Minha esposa sempre disse que gostava de homens mais velhos. Eu achava que era apenas uma preferência inocente, até aquela noite em que conhecemos Augusto num barzinho à beira-mar. Três horas depois, ele estava entrando na nossa casa de praia. E o convite tinha partido dela. Tudo começou numa sexta-feira, penúltima noite da nossa temporada. Patrícia queria conhecer um boteco que ficava escondido numa rua de areia, perto das dunas. Um lugar sem grife, onde os pescadores iam depois do trabalho. — Vamos lá, André. Quero sentir aquele cheiro de peixe frito e cerveja antes de voltar pra cidade — ela disse, já vestindo um vestido leve que deixava suas pernas bem à mostra. Chegamos lá por volta das nove da noite. O bar era pequeno, com mesas de madeira rachada, luz amarelada e um som de rádio baixo tocando um pagode antigo. Enquanto eu atravessava o espaço apertado em direção ao balcão, meu ombro bateu no braço de um cara e a taça de vinho tinto que ele segurou voou, espirrando no chão de tábuas. — Puta merda, desculpa, cara. Paguei outra, sem problema. O homem olhou para a mancha no chão e depois para mim, um sorriso tranquilo no rosto. — Sem problemas, garoto. Foi só um vinho. Ele devia ter uns sessenta e poucos anos. Cabelos grisalhos cortados curtos, barba bem aparada, uma barriguinha de quem já passou dos cinquenta e não se preocupa mais com academia. Não era um gato, mas tinha um olhar calmo, confiante. — Sério mesmo? Vou comprar outro. Qual que era? — Não precisa. Mas se quiser me acompanhar numa cerveja, aceito. Patrícia chegou na nossa altura. — Problema, amor? — Só tropecei e derrubei o vinho do senhor aqui. Vou pagar outro. O homem estendeu a mão para ela. — Augusto. E vocês são? — Patrícia. E ele é o André, meu marido. Aí começou tudo. A gente sentou numa mesa no canto e as cervejas foram chegando. Augusto era viúvo, tinha uma empresa de importação pequena em Porto Alegre e viajava sozinho pra "limpar a cabeça". Tinha um jeito de contar histórias que prendia a atenção, nem rápido demais, nem devagar. Patrícia, que já era comunicativa por natureza, estava particularmente encantada. Ria de todas as piadas dele, encostava a mão no braço do velho quando queria enfatizar algo, inclinava o corpo pra frente como se quisesse ouvir cada palavra melhor. Eu ficava apenas observando, tomando minha cerveja, sentindo o ambiente ficar mais carregado. Não era ruim, era só... diferente. Era aquela energia que flutua no ar quando a atração está começando a se formar. Num certo momento, Augusto foi pegar cigarros no balcão e Patrícia se inclinou pra mim. — Gosto dele — ela sussurrou, o cheiro do seu perfume misturado com o mar. — Ele tem uma tranquilidade que nenhum homem da nossa idade tem. — É, parece um cara legal — respondi, neutralmente. Ela me olhou nos olhos, um brilho de desafio. — Você sabe que sempre achei homens mais velhos... interessantes. Não só pra conversar. Quando Augusto voltou, ela não perdeu tempo. — Sabe, Augusto... meu marido aqui é sortudo. Ele já me ouviu dizer mil vezes que, se solteira, estaria numa fila atrás de um homem como você. Augusto deu uma risada, mas os olhos dele estavam sérios, avaliando Patrícia. — É mesmo? E por que um homem "como eu"? — Ah, sei lá... A maturidade. A experiência. A tranquilidade. Coisas que a molecada de hoje não tem. Ele olhou para mim, como se pedindo permissão. Eu apenas dei de ombros e sorri. — A experiência é a melhor professora — disse ele, a voz mais baixa agora. — Mas a juventude tem a disposição. Tudo tem seu momento. O bar já estava fechando. O garçom olhava pra gente com cara de "vão embora". Foi quando Patrícia lançou a bomba. — O lugar onde a gente está alugado é bem perto daqui. Tem uma vista linda da praia. Que tal a gente continuar essa conversa lá? Augusto, André... mais uma rodada de conversa? Augusto não pensou duas vezes. — Agradeço o convite. Ainda bem que o hotel onde estou é longe, assim não