— Precisamos urgentemente de duas coisas — disse ele, mal ela pousou os pés no estribo. — Chope gelado… e o Motel Flamingo.
Daniela riu, o riso solto de quem já conhecia aquela fissura dele por ela. — Dois chopinhos antes, combinado? Quero matar a sede antes de te deixar me comer de todo jeito.
Ele deu partida e o carro se misturou ao trânsito preguiçoso na W3 Norte. Ivan deu uma respirada funda, sentindo o perfume baratinho mas adocicado de Daniela misturado ao suor da loja. A ideia era simples: parar no Beirute — aquele bar de meia-luz dourada onde o cheiro de cerveja velha paira como névoa — tomar duas canecas de chope e depois ir direto pro Flamingo, onde alugariam um quarto com espelho no teto e banheira de hidromassagem. O que ela não imaginava era que, toda manhã desde a última transa a três, Ronaldo martelava o WhatsApp de Ivan:
“Quero repetir, cara. Tô doido pra enfiar a cara naqueles seios de novo. Deixa eu encontrar vocês?”
Ivan, apesar de educado, gostava de surpresas. Respondeu logo: “Domingo, 20 h, Beirute. Aparece.”
Chegaram ao bar às vinte e quinze. O DJ anunciava uma história de turnê enquanto o som de Tim Maia encobria o zunzunzão das conversas. Acharam uma mesa de madeira escura perto da janela, Ivan pediu dois chopões bem tirados. A espuma escorreu pelo bordo da caneca enquanto os cristais de gelo estalavam. Daniela bebericou, deixou o líquido dourado escorregar pela garganta, limpando o pó do dia. Ivan, do outro lado da mesa, passou o pé por debaixo da calça jeans dela, roçou o tornozelo, ergueu a sobrancelha:
— Tá molhando a calcinha só de imaginar, né?
— Cale a boca – respondeu ela, mas o rosto queimou. — Ainda estamos no meio da galera.
Ele sorriu, mas antes de dizer mais alguma coisa o corpo de Daniela se erneu: um par de mãos largas tapou-lhe os olhos por trás. Um hálito quente de cerveja na nuca. Uma voz ronca, divertida:
— Adivinha quem está aqui para te enlouquecer?
Ela se revirou na cadeira; o corpo musculoso, alto, de Ronaldo encostou-lhe nas costas. O volume na calça jeans dele pressionou-lhe a cintura. Antes que ela soltasse algum som, ele, todo sedutor, inclinou-se e beijou-lhe a boca. A língua dele deslizou, firme, roçou o amasso da língua dela; o beijo era curto mas seco, cheio de promessa e ousadia. O bar inteiro pareceu desaparecer; Daniela sentiu o coração disparar, o clitóris latejar contra o jeans, e um borção de calor ascender-lhe o rosto.
Ivan, do outro lado, ergueu uma sobrancelha, divertiu-se com a cara de surpresa dela.
— Convidei nosso amigo para o chope — disse ele, como quem conta piada interna. — Já que bons ventos querem soprar…
Ronaldo sorriu, puxou uma cadeira, sentou-se ao lado de Daniela. — Por favor, não me bata pela invasão, Dany. Mas foi o Ivan que me chamou. Não resisti: lembrei do seu cheiro, do seu gosto… e daqueles peitos deliciosos.
Ela bufou, tentando parecer irritada, mas o corpo dela já latejava. — Vocês dois me enlouquecem, né? Mas está rolando num bar, garotos!
— Onde melhor para começar? — respondeu Ronaldo, dando uma piscadela.
Os três brindaram, beberam fundo, falaram besteiras, relembraram as últimas férias, o tempo voa. O DJ mudou para um reggaeton lento, o pessoal começou a rebolar em pé. Daniela, meio tonta de desejo e álcool, passou a mão pela nuca de Ronaldo, depois puxou Ivan pela manga:
— Vamos logo pro motel antes que eu fique maluca. Quero transar com vocês dois outra vez. Agora.
Ivan pagou a conta com notas amassadas e os três saíram, caminhando rápido pela calçada quente. O Motel Flamingo ficava a poucas quadras; resolveram ir a pé, deixando o carro no estacionamento do bar mesmo. O coração de Daniela martelava; ela sentia-se observada pela rua quase vazia, mas não ligava. No cérebro dela, só ecoava: dois paus para comer ela hoje.
Na entrada do Flamingo, Ivan pediu a chave da suíte master: espelho no teto, banheira, sofá de veludo. O balconista entregou sem olhar nos olhos, costume de quem vê trio todos os dias. Subiram a escada estreita, abriram a porta. O quarto oferecia penumbra dourada, lençóis limpos, cheiro de amaciante barato misturado a incenso barato. Fecharam a porta. Ivan travou a fechadura. Ronaldo já puxava Daniela contra si, mordiscando-lhe o lóbulo da orelha:
— Posso te despiur logo, baby?
