Seu oposto era Luciano, o veterano do segundo semestre. Com 1,90m de um corpo esculpido por treinos e genética, o loiro de olhos claros era o centro das atenções por onde passava. No quarto que dividiam, a convivência era mínima: apenas o som dos zíperes das mochilas e o "boa noite" protocolar antes de dormirem.
Certa noite, o silêncio sagrado da biblioteca foi quebrado por uma visão que André não esperava. Entre as estantes de madeira escura, ele avistou Luciano. O veterano carregava livros pesados, e o esforço fazia os músculos de seus braços desenharem linhas precisas sob a camiseta justa.
André sentiu um aperto estranho no peito. Seus olhos castanhos, geralmente fixos em fórmulas e textos, tornaram-se nômades, percorrendo o relevo das costas de Luciano, a postura atlética que lembrava um jogador de vôlei profissional. Era um desejo novo, uma curiosidade que ultrapassava a admiração estética. Ele o observou até o colega sumir em uma cabine, sentindo o rosto esquentar apenas por estar pensando o que estava pensando.
Na saída, o destino os uniu sob o sereno da noite. — Fala, André! Vamos juntos — a voz de Luciano, grave e natural, ecoou no pátio vazio. — Claro... e você por aqui uma hora dessas? — André tentou controlar a respiração, sentindo-se pequeno ao lado daquela figura imponente enquanto caminhavam sob a luz amarelada dos postes da faculdade. A conversa fluiu mais do que o normal, mas André estava em transe, consciente de cada vez que o braço de Luciano roçava no seu.
Ao chegarem no pequeno quarto, o ambiente parecia menor do que o costume. O ar estava saturado pela proximidade. André cedeu o banho ao colega, tentando se concentrar na organização do material, mas seus ouvidos estavam atentos ao som da água caindo no box.
Quando a porta do banheiro abriu, uma nuvem de vapor perfumado invadiu o quarto. Luciano saiu apenas de toalha, as gotas de água ainda brilhando sobre a pele bronzeada e o abdômen definido. André paralisou. Ele já o vira assim antes, mas naquela noite, o olhar não conseguia obedecer ao comando de desviar.
Havia algo magnético no modo como Luciano se movimentava. Quando o veterano soltou a toalha para vestir o short, André perdeu o fôlego. A nudez de Luciano era uma obra de arte: as curvas das nádegas firmes, o detalhe da anatomia masculina visível quando ele se inclinava para frente... era uma visão que borrava a linha entre a curiosidade e a urgência.
Ao se endireitar, Luciano não vestiu a camisa. Ele se virou lentamente, encontrando André estático, com os olhos fixos e dilatados. O silêncio foi absoluto por cinco segundos, quebrado apenas pelo som de um ventilador distante.
— Gostando do que está vendo? — Luciano perguntou, com um sorriso de canto que misturava diversão e desafio.
André sentiu o sangue subir para as maçãs do rosto instantaneamente, um calor que parecia queimar a pele. Ele tentou desviar o olhar, mas o corpo estava travado pelo flagra. — Eu... eu só... — ele gaguejou, buscando uma desculpa. — Eu me distraí, desculpa.
Luciano não parecia ofendido. Pelo contrário, deu um passo à frente, invadindo o espaço pessoal de André. O cheiro de sabonete e pele quente tomou conta dos sentidos do novato. — Relaxa, André — Luciano disse com a voz baixa. — A gente divide o mesmo teto. Mas você ficou me secando lá na biblioteca também, não ficou? Eu senti.
André engoliu em seco. A honestidade do veterano o desarmava. — Difícil não notar você, Luciano — confessou André, num sussurro de coragem súbita.
Luciano soltou uma risada curta, satisfeito. Ele estendeu a mão e deu um leve toque no ombro de André, deixando os dedos repousarem ali por um segundo a mais. — Bom saber. Talvez a gente devesse parar de se encontrar só na hora de apagar a luz.
O toque de Luciano no ombro de André não foi apenas um gesto de camaradagem. Ele sentiu, sob as pontas dos dedos, a vibração sutil do corpo do calouro — um tremor de nervosismo misturado a uma expectativa que André nem sabia que tinha.