tenho que me preocupar em dirigir depois de tantas cervejas. No caminho, Patrícia andava no meio da gente, de mãos dadas com os dois. Eu sentia o corpo dela tremer ligeiramente, seja de frio ou de expectativa. A casa de praia era simples, térrea, com uma varanda que dava pro mar. Entrei e coloquei uma playlist baixa, uns clássicos do Gil e Caetano. Patrícia foi para a cozinha e voltou com três copos de água com gás e limão. — Acho que já deu de álcool por hoje, gente — disse ela, se sentando no sofá ao lado de Augusto, não exatamente encostada, mas perto o suficiente pra eu notar a proximidade. O silêncio se instalou por um minuto, quebrado apenas pela música e pelo som das ondas lá fora. — Então... — começou Augusto, olhando em volta. — Vocês vêm sempre pra cá? — Quando podemos — respondi. — É nosso refúgio. Patrícia pegou a mão dele, que descansava no sofá. — E o que você acha do nosso refúgio, Augusto? — É um lugar especial. Ainda mais com a companhia certa. A mão dela não largou a dele. Pelo contrário, começou a fazer carinhos leves com os dedos no dorso da mão do velho. Eu fiquei na poltrona em frente, apenas observando, sentindo meu coração bater um pouco mais forte. Ela olhou pra mim, uma pergunta silenciosa nos olhos. Eu fiz um sutil aceno com a cabeça. Era um convite que eu já tinha imaginado, conversado em noites de fantasias, mas ver se tornando realidade era outra coisa. — Augusto — disse Patrícia, a voz um pouco trêmula. — Eu não quero ser indelicada, e muito menos forçar nada. Mas... a gente tem uma liberdade aqui que a gente não tem lá fora. Uma confiança. E eu... eu gostaria de te conhecer melhor. Muito melhor. Augusto olhou para ela, depois para mim. Seu olhar não era de surpresa, mas de cálculo, de avaliação. — E o André? Ele está bem com isso? Patrícia se virou pra mim. — Amor, você está bem, não está? A gente sempre conversou sobre isso. Sobre a liberdade de explorar. Sem segredos, sem mentiras. Eu respirei fundo. A adrenalina correndo nas veias. — Estou, Pat. Se você está bem, eu estou. Augusto sorriu, um sorriso lento, de quem entendeu o jogo. — Eu sou um homem velho, mas não sou tolo. E nem morto — disse ele, puxando Patrícia para mais perto. — A vida oferece poucas oportunidades como essa. E aí eles se beijaram. Foi um beijo lento, explorador, de quem tem tempo e quer aproveitar cada segundo. Mão de Patrícia foi para a nuca dele, entrelaçando nos fios grisalhos. A mão dele desceu pelas costas dela, parando logo acima do bumbum. Eu via a língua deles dançando, o ritmo mudando, ficando mais intenso. Ela se afastou um pouco, ofegante. — Vamos pra perto do mar — disse ela, se levantando e puxando a mão dele. Eu os segui. A luz da lua entrava pelas janelas amplas, iluminando o tapete felpudo em frente à vidraça. Patrícia parou no meio da sala, virou-se para Augusto e, com um movimento lento, tirou o vestido por cima da cabeça. Ela não tinha usado sutiã. As mamas dela, firmes e com os mamilos já eretos, brilhavam sob a luz prateada. Só a calcinha branca cobria seu corpo. Augusto assobiou baixinho. — Nossa senhora... Ela caminhou até ele e começou a desabotoar sua camisa. A pele do peito dele era mais branca, com alguns pelos grisalhos espalhados. Ela beijou o peito dele, lambendo os mamilos duros enquanto suas mãos continuavam a despira-lo. A calça e a cueca caíram juntas no chão. O pênis dele já estava semi-ereto, mais grosso que o meu, com a base rodeada por pelos brancos. Patrícia se ajoelhou na frente dele, olhou pra mim como se pedindo aprovação final. Eu sorri e me virei na poltrona, me ajustando para assistir melhor. Ela pegou o membro dele na mão, sentiu o peso, e levou a ponta à boca. O velho suspirou, pondo a mão na cabeça dela, mas sem forçar. Ela fez tudo com calma, lambendo a glanda, descendo até a base, chupando os testículos. O pênis dele ficou duro, enorme, batendo no queixo dela. — Levanta, amor — disse Augusto, puxando-a. Ele