. Eu fiquei de olhos fechados, curtindo a sensação. Quando ela soltou, eu olhei e vi que ela tinha se virado para Ricardo. Com a mesma voracidade, ela pegou o pau dele. O jeito que ela sugou, o som que fez... foi pornográfico. A cabeça de Ricardo se jogou para trás, as mãos se agarrando no sofá. Ela o atendia com uma fome que eu nunca tinha visto. Ela olhou para mim, os olhos cheios de desejo, enquanto a boca estava cheia do pau de outro homem. Aquilo me derrubou. Era o mais excitante que eu já tinha visto. Eu me ajoelhei atrás dela. Peguei meu pau e comecei a passar a glande molhada pela buceta dela. Ela estava encharcada. Ela gemeu com a boca cheia. Sem aviso, eu a penetrei. Fui fundo de uma vez. Ela gritou, um som abafado pelo pau de Ricardo. Eu comecei a foder, devagar no início, depois mais rápido. A sala ficava com os barulhos do meu corpo batendo no dela, com o som dela chupando Ricardo, com os gemidos dele. — Pega meu cabelo, João — ela pediu, tirando a boca do pau dele por um segundo. — Pega forte. Eu obedeci, prendendo o cabelo molhado dela na minha mão e puxando a cabeça dela para trás. Isso fez com que o peito dela se arrepiasse e ela olhasse para mim, os olhos vidrados. — Fode-me, João. Fode-me enquanto eu chupo o pau dele. Eu aumentei o ritmo, batendo com força. Cada vez que eu entrava, ela era empurrada para a frente, quase engolindo o pau de Ricardo de novo. Ele olhava para mim por cima da cabeça dela, um olhar de pura luxúria, de cumplicidade. — Deixa eu chupar você agora, Ricardo — disse Helena, se soltando de mim. Ela o empurrou de volta no sofá e se ajoelhou entre as pernas dele. Dessa vez, foi com mais dedicação ainda. Ela lambeu a base, as bolas, subiu pela veia grossa, depois engoliu tudo de novo. A mão dele estava na cabeça dela, guiando o ritmo. Eu fiquei atrás, admirando a cena. A bunda de Helena levantada, a buceta molhada e aberta me chamando. Eu me ajoelhei e comecei a lamber. Sabia a ela, um gosto levemente adocicado. Ela gemeu alto, o corpo todo tremendo. Enquanto eu a chupava, ela continuava atendendo Ricardo. O trio estava perfeito, sincronizado. — Eu quero te sentir dentro de mim, Ricardo — disse Helena, finalmente tirando a boca dele. — Eu quero que você foda comigo. Ricardo não precisou de segunda intenção. Ele se levantou e Helena se deitou de costas no tapete felpudo da sala, abrindo as pernas para ele. Ele se posicionou entre elas, e eu vi a hesitação no rosto dele por um segundo. Ele olhou para mim, como se pedindo a última permissão. Eu só sorri. Ele entrou nela devagar. Com cuidado. O rosto de Helena foi de pura entrega. Ela fechou os olhos e um gemido longo e baixo escapou. Quando ele estava todo dentro, ele parou, deixando ela se acostumar. — Move, Ricardo — ela sussurrou. — Por favor, move para mim. Ele começou a se mexer, um ritmo lento e profundo. Eu me ajoelhei perto da cabeça dela. Ela virou o rosto para mim e me pegou na boca de novo. A imagem era incrível. Eu vendo meu pau entrando e saindo da boca da minha esposa enquanto outro homem a fodia. — Isso, Helena... isso... — Ricardo gemeu. — Você é maravilhosa. Ele aumentou o ritmo, os golpes ficaram mais fortes. O corpo de Helena se contorcia no tapete, uma mistura de prazer e dor. Ela soltou meu pau da boca, ofegante. — Eu quero vocês dois — ela disse, a voz trêmula. — Eu quero vocês dois ao mesmo tempo. Aquele pedido me pegou de surpresa. Mas a ideia me excitou mais do que qualquer coisa. Eu me deitei de costas no tapete, meu pau duro apontando para o teto. Helena entendeu na hora. Ela se afastou de Ricardo, se virou e me montou, encaixando meu pau na buceta dela. Ela sentou com força, me consumindo inteiro. Aí ela se inclinou para a frente, oferecendo