O CHURRASCO DA DESPEDIDA

Naquele sábado, eu só queria comemorar a aprovação de um amigo no concurso. Compramos carne, cerveja e organizamos um churrasco no apartamento onde eu morava com minha namorada. O que eu não imaginava era que, antes de a madrugada terminar, descobriria uma curiosidade sobre mim mesmo que nunca tinha tido coragem de admitir.
A fumaça da churrasqueira começou a subir, tingindo o ar do quintal pequeno com aquele cheiro irresistível de carne queimando e carvão. Lucas, o aprovado, estava de braços cruzados, com um sorriso de orelha a orelha, o loiro dele brilhando sob a luz da lâmpada vermelha da varanda.
— Caralho, gente... Eu ainda não acredito. Concurso público! Antes de nem terminar a faculdade! — ele repetia pela décima vez, e a gente ainda ria como se fosse a primeira.
Bruno, o mais sarcástico do grupo, deu de ombros. — É porque o cara só estuda pra isso, né? Deixa as festas, deixa as mulheres... O Bruno aqui, de vez em quando, levanta a bunda do sofá pra ir na faculdade.
— E ainda joga bem no campo, seu otário — retruquei, virando umas costelinhas na grelha.
Camila, minha namorada, chegou com um prato de pão de alho e uma bandeja com as cervejas. A saia curta que ela usava balançava suavemente com os passos, e por um segundo os olhos de Lucas e Bruno pararam nela. Não era algo novo; Camila era do tipo que chamava atenção naturalmente. Morena com olhos verdes, um sorriso que iluminava qualquer ambiente e uma confiança que intimidava e atraía ao mesmo tempo.
— Para de falar de mim e vem servir aos seus convidados, chefe — disse ela, me dando um beijo rápido no ombor. — Ou a carne vai passar do ponto.
Os primeiros sinais, na verdade, começaram sem que eu desse muita importância. Camila sempre foi extrovertida, e Lucas e Bruno eram meus amigos de anos, de times de futebol e noitadas. A dinâmica entre eles era sempre à base de piadas e provocações. Mas naquela noite, havia algo diferente. Era uma energia, uma eletricidade no ar que eu não conseguia colocar o dedo.
Fui ao banheiro rapidamente. Quando voltei, a cena me pegou de surpresa. Camila estava sentada no sofá da sala, no meio dos dois. Não era incomum, mas a proximidade... Lucas tinha o braço dobrado no encosto atrás dela, os dedos quase roçando o ombro dela. Bruno estava inclinado para frente, falando algo perto do ouvido dela que a fez rir, uma risada mais alta, mais solta que o normal. A mão dela repousava casualmente na coxa de Lucas. E nenhum dos três parecia notar minha chegada.
Fiquei parado no corredor por uns segundos, observando. Era uma cumplicidade silenciosa, um pacto não-verbal que eu não entendia. Camila olhou para mim e sorriu, um sorriso normal, mas os olhos dela tinham um brilho desconhecido. Eu não disse nada. Apenas me sentei na poltrona ao lado e peguei minha cerveja, o gosto amargo se misturando com um nó que começava a se formar no meu estômago.
Não era ciúme. Não, pelo menos não da forma tradicional. Era outra coisa. Curiosidade. Uma sensação estranha e perturbadora de que estava sendo deixado de fora de uma piada interna que, por algum motivo, me despertava um interesse proibido.
Mais tarde, quando a carne já estava quase no fim e a cerveja já tinha feito seu efeito, Lucas se levantou. — Vou dar uma lavada nas mãos. Volto já.
Minutos depois, Camila também se levantou. — Vou ver se a sobremesa que eu guardei ainda está inteira na geladeira.
Ela demorou um pouco mais do que o necessário para pegar sorvete. Quando voltaram, não juntos, mas separados por um intervalo de uns trinta segundos, os dois trocaram um olhar rápido, um sorriso quase imperceptível. E foi nesse momento que a certeza bateu. Alguma coisa estava acontecendo. Algo além da minha compreensão inicial. E a parte mais chocante de tudo era que, em vez de raiva, eu senti um calafrio percorrer minha espinha. Uma antecipação.