a deitou no tapete, de costas, e tirou a calcinha dela. Ele se ajoelhou entre as pernas dela e, sem aviso, enterrou a cara na sua xoxota. Patrícia gemeu alto, arqueando as costas. As mãos dela seguravam a cabeça dele, pressionando-a contra seu sexo. Eu me levantei e me aproximei. Fiquei de cócoras ao lado da cabeça dela. — Tá gostando, Pat? Ela abriu os olhos, vidrados. — Melhor que eu imaginei... ah, fuck... ele sabe o que faz. Augusto levantou o rosto, o queixo brilhando com o suco dela. — Mulher gosta é de paciência. E de língua firme. Ele voltou ao trabalho. Patrícia começou a gemer sem parar, o corpo todo se contorcendo. Eu tirei minha roupa, meu próprio pênis duro, pulsando. Ela me viu e estendeu a mão, me pegando. Enquanto Augusto a chupava, ela me masturbava lentamente, o olhar perdido no teto. — Agora, Augusto... por favor... agora. Ele se levantou, pegou o pênis enorme dele e encostou na entrada dela. Ele ficou assim por um instante, apenas esfregando a cabeça do pênis lá. Patrícia implorava com o corpo, tentando empurrar o quadril pra frente. — Devagar, velho — disse ela, rindo. — Faz tempo que não recebo uma peça dessas. Ele entrou. Devagar, como ela pediu. Centímetro por centímetro. O gemido dela foi longo, misturando dor e prazer. Eu vi quando ele chegou ao fundo, quando ele encheu ela por completo. Ele ficou parado, deixando ela se acostumar. — Move, caralho! Move! — gritou ela. E ele obedeceu. Começou a foder com um ritmo lento, profundo. Cada golpe parecia alcançar o útero dela. Eu fiquei ali, do lado, masturbando-me enquanto assistia minha mulher ser possuída por aquele homem mais velho. Era surreais, erótico, a fantasia se tornando carne. Ela veio. Claramente. As pernas tremeram, o corpo todo se contraiu num arco. Um grito baixo, gutural, escapou da sua garganta. Augusto não parou. Continuou o ritmo, implacável. — Mais — ofegou ela. — Quero mais. Ele se deitou de lado, puxando ela junto, agora fudendo por trás, de colher. Uma das mãos dele apertava um seio dela, a outra descia até a xoxota, encontrando o clitóris. Eu me ajoelhei na frente da cara dela e ofereci meu pênis. Ela abriu a boca de imediato. A cena era puro sexo. Augusto fudendo ela por trás com força crescente. Patrícia chupando minha rola com desespero. O som dos corpos batendo, dos gemidos abafados, do mar lá fora. Eu segurei a cabeça dela e comecei a foder a boca dela. Ela engolia tudo, o babão escorrendo pelo queixo. — Eu vou gozar — gritei. Ela tentou puxar a cabeça para trás, mas eu segurei firme. — Engole tudo, porra — pedi, e ela obedeceu. O meu leite quente jorrou na garganta dela. Ela tentou engolir, mas um pouco escorreu pelos cantos da boca. Quando acabei, ela limpou a boca com o dorso da mão e me olhou, os olhos brilhantes. — Seu cuzinho. Augusto, que tinha assistido a tudo, parou de foder. — Essa menina é mesmo um presente — disse ele, passando a mão pelo bumbum dela. — E os melhores presentes têm mais de um embrulho. Ele tirou o pênis dela e, com a mesma calma de sempre, começou a esfregar a cabeça molhada no cuzinho dela. Patrícia parou, prendeu a respiração. — Sim — disse ela, numa voz quase inaudível. — Mas com cuidado. Ele pegou um travesseiro do sofá e colocou embaixo do quadril dela. Molhou o dedo no próprio suco da xoxota dela e começou a preparar o cuzinho, um dedo, depois dois. Patrícia gemia, dessa vez de um jeito diferente, mais fundo. Quando ele achou que ela estava pronta, encostou o pênis lá. A entrada foi lenta. Muito mais difícil. Ela gemeu alto, de dor. Ele parou, esperou. — Continua — pediu ela, a voz tensa. — Eu aguento. Ele entrou um pouco mais. Parou de novo. Devagar, com uma paciência de anjo, ele foi abrindo caminho até estar enterrado até os ovos. Os gemidos dela eram contínuos agora. — Você é apertada aqui, Pat. Muito apertada. Ele começou a mover-se, muito devagar. Era brutal e lindo de ver. Eu me reergui, já duro de novo, e me ajoelhei