Até a minha irmã mais nova ligar.
— Tufão, é uma semana só — disse a Letícia, do outro lado da linha. — Ela vai fazer as provas ai na capital. Se ficar em hotel, eu não durmo descansada. Fica na tua casa, tu levas ela de manhã, e depois ela volta para tua casa sozinha.
— Eu trabalho, Letícia.
— Ela é crescida, não precisa de babá. Tem dezoito. É só não deixar a menina na rua.
Aceitei por obrigação de sangue e por pena de minha irmã. Esperava uma garota acanhada, de mochila pesada e fone de ouvido, que passaria os dias debruçada nos livros. Na sexta-feira, a Lúcia desceu do carro da mãe com uma mala rosa, um short jeans que terminava antes da metade da coxa e uma blusinha que deixava a barriga de fora.
— Oi, tio — ela disse, me dando dois beijinhos, o perfume dela me subindo pelas narinas.
— Oi. Entra.
Nos primeiros dois dias, cumpri meu papel. Café na mesa, carona de manhã, silêncio respeitoso à noite. Mas a casa mudou de temperatura. A Lúcia andava descalça, de shortinho, com o cabelo molhado do banho, e deixava o sutiã secando na porta do banheiro — renda preta, pendurada como bandeira. Aos dezoito, ela tinha o corpo da mãe e o descaramento que o pai nunca teve.
O problema era a noite.
O quarto de hóspedes fica ao lado do meu, separados por uma parede fina de drywall. Na segunda-feira, à meia-noite, comecei a ouvir. Primeiro um farfalhar de lençol, depois um zumbido baixo — o sugador, que ela usava sem cerimônia nenhuma. E então os gemidos. Não gemidos discretos de quem tenta não incomodar. Gemidos altos, longos, com nome nenhum, do tipo que a gente solta quando acha que está sozinha no mundo.
Passei três noites com o pau duro e a mão na cama, sem coragem de resolver. Na quarta, o gemido veio diferente, mais agudo, mais rápido, e eu ouvi ela falar sozinha, com a voz espremida: *"ai, meu Deus, assim não, assim não..."*. Foi o bastante. Levantei, bati na porta antes de pensar duas vezes.
— Lúcia?
O zumbido parou. Um silêncio. Depois, a voz dela, ofegante:
— Oi, tio. Pode entrar.
Abri. Ela estava na cama, de costas no travesseiro, completamente nua, com o sugador ainda apoiado na coxa e a marca do ressecado brilhando entre as pernas. Não fez o menor movimento pra se cobrir.
— Desculpa acordar — falei. — É que dá pra ouvir tudo.
— Eu sei — ela respondeu, sem vergonha nenhuma. — A parede é fininha. Achei que o senhor tava dormindo.
— Estou há três noites sem dormir.
Lúcia sorriu, aquele sorriso que ela puxou da mãe mas usou melhor. Abriu as pernas um pouco mais.
— Então o senhor está aqui porque quer, não porque precisa.
— Estou aqui porque não aguento mais.
Ela se ajoelhou na beira da cama, veio até mim e pôs a mão na minha barriga, os dedos brincando com o cós do meu short de dormir.
— Faz três anos que o senhor não transa, né? — perguntou, baixinho.
— Faz.
— Tá na cara. — Ela puxou o elástico. — Deixa eu ver.
Não esperou resposta. Baixou o short e o pau saltou, duro de três noites de espera. Bianca olhou, lambeu os lábios e me pegou na mão, apertando de leve.
— Caralho, tio. Assim, de perto, é bem maior do que eu imaginava.
— Você imaginava?
— Todo dia, desde que cheguei — ela confessou, e me encaixou na boca.
Não foi um boque-te de novinha sem jeito. Lúcia chupava com vontade, descia até a garganta, segurava a base e gemia com a boca cheia, fazendo vibrar. Eu me apoiei no batente da porta pra não cair. Ela puxou os meus quadris pra frente, me engolindo mais fundo, e os olhos dela subiram pra mim — molhados, atrevidos, cientes do que faziam.
