O primo favorito do meu vovô dando na chácara

A mensagem do meu pai era curta, um simples gesto digital de indiferença: "Chácara do vovô. Neste fim de semana. Topa?"

Meus polegares se moveram sobre o teclado de forma automática. "Não." Simples. Honesto. Aquele lugar pertencia a uma infância que eu já tinha deixado para trás — um zoológico de animais de roça, com cheiro de Paieiro e de coisa antiga. Mas, então, um pensamento diferente — invasivo e indesejado — surgiu em meio ao tédio da minha sexta-feira à noite: "Você não volta lá desde que era criança. Desde antes de... tudo". O homem que eu me tornei nunca tinha pisado naquela propriedade. Uma curiosidade súbita, quase perversa, tomou conta de mim. Como seria caminhar por aqueles cômodos sendo adulto? Ver tudo sob uma nova perspectiva?

Então digitei: "Estou a caminho", e montei na minha moto.

Quando apaguei o farol, já no caminho de terra batida, o mundo estava imerso em um azul profundo e aveludado, com o ar denso pelo perfume de terra molhada. O carro do meu pai estava estacionado de forma torta perto da varanda — um testemunho de uma partida bem cedo e de um longo dia.

A porta de tela rangeu quando a abri. Lá dentro, a sala de estar parecia uma cápsula do tempo. Ali, na poltrona de couro desgastado do meu avô, estava meu pai. Uma garrafa de uísque, pela metade, repousava no chão ao lado de um copo abandonado há muito tempo. Ele roncava, emitindo um assobio suave e rítmico pelo nariz.

“Me come gostoso, cachorro.”

As palavras, arrastadas e densas de prazer, fizeram-me paralisar. Vinham do quarto principal, no fim do corredor. O quarto do meu avô.

Meu primeiro impulso foi dar meia-volta, descer as escadas e fingir que não tinha ouvido nada. Mas meus pés estavam pregados ao assoalho. A porta estava entreaberta, deixando escapar uma fresta de luz quente e amarelada. Dei um passo à frente, meu coração batendo freneticamente contra as costelas. Mais um passo.

Pela fresta, a cena parecia uma pintura renascentista feita de suor e sombras.

Meu avô era um homem imponente, mesmo aos setenta anos. Suas costas formavam uma tela larga e bronzeada, repleta de músculos e cicatrizes antigas; seu corpo vigoroso brilhava, úmido pelo esforço. Ele estava posicionado atrás de alguém, as mãos agarrando os quadris dessa pessoa com uma possessividade que parecia ancestral, primitiva.

E esse alguém era o Matheus.

O primo favorito. O “garoto de ouro”. O fisiculturista nato, com um sorriso capaz de vender qualquer coisa. Ele estava de quatro, as costas arqueadas em uma curva perfeita e tensa. Os músculos de seus ombros e costas ondulavam a cada estocada vigorosa. Mas era a sua bunda que dominava a cena: imensa, dois hemisférios de músculos sólidos e esculpidos que se contraíam e apertavam ao redor do pau grosso e veiado do meu avô.

Matheus estava em frangalhos. Com a cabeça jogada para trás e a boca entreaberta, ele deixava escapar súplicas guturais e desconexas. O som do encontro de seus corpos — um estalo úmido e rítmico — ecoava no silêncio denso do quarto.

Eu estava ali, um voyeur paralisado na porta. Não senti choque. Não senti repulsa. Senti uma excitação intensa e aguda, uma eletricidade voyeurística que me manteve pregado ao lugar. Eu presenciava um segredo, uma verdade crua e sem filtros.

Os olhos do meu avô, escuros e penetrantes, subiram de repente por cima do ombro de Matheus e encontraram os meus, refletidos no espelho fixado na parede ao fundo.

Ele não parou. Não hesitou.

Um sorriso largo e malicioso surgiu em seu rosto, e uma risada alta e retumbante irrompeu de seu peito. Era um som de alegria pura, sem qualquer ressalva. A risada parecia estimulá-lo ainda mais. Seus quadris moviam-se como um pistão; o ritmo era brutal, implacável. Ele se inclinou para a frente, pressionando o peito contra as costas de Matheus, e investiu mais fundo, enquanto um rosnado ecoava em sua garganta.

Matheus soltou um grito — um som sufocado, entrecortado. Seus braços cederam, e seu rosto pressionou-se contra o colchão; seu corpo imponente tremia sob o impacto. Ver aquela forma poderosa e perfeita, completamente rendida, era algo mais inebriante do que o cheiro de uísque que emanava do hálito do meu avô.

Os olhos do meu avô não se desviam dos meus. Ele estava atuando para mim, como um rei exibindo seu poder.

Então, com uma última estocada trêmula, ele parou. Retirou-se — seu membro, liso e brilhante na penumbra — e endireitou o corpo, o peito ofegante. Matheus desabou sobre a cama, um amontoado suado e arfante.

Meu avô passou a mão pela boca, sua respiração voltando ao normal aos poucos. Ele olhou para mim, e seu sorriso transformou-se em algo cúmplice.

— Filhote — disse ele, com a voz grave e rouca. Fez um gesto com a cabeça em direção à cama, para o corpo do meu primo, que ainda tremia. — Estou cansado. O velho precisa descansar.

Ele caminhou até a porta, pousando uma mão pesada e suada em meu ombro ao passar. O cheiro dele — uísque, suor e sexo — invadiu minhas narinas.

— Termina para mim — disse ele, os olhos brilhando com um ar sombrio e travesso.

Meu olhar desviou-se dele, voltando para a cama. Matheus apoiava-se nos cotovelos, virando o rosto para me encarar. Estava corado, com os olhos arregalados e atordoados. Uma gota de suor escorria por sua espinha, desaparecendo na fenda de suas nádegas. Ele não parecia envergonhado. Parecia... faminto.

A mão do meu avô ainda estava em meu ombro, um peso firme e encorajador. A pergunta pairava no ar entre nós três, densa como a noite úmida.

— Vai — sussurrou ele, os lábios roçando minha orelha. — Ele está esperando.


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Ficha do conto

Foto Perfil jeffries
jeffries

Nome do conto:
O primo favorito do meu vovô dando na chácara

Codigo do conto:
276198

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
02/11/2026

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