a bunda para Ricardo. Ele não hesitou. Ele se ajoelhou atrás dela e, com cuidado, começou a empurrar o pau dela no cuzinho. Ela gritou quando a cabeça do pau dele entrou. Um grito de dor e prazer. Eu a abracei, beijando seu pescoço, sussurrando que ela estava tudo bem, para relaxar. — Relaxa, amor — disse eu. — Deixa ele entrar. Vai gostar. Ela respirou fundo e eu senti o corpo dela relaxar. Ricardo continuou a empurrar, devagar, milímetro por milímetro. Até que ele ficou todo dentro. Os três ficamos parados por um momento, curtindo a sensação. Helena preenchida por nós dois. A temperatura na sala parecia ter subido vinte graus. Então, começamos a nos mover. Eu empurrando de baixo, ele de cima. Uma dança primitiva, um ritmo antigo. O som dos corpos se encontrando, dos gemidos de Helena, da nossa respiração ofegante. — Sim... assim... mais... — ela implorava. — Me fodem! Me fodam os dois! A dupla penetração era intensa demais. Eu sentia o pau de Ricardo através da parede fina que separava a buceta do cuzinho dela. A cada golpe dele, eu sentia uma pressão extra no meu pau. Helena perdeu a noção do tempo e do espaço. Ela só gemia, gritava, implorava por mais. — Vou gozar! — ela gritou de repente. — Meu Deus, eu vou gozar! O corpo dela se contorceu, um espasmo incontrolável. Ela gemeu alto, um som primal, e eu senti o jato do suor dela cair no meu peito. Ricardo gemeu também, e eu soube que ele também tinha gozado, enchendo o cuzinho dela com porra. Fiquei para trás, segurando a onda. Quando o corpo de Helena parou de tremer, ela se desmontou de mim e caiu no tapete, ofegante. Ricardo também caiu para o lado, exausto. Eu estava duro, latejando, precisando descarregar. Helena me olhou, os olhos meio fechados, um sorriso satisfeito no rosto. Ela se arrastou até mim e me pegou na boca de novo, sugando com força. Eu não durei muito. Com um gemido, eu gozei na boca dela, sentindo ela engolir tudo. Caí para trás, completamente esgotado. Os três ficamos ali, no chão da sala, em silêncio, só ouvindo nossa respiração voltando ao normal. O cheiro de sexo, suor e porra enchia o ar. — Meu Deus... — disse Helena depois de um longo tempo, a voz rouca. — Isso foi... incrível. Ricardo soltou uma risada baixa. — Incrível nem começa a descrever. Eu me virei para o lado e encostei a cabeça no sofá, olhando para os dois. Helena, com o corpo brilhando de suor e porra, e Ricardo, com a barriga saliente e o corpo flácido, um sorriso bobo no rosto. A cena era surreaisque, mas também... certa. Como se aquele momento tivesse sido escrito nas estrelas. Eu não sabia o que o amanhã traria, mas naquele momento, tudo o que importava era que estávamos ali, os três, vivendo uma experiência que nenhum de nós jamais esqueceria. A madrugada se esvaeceu em sono e movimento preguiçoso. Ninguém se deu ao trabalho de ir para o quarto. Almofadas do sofá foram jogadas no chão, um cobertor foi encontrado em algum armário. Nosso ninho improvisado no meio da sala se tornou o nosso universo. A última coisa que me lembro antes de adormecer foi o peso da perna de Helena sobre a minha, e a respiração pesada de Ricardo do outro lado do cobertor compartilhado. A primeira luz da manhã não bateu, ela se infiltrou. Era uma luz cinzenta, suave, que entrava pelas janelas grandes e pintava o caos da sala de dourado e cinza. Eu acordei antes dos outros. A cabeça doía um pouco, da cerveja e da falta de sono, mas o corpo estava leve, satisfeito. Olhei para Helena, dormindo ao meu lado, o cabelo uma bagunça sexy no rosto, os lábios entreabertos. Um pouco mais longe, Ricardo roncava suavemente, deitado de barriga para cima, o cobertor cobrindo só parte de suas pernas. Era estranho. Ver um homem