A oportunidade de ouro surgiu na penúltima semana de dezembro. Dedão chamou Dudu em sua sala da diretoria — uma sala com vista panorâmica, poltronas de couro legítimo e disse:
— Dudu, o ano foi duro, mas você segurou as pontas na logística — disse Dedão, sentando-se na borda da mesa, exibindo um relógio de ouro que reluzia sob as luzes dicroicas. — Vou descer para minha casa em Angra no recesso. Tem muito espaço. Quero convidar você e sua namoradinha para irem junto com alguns outros funcionarios d eminha confiança, como é o nome dela mesmo?
— Mônica, chefe... — Dudu gaguejou, o coração disparando com a chance de ouro de se aproximar do patrão e garantir a tão sonhada promoção a supervisor.
— Isso, Mônica. Leve a Mônica.
Quando Dudu contou a novidade para Mônica no conjugado do Centro, os olhos dela brilharam. Era a chance de fugir do calor do asfalto e, principalmente, das cobranças de Ofélia. Ao saber da viagem, a Dinda mudou de tática imediatamente. Ela não viu Dudu na jogada; viu a oportunidade de Mônica circular no ambiente de homens com posses e disse:
— Vá, Momozinha. Mas usa esses biquínis aqui querida que eu tava guardando para te dar de natal. Mostre todo o seu valor e o quanto você é linda, minha princesa.
A viagem de carro até Angra dos Reis foi preenchida pela ansiedade de Dudu e pela expectativa silenciosa de Mônica, que vestia uma minissaia xadrez vermelha com preto e uma camiseta babylook da heroina de quadrinhos SexyHot, já sentindo o clima litorâneo. Quando o Palio da empresa que Dudu havia pego emprestado, cruzou os portões do condomínio fechado e parou diante da enorme cada de praia do Dedão, de frente para o mar, o choque de realidade foi imediato.
Dedão e alguns outros funcionarios ja estavam ma área da piscina comendo churrasco e exibindo o peitoral forte e peludo. Seus olhos ignoraram Dudu quase por completo e se fixaram nas pernocas roliças e bronzeadas de Mônica que saíam do carro. Um sorriso lento desenhou-se no rosto do chefe.
Dudu saiu primeiro do carro, limpando o suor da testa na manga da camisa, tenso, com o sorriso de quem pedia permissão para existir naquele espaço, mas quando ele abriu a porta do carona, o tempo ali pareceu desacelerar para os homens.
Mônica colocou as pernas para fora. As pernocas roliças e bronzeadas, acentuadas pela minissaia xadrez vermelha com preto, contrastavam perfeitamente com a babylook justa da SexyHot, que marcava o desenho de seus seios fartos e redondos denunciando a ausência de um sutiã. O visual pega-macho, planejado milimetricamente por Dona Ofélia, era de tirar o fôlego. Mônica ajeitou a saia com as duas mãos, um gesto inocente tentando descer um pouco a saia para ficar menos erótica doque parecia.
Os olhos de Dedão desceram pelas pernas dela, subiram pela cintura fina e se fixaram nas tetas suculentas de Mônica. A rola dele, já acostumada a pulsar só de olhar para o porta-retrato na firma, respondeu instantaneamente ficando evidenciada em sua sunga de cor cinza. Ele abriu aquele sorriso lento, predatório, e caminhou na direção deles com passos calmos e imponentes.
— Que bom que chegaram! Finalmente que delícia — a voz de Dedão ecoou grave, enquanto Dudu estendia a mão para seu Chefe, ele o ignorou completamente e disse: — Você deve ser a famosa Mônica? Qie saúde hein!
Mônica estendeu a mão para cumprimeta-lo mas ele a envolveu num abraço rapido de urso. Não era oque ela esperava ao conhecer o chefe do namorado a quem ele pintava como uma figura estoica e intransigente, mas oque a incomodava naquele instante era um certo volume cutucando suas coxas e o peito largo daquele homem amassando seus seios e deixando a sua camiseta empregnada do suor dele.
— Prazer, meu anjo, eu sou o Geraldo, mas pode me chupar o Dedão... Digo chamar de Dedão (risos). Prazer senhor Dedão, o Dudu fala muito do senhor — ela disse, usando um tom timido e constrangido pelo contato repentino. As palavras da Dinda ("Mostre todo o seu valor, minha princesa") ecoavam em sua mente, misturadas à lembrança das garotas ricas de Copacabana que ela tanto invejava.
Dudu, surpreso, mas ponderado disse em tom humilde e prestativo:
— Chefe, muito obrigado pelo convite mesmo, estamos honrados de estar aqui. Onde a gente pode deixar as malas? E se precisar de ajuda com o carvão ou com as bebidas, pode falar que eu ajudo.
Dedão soltou uma risada alta enquanto permanecia com uma das mãos apertando a cintura de Mônica, junta a seu corpo.
— Relaxa, Dudu. Você tá de recesso. As malas podem ir pro quarto de hóspedes do segundo andar, o último do corredor. Mônica, minha gostosa, se quiser ir subindo para se trocar e botar um biquíninho para aproveitar a piscina, fica à vontade. A casa é sua!
Enquanto Dudu pegava as mochilas pesadas no porta-malas do Palio e subia as escadas, Mônica caminhou logo atrás dele, mas sentiu quando Dedão deu um leve tabefe em sua bunda, sorrindo e junto com outros dois funcionários a olhava adentrar na casa e ela apenas sorriu sem graça. Eles assistiam a tudo com os olhos cravados no balanço de sua minissaia e no rebolado de sua bunda esbelta a cada degrau que ela subia.
Lá embaixo, na área da piscina, Dedão virou o resto do seu uísque de uma vez só, sentindo o calor do álcool descer junto com o desejo que já queimava dentro dele. O recesso estava apenas começando.
Continua...