na frente dela. Ela me pegou pela base e começou a me chupar de novo, dessa vez mais devagar, mais intenso, como se a sensação do cuzinho sendo arrombado ampliasse tudo. A dupla penetração. Uma fantasia que a gente tinha falado, mas nunca experimentado. E ali estava acontecendo, e não com outro moleque, mas com um homem de sessenta e poucos anos, com barriga e cabelos brancos. O ritmo de Augusto foi aumentando. Ele fodia o cuzinho dela com mais força agora, enquanto eu fodia a boca dela. Nós três estávamos sincronizados, unidos pelo prazer e pela transgressão. — Bate forte — gritou ela, tirando a boca da minha rola por um segundo. — Bate forte que eu sou sua cadela! Augusto obedeceu. Ele fodia como um animal, agora. Os golpes secos e profundos. As bolas dele batendo no bumbum dela. Patrícia veio de novo, dessa vez de um jeito violento, espasmando, gritando. Eu senti a contração da buceta dela no ar, mesmo sem estar dentro. — Eu vou gozar, Pat. Vou gozar no seu cuzinho. — Dentro! Dentro! Ele deu uns últimos golpes, bem fundo, e gritei junto com ele. Vi o corpo dele se tensionar, os músculos das costas se contraindo. Ele despejou todo o leite dele dentro do cuzinho da minha esposa. Quando ele tirou a rola, um pouco de esperma escorreu para fora. Ela caíram de lado, exaustos. Patrícia ofegava, o corpo todo suado. Eu me deitei do outro lado dela, beijando seu rosto. — Tá bem, amor? Ela abriu um olho, sorriu. — Nunca estive melhor. Você? — Foi... incrível. Ver você... — Eu sei, meu amor. Eu sei. Augusto se levantou, foi até o banheiro e voltou com um pano úmido. Limpou Patrícia com cuidado, como se ela fosse uma obra de arte rara. — Vocês são... especiais — disse ele. — Muito especiais. Ele se deitou do outro lado de Patrícia. Os três ficamos ali, no chão da sala, ouvindo o mar. Em pouco tempo, o sono chegou. Patrícia adormeceu entre nós. Eu fui o último a desistir, olhando para o teto, processando tudo. Eu não estava bravo. Não estava triste. Eu estava... estranhamente completo. A fantasia tinha sido realizada, e o mundo não tinha acabado. Pelo contrário, ele parecia um pouco mais interessante. *** Eu acordei com o som de xícaras batendo. A luz da manhã entrava pelas janelas, forte, amarelada. Estava sozinho no tapete. A roupa de todo mundo estava espalhada pelo chão. Me levantei, ainda nu, e caminhei em direção à cozinha. O que eu vi me parou no meio do passo. Patrícia estava encostada na bancada, completamente nua. Augusto estava atrás dela, também nu. Ele a beijava no pescoço, enquanto uma das mãos dele apertava um seio dela e a outra desliza pela barriga, descendo em direção à xoxota. Uma cafeteira de filtro borbulhava ao lado deles. Eles não estavam fudendo. Era mais íntimo que isso. Era carícia, desejo, reconhecimento. A mão dele já estava mexendo entre as pernas dela, e ela gemia baixinho, a cabeça inclinada para trás, apoiada no ombro dele. Eu fiquei observando por um minuto, meu pênis começando a acordar de novo. Patrícia me viu. — Bom dia, dorminhoco — disse ela, a voz um pouco rouca. Sorriu, um sorriso satisfeito. — O café está quase pronto. Augusto virou a cabeça, me viu, e sorriu também. — Bom dia, André. Dormiu bem? — Durmi como uma pedra — respondi, andando até eles. — Mas acho que o café pode esperar. Passei a mão pelo cabelo de Patrícia e a beijei. Eu pude sentir o gosto de Augusto na boca dela. Minha outra mão desceu pelas costas dela, pegando no bumbum. Ela estremeceu. — Acho que o marido tem um ponto — disse Augusto, afastando-se um pouco. — Algumas coisas são mais importantes que cafeína. Ele se virou e pegou duas das cadeiras da cozinha, colocando-as no meio do salão aberto. Sentou-se. Patrícia entendeu o recado, sorriu e foi se sentar no colo dele, de frente para mim, pernas abertas sobre as dele. — Venha cá — disse ela, me chamando com o dedo. Eu fui. Me ajoelhei entre as pernas dos dois. Patrícia me puxou para um beijo, enquanto Augusto