desconhecido, nu, dormindo no chão da minha sala de temporada. Mas não havia um pingo de arrependimento. Havia apenas uma calma, uma sensação de que algo importante tinha acontecido, algo que redefiniria as coisas sem precisar ser nomeado. Foi quando eu senti um movimento. Helena estava acordando. Seus olhos se abriram lentamente, se ajustando à luz. Ela me viu me observando e um sorriso preguiçoso se formou em seu rosto. Não foi um sorriso de desculpas ou de vergonha. Foi um sorriso de cumplicidade. Um sorriso que dizia: "Nós fizemos isso. E foi bom". Sem dizer uma palavra, ela se mexeu, se aproximou. Seus lábios encontraram os meus, um beijo de manhã, com o gosto da noite passada. A mão dela desceu pelo meu peito, pela barriga, até encontrar meu pau, que já estava respondendo ao toque dela. Ele começou a endurecer sob seus dedos habilidosos. — Bom dia — ela sussurrou, a voz ainda rouca de sono. — Bom dia — respondi, minha voz falhando quando ela começou a me masturbar devagar. Ela se moveu, se ajoelhando ao meu lado no chão. Então, sem hesitar, ela se curvou e me levou na boca. O calor, a umidade, a sensação da língua dela fazendo espirais na glande... eu fechei os olhos e gemi. Era diferente da noite. Era mais lento, mais deliberado. Ela estava saboreando o momento. — Que... cena boa pra se acordar — a voz de Ricardo, rouca de sono, veio do nosso lado. Abrimos os olhos. Ele estava sentado, o cobertor no colo, nos observando com um olhar de pura admiração. Ele não parecia desconfortável. Pelo contrário, ele parecia fascinado. Helena soltou meu pau da boca, mas continuou com a mão nele. Ela se virou para Ricardo, um sorriso brincalhão no rosto. — Quer se juntar ao café da manhã, Ricardo? — ela perguntou, a voz um convite. Ele sorriu, um sorriso genuíno que chegou aos olhos. — Se a receita for essa, com certeza. Ele jogou o cobertor de lado, revelando que seu pau já estava duro, pronto para a ação. Helena se mexeu, um convite silencioso. Ela se virou e se ajoelhou de quatro, oferecendo a bunda para ele, enquanto continuava com a boca no meu. Ele se ajoelhou atrás dela. Não houve preliminares. Ele sabia o que ela queria. Ele guidou o pau dele até a entrada da buceta dela e, com um movimento firme, entrou. Helena gemeu com a boca cheia, um som abafado que vibrou em todo o meu corpo. E assim a manhã começou. Uma dança de três corpos, sob a luz suave da manhã. Eu deitado de costas, Helena me chupando com uma dedicação que me deixava sem fôlego, e Ricardo atrás dela, fodendo com um ritmo constante e profundo. A sala ficou em silêncio, a não ser pelos nossos gemidos e pelo som da pele batendo na pele. Helena parou de me chupar por um momento, ofegante. — Agora eu quero você deitado, Ricardo — disse ela, se virando e se sentando no pau dele. Ela o montou, o encaixando na buceta dela, e começou a se mover, um balanço lento e sensual. — E eu quero você, João — ela disse, se virando para mim e abrindo a boca. Eu me ajoelhei na frente dela e ela me pegou na boca de novo. A imagem era poderosa. Helena, o centro de nosso universo, recebendo os dois, dominando a situação. Ricardo segurava a cintura dela, ajudando no movimento, os olhos fechados, o rosto de puro prazer. — Agora troca — disse Helena, tirando a boca de mim. — Eu quero você no meu cuzinho, João. O pedido me pegou de surpresa, mas meu corpo reagiu instantaneamente. Helena se desmontou de Ricardo e se ajoelhou no chão, de quatro, olhando para mim por cima do ombro. — Me enche, João. Enche o meu cuzinho. Ricardo se deitou de costas na frente dela, e ela se inclinou, pegando o pau dele na boca enquanto eu me preparava atrás dela. Eu peguei o bumbum dela, abrindo as bochechas, e posicionei meu pau na entrada do