— Pra deitar — eu mandei, com a voz rouca.
Ela soltou com um estalo e se jogou de costas na cama. Eu tirei a camiseta, subi por cima, e ela já abria as pernas pra mim, sem pudor.
— Molhada assim? — perguntei, passando a mão.
— Molhada desde a primeira noite. — Ela gemeu com o meu toque. — Fiquei gozando imaginando o senhor entrando aqui.
— Então goza de verdade agora.
Encostei e entrei de uma vez. Lúcia gritou, arranhou o meu braço, e o aperto dela me fez cerrar os dentes. Fiquei parado um instante, sentindo, e ela mexeu o quadril impaciente.
— Anda, tio. Me fode. Sem pena.
Fodi. Comecei fundo e forte, com a cama batendo na parede, e ela gemeu alto, sem se preocupar em baixar o volume.
— Isso — falou, entre dentes. — Assim, grosso desse jeito. Ai, caralho, tio, tá me rasgando.
— Aguenta.
— Aguenta você — ela rebateu, e jogou os quadris pra cima, me encontrando no fundo.
Passei a mão no cabelo dela e puxei, e Lúcia revirou os olhos. Meti mais rápido, e a cada estocada ela soltava uma palavra — "aí", "isso", "mais", "não para" — até que a voz começou a falhar. Senti as paredes dela apertando em ondas.
— Vou gozar — avisou, com o rosto vermelho.
— Goza — eu disse, e enfiei a mão entre nós, o polegar no clitóris.
Ela gozou me apertando com força, os calcanhares travados nas minhas costas, gemendo o meu nome sem o "tio". Continuei metendo até o último espasmo, até ela empurrar minha barriga, sensível, rindo sem ar.
— Vira — mandei.
Lúcia entendeu na hora. Se virou de quatro, apoiou o rosto no colo, empinou o quadril e olhou pra trás.
— O senhor vai me dar no cu? — perguntou, safada.
— Vou. Se aguentar.
— Eu treino com o dedo desde os quinze.
Cuspi na entrada, passei o polegar, e ela nem se encolheu — só empinou mais. Entrei devagar, e o gemido dela mudou de tom, mais grave, quase um choro. Quando o pau passou do anel, Lúcia soltou o ar todo de uma vez.
— Ai, meu Deus. Tá tudo. Tá tudo dentro.
— Respira.
— Respira você — ela repetiu, e empurrou pra trás.
Foi mais lento no começo, depois foi ficando bruto. A cada estocada, a bunda dela batia na minha coxa com um estalo, e Lúcia gemia numa frequência que já devia ter acordado a rua inteira. Enfiei a mão por baixo, esfregando o clitóris dela de novo.
— Tô gozando outra vez — ela avisou, com a voz esganiçada. — Tô gozando, tio, ai, caralho...
Gozou. O corpo dela inteiro tremeu, o cu apertando em pulsos, e eu segurei o quadril dela com as duas mãos e meti mais forte até a bexiga pesar, até a pressão subir pela base do pau.
— Vou gozar — avisei, ofegante.
— Fora — ela pediu. — Na minha cara. Quero ver.
Saí de dentro dela, Lúcia se virou na mesma hora, ajoelhou na beira da cama e abriu a boca, a língua pra fora, os olhos cravados nos meus. Bati punheta dois segundos e vim. Jatos grossos na bochecha, no nariz, na língua, um deles escorrendo até o queixo. Ela não desviou. Fechou a boca, engoliu o que dava, e passou o dedo no resto pra lamber.
— Melhor que o sugador — declarou, sorrindo.
Caí na cama ao lado dela. O silêncio voltou à casa, mas agora era outro — o de duas pessoas respirando juntas.
— Sua mãe me mata — falei.
— Minha mãe não precisa saber — Lúcia respondeu, e se aninhou no meu peito. — E eu ainda tenho quatro dias de prova, tio. Vou precisar de muita ajuda pra dormir.
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Por Tuga069
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