Luciano, com seus vinte e dois anos e a malícia de quem conhecia bem os jogos de sedução, leu a situação instantaneamente. O dia tinha sido exaustivo, carregado de matérias pesadas e treinos, e fazia quase uma semana que ele não tinha um encontro casual. Seus olhos agora percorriam André com uma nova lente: o novato não tinha os músculos definidos que ele costumava buscar nas garotas da faculdade, mas possuía uma suavidade instigante. Os lábios de André eram cheios e bem contornados, e Luciano se lembrou de quantas vezes, em silêncio, havia reparado no desenho da bunda do menor quando este se curvava sobre os livros.
Luciano deslizou a mão do ombro para a nuca de André, apertando levemente a região, um gesto de domínio que fez o calouro prender a respiração. — Você está muito tenso, André... — Luciano murmurou, aproximando o rosto. — Estudar demais faz isso com a gente. Eu também estou precisando relaxar.
André estava paralisado. O calor que emanava do corpo seminu de Luciano parecia envolvê-lo como uma névoa. — E... como você relaxa? — a pergunta saiu quase sem voz, denunciando toda a sua ingenuidade.
Luciano deu um sorriso predatório, mas estranhamente acolhedor. Ele deu mais um passo, reduzindo a distância a quase nada. A diferença de altura obrigava André a olhar para cima, encontrando o azul intenso dos olhos do veterano. — A gente pode descobrir juntos — respondeu Luciano. — Você nunca teve essa curiosidade? De saber como é o toque de alguém que realmente sabe o que está fazendo?
Sem esperar por uma resposta verbal, Luciano usou a mão na nuca de André para guiar o rosto dele para mais perto do seu peito nu. O cheiro de pele limpa e o calor do corpo atlético de Luciano foram o golpe final na resistência de André. Ele sentiu o coração de Luciano batendo num ritmo firme, uma cadência que parecia ditar o novo ritmo do quarto.
Luciano inclinou-se, roçando os lábios no topo da orelha de André, sentindo o outro estremecer com o contato. — Não precisa ter medo. Aqui dentro, entre essas quatro paredes, ninguém precisa saber de nada. É só um jeito de a gente se ajudar a desestressar... — Luciano sussurrou, a mão livre descendo lentamente pelas costas de André, parando logo acima da curva da cintura.
André fechou os olhos. A timidez lutava contra uma vontade avassaladora de se perder naquela experiência. Ele nunca tinha sido tocado daquela forma, com tanta intenção. Luciano, sentindo a submissão do outro, soube que o "novo brinquedinho" estava pronto para ser inaugurado.
O quarto, que antes era apenas um dormitório frio, transformou-se em um santuário de descobertas sob a luz fraca do abajur. Luciano, mestre no jogo do prazer, conduzia cada movimento com a precisão de quem conhece os atalhos do desejo. Ao sentir a rigidez de André, ele soube que a barreira da timidez já havia sido rompida pela biologia.
Quando Luciano se ajoelhou e envolveu o membro de André, o mundo do calouro girou. A experiência do veterano era evidente: o uso da língua, a pressão exata e o toque firme nas bolsas escrotais criavam uma sinfonia de sensações que André nunca imaginara ser possível. O prazer era tão agudo que suas pernas fraquejaram, e o empurrão suave de Luciano foi apenas o convite final para que ele se entregasse, caindo de costas no colchão macio.
André observava a cena em transe. Ver aquele homem loiro, forte e desejado por tantas, ali, dedicado ao seu prazer, provocava um êxtase mental que rivalizava com o físico. Mas Luciano era um estrategista; ele não queria que acabasse ali. Ele interrompeu o ato no auge da tensão de André, deixando-o num estado de suspensão e desejo febril.
Luciano subiu na cama, posicionando-se sobre André. Ao se livrar do short, revelou seu próprio vigor: 17 centímetros de puro nervo e prontidão. O contraste era hipnótico. Luciano não precisou dizer nada; seu olhar, fixo nos lábios bonitos de André, era o comando silencioso.