— Pode — respondeu ela, a voz roca, rouca de desejo.
Ivan aproximou-se, beijou-lhe a boca antes que Ronaldo tivesse chance. A língua de Ivan deslizou cerzida nela, lambendo o sabor de cerveja. Enquanto isso, Ronaldo ergueu a camiseta branca de Daniela pelo avesso, arrastando o tecido úmido sobre os seios até puxar fora de vez. O sutiã rendado era cor de nude; Ivan soltou o fecho, os seios saltaram livres, fartos, mamilos duros da excitação e do ar-condicionado cortando o calor. Ivan abocanhou o mamilo direito exatamente quando Ronaldo se agachou, beliscou o mamilo esquerdo entre a ponta dos lábios e roçou o dente; o bico enrijeceu na hora.
— Ahhhh… assim — gemia Daniela, segurando a nuca de Ivan. — Suga mais forte, safado!
Ivan pareceu obedeceer: abriu a boca, abocanhou metade da aréola, chupou com ímpeto, sentindo o gosto de sabonete barato e pele quente. Ronaldo, por sua vez, lambia círculos concêntricos em volta do bico esquerdo, depois o sugava até formar bolo de carne dura. Daniela soltou um gemido rouco, as pernas bambas. Sentiu a respiração dos dois bater em seu peito, a língua úmida, os dentes arranhando delicado, o desejo latejando no ventre.
A mão peluda de Ivan desceu pela curva da cintura, abriu o botão do short jeans, desceu o zíper. A mão dele entrou, passou pela barra da calcinha rendada, roçou o topo da racha depilada: estava encharcada. Ivan esfregou o clitóris com a base do dedo indicador, em movimentos circulares, sentindo o grelinho endurecer contra pele úmida. Ao lado dele, Ronaldo, sem parar de sugar o seio, levou mão ansiosa até as costas de Daniela, desceu a calça até o meio da coxa, deixou o short cair no chão. A calcinha era fio dental, o babado de renda subindo quase entre as nádegas. Ivan deslizou o dedo médio na fenda úmida, achou o buraquinho da buceta, circundou a entrada, mas não penetrou; voltou a massagear o clitóris.
Ronaldo largou o mamilo, lambou a curva até o pescoço, mordeu. Sussurrou:
— Quero te comer tudinho hoje. Vai dar?
— Vai sim… vá com tudo — ela respondeu, o suor escorrendo entre os seios.
Ronaldo ajoelhou-se, puxou a calcinha para o lado, beijou a virilha. Ivan, aproveitando-se do espaço, passou a outra mão por trás, massageando o redondo da bunda; o polegar percorreu sulco, roçou o anel do cuzinho. Daniela arrebitou o bumbum, incentivando. Ivan apanhou o sachê de lubrificante que sempre carregava depois do primeiro menage — aprendido o necessário — espalhou gel pela volta do ânus, cirundando a prega frouxa, massageando a porta.
Ronaldo, entretanto, concentrou-se no coito convencional: abriu as coxas da gata, lambiu o vão em leques longos, sentindo o aroma de pega forte, mistura de suor de dia inteiro e cerveja jorro. Enfiou a ponta da língua no canal, saboreando o mel salgado. Daniela gemia mais alto, cambaleou para trás, mas Ivan, segurando-a pela cintura, alimentou-a no colo dele. Ronaldo lambeu, chupou o clitóris, cravou dois dedos na buceta ensopada, fez movimento de vai-vem, acompanhando a língua. Ela gritou, deixou o orgasmo subir, mas Ivan sussurrou no ouvido:
— Segura, gata. Ainda vamos te foder até você não aguentar.
Ele puxou os dedos de Ronaldo, interrompendo próximo do clímax. Ronaldo entendeu, sorriu malicioso. Ivan retirou o short dele, deixando-o só de boxer. Ronaldo seguiu, tirou camiseta e jeans; o pau latejava dentro do cueca, uma vara grossa, veiuda, cabeça corada. Daniela, ofegante, lambia os lábios:
— Quero vocês dentro de mim. Quero a DP agora.
Ivan ordenou:
— Então prepara esse cuzinho, porque vou abri-lo.