A festa continuou, mas agora eu via tudo por uma outra lente. Cada toque acidental, cada risada compartilhada, cada olhar. Camila parecia mais radiante, mais viva. Os meus amigos, por sua vez, estavam mais atentos, mais presentes em volta dela. E eu, o anfitrião, o namorado, me sentia ao mesmo tempo excluído e hipnotizado pela cena.
A noite avançou e a fumaça da churrasqueira deu lugar ao cheiro de suor e cerveja morna. As conversas ficaram mais baixas, mais íntimas. Eu estava na poltrona, reclinado, com a cabeça para trás, os olhos semicerrados. Não estava dormindo, mas decidi fazer de conta. Queria ver o que aconteceria quando achassem que eu não estava olhando. Era um teste para eles, mas, principalmente, um teste para mim.
O silêncio ficou mais denso. Pude ouvir a respiração deles. Então, a voz de Camila, um sussurro rouco.
— Vocês dois são muito previsíveis.
Uma risada baixa de Bruno. — E o que isso quer dizer, Camila?
Quase consigo ouvir o sorriso na voz dela. — Quer dizer que vocês pensam que eu não percebo.
A mão de Lucas subiu pelo braço dela. — Percebe o quê?
Não ouvi a resposta dela. Ouvi o som baixo de um zíder sendo aberto. Depois outro. Não era o das calças. Era o de uma bolsa, ou algo assim. Fiquei tenso, esperando. O som de um frasco de plástico sendo aberto. Um líquido sendo derramado. E depois, o som de respirações mais pesadas, de mordidas nos lábios para abafar gemidos.
Abri os olhos lentamente.
Camila estava sentada entre eles no sofá, mas a posição tinha mudado. As mãos dela não estavam mais nas coxas deles. Estavam em seus pulsos, e os pulsos deles estavam em... sim, ali. As calças de Lucas e Bruno estavam abertas, e a mão direita da minha namorada segurava o pau de Lucas, a esquerda, o de Bruno. Ambos eram duros, grandes. Ela os movia com uma lentidão deliberada, um sorriso de poder nos lábios. Seus olhos estavam fechados, a cabeça levemente inclinada para trás. Foi então que ela abriu os olhos e me viu.
O tempo parou.
Lucas e Bruno pararam de respirar. Camila congelou, as mãos ainda neles. O sorriso dela desapareceu, substituído por um pânico puro.
— Eu... — ela começou, mas a voz falhou. Ela se virou para mim, se soltando deles. — Eu posso explicar.
Eu me sentei na poltrona, sem tirar os olhos dela. — Não precisa, Camila.
Os dois rapazes se arrumaram rapidamente, o constrangimento pintado em cada músculo de seus rostos. Lucas não sabia para onde olhar. Bruno examinava o teto com um interesse súbito e patético.
— Cara, eu... — começou Lucas.
— Calma aí — interrompi, levantando-me e caminhando até o sofá. Me sentei em frente deles, no tapete. Camila olhava para mim, os olhos cheios de lágrimas, esperando a explosão. Em vez disso, eu sorri. Um sorriso pequeno, um pouco torto.
— Sabe, eu estava pensando — disse eu, olhando para ela, depois para eles. — Eu passei a noite toda observando vocês. Os olhares, os toques... e eu não fiquei com raiva. Fiquei... curioso.
O silêncio era um peso na sala. Camila me encarava, confusa. — Curioso?
— É — confessei. — A ideia de te ver com eles... me excita. A ideia de nós quatro... compartilhando isso... me excita.
Ninguém falou nada. A confissão flutuou no ar, crua e inesperada.
Camila foi a primeira a reagir. Ela se inclinou para frente, a voz baixa, quase um sussurro. — Você está falando sério?
— Nunca estive tão sério na vida — respondi, e para provar, estendi a mão e puxei ela para um beijo. Um beijo profundo, molhado, que cheirava a cerveja e a ela. A mão dela subiu para o meu pescoço, e por um instante, fomos só nós dois. Quando nos separamos, ela estava ofegante. Ela olhou para Lucas, depois para Bruno, como pedindo permissão final.
Lucas olhou para mim, um sorriso hesitante nascendo em seu rosto. — Se o cara está falando sério... quem sou eu para questionar?