André, movido por uma coragem que o "eu" da biblioteca desconhecia, aceitou o desafio. — Minha vez... — pensou, enquanto se aproximava.
A inexperiência de André era compensada por uma vontade genuína de explorar. No início, seus movimentos eram cautelosos, quase reverentes, mas ao sentir o primeiro suspiro profundo de Luciano, ele ganhou confiança. Ele começou a envolver a glande com a língua, sentindo a textura e o pulsar do veterano. O gosto, o calor e a força de Luciano em sua boca despertaram um instinto adormecido.
"A timidez de André evaporava a cada gemido que conseguia arrancar de Luciano."
Luciano arqueava as costas, as mãos enterradas nos lençóis, surpreso com a entrega do novato. O "brinquedinho" tinha dentes, tinha vontade e, acima de tudo, tinha uma intuição natural para o prazer que deixou o veterano desarmado. André não apenas chupava; ele devorava, explorando cada centímetro com uma curiosidade voraz, fazendo Luciano entender que aquela noite estava longe de ser apenas um "alívio de estresse".
O quarto da pousada parecia ter se transformado em um universo paralelo, onde o único som era o ritmo frenético da respiração e o impacto dos corpos. Luciano, com a maestria de quem domina o terreno do prazer, não tinha pressa. Ele saboreava a entrega de André, transformando o medo do novato em uma curiosidade ardente.
Luciano o conduz, deixando-o de bunda para cima, ele iria mostrar novas manobras.
Quando André sentiu a língua úmida e quente de Luciano explorando seu lugar mais íntimo, um choque elétrico percorreu sua espinha. O beijo grego foi a chave que abriu uma porta que André sequer sabia que existia. A preocupação inicial de "nunca ter feito aquilo" foi substituída por um desejo visceral de ser possuído. Ele sentia as mãos fortes de Luciano moldando sua carne, preparando-o com uma paciência predatória.
A entrada foi um marco. No momento em que Luciano penetrou, André sentiu o mundo se expandir. A dor inicial, aguda e rápida, foi logo engolida por uma onda de calor que vinha de dentro para fora. Era uma invasão completa, mas sentida como uma conquista mútua.
Na posição de quatro, com Luciano segurando firmemente seu quadril, André descobriu o que era o verdadeiro êxtase. Cada estocada do veterano encontrava um ponto de prazer profundo, fazendo com que André perdesse a noção de onde terminava seu corpo e onde começava o de Luciano. O movimento era rítmico, intenso, uma dança de poder e submissão.
O prazer foi tão avassalador que o corpo de André entrou em colapso sensorial. Sem que nenhuma mão tocasse seu membro, a pressão interna e o atrito perfeito fizeram com que ele atingisse o ápice. Ele viu estrelas enquanto jatos de sêmen manchavam os lençóis da cama, seu corpo tremendo violentamente sob o peso e a força de Luciano.
Logo em seguida, Luciano soltou um gemido grave, enterrando-se o mais fundo que podia. André sentiu o pulsar intenso dentro de si, o calor dos jatos de Luciano preenchendo o espaço íntimo, selando aquela experiência.
...
O silêncio que se seguiu era denso, interrompido apenas pelos pulmões que buscavam o ar desesperadamente. Luciano desabou sobre as costas de André por alguns segundos, o peito suado colado na pele quente do calouro. Não havia mais o veterano e o novato; havia apenas dois jovens exaustos por uma entrega inesperada.
Luciano se afastou devagar, retirando a proteção e sentando-se na beirada da cama. Ele olhou para André, que ainda tentava processar a magnitude do que acabara de viver.
— Eu disse que você precisava relaxar — Luciano sussurrou, agora com um tom de voz surpreendentemente doce, quase carinhoso.
André, ainda trêmulo, apenas sorriu, sentindo que, a partir daquela noite, o silêncio da biblioteca e a rotina da faculdade nunca mais seriam os mesmos.
Eita conta aí se teve continuidade e como foi, muito.bom seu conto.