Fez Daniela se ajoelhar no sofá, traseira empinada. Ronaldo sentou-se de frente, apoiou os pés no chão, alcançou outro sachê, abriu, passou por cima do pênis ereto, espalhou camada generosa. Daniela segurou o pescoço dele, beijou com fúria, as línguas batendo, sabendo o que vinha. Ivan, atrás, molhou dois dedos de lubrificante, aproximou-se da coxola arredondada, enfiou um dedo no anel. Entrou suave; o músculo cedeu, apertou. Ela gemeu dentro da boca de Ronaldo. Ivan trabalhou o dedo, girou, depois introduziu o segundo, abrindo o anel guloso. Em seguida trocou por plug de silicone, fino, apenas para manter relaxado.
Ronaldo, com as mãos no cabelo bagunçado dela, guiou-a até sentar no colo, encostando a cabeça do pau na entrada da buceta. Ivan retirou o plug, agachou-se atrás — com camisinha preta já enrolada — encostou a cabeça corada na porta traseira:
— Vai devagar, gatinha. Manda o ritmo.
Ela assentiu, o suor pingando pelas costelas. Foi descendo o peso, sentindo o pau de Ronaldo invadir a xoxa molhada até o talo. Quando estava totalmente assentada, percebeu a pressão por trás; Ivan empurrava, a cabeça escorregou meio centímetro, depois mais. O anel ardia, ela respirou fundo, soltou ar ofegante:
— Mais devagar… ahhh, vai… vai.
A ponteira entrou; o músculo cedeu, engoliu quatro centímetros. Ivan travou a respiração, segurando o quadril de Daniela. Ronaldo, sentindo o volume pela fina divisão, concentrou-se em ficar parado, deixando-a dominar. Daniela relaxou, mandou peso para trás; o pau de Ivan deslizou inteiro até o saco. O corpo dela tremeu, a visão turvou-se de prazer.
— Tá… tá dentro — sussurrou ela, incredula. — Me foda, por favor!
Ivan começou a bombação lenta; sacava quase tudo, voltava com firmeza. Ronaldo, por sua vez, tirava metade da xuca e voltava. O movimento combinado criou uma onda ininterrupta, um pau entrava quando o outro saía. Daniela mal respirava, gemia rouco, as unhas cravadas nos ombros de Ronaldo. O suor escorria entre as costas, chuvispando o sofá.
— Ahhh, sim… assim… fodem minha putinha… — berrou ela, o cérebro derretido.
Ivan acelerou, ouvindo os estalos de pele com pele. Sentia o canal apertado, o anel contraindo com cada golada. Ele desceu a mão, roçou o clitóris de Daniela com o indicador; ela quase saltou. Ronaldo, por sua vez, agarrou o seio esquerdo, lambeu o mamilo, depois beliscou, e chupou feito sugador. Ela soltou um grital, o primeiro orgasmo rolando em ondas rápidas; a buceta contraiu-se, drenando o pau de Ronaldo, o cu pulsou contra o de Ivan.
— Gozando! — berrou, como se o prazer precisasse ser declarado. — Gozando, caralho!
Mas não pararam. Ivan continuou bombardeando o ânus; Ronaldo também retomou o ritmo, cravando-se no útero. Daniela perdeu o senso de tempo, tudo era pica, era fogo, era peito sendo chupado, era dedo no grelinho. O segundo orgasmo surgiu sem avisar, soou como um soluço, jorrando suco claro na base do pau de Ronaldo; ela jorrava, tremia, pescoço tensionado.
Ivan, sentindo o canal do cu contrair-se, retirou-se, trocou de camisinha num piscar — queria mais tempo. Ronaldo, aproveitando o buraco livre, rodou Daniela sem tirar o pau da buceta, fez-a deitar de costas no sofá. Ivan ajoelhou-se atrás do braço estendido, ergueu-a pela cintura; Ronaldo cruzou as pernas debaixo dela, voltou a foder com força. A nova posição levou as coxas dela para cima, expondo melhor o anel. Ivan espalhou lubrificante extra, introduziu dois dedos, depois três, alargando o canal, preparando.
— Vai meter de novo aí, Ivan? — perguntou Ronaldo, sem parar de bombear.
— Vou. Quero ver ela gritar até o fim.
Daniela mal ouvia; o terceiro orgasmo estava próximo, percebia pelo formigamento pernas adentro. Ivan recolocou preservativo, posicionou a cabeçorra na porta traseira, empurrou. Dessa vez entrou fácil; a musculatura, embora contraída, já conhecia. Sentiu o calor circular, espremer, receber. Ronaldo, por sua vez, percebeu aumentar a pressão dentro da xoxa, gemeu de volta.
Novamente a sintonia: quando Ivan metia, Ronaldo secoava; quando Ivan saía, Ronaldo socava. Um dentro, outro fora. Daniela começou a soltar jatos de líquido transparente — spritz quente, molhando o sofá. O terceiro orgasmo explodiu, mais violento, fazendo-a debater, berros abafados pelas mãos de Ronaldo que lhe cobriam a boca. O corpo inteiro parecia se dissolver numa só onda de contrações.