Bruno riu, um som nervoso que rapidamente se soltou. — Bem, a festa de despedida do Lucas ficaria mais marcante, isso é certo.
A partir daquele momento, as regras mudaram. O segredo se dissolveu e deu lugar a um novo pacto. Camila, no centro, se virou para Lucas e o puxou para um beijo. Não foi um beijo tímido. Foi voraz, com as mãos dela no cabelo loiro dele. Em seguida, sem soltar Lucas, ela estendeu a mão para Bruno, puxando-o para perto. Ele começou a beijar seu pescoço, suas costas, enquanto eu observava, meu próprio corpo respondendo àquela visão.
A roupa foi o primeiro a desaparecer. Camila se levantou, tirou o vestido de uma vez só. Em baixo, apenas um sutiã vermelho e um fio dental. Ela estava linda, e a forma como Lucas e Bruno a olhavam era uma mistura de desejo e reverência. Eu me levantei e fiquei atrás dela, minhas mãos em sua cintura, meu corpo pressionando contra o dela. Eu desabei o fecho do sutiã dela, e ele caiu no chão.
— Vamos para o quarto? — sussurrei no ouvido dela.
Ela se virou e me encarou, um sorriso malicioso no rosto. — Não. Aqui. Quero que todos nós vejam.
E assim, no meio da sala, a experiência a quatro começou de verdade. A música ainda tocava baixo, uma canção romântica que agora soava como uma trilha sonora perfeita para a nossa transgressão. Camila se ajoelhou no tapete felpudo, seus olhos passando por cada um de nós. Primeiro, ela se virou para Bruno, pegando-o na boca com uma expertise que me fez sentir um calafrio de orgulho e excitação. Lucas se ajoelhou ao lado dela, beijando-a com força enquanto as mãos dele exploravam seus seios. Eu fiquei observando por um momento, a cena inteira se gravando na minha memória: a boca da minha namorada no meu amigo, a mão do meu outro amigo no corpo dela, e todos eles olhando para mim de vez em quando, como se pedindo confirmação, como se eu fosse o maestro daquela orquestra de prazeres.
Me juntei a eles. Eu me ajoelhei atrás de Camila, minhas mãos deslizando pelas suas costelas até os quadris. Eu a puxei para que ficasse de quatro, a boca ainda em Bruno. Lucas se deitou de costas, deslizando sob ela, e começou a lambê-la. O gemido de Camila foi abafado pela pica de Bruno, mas eu ouvi. Ouvi com clareza. E foi o som mais erótico que eu já tinha escutado.
Usei minhas mãos para separar as nádegas dela e minha língua encontrou seu cuzinho. Ela estremeu, o corpo todo tremendo. Lucas continuava seu trabalho debaixo dela, e eu senti a língua dele tocar a minha de vez em quando. Era estranho, íntimo demais, mas não repulsivo. Era parte daquele momento. Parte daquela troca.
— Por favor... — Camila gemeu, tirando a boca de Bruno por um segundo. — Eu preciso...
Ela não precisou terminar. Lucas se sentou, guiando o pau dele para dentro dela. Ele a entrou devagar, e Camila arqueou as costas. Bruno se sentou no sofá, se masturbando enquanto observava. Eu fiquei de joelhos na frente dela, e ela me pegou na boca com uma fome nova. A sala ficou cheia de sons. Pele batendo em pele, gemidos, respirações ofegantes.
Foi então que eu vi o sinal. Lucas, me olhando por cima do ombro de Camila, deu um piscar. Um convite silencioso. Eu entendi. Camila, ainda comigo na boca, foi colocada de lado, Lucas ainda dentro dela. Eu me deitei atrás dela. Meu pau, já duro e lubrificado pela saliva dela, encontrou a entrada do cuzinho dela.
— Pode ser? — sussurrei no ouvido dela.
Ela apenas balançou a cabeça, incapaz de falar.
Eu entrei devagar, com muito cuidado. A dupla penetração. Uma fantasia que a gente já tinha falado, mas nunca ousado experimentar. E ali estávamos, realizando-a com meus melhores amigos assistindo. O choro de Camila foi de puro prazer. Lucas e eu encontramos um ritmo, nos movendo juntos dentro dela. Foi uma conexão diferente, um poder que eu nunca tinha sentido. Bruno se aproximou, e Camila o pegou na boca novamente, completando o círculo.