a beijava no pescoço e nas costas. A mão dele veio por baixo, pegando no seio dela, torcendo o mamilo. Ela gemeu na minha boca. Ela empurrou minha cabeça para baixo. Entendi o sinal. Eu me curvei e enterrei a cara na xoxota dela. Estava molhada, salgada, cheia do cheiro da noite e da manhã. Eu lamberia com fome, chupando o clitóris dela, metendo a língua fundo. Enquanto eu a chupava, eu sentia os movimentos dela. Ela estava se esfregando no pênis de Augusto, que já estava duro de novo. Ele a segurava pela cintura, ajudando no movimento, gemendo no ouvido dela. — Senta pra mim, Pat — pediu ele. Ela se levantou um pouco, pegou a rola dele e encostou na entrada do cuzinho. Ela estava ainda molhada do leite da noite, e ele entrou com mais facilidade dessa vez. Um gemido longo escapou dos lábios dela. — Agora você, André — disse ela, me puxando. — Vem cá, meu amor. Enche a minha buceta. Eu me levantei, alinhei meu pênis com a entrada dela e entrei. A sensação foi incrível. Eu podia sentir o pênis dele através da parede fina que separa os canais. Nós ficamos parados por um instante, os três conectados, respirando junto. Aí começamos a foder. Um ritmo lento, profundo. Quando eu entrava, ele saía. Quando ele entrava, eu saía. Era uma dança perfeita. Patrícia estava entre nós, sendo usada, amada, possuída pelos dois ao mesmo tempo. — Olha pra mim, Pat — pedi. Ela abriu os olhos, que estavam vidrados, perdidos no prazer. — Eu te amo — disse eu. — Eu também te amo — respondeu ela, a voz embargada. — E eu amo isso. Eu amo essa porra toda. O ritmo aumentou. A foda ficou mais selvagem. Nós não éramos mais um casal com um convidado. Éramos três animais, presos na mesma jaula de prazer. Augusto mordia o ombro dela. Eu apertava os seios dela com força. Ela gemia, gritava, xingava. — Seus filhos da puta... fodam essa buceta... fodam esse cuzinho... não parem... não parem por nada... A gente veio junto. Ou quase. Eu senti a contração da buceta dela, e isso me levou ao limite. Eu gritei e despejei meu leite dentro dela. Augusto veio logo em seguida, enchendo o cuzinho dela novamente. Nós caímos, os três, um em cima do outro, ofegantes, suados, cobertos de leite e suco. A cafeteira continuava borbulhando na cozinha, indiferente ao terremoto que tinha acabado de sacudir nossa casinha de praia. Demoramos um bom tempo para nos recompor. Augusto se levantou primeiro, e com a mesma calma de sempre, foi até o banheiro, voltando com toalhas molhadas. Nós nos limpamos em silêncio, um cuidado mútuo nquele gesto. Finalmente, nos sentamos à mesa. O café estava quente e forte. Augusto tinha encontrado pão e manteiga. A gente comeu em paz, a energia da sala agora calma, pós-coito. — Bem... — começou Augusto, depois de engolir um gole de café. — Acho que preciso pensar em arrumar as coisas e voltar pra Porto Alegre. Patrícia olhou para ele, um pouco triste. — Já? — Infelizmente, sim. Tenho umas reuniões na segunda. — Você... você volta pra cá sempre? — perguntou ela, casual demais. Augusto sorriu, um sorriso que sabia de tudo. — Não costumava. Mas acho que agora eu tenho um excelente motivo pra mudar isso. Eu dei uma risada. — Da próxima vez, pelo menos me esperem acordar pra passar o café. Pra não perder o espetáculo. Eles riram. Um riso leve, feliz. Terminamos o café. Augusto se levantou. — Bom... vou indo. Obrigado por tudo. Por tudo mesmo. Ele se vestiu. Patrícia o acompanhou até a porta. Eu fiquei na mesa, terminando meu café. Eles se beijaram na porta. Não era um beijo de despedida apaixonada, era um beijo de "até logo". Quando a porta fechou, Patrícia voltou para a mesa, se sentou no meu colo. — Você imaginava que nossas férias terminariam assim? — ela perguntou, o rosto encostado no meu. Eu beijei a testa dela. — Eu só sei que nunca mais vou olhar para aquele barzinho do mesmo jeito. Ela riu. — E nem para a cozinha da nossa casa.
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