Eles ainda rodaram mais uma vez: Ivan sentou-se na cadeira, colocou-a sentada no colo, pau no cu; Ronaldo, em pé, cravou a rola na buceta. Daniela, sentindo-se suspensa, abraçou o pescoço de Ronaldo, as pernas enrolaram-lhe a cintura. Agora ela que controlava — ou tentava. Subia e descia, batendo bumbum no colo de Ivan, ao mesmo tempo roçando o clitóris na virilha de Ronaldo. O suor fazia os corpos deslizarem como se fossem uns serpenteios. Ivan, enlouquecido, beliscava os mamilos por trás; Ronaldo, por sua vez, mordia o pescoço dela.
O quarto orgasmo não demorou — ela sentiu a lombar contrair, gritou “Ah, foda!”, a boceta esguichou de novo, suco escorreu pelos joelhos de Ronaldo. Ele próprio sentiu as pernas tremer, o saco latejar:
— Tô quase… tão quase… — resmungou.
Daniela, porém mal ouvia, o cérebro estava em pura neblina. A sensação de dupla penetração inundava cada fibra; cada nervo parecia vibrar junto dos paus que a rasgavam. Em algum momento, Ivan gozou por dentro da camisinha, o corpo contraído, soltou um grunhido rouco contra o ombro dela. Ficou ali, pulsando, enquanto terminava de esvaziar o saco. Retirou-se devagar, sem pressa. A camisinha, cheia, foi amarrada e jogada ao lixo.
Agora só restava Ronaldo, que ainda metia maquinalmente, concentrado. Ivan recuou, observou o espetáculo: a mulher deitada sobre o sofá, as coxas abertas apontando tetraedricamente, Ronaldo se desfazendo acima. A adrenalina, o álcool, o tempo todo aguantando, Ronaldo sentiu as bolas travarem. Ele puxou o pau da buceta; a pressão interna diminuía. Sem pensar duas vezes, pediu:
— Posso gozar dentro do cu dela sem camisinha? Quero encher o cuzinho…
Ivan, sem pestanejar, respondeu:
— Ela que decide…
Daniela, ainda atônita, sentindo-se avassaladora, fez um sim com a cabeça, ofegante:
— Enche meu cu, Ronaldo… enche tudo!
Ronaldo posicionou a cabeça na roseira relaxada de Ivan. Empurrou. O pau entrou deslizante, preenchendo o canal mais uma vez. Ivan, vendo aquilo, agarçou o clitóris dela, fez círculos rápidos; Daniela, já no limiar, soltou o quinto orgasmo, um grito rouco, jatos de líquido escorrendo até o sofá. O canal anal contraiu-se em torno do pau de Ronaldo, apertando, exigindo leite. Ronaldo, sentido o nó da garganta, deu três ou quatro estocadas breves, fincou fundo até o saco bater na prega, e soltou:
— Aí vem… aí vem… caralho!
Gozou, sem camisinha, direto no fundo do reto, pescoço estendido, veias marcadas. O jato grosso, quente, encheu as dobras internas; sentiu-se ser sugado pelo canal, cada pulsação era entrega total. Permaneceu ali, acomodado, até a última gota derramar-se.
Daniela, exausta, sentiu o recheio escorregar quente, abriu-se um sorriso satisfeito. Cinco orgasmos — ela perdera a conta, mas certamente fora isso. O corpo inteiro latejava, ainda tremia. Ronaldo retirou-se por fim; uma leve cuspida de sêmen claro escorreu pelo buraquinho, caindo sobre a pele úmida do sofá.
Silêncio. Apenas o ar-condicionado zunindo, o cheiro de sexo, suor e esperma dominando o quarto. Foram três horas desde que cruzaram a porta. Ivan encontrou garrafa de água, entregou para todos. Daniela, ainda deitada, pescoço relaxado, ergueu a mão:
— Primeira DP… — sussurrou, olhando pro teto. — E a primeira vez que outro homem me enche de porra… sem camisinha dentro do meu cu…
O resto da frase desapareceu num suspiro satisfeito. Ronaldo beijou-lhe a testa, Ivan limpou-a com toalha quente. O relógio na parede exibia 23:47. Ainda restava fôlego para mais, mas essa parte da história pertenceria à próxima rodada — talvez na banheira, talvez na cama propriamente. Mas isso viria depois. Agora, havia apenas o hálito quente, o corpo derretido e a certeza absoluta de que a noite ainda era toda deles.