Por um tempo, fomos uma única entidade, um corpo com quatro almas se movendo em uníssono. Os barulhos na sala aumentaram, os gemidos de Camila ficaram mais altos, mais descontrolados. Eu senti o corpo dela estremecer em um orgasmo violento, e aquilo me levou junto. Lucas também veio quase que ao mesmo tempo. Camila engoliu tudo de Bruno, e nos quatro caímos no tapete, exaustos, cobertos de suor e dos fluidos um do outro.
A madrugada avançou sobre nós, silenciosa e quente. Ninguém se moveu por um bom tempo. A única luz vinha da lâmpada da varanda, pintando nossos corpos em tons de laranja e vermelho. Aos poucos, a respiração voltou ao normal. Foi Camila quem se mexeu primeiro, sentando-se lentamente. Ela olhou para cada um de nós, os olhos brilhando.
— Caralho — ela disse, e a palavra soou como uma oração.
Todos riram. Uma risada aliviada, cansada.
Lucas se sentou, passando a mão pelo cabelo suado. — Eu acho que... essa comemoração vai ficar difícil de bater.
— Impossível — concordou Bruno, deitado de costas, olhando para o teto. — A comemoração da minha posse, quando passar, vai ser decepcionante depois disso.
Fui até a cozinha e peguei água para todos. Bebemos em silêncio, o som da noite lá fora parecia distante, de outro mundo. O cheiro de sexo e transgressão ainda pairava no ar, mas não era mais um cheiro de culpa. Era um cheiro de realização. De descoberta.
Me sentei no tapete, perto de Camila. Ela veio para meu colo, e nós nos abraçamos. — Você está bem? — perguntei ela, a voz baixa.
— Nunca estive melhor — respondi, e era verdade. Aquele nó no estômago que eu senti no início da noite tinha se desfeito e se transformado em algo quente, algo que me preenchia.
— E nós? — ela perguntou, olhando para Lucas e Bruno. — A gente tá bem?
Olhei para eles. Eles me olhavam de volta, sem vergonha, sem constrangimento. Apenas amizade, e uma nova camada de... algo. Compreensão.
— A gente tá ótimo — respondi por todos.
O resto da madrugada foi uma mistura de conversas baixas e carícias casuais. Conversamos sobre o que aconteceu, sem filtros, sem rodeios. Falamos do que sentimos, do que nos excitou, do que nos assustou um pouco. A honestidade era cru, necessária. Era o que selava nosso novo pacto.
— Eu nunca tinha feito nada assim — confessou Bruno, passando os dedos pelos cabelos de Camila, que agora estava deitada com a cabeça no meu peito. — Com amigos, eu quero dizer.
— Nem eu — disse Lucas. — Eu achei que fosse ser estranho. Ver você, Camila... com vocês... Mas foi... incrível. Intenso.
Camila sorriu. — Eu nunca me senti tão... poderosa. E tão desejada. Era vocês quatro, sabe? A energia, a confiança... foi diferente de tudo.
Eu apertei ela mais forte. — E para mim... foi descobrir que eu gostava de assistir. De compartilhar. De te ver feliz... assim. Com eles.
A confissão, dita em voz alta, solidificou tudo. Não era mais uma curiosidade secreta, um desejo escondido. Era parte de quem eu era. E eles aceitaram.
A manhã veio devagar, tintando o céu de cinza e rosa. Nenhum de nós conseguiu dormir de verdade. Ficamos ali, no chão da sala, enrolados em cobertores, conversando até os primeiros raios de sol entrarem pela janela. O mundo lá fora começava a acordar, mas dentro daquele apartamento, o tempo parecia suspenso.
Foi então que ouvimos o primeiro ruído do dia novo. O barulho da cafeteira que Camila tinha programado na noite anterior.
— Alguém quer café? — perguntou ela, se erguendo com um sorriso.
Ela se levantou, completamente nua, sem cerimônia, e caminhou em direção à cozinha. Meus olhos, e os de Lucas e Bruno, seguiram cada passo dela. Os corpos deles, antes cheios de tensão sexual, agora estavam relaxados, à vontade. A nudez tinha perdido seu caráter de provocação e se tornado apenas um estado de ser. Natural.