cuzinho dela. Empurrei devagar. Ela estava relaxada da noite passada, e eu entrei mais fácil. Ela gemeu alto quando eu fiquei todo dentro. Eu comecei a me mover, um ritmo lento no início, depois mais rápido. A cada meu golpe, ela era empurrada para a frente, engolindo mais o pau de Ricardo. A cena era perfeita, simétrica, uma ode ao prazer. — Vou gozar! — gritou Ricardo de repente. — Helena! Ele agarrou o cabelo dela e segurou a cabeça dela no lugar enquanto gozava na boca dela. Ela tentou engolir tudo, mas um pouco escorreu pelo canto da boca. Quando ele terminou, ela soltou o pau dele e olhou para mim, os olhos vidrados. — É a sua vez, João. Goza na minha buceta. Ricardo, ainda ofegante, se mexeu e se ajoelhou atrás dela, pegando o pau dele e guiando-o para a buceta dela. Era a inversão da noite passada. Agora era ele na frente, eu atrás. A dupla penetração aconteceu de novo, mas desta vez, eu estava no cuzinho apertado e ele na buceta molhada. A sensação era incrível. Eu sentia o pau dele roçando no meu através da parede delgada. O ritmo aumentou, os golpes ficaram mais fortes, mais urgentes. Helena gemia sem parar, um som contínuo de prazer. — Sim! Assim! Me fodam! — ela implorava. — Me fodam os dois! Eu não aguentei mais. Com um grito, eu gozei, enchendo o cuzinho dela com minha porra. Ricardo gemeu também, e eu soube que ele tinha gozado de novo. Os três caímos no chão, exaustos, satisfeitos. Helena se virou e me beijou, um beijo profundo, com o gosto da porra de Ricardo. Eu retribuí, sentindo o gosto do meu próprio prazer e o da noite inteira. Era um selo. Uma confirmação. Finalmente, a fome e a sede falaram mais alto. A gente se arrastou do chão, pegou as roupas espalhadas pelo chão e se vestiu sem muita cerimônia. Fomos para a cozinha, uma bagunça de corpos satisfeitos e sorrisos sonolentos. Ricardo, sempre o anfitrião de si mesmo, se ofereceu para fazer o café. Enquanto a água esquentava, eu encontrei pão e queijo na geladeira. Helena se sentou no balcão, o cabelo ainda despenteado, vestindo apenas a minha camisa da noite anterior. Ela parecia radiante. — E pensar que tudo isso começou porque você derrubou minha bebida... — Ricardo disse, enquanto servia três canecas de café fumegante. Helena deu uma risada, um som claro e feliz. — Ainda bem que ele resolveu pagar outra! Os três começamos a rir. A risada quebrou qualquer tensão residual que pudesse existir. Era uma risada de alívio, de cumplicidade, de puro e simples prazer compartilhado. Era o som de três pessoas que, por uma noite, se abandonaram ao desejo e descobriram uma nova faceta de si mesmas. Enquanto tomávamos o café e comíamos o pão, a conversa fluiu de novo, mas dessa vez era diferente. Era mais leve, mais íntima. Falamos de bobagens, de planos para o resto do fim de semana. Ricardo falou que precisava ir, tinha um almoço em família. O tom era de despedida, mas não era triste. Era o fim de um capítulo, não do livro. Quando ele se vestiu para ir, na porta, ele olhou para nós dois. — Muito obrigado, pessoal. Por tudo. — Nós que agradecemos, Ricardo — disse Helena, se aproximando e lhe dando um abraço. — Foi... inesquecível. Ele me olhou e estendeu a mão. Eu a apertei. — Foi uma noite, cara — disse ele, e entendi o que ele queria dizer. Ele saiu, e a porta se fechou, deixando os dois de novo. Helena se virou para mim e me abraçou. — E aí? — perguntou ela. — Você se arrepende? Eu a segurei forte, sentindo o cheiro dela, o cheiro de nós dois. — Não. Uma palavra só. E foi mais do que isso. Foi uma experiência que a gente vai levar pra vida toda. A prova de que o amor e a confiança da gente são mais fortes do que qualquer coisa.
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