Fiquei deitado por mais um minuto, ouvindo os barulhos da cozinha. O chiado da água quente, o barulho dos pratos. Então, me levantei e caminhei até lá, ainda nu.
A cena que encontrei fez meu corpo, que eu achava que já estava satisfeito, responder de novo.
Lucas e Bruno já estavam na cozinha. Lucas estava atrás de Camila, que estava de frente para a pia, apoiada nos cotovelos. Ele a estava comendo com calma, com uma força rítmica, enquanto ela preparava o café. O corpo dela se movia para trás, encontrando os empurrões dele. Bruno estava sentado na bancada ao lado, com as pernas abertas. Camila, entre uma coisa e outra, se inclinava e o pegava na boca.
Eles não me viram chegar. Fiquei na porta, observando. A normalidade com que eles faziam aquilo, misturada com o ato em si, era mais excitante do que tudo o que tínhamos feito antes. Era como se a noite anterior tivesse sido um teste, uma exploração, e agora eles estivessem confortáveis no novo território.
Os gemidos de Camila eram abertos agora, sem medo. — Sim, Lucas... assim... mais forte...
Ela se virou para olhar para ele, e foi então que ela me viu. O sorriso que ela me deu não foi de surpresa ou de pânico. Foi de convite.
— Bom dia, dorminhoco — disse ela, a voz um pouco ofegante. — O café está quase pronto.
Bruno me viu também e sorriu. — A gente já começou o café da manhã. A parte principal, pelo menos.
Lucas, ainda dentro dela, me olhou por cima do ombro de Camila. — Cara, você precisa provar. Ela está incrível de manhã.
Eu ri, o som baixo e grosso. Camila se soltou de Lucas por um segundo, se virou para mim e me puxou para um beijo. Era um beijo que cheirava a café e a sexo. — Entre na festa — ela sussurrou no meu ouvido.
Eu não precisava de mais incentivo. Fiquei atrás dela, enquanto Lucas se afastava um pouco para me dar espaço. Ele a pegou pela frente, erguendo uma das pernas dela e entrando nela novamente. Eu me posicionei atrás e, sem hesitação, entrei no seu cuzinho.
O grito de Camila ecoou na cozinha. O café da manhã virou uma orgia. Nós a tomamos juntos, em pé, no meio da cozinha. Era selvagem, desorganizado, perfeito. As mãos dela estavam em toda parte, em nós, nos móveis, tentando se segurar. A mesa da cozinha batia ritmicamente contra a parede a cada movimento nosso.
Foi Lucas quem veio primeiro, com um gemido baixo. Ele saiu de Camila e se sentou em uma cadeira, ofegante. Bruno tomou seu lugar na frente dela, e eu continuei por trás. A intensidade aumentou. Os gemidos de Camila ficaram mais altos, mais urgentes. Eu senti o corpo dela contrair em um orgasmo, e aquilo me levou junto com ela. Bruno veio logo depois, nos braços dela.
Caímos todos no chão da cozinha, uma bagunça de membros e respirações pesadas. O café da manhã, esquecido na mesa, continuava a cheirar.
Foi Lucas que quebrou o silêncio, pegando a caneca de café que Camila tinha preparado. — Bem, quando eu for convocado para assumir o cargo... vamos ter que fazer outro churrasco de despedida. Um pra valer.
Camila, deitada entre ele e Bruno, se sentou, um sorriso malicioso no rosto. Ela olhou para Lucas, depois para mim, e disse:
— Só se vocês prometerem não dormir no sofá antes da sobremesa.
Todos começaram a rir. A risada era aliviada, feliz. Era o som de quatro amigos que tinham cruzado uma linha juntos e descoberto que, do outro lado, havia um novo mundo de prazeres e amizade.
Naquela manhã, tomando café nu na cozinha com meus amigos e minha namorada, eu percebi uma coisa. A aprovação de Lucas no concurso era só o pretexto.
Foto 1 do Conto erotico: O CHURRASCO DA DESPEDIDA


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Ficha do conto

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Nome do conto:
O CHURRASCO DA DESPEDIDA

Codigo do conto:
275904

Categoria:
Fetiches

Data da Publicação:
30